Cinco Votos para Obter Poder Espiritual.

Primeiro - Trate Seriamente com o Pecado. Segundo - Não Seja Dono de Coisa Alguma. Terceiro - Nunca se Defenda. Quarto - Nunca Passe Adiante Algo que Prejudique Alguém. Quinto - Nunca Aceite Qualquer Glória. A.W. Tozer

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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Bibliografia Reformada Básica


Esta bibliografia é bem resumida e está sendo atualizada. Mas já tem o suficiente para quem quer sobreviver em território liberal:

PSICOLOGIA GERAL
BONOW, I. W. Elementos de Psicologia. São Paulo: Melhoramentos.
HURDING, Roger F. A Árvore da Cura: Modelos de Aconselhamento e de Psicoterapia. São Paulo: Vida Nova, 1995. 490p.
NICHOLI Jr., Armand N. A Questão de Deus: Viçosa, MG: Ultimato
MARX, Melvin H. & HILLIX, William A. Sistemas e Teorias em Psicologia. São Paulo: Cultrix, 1993.

INTRODUÇÃO À FILOSOFIA
GEISLER, Norman L. e FEINBERG, Paul D. Introdução à Filosofia: uma perspectiva cristã. São Paulo: Vida Nova, 1983, 1996.
NASH, Ronald. As Questões Finais da Vida. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.
SPROUL, R.C. Filosofia para Iniciantes. São Paulo: Vida Nova, 2002.

HISTÓRIA DA FILOSOFIA
BROWN, Colin. Filosofia e Fé Cristã. São Paulo: Edições Vida Nova, 1983.
MONDIN, Batista. Curso de filosofia. São Paulo: Edições Paulinas, 1987. V. 1, 2 e 3.
PADOVANI, Umberto e CASTAGNOLA, Luis. História da Filosofia. Rio de Janeiro: Melhoramentos.

SOCIOLOGIA GERAL (E DA RELIGIÃO)
ARON, Raymond. Etapas do Pensamento Sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
BERGER, Peter. O Dossel Sagrado: Elementos para uma Sociologia da Religião. São Paulo: Paulinas, 1985.
RIBEIRO, Darcy, O povo brasileiro (São Paulo: Companhia das Letras, 1995).
WEBER, Max. A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. Pioneira, 1987.
BIÉLER, André. A Força Oculta dos Protestantes. CEP

ANTROPOLOGIA
HESSELGRAVE, David J., A comunicação transcultural do evangelho, vols. 1, 2 e 3. São Paulo: Vida Nova, 1994.
HIEBERT, Paul G., O evangelho e a diversidade das culturas: Um guia de antropologia missionária. São Paulo: Vida Nova, 2001.
NIDA, Eugene A., Costumes e culturas: Uma introdução à antropologia missionária. São Paulo: Vida Nova, 1985.
ESTERCI, Neide, Peter Fry e Mirian Goldenberg (org.), Fazendo antropologia no Brasil. Rio de Janeiro: DP & A Editora, 2001.
GEERTZ, Clifford, Nova luz sobre a antropologia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

INTRODUÇÃO AO ANTIGO TESTAMENTO
de VAUX, Roland. Instituições de Israel no Antigo Testamento. São Paulo: Teológica/Paulus, 2003.
DILLARD, R. e LONGMAN III, T. Introdução ao Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2006.
LASOR, W., HUBBARD, D. e BUSH F. Introdução ao Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova.

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO
BRUCE, Frederick Fye. Merece Confiança o Novo Testamento? São Paulo: Vida Nova, reimpressão, 2004.
CARSON, D.A.; Moo, Douglas J. e Morris, Leon. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1997.
COMFORT, Philip W. A Origem da Bíblia. São Paulo: CPAD, 1998.
GEISLER, Norman & William Nix. Introdução Bíblica. São Paulo: Editora Vida, 1997.
HARRIS, Laird, Inspiração e Canonicidade da Bíblia. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.

GEOGRAFIA E ARQUEOLOGIA DA BÍBLIA
BRUCE, F. F. Merece Confiança o Novo Testamento? São Paulo: Vida Nova, 1990, 2a edição)
COLEMAN, W. Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos. Venda Nova: Betânia, 1998.
COSTA, Hermisten M. P. da. A Literatura Apocalíptico–Judaica. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1992.
CURRID, John. Arqueologia nas Terras Bíblicas. São Paulo: Cultura Cristã, 2003.
DANA, H.E. Mundo do Novo Testamento. 4ª Ed. Rio de Janeiro: JUERP. 1990.
DANIEL-ROPS, Henry. A Vida Diária nos Tempos de Jesus. São Paulo: Vida Nova, 1983.
GUNDRY, R. H. Panorama do Novo Testamento. São Paulo: Vida.
HILL, A. e WALTON, J. Panorama do Antigo Testamento. São Paulo: Editora Vida, 2006.
ORRÚ, Geruásio F. Os Manuscritos de Qumran e o Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1993.
PACKER, J., TENNEY, M. e WHITE Jr, W. O Mundo do Novo Testamento. São Paulo: Editora Vida, 1988.
PACKER, J., TENNEY, M. e WHITE Jr, W. Vida Cotidiana nos Tempos Bíblicos.
São Paulo: Editora Vida, 1984.ROBERTSON, O. Palmer. Terra de Deus. São Paulo: Cultura Cristã, 1998.
SCHULTZ, S. História de Israel no Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova. 

HEBRAICO
FUTATO, Mark. Introdução ao Hebraico Bíblico. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.
KELLEY, Page H. Hebraico Bíblico: Uma Gramática Introdutória. São Leopoldo: Editora Sinodal, 1998
ROOS, A. P. Gramática do hebraico bíblico para iniciantes. São Paulo: Vida, 2006.
WALTKE, B. e O’CONNOR, M. Introdução à sintaxe do hebraico bíblico. São Paulo: Cultura Cristã, 2006.
FRANCISCO, Edson. Manual da Bíblia Hebraica. 2ª edição. São Paulo: Vida Nova, 2005.

GREGO
LASOR, William Sanford trad. Rubens Paes. Gramática Sintática do Grego do Novo Testamento, 2a. Edição, 1998. São Paulo: Vida Nova, reimpressão 2002.
MACHEN, John Gresham. O Novo Testamento Grego para Iniciantes. Trad. Antônio Victorino. São Paulo: Hagnos, 2004.
MOULTON, H. Léxico Grego Analítico. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.
SCHALKWIJK, Frans Leonard. Coinê: Pequena Gramática do Grego Neotestamentário. Patrocínio: CIEBEL, 1975.

HERMENÊUTICA
ANGLADA, Paulo. Introdução a Hermenêutica Reformada. Belém: Knox Publicações, 2006.
BERKHOF, L. Princípios de Interpretação Bíblica. São Paulo: Cultura Cristã, 2000.
DOCKERY, David S. Hermenêutica Contemporânea à luz da igreja primitiva. São Paulo, SP: Editora Vida, 2001.
FEE, Gordon D. e STUART, Douglas. Entendes o que lês? São Paulo: Vida Nova, 1989.
KAISER JR, Walter C. & SILVA, Moisés. Introdução à Hermenêutica Bíblica: como ouvir a Palavra de Deus apesar dos ruídos de nossa época. São Paulo: Cultura Cristã, 2001.
LOPES, Augustus Nicodemus. A Bíblia e seus Intérpretes. São Paulo: Cultura Cristã.
PRATT, JR., R. Ele nos Deu Histórias. São Paulo: Cultura Cristã, 2003.
SPROUL, RC. O Conhecimento das Escrituras. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.
VIRKLER, Henry A. Hermenêutica Avançada: Princípios e Processos de Interpretação Bíblica. São Paulo: Vida, 1999.

TEOLOGIA BÍBLICA DO ANTIGO TESTAMENTO
HOUSE, Paul. Teologia do Antigo Testamento. São Paulo: Editora Vida, 2006.
ROBERTSON, O. P. O Cristo dos Pactos. São Paulo: Cultura Cristã.
SMITH, Ralph L. Teologia do Antigo Testamento. História, Método e Mensagem. São Paulo: Vida Nova, 2001.
VAN GRONINGEN, G. O progresso da Revelação no Antigo Testamento. São Paulo: Cultura Cristã, 2006.
VAN GRONINGEN, Gerard. Criação e Consumação, 3 vols. São Paulo, Cultura Cristã.
VAN GRONINGEN, Gerard. Revelação Messiânica no Antigo Testamento. São Paulo, Cultura Cristã, 2003.

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO
LADD, George Eldon. Teologia do Novo Testamento. São Paulo: Hagnos, 2003.
MORRIS, Leon. Teologia do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2003.
RIDDERBOS, H., A Teologia do Apóstolo Paulo. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.

METODOLOGIA EXEGÉTICA
LONGMAN III, Tremper. Lendo a Bíblia com o coração e a mente. São Paulo: Cultura Cristã, 2003.
PINTO, Carlos O. Fundamentos para Exegese do Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova.
VIRKLER, Henry A. Hermenêutica Avançada. Princípios e Processos de Interpretação Bíblica. São Paulo: Vida, 1987.
ZUCK, Roy B. A interpretação Bíblica – meios de descobrir a verdade da Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 1994.

EXEGESE DAS CARTAS PAULINAS
BRUCE, F. F. Paulo o apóstolo da graça, sua vida, cartas e teologia. São Paulo: Shedd Publicações, 2003.

EXEGESE DAS CARTAS PASTORAIS E GERAIS
LOPES, Augustus Nicodemus. Comentário 1 João. São Paulo: Cultura Cristã, 2005.
LOPES, Augustus Nicodemus, Comentário de Tiago. São Paulo: Cultura Cristã, 2006.

HISTÓRIA DA IGREJA
BETTENSON, H. Documentos da Igreja Cristã. São Paulo, ASTE.
CAIRNS, Earle E. O Cristianismo Através dos Séculos. São Paulo: Vida Nova, 1995.
CLOUSE, Robert, PIERARD Richard e YAMAUCHI, Edwin. Dois reinos. São Paulo: Cultura Cristã, 2003.
GONZÁLEZ, Justo. Uma história ilustrada do Cristianismo. 10 vols. São Paulo: Vida Nova.
LEITH, John H. A Tradição Reformada. São Paulo: Pendão Real, LINDBERG, Carter. As Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001.
McKIM, Donald K. (org.) Grandes Temas da Tradição Reformada. São Paulo: Pendão Real, 1998.
NICHOLS, Robert H. História da Igreja Cristã. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.
NOLL, Mark. Momentos decisivos na história do Cristianismo. São Paulo: Cultura Cristã, 2000.
SCHALKWIJK, Frans L. Igreja e Estado no Brasil Holandês. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.

HISTÓRIA DA IGREJA NO BRASIL
LÉONARD, Émile-G. O Protestantismo Brasileiro. São Paulo: ASTE.
LERY, J. A Tragédia da Guanabara. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.
LÉRY, Jean. Viagem à terra do Brasil. São Paulo, Martins Editora.
MENDONÇA, Antônio Gouvêa e VELASQUES FILHO, Prócoro. Introdução ao Protestantismo no Brasil. São Paulo: Loyola, 1990, 2002.
MENDONÇA, Antônio Gouvêa. O Celeste Porvir. A inserção do protestantismo no Brasil. São Paulo: Paulinas, 1984.
REILY, Duncan A. História documental do protestantismo no Brasil. São Paulo: ASTE.
RIBEIRO, Boanerges. Aspectos culturais da implantação do protestantismo no Brasil. São Paulo, O Semeador.

HISTÓRIA DA IPB
FERREIRA, Edijece. A Bíblia e o Bisturi. Recife: Missão Presbiteriana do Brasil.
FERREIRA, Júlio Andrade. História da Igreja Presbiteriana do Brasil (Vol. I e II). São Paulo: CEP, 1992.
MATOS, Alderi S. Os pioneiros presbiterianos do Brasil (1859-1900). São Paulo: Cultura Cristã, 2004.
MATOS, Alderi S. Uma Igreja Peregrina: História da Igreja Presbiteriana do Brasil de 1959 a 2009. São Paulo: Cultura Cristã, 2009.
RIBEIRO, Boanerges. Protestantismo no Brasil Monárquico. São Paulo, Pioneira.
________. A Igreja Presbiteriana no Brasil da autonomia ao cisma. São Paulo, O Semeador.

VOCAÇÃO E ESPIRITUALIDADE
GUINNESS, Os. O chamado. São Paulo: Cultura Cristã, CESAR, Kléos Magalhães Lenz. Vocação – Perspectivas Bíblicas e Teológicas. Viçosa (MG): Ultimato, 1999.
EDWARDS, Jonathan. A vida de David Brainerd. São Paulo: Fiel, 1993.
MURRAY, Iain. O Spurgeon que Foi Esquecido. São Paulo: PES, 2004.
SPURGEON, C. H. Chamado para o Ministério. PES.
VEITH, JR., G. E. Deus em ação. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.

POIMÊNICA
ADAMS, Jay E. O Manual do Conselheiro Cristão. São Paulo: Editora FIEL
ARMSTRONG, John, Org. O ministério pastoral segundo a bíblia. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.
BAXTER, Richard. Manual Pastoral de Discipulado. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.
BAXTER, Richard. O pastor aprovado. São Paulo: PES, 1989.
EYRICH, H., HINES, W. Cura para o coração. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.
GOMES, Wadislau. Aconselhamento redentivo. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.
HANSEN, David. A arte de pastorear. São Paulo: Shedd Publicações, 2001.
MAC ARTHUR Jr., John F. e MACK, Wayne A. Introdução ao Aconselhamento Bíblico: um guia básico dos princípios e prática do aconselhamento. São Paulo: Editora Hagnos, 2004.
MARRA, Cláudio. A Igreja Discipuladora. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.
WHITE, Peter. O Pastor Mestre. São Paulo: Cultura Cristã, 2003.

LIDERANÇA
DORIANI, Dan. O homem segundo o coração de Deus. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.
LAWRENCE, Bill. Autoridade Pastoral. São Paulo: Cultura Cristã, 2001.
MAXWELL, John C. As 21 indispensáveis qualidades de um líder. São Paulo: Mundo Cristão, 2000.

TEOLOGIA DE MISSÕES
GETZ, Gene A. Igreja: forma e essência: o corpo de Cristo pelos ângulos das Escrituras, da história e da cultura. São Paulo: Vida Nova, 1994.
GREEN, Michael. A Evangelização na Igreja Primitiva. São Paulo: Vida Nova, 1984.
NEILL, Stephen. História das missões cristãs. São Paulo: Vida Nova.
PIPER, J. Alegrem-se os Povos. São Paulo: Cultura Cristã, 2001.
STEUERNAGEL, Valdir Raul, org. A Missão da Igreja: uma visão panorâmica sobre os desafios e propostas de missão para a Igreja na antevéspera do terceiro milênio.
Belo Horizonte: Missão Editora, 1994.
TUCKER, Ruth A. Até os Confins da Terra. São Paulo: Vida Nova, 1986.

EVANGELIZAÇÃO
BARRS, Jerram. A Essência da Evangelização. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.
KUIPER, R. B. Evangelização Teocêntrica. São Paulo: PES, 1976.
PACKER, J. I. Evangelização e Soberania de Deus. São Paulo: Vida Nova, 1990.
EDUCAÇÃO CRISTÃ
ACSI. Série Fundamentos da Educação Cristã. São Paulo: ACSI.
DOWNS, Perry G. Ensino e Crescimento – Uma Introdução à Educação Cristã. São Paulo: Cultura Cristã, 2001.
COMENIUS. Didática Magna.
PAZMIÑO, Robert. Elementos básicos do ensino para cristãos. São Paulo: Cultura Cristã, 2006.
PORTELA, F. Solano. Educação Cristã? São José dos Campos: Fiel.

CONSTITUIÇÃO E ORDEM DA IPB
MANUAL PRESBITERIANO. São Paulo: Cultura Cristã DIGESTO PRESBITERIANO. São Paulo: Cultura Cristã

HOMILÉTICA
ANGLADA, Paulo. Introdução a Pregação Reformada. Ananindeua, PA: Knox Publicações, 2005.
BROADUS, John A. Sobre a Preparação e a Entrega de Sermões. São Paulo: Custom, 2003.
CHAPELL, B. Pregação Cristocêntrica. São Paulo: Cultura Cristã, 2002.
DORIANI, D. A Verdade na Prática. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.
GOUVÊA Jr., Herculano. Lições de Retórica Sagrada. Campinas: Luz para o Caminho, 1972.
GREIDANUS, S. Pregando Cristo a partir do Antigo Testamento. São Paulo: Cultura Cristã, 2006.
O Pregador Contemporâneo e o Texto Antigo. São Paulo: Cultura Cristã, 2006.
LEWIS, R. com G. Pregação Indutiva. São Paulo: Cultura Cristã, 2002.
ROCHA, Thiago Rodrigues. Convém que Ele Cresça. Rio de Janeiro: s. e., 2003.
SPURGEON, Charles Haddon; OLIVETTI, Odayr, Trad. Lições aos meus alunos: homilética e teologia pastoral. São Paulo: PES, 1990.

TEOLOGIA SISTEMÁTICA
CALVINO, João. As Institutas ou Tratado da Religião Cristã (4 vols.). São Paulo: Cultura Cristã, 2006.
CALVINO, João. Instrução na fé. Goiânia: Editora Logos, 2003.

PROLEGÔMENOS E TEONTOLOGIA
ANGLADA, Paulo Roberto Batista. Soli Deo Gloria – O Ser e Obras de Deus. Ananindeua: Knox Publicações, 2007.
BERKHOF, L. A história das doutrinas cristãs. São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1992.
CAMPOS, Heber. O Ser de Deus e os seus Atributos. São Paulo: Cultura Cristã.
CAMPOS, Heber. O Ser de Deus e suas Obras – Providência. São Paulo: Cultura Cristã.
AGOSTINHO DE HIPONA. A Trindade. São Paulo: Paulus, 1994. Coleção Patrística.
JENSEN, Peter. A revelação de Deus. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.

ANTROPOLOGIA BÍBLICA
HOEKEMA, Anthony. Criados à Imagem de Deus. São Paulo: Cultura Cristã, 1999.
LUNDGAARD, Kris. O Mal que Habita em Mim. São Paulo: Cultura Cristã, 2003.
PLANTINGA, JR., Cornelius. Não era para ser assim. São Paulo: Cultura Cristã, 1998.
LUTZER, Erwin. A Serpente do Paraíso. São Paulo: Vida, 1998.

CRISTOLOGIA
CAMPOS, Heber. As Duas Naturezas do Redentor. São Paulo: Cultura Cristã.
________, Heber. A União das Naturezas do Redentor. São Paulo: Cultura Cristã.
LETHAM, Robert. A obra de Cristo. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.
McLEOD, Donald. A pessoa de Cristo. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.

SOTEORIOLOGIA
HOEKEMA, Anthony A. Salvos pela Graça. São Paulo: Cultura Cristã, 1997.
GUNDRY, Stanley, Editor. 5 Perspectivas sobre a Santificação. São Paulo: Vida, 2006.
MACARTHUR, J. et alli. Justificação pela fé somente. São Paulo: Cultura Cristã, 1995.

PNEUMATOLOGIA
FERGUSON, Sinclair. O Espírito Santo. São Paulo: Puritanos, 2000.
HORTON, Michael (org.). Religião de Poder. São Paulo: Cultura Cristã, 1997.
KUYPER, A. A Obra do Espírito Santo. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.
BROWN, p. O Espírito Santo e a Bíblia. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.
HULSE, Erroll. O Batismo do Espírito Santo. São Paulo: Editora FIEL.

ESCATOLOGIA
HENDRIKSEN, William. A Vida Futura segundo a Bíblia. São Paulo: Cultura Cristã.
HOEKEMA, Anthony. A Bíblia e o Futuro. São Paulo: Cultura Cristã.
CLOUSE, Robert, Editor. Milênio: Significado e Interpretações. Campinas: Luz para o Caminho, 1985.

REFORMADORES
BIÉLER, André. O pensamento econômico e social de Calvino. São Paulo: Cultura Cristã.
DIVERSOS. Calvino e sua influência no mundo ocidental. São Paulo: Cultura Cristã.
McGRATH, A. A Vida de João Calvino. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.
WALLACE, R. Calvino, Genebra e a reforma. São Paulo: Cultura Cristã. 2003.

TEOLOGIA DO CULTO
BAIRD, Charles W. A Liturgia Reformada. Santa Bárbara d’Oeste: SOCEP, 2001.
CUNHA, Guilhermino. O culto que agrada a Deus. São Paulo: Cultura Cristã, HAHN, Carl Joseph. História do Culto Protestante no Brasil. São Paulo: ASTE, 1989.
HORTON, Michael. Um Caminho Melhor.. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.

HISTÓRIA DO PENSAMENTO CRISTÃO
GONZALEZ, Justo L. Uma História do Pensamento Cristão. São Paulo: Cultura Cristã, 2005.
GRENZ, Stanley e OLSON, Roger E. A Teologia do século 20. Deus e o mundo numa era de transição. São Paulo: Cultura Cristã, 2003.

ÉTICA CRISTÃ
GEISLER, Norman L. Ética Cristã. São Paulo: Vida Nova, 1988.
GRENZ, Stanley. A Busca da Moral. São Paulo: Vida 2006.
GUNDRY, Stanley, Editor. Deus mandou matar? 4 Pontos de vista sobre o genocídio cananeu. São Paulo: Vida, 2006.
HARE, John. Por que ser bom? São Paulo: Vida, 1988.

COSMOVISÃO CALVINISTA
VEITH JR., Gene E. Tempos Pós-Modernos. São Paulo: Cultura Cristã, 1999.
VEITH JR., Gene E, De todo o teu entendimento. São Paulo: Cultura Cristã, 2006.
Horton, M. O Cristão e a Cultura. São Paulo: Cultura Cristã, 2006.
MACARTHUR. Princípios para uma cosmovisão bíblica. São Paulo: Cultura Cristã.
PEARCEY, Nancy. Verdade Absoluta. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
Schaeffer, F. O Deus que Intervém. São Paulo: Cultura Cristã.
Schaeffer, F. Morte da Razão. São Paulo: ABU.
Schaeffer, F. O Deus que se revela. São Paulo: Cultura Cristã.
Schaeffer, F. Como viveremos? São Paulo: Cultura Cristã.
Schaeffer, F. Morte na cidade. São Paulo: Cultura Cristã.
Schaeffer, F. Poluição e a morte do homem. São Paulo: Cultura Cristã.
Schaeffer, F.. A Igreja no Final do século XX. São Paulo: Cultura Cristã, 2008.
Schaeffer, F. Manifesto Cristão. São Paulo: Cultura Cristã, 2008.
Schaeffer, F. O Grande desastre evangélico. São Paulo: Cultura Cristã, 2008.

APOLOGÉTICA CRISTÃ
CHAPMAN, C. Cristianismo: a melhor resposta. São Paulo: Vida Nova, 1990.
EDGAR, William. Razões do Coração: Recuperando a Persuasão Cristã. Brasília: Refúgio, 2001.
KUYPER, Abraham. Calvinismo. São Paulo: Cultura Cristã.
SIRE, James. O Universo ao lado. São Paulo: United Press, 2001.
SPROUL, R. C. Boa Pergunta. São Paulo: Cultura Cristã.
ZACHARIAS, Ravi. Pode o homem viver sem Deus? São Paulo: Mundo Cristão, 1997.

DIDÁTICA
DRYDEN, G. e SEANETTE, V. Revolucionando o aprendizado. São Paulo: Makron Books, 1996.
HAYDT, R. C. C. Curso de Didática Geral. São Paulo: Papirus.

PSICOLOGIA DA RELIGIÃO
FRANKL, Viktor E. A Presença Ignorada de Deus. São Leopoldo: Sinodal; Petrópolis: Vozes, 1992, 2001.
JOHNSON, Paul E. Psicologia da Religião. São Paulo: ASTE, 1964.

TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO
DUARTE, Noélio. Você pode falar melhor. São Paulo: Hagnos, 2001.
MOINE, Donald J. Modernas Técnicas de Persuasão. São Paulo: Summus. 

MÚSICA
CARPEAUX, Otto Maria. Uma Nova História da Música. Rio de Janeiro: Ediouro, s.d.
FERNANDES BRAGA, Henriqueta Rosa. Música Sacra Evangélica no Brasil. Rio de Janeiro: Cosmos.
WANDERLEY, Ruy. História da Música Sacra. São Paulo: Imprensa Metodista. 

CONFISSÕES
A Confissão Belga. Cultura Cristã
BEEKE, J. (org.). Harmonia das Confissões Reformadas. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.
Cânones de Dort. Cultura Cristã.
IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL. Confissão de Fé de Westminster e Catecismos Maior e Breve. São Paulo, CEP.
MISSÃO PRESBITERIANA DO BRASIL CENTRAL. Livro de Confissões. São Paulo, Missão Presbiteriana do Brasil Central.
O Catecismo de Heidelberg. Cultura Cristã.

LÓGICA (E FILOSOFIA DA CIÊNCIA)
FOUREZ, Gérard. A construção das ciências: introdução à filosofia e à ética das Ciências. São Paulo: Editora UNESP, 1995.
THOMAS, J. D. Razão, ciência e fé. São Paulo: Vida Cristã, 1984.
VAN RIESSEN, Hendrik. Enfoque cristiano de la ciencia. Rijswijk: Fundacion Editorial de Literatura Reformada, 1996.

PATRÍSTICA
AGOSTINHO DE HIPONA. A Cidade de Deus (2 vol.). Petrópolis: Vozes, 1990.
AGOSTINHO DE HIPONA. Confissões. São Paulo: Paulus,(Coleção Patrística) ALTANER, B. e STUIBER, A. Patrologia. São Paulo: Paulus, IRENEU DE LIÃO. Contra as heresias. São Paulo: Paulus, 1995. (Coleção Patrística)

DICIONÁRIOS E ATLAS
DAVIS, J. Dicionário Bíblico. Rio de Janeiro, JUERP.
DOUGLAS, J. M. Novo Dicionário da Bíblia. São Paulo, Vida Nova.
DOWLEY, Tim, Editor. Atlas Vida Nova da Bíblia e da história do Cristianismo. São Paulo, Vida Nova, 1997.
HARRIS, R., ARCHER, G. e WALTKE, B. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1998.
Manual Bíblico de Mapas e Gráficos. São Paulo: Cultura Cristã, 2003.
ROWLEY, H. H. Pequeno Atlas bíblico. São Paulo, ASTE.
SBB. Concordância Bíblica.
WALTON, R. História da igreja em quadros. São Paulo: Vida, 2003.
WALTON, J. O Antigo testamento em quadros. São Paulo: Vida, 2001.

COMENTÁRIOS BÍBLICOS
A Bíblia Fala Hoje. ABU Editora.
Série Comentário do Novo Testamento. William Hendriksen e Simon Kistemaster. Cultura Cristã
Série Comentário do Antigo Testamento Cultura Cristã.
Novo Comentário da Bíblia. Edições Vida Nova.
Série: Comentários de João Calvino – Paracletos/Fiel
Série: Cultura Bíblica – Vida Nova
Série: El Nuevo Testamento de William Barclay – La Aurora
 .
Autor: Augustus Nicodemus Lopes
Fonte: [ O Tempora, O Mores ] 
Segue abaixo mais algumas dicas de excelentes livros que não podem faltar em sua biblioteca:

Apologética Cristã:

- Compêndio de Teologia Apologética - 
François Turretini, Cultura Cristã 

- Apologética para a glória de Deus - John Frame, Cultura Cristã
- Confrontando o feminismo evangélico, Wayne Grudem, Cultura Cristã
- Apologética Cristã – Cornelius Van Til - Cultura Cristã
- Por que creio em Deus? - Cornelius Van Til - Ed. Monergismo
- Questões últimas, Vicent Cheung, Ed. Monergismo
- A prova definitiva da criação, Jason Lisle, Ed. Monergismo
- Ensaios Apologéticos - William L. Craig, Francis Beckwith e J.P. Moreland - Editora Hagnos
- Os Evangelhos Perdidos - Darrel L Bock - Editora Thomas Nelson
- O Delírio de Dawkins - Alister McGrath/Joanna McGrath - Mundo Cristão
- Filosofia e Cosmovisão Cristã - J. P. Moreland/William L. Craig - Vida Nova
- Em Defesa de Cristo - Lee Strobel - Editora Vida
- Em Defesa da Fé - Lee Strobel - Editora Vida
- Apologética para a Glória de Deus – John Frame - Cultura Cristã
- Enciclopédia de Apologética - Norman Geisler - Vida Nova
- Evidência Que Exige Um Veredito - Josh McDowell - Arte Editorial
- A Bíblia e a Arqueologia - Josh McDowell - Arte Editorial
- Persuasões – Douglas Wilson - Editora Monergismo
- A Veracidade da Fé Cristã - William Lane Craig - Vida Nova.
- Apologética para Questões Difíceis da Vida - William L. Craig -  Vida Nova
- Em Guarda - William Lane Craig - Vida Nova
- Apologética no Diálogo – Vincent Cheung - Editora Monergismo
- Crer Também é Pensar - John Stott - Ultimato
- Darwin no banco dos Réus - Phillip E. Johnson - Cultura Cristã
- Questões Últimas - Vincent Cheung - Editora Monergismo
- Manual popular de dúvidas, enigmas e contradições da Bíblia - Norman L. Geisler - Thomas A. Howe - Mundo Cristão
- Confrontações Pressuposicionais - Vincent Cheung - Editora Monergismo  
- Não tenho fé suficiente para ser ateu - Norman Geisler & Frank Turek - Vida Acadêmica
- Deus e o Mal, o Problema Resolvido – Gordon Clark - Editora Monergismo
- Sócrates e Jesus, o debate – Peter Kreeft - Editora Vida
- Ortodoxia – GK Chesterton - Mundo Cristão
- O Homem Eterno – GK Chesterton -
Mundo Cristão
- Por que a ciência não consegue enterrar Deus - John C. Lennox - Mundo Cristão
- Merece confiança o Antigo Testamento? - Gleason L. Archer Jr., Vida Nova
- Merece confiança o Novo Testamento? - F.F. Bruce, Vida Nova
Teologia sistemática:

- Louis Berkhof, Teologia Sistemática. Editora Cultura Cristã
- Wayne Grudem, Teologia Sistemática. Editora Vida Nova
- Teologia sistemática de Hodge, Charles Hodge, Ed. Hagnos

Homilética:

- Pregação Cristocêntrica, Bryan Chapell, Editora Cultura Cristã
- Pregação & Pregadores, D. Martin Lloyd-Jones, Editora Fiel


Neopentecostalismo:

- O Caos Carismático - John MacArthur - Editora Fiel (download)
- Dez Acusações Contra a Igreja Moderna - Paul Washer - Editora Fiel (download)
- A Secularização da Igreja - Charles Finney - Editora Fiel
- Guerra pela Verdade - John MacArthur - Editora Fiel
- Com Vergonha do Evangelho - John MacArthur - Editora Fiel
- Sincero mas Errado - D. Martyn Lloyd-Jones - Editora Fiel
- Louvor em Crise - Peter Masters - Editora Fiel
- Onde estão os Apóstolos e Profetas? - Brian Edwards - Editora Fiel
- Retende o que é bom - J.C. Ryle - Projeto Ryle (download)
- A falibilidade dos ministros - J.C. Ryle - Projeto Ryle (download)
- O que estão fazendo com a Igreja - Augustus Nicodemus Lopes - Mundo Cristão
- SuperCrentes - Paulo Romero - Mundo Cristão
- Cristianismo em Crise -  Hank Hanegraaff - CPAD

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Estudo Salmo 23



O Salmo 23 é uma parábola e contêm várias figuras. O cálice transbordante é símbolo de alegria ou de ignominia? A mesa preparada propõe reconciliação com o inimigo, ou aponta para a vítima da festa? A parábola tem em vista um rebanho, ou é uma profecia acerca de uma ovelha específica? O Salmo 23 só ganha sentido quando analisado sob o prisma da vítima perfeita escolhida e preservada por Deus: o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo: "Mas Jesus disse a Pedro: Põe a tua espada na bainha; não beberei eu o cálice que o Pai me deu?" ( Jo 18:11 ).


    1. O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.
    2. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas.
    3. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
    4. Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
    5. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
    6. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.

Introdução
À época de Jesus, os judeus liam diariamente as Escrituras porque entendiam que elas contêm vida eterna, porém, quando a vida eterna que estava junto ao Pai se manifestou, rejeitaram o Verbo da vida ( 1Jo 1:1 -2; Rm 2:20 ). É neste contexto que Jesus disse: "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam" ( Jo 5:39 ).
Para analisar o Salmo 23, seguiremos a orientação de Jesus: “São elas (as Escrituras) que de mim testificam”, ou seja, os salmos, os profetas e a lei apresentam o testemunho de Cristo “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos” ( Lc 24:44 ).
O salmista Davi era profeta e os seus cânticos são profecias acerca de Cristo em forma de poesia ( Mc 12:36 ; At 2:30 e 1Cr 25:1 ).
O Salmo 23 nos faz lembrar que todos os que creem em Cristo são ovelhas do Seu rebanho, porém, diferente do que muitos foram condicionados a pensar, o Salmo 23 não apresenta a expressão de um rebanho de ovelhas, antes é a expressão de confiança de uma ovelha específica: ‘O Senhor é o meu pastor...’, e não o Senhor é o ‘nosso’ pastor.
O segredo para interpretar as figuras e os enigmas do Salmo 23 está em descobrir quem é a pessoa que expressa tamanha confiança em Deus. Como o salmo 23 não foi composto da perspectiva de um rebanho, antes apresenta a perspectiva de uma única ovelha, devemos responder a pergunta feita pelo eunuco da rainha de Candace: "E, respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? De si mesmo, ou de algum outro?" ( At 8:34 ).
Através da exposição de Filipe fica claro que um profeta não profetiza acerca de si mesmo. Como profeta, Davi não foi diferente de Isaias, ambos profetizavam acerca do Messias. Para descobrir quem é a pessoa que assume a condição de ovelha confiante em Deus é essencial visualizar os salmos como profecias que apresentam aspectos da vida, morte e ressurreição de Cristo.
Há um aspecto essencialmente importante a se considerar antes de interpretar o Salmo 23: a vítima da festa. Para um cordeiro ser oferecido em holocausto, segundo a lei, devia ter um ano de idade e sem defeito algum, portanto, para a oferta ser agradável a Deus, o pastor devia dispensar um cuidado especial para com a vítima.
O cuidado do pastor era indispensável para que a ovelha chegasse à idade estabelecida sem qualquer defeito como cegueira, quebradura, aleijamento, verrugas, sarnas, impigens, etc. "O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras" ( Êx 12:5 ).
Diante da necessidade e do volume de oferendas pela expiação, as ovelhas para o sacrifício tinham que receber cuidados especiais para não faltar vítimas de um ano e sem defeito. O cuidado do pastor era indispensável para que a ovelha estivesse à altura da sua missão: posta como vítima da festa para expiação ( Nm 6:14 ).
Deus escolheu Cristo como a vítima da festa a ser atada sobre o altar ( Sl 118:27 ), concomitantemente, o Cordeiro de Deus recebeu um cuidado específico e efetivo para cumprir a missão do Sumo Pastor, que colocou a alma de Cristo por expiação dos pecados da humanidade ( Is 53:10 ).
O Salmo 23 apresenta o Cordeiro de Deus sob cuidado do Sumo Pastor, pois Ele foi enviado como a vítima para o sacrifício perfeito ( Is 53:7 ). Muitos, equivocadamente, buscam e pedem a proteção exarada no Salmo 23, porém, não atinam que a proteção nele descrita tem em vista um cálice "Jesus, porém, respondendo, disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu hei de beber, e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado? Dizem-lhe eles: Podemos" ( Mt 20:22 ).
O salmo 23 é uma parábola, e como parábola contém várias figuras que compõe um enigma. Primeiro desvendaremos as figuras que compõe o enigma e, ao final da releitura do Salmo 23, apresentaremos o significado da parábola.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Os amigos de Jó


"... em vez de me consolarem, vocês me atormentam." Jó 16.2
Temos testemunhado uma sequência infindável de tragédias da natureza, como tsunamis, terremotos, inundações, secas, temperaturas de extremo calor, ou de frio (agora mesmo escrevo de um lugar com temperatura de -23° C). Tais desastres ambientais trazem consigo um número incalculável de vítimas que se foram, mas também vítimas que ficaram. Quando conhecemos alguém que morreu nessas circunstâncias, sentimos a dor por dentro. Caso contrário, a morte de milhões pode ser simplesmente uma estatística para comentar.
Histórias de calamidade me remetem ao ocorrido com Jó, narrado no livro mais antigo da Bíblia que leva seu próprio nome. Jó era alguém que tinha todo o tipo de benção que uma pessoa possa almejar: saúde espiritual, física e emocional, família, amigos e bens materiais. De repente - e como esses "de repentes" surpreendem - foi vítima de uma sequência de tragédias tais que o fizeram perder tudo e todos que mais lhe valiam. Em suas próprias palavras, tornou-se pele e osso. Pior, pele e osso em decomposição.
Em meio à miséria, choro e sofrimento, chegam seus amigos. Puxa, finalmente, um pouco de consolo. Consolo? O que fazem é acusar, oprimir, maltratar, atormentar, condenar, e, pior, tudo em nome de Deus. Em suas mentes e corações existe uma sentença clara: Jó é culpado! Tudo o que lhe aconteceu é fruto do seu pecado. Acham que a desgraça que se encontra prova sua culpa. Acreditam nisso que falam. Mas não percebem a sutil arrogância que se esconde nessas palavras. Quando apontam o dedo para o sofredor, não estando em sofrimento, promovem-se à condição de merecedores de sua vida abençoada. Esses sim são coitados, desprovidos de discernimento, equivocados em sua estrutura mental, errantes em seus pensamentos.
A miséria conduziu Jó à plena consciência de sua dependência de um redentor (Jó 19.25), de que nada do que tinha ou era provinha de si mesmo. (Jó 1.21) Em suas palavras, eu preciso de alguém que me defenda diante de Deus. (Jó 16.21) Sua dor trouxe um grito de clamor pela presença de Deus: Ó Deus, só tu podes garantir o meu livramento; quem mais tenho eu para ser meu fiador? (Jó 17.3) Mesmo que de uma maneira confusa, Jó expõe seu coração e Deus ouve sua oração. De uma forma estranha, mas maravilhosa, Jó enxerga a grandeza, soberania, poder, graça e amor de Deus. Aquele que antes só conhecia Deus de ouvir falar, passou a vê-lo com seus próprios olhos. (Jó 42.5)
Não sei sobre você, mas, volta e meia, sou flagrado com o mesmo comportamento dos amigos de Jó. Vejo calamidades e saio rapidamente com sentenças e julgamentos diretos, do tipo: "é fruto da idolatria", "é consequência da perversidade", "é julgamento divino", etc. Meu Deus, quanta ignorância e orgulho. Eu poderia ter sido a vítima dessa tragédia! Será que continuo achando que fui preservado por minha "bondade" ou "santidade"? Claro que não! Agora, se não fui atingido, tenho um papel a desempenhar. Somos chamados a consolar os que choram, animar os aflitos, trazer esperança aos desesperados, não como os amigos de Jó, mas como verdadeiros amigos. Ao invés de usarmos nossas mãos para apontar o dedo em acusação, devemos estendê-las para ajudar e abraçar.

Autor: Rodolfo Garcia Montosa

sábado, 15 de setembro de 2012

O reino e o poder


O profeta Daniel viveu em tempos tumultuados. Numa vida que se prolongou possivelmente até aos 90 anos, Daniel experimentou a queda do Reino de Judá pelas mãos de Babilônia, e depois a destruição de Babilônia pelos medo-persas. Durante essas reviravoltas políticas, quando as superpotências da época entravam em confronto direto umas contra as outras, competindo pelo controle do antigo Oriente Médio, Deus revelou a Daniel que tudo estava sob Seu controle e de acordo com o plano que Ele tinha para Seu povo, Israel, e para a vinda do reino de Deus à terra.
Durante os séculos VI e VII a.C., o Reino de Judá foi apanhado em um conflito entre três grandes impérios: a Assíria, a Babilônia e a Medo-Pérsia. O Império Assírio, com base em Nínive, havia governado o antigo Oriente Médio desde o tempo de Tiglate-Pileser III, na metade do século VIII a.C. Foi essa nação que havia conquistado Samaria e levado cativo a Israel, o Reino do Norte, em 722 a.C. Ao final do século seguinte, a Babilônia foi vagarosamente invadindo a Assíria, saqueando Nínive em 612 a.C.
Em 609 a.C., uma coalizão entre os exércitos da Assíria e os do Egito tentaram reprimir os babilônios em Carquemis. Mas, perto de 605 a.C., sob o poder de Nabucodonosor, a Babilônia foi vitoriosa; e, assim, Judá tornou-se subserviente ao Império Babilônio.
Naquele ano, Nabucodonosor levou pessoas cativas do Reino de Judá, dentre elas Daniel. Ele voltou a fazer a mesma coisa em 597 a.C., após a rebelião do rei Joaquim. Este morreu na Babilônia; seu sucessor, Jeoaquim, foi então levado prisioneiro (juntamente com o profeta Ezequiel); e Zedequias se tornou rei. Finalmente, em 586 a.C., após Zedequias ter se rebelado, o rei Nabucodonosor queimou Jerusalém, destruiu o Templo e exilou o restante da nação de Judá. Como a Babilônia já controlava Israel (o Reino do Norte), que havia sido capturado pela Assíria, Babilônia tinha agora total domínio sobre todo o povo judeu.
O Império Babilônio, embora glorioso, teve vida curta. Treze anos depois da morte de Nabucodonosor, uma coalizão entre os medos e os persas, sob a autoridade do rei Ciro da Pérsia, conquistou a Babilônia, desviando o rio Eufrates e atacando a cidade através do leito do rio, no dia 29 de outubro de 539 a.C. Ciro, então, decretou que todas as nações cativas sob o poder de Babilônia poderiam retornar às suas pátrias. Desta forma, foi dado início ao Império Persa, sem precedentes, que governou desde a Índia até o Mar Mediterrâneo por mais de 200 anos.
Assim, Daniel viveu durante um tempo de tremendo tumulto político, com a nação judaica sendo subserviente a essas potências maiores. O Livro de Daniel, entretanto, nos ensina que o mundo nunca está fora do controle de Deus e que todas as nações estão sujeitas a Ele.

O Livro


O Livro de Daniel nos ensina que o mundo nunca está fora do controle de Deus e que todas as nações estão sujeitas a Ele.
Embora a Bíblia cristã coloque Daniel entre os Profetas Maiores, a Bíblia hebraica o coloca juntamente com os Escritos. Isso pode ser porque Daniel trabalhou principalmente como um funcionário do governo, primeiro da Babilônia e depois da Pérsia; portanto, o livro foi colocado entre Ester e Esdras/Neemias, juntamente com outros escritos dos tempos pós-exílicos.
As revelações de Daniel abrangem quase sete décadas e especificam os anos de realeza, quando ele recebia visões. O livro foi escrito tanto em hebraico (Dn 1.1-2.4a; Dn 8.1-12.13) quanto em aramaico (Dn 2.4b-7.28). Aramaico era a língua internacional daquela época e o fato do livro ter sido escrito nas duas línguas nos diz que Daniel escreveu tanto para judeus quanto para gentios.
Daniel 1 funciona como uma introdução. Esse capítulo coloca Daniel como um judeu exilado na Babilônia e mostra tanto seu caráter quanto a bênção de Deus sobre ele e sobre seus amigos por causa da fidelidade deles. Os capítulos 2 a 7 estão escritos em aramaico, significando que a mensagem é primeiramente para as nações gentias.
Os capítulos 2 e 7 revelam quatro reinos gentios de duas formas. No capítulo 2 (o sonho de Nabucodonosor), cada um dos quatro reinos é representado como um tipo de metal na imagem de um homem que é finalmente destruída pela vinda do Reino de Deus. No capítulo 7, os mesmos quatro reinos são apresentados como quatro tipos de bestas. As Escrituras identificam os primeiros três reinos como a Babilônia (Dn 2.37), a Medo-Pérsia (Dn 8.20) e a Grécia (v.21); e o quarto reino é geralmente reconhecido como sendo o Império Romano – o que se encaixa historicamente.

Da mesma maneira, os dez artelhos da imagem em Daniel 2.41-43 correspondem aos dez chifres da quarta besta em Daniel 7.7,24. A revelação adicional em Daniel 7.8,24 é a que um pequeno chifre irrompe dentre os dez para blasfemar contra Deus. O Altíssimo julga aquele chifre pequeno através do Filho do Homem, e então o reino é entregue aos santos.
Os capítulos 3 e 6 correspondem um ao outro, pois demonstram a preservação que Deus faz dos que se mantêm fiéis a Ele na época desses governantes gentios. O capítulo 3 é a famosa história de Sadraque, Mesaque e Abedenego e de como Deus os protege na fornalha quando eles não se prostram diante da imagem de Nabucodonosor. Da mesma maneira, Deus protegeu a Daniel, já idoso, (capítulo 6) na cova dos leões quando continuou a se prostrar diante do verdadeiro Deus, mesmo em violação à lei dos medos e dos persas. Os dois relatos não apenas instruem o Povo Escolhido de Deus a ser fiel a Ele enquanto estiver sob o governo dos gentios, mas também instruem os governantes gentios sobre quem é verdadeiramente Deus.
Essa confiança torna-se, então, o tema dos capítulos 4 e 5. O capítulo 4 é a descrição autobiográfica de Nabucodonosor e de seu encontro com o Deus Altíssimo. É a história do orgulho e da humilhação desse rei durante os sete anos em que sofreu de boantropia (insanidade em que a pessoa pensa que é um bovino). Ele viveu em humilhação, como um animal no campo, até que reconheceu que seu reino e poder vinham de Deus.
O capítulo 5 reconta a blasfêmia do rei Belsazar e a resposta de Deus quando usou, em sua festa de bebedeiras, os utensílios sagrados do Templo judaico que havia sido destruído. Os dois relatos admoestam os governantes gentios a reconhecerem que a soberania deles sobre Israel vem de Deus. Não vem deles, nem de seus deuses; e eles devem honrar o Deus Altíssimo e Seu povo, ou serão julgados.
Os capítulos 8 a 12 consistem de três visões, ou revelações, escritas em hebraico e tratam do futuro de Israel sob o domínio de quatro reinos gentios. Todas as três visões enfocam o contínuo julgamento ou sofrimento de Israel nas mãos dos gentios até que venha o Reino de Deus. O capítulo 8 é uma visão revelada em 551 a.C., e trata da opressão de Antíoco IV (Epifânio), um rei selêucida vindo do Império Grego, que profanaria o futuro Segundo Templo em Jerusalém, em 167 a.C., estimulando desta forma a revolta dos Macabeus. Esse rei também é descrito na visão de Daniel 11.21-35.
O capítulo 9 é a resposta de Deus à oração de Daniel em 539-538 a.C., sobre a profecia de Jeremias de que o povo judeu ficaria no exílio por 70 anos (Jr 25.11-12; Jr 29.10). Daniel entendeu que aquele era o momento do final do exílio (609-539 a.C.).

O Livro de Daniel contém uma mensagem tanto para Israel quanto para as nações gentias. Para os gentios, a mensagem é que reconheçam o Deus de Israel como o Deus Altíssimo e acolham o plano dEle para Israel e para o mundo.
Deus revelou a Daniel que um período de 70 vezes sete anos de julgamento futuro estava decretado para Jerusalém até que toda a expiação tivesse sido feita em favor de Israel. No final de 483 anos, o Messias deveria ser “cortado” (Dn 9.26), deixando uma última “semana” (um período de sete anos) de julgamento antes do fim (vv.24-27).
A visão final, registrada nos capítulos 10 a 12, foi dada em 536-535 a.C. e trata da nação de Israel nos “últimos dias” (Dn 10.14). O capítulo 11 visualiza os conflitos entre os selêucidas e os ptolomaicos durante o tempo do Império Grego, que culminou com a abominação da desolação de Antíoco Epifânio no Templo (Dn 11.31).
Antíoco Epifânio é apresentado como nada menos que um tipo de um futuro governante maior: o Anticristo, que se exaltará contra Deus. O livro termina com o estabelecimento do governo de Deus e a recompensa da ressurreição dos santos.

A Mensagem

O Livro de Daniel contém uma mensagem tanto para Israel quanto para as nações gentias. Para Israel, a mensagem é que permaneça fiel ao único e verdadeiro Deus a despeito dos sofrimentos sob o governo gentio, enquanto espera o Messias de Deus e o Seu Reino.
Para os gentios, a mensagem é que reconheçam o Deus de Israel como o Deus Altíssimo e acolham o plano dEle para Israel e para o mundo. Deus deve ser reconhecido como Soberano; e honra e glória devem ser dadas a Ele. Como o próprio Nabucodonosor reconheceu: “o domínio [do Deus de Israel] é sempiterno, e o reino [do Deus de Israel] é de geração em geração” (Dn 4.34). (Herb Hirt - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)
Herb Hirt é reitor da Escola de Estudos Bíblicos da Universidade Bíblica da Filadélfia (EUA).

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