Cinco Votos para Obter Poder Espiritual.

Primeiro - Trate Seriamente com o Pecado. Segundo - Não Seja Dono de Coisa Alguma. Terceiro - Nunca se Defenda. Quarto - Nunca Passe Adiante Algo que Prejudique Alguém. Quinto - Nunca Aceite Qualquer Glória. A.W. Tozer

quinta-feira, 17 de maio de 2012

SAUDADES DE VOCÊ


Saudades eu sinto
Do tempo que eu te ouvia;
A tua doce e suave voz
Trazia esperança, conforto e alegria.

Saudades eu sinto
Da tua graça e beleza;
Da tua simplicidade
Revelada em tua grandeza.

Ah! que saudades…
Saudades do nobre perdão;
Que enchia a minh’alma
E consolava o meu coração.

Mostravas-me o caminho
Da pura felicidade
Que de tão feliz que eu era
Eu hoje sinto saudades.

Por onde andas tu
Que já não ouço falar?
Não me dão notícias suas
Nem me dizem onde estás.

Quero ouvir-te chamar-me
De Bem Aventurado;
Instruir o meu caminho
E dizer que sou amado.

Queria muito te ver
Te ouvir e te abraçar
Mas já não falam de você
E minha saudade só faz aumentar.

Ah! quem me dera de novo
Poder em teus braços me envolver
Sentir o teu doce aroma.
Ah! que saudades de você.

Te procuro e não te acho
Nos lugares onde deveria
Minh’alma anseia por ti
Minha vida por ti daria.

Ah! quanta saudades
Do teu amor, do teu esmero
Das tuas palavras, do teu propósito
Ah! que saudades de você… EVANGELHO!

***
Por Joacy Júnior

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Em meio à crise, algo bom pode acontecer



A crise é uma situação aflitiva e imprevisível. Segundo Ana Maria de Almeida¹, a crise pode ser definida “como um estado de desequilíbrio emocional, por conta do qual a pessoa se vê incapaz de superar utilizando os recursos de enfrentamento dos quais habitualmente costuma lançar mão em situações que a afetam”. Ela afirma também que “as crises que por vezes invadem nossas vidas podem acontecer com qualquer pessoa. Sejam violentas, incômodas, concretas ou apenas subjetivas, as crises quase sempre têm o poder de abalar a força interior, trazendo debilidade, desânimo, desespero e até mesmo o enfraquecimento da fé”.

É neste momento que devemos exercitar algumas habilidades, entendendo que podemos transformar a crise em oportunidade. É importante também, ter em mente que, não existe evolução sem desafios.

a) A crise nos leva à reflexão

Nos momentos difíceis costumamos fazer reflexões sobre a nossa própria vida. Geralmente quando tudo vai bem, dificilmente nos questionamos, nos avaliamos e nos preocupamos com nós mesmos. A crise nos dá a oportunidade de pensarmos sobre a vida e de avaliarmos nossa condição espiritual.

b) A crise nos desafia na utilização de nossas habilidades

A habilidade é a capacidade que nos permite exercitar nossos conhecimentos de forma inteligente. Muitas vezes nossas habilidades não são utilizadas, fazendo com que nossas capacidades fiquem atrofiadas, pelo não uso das mesmas. Na crise somos obrigados à utilizar nossos conhecimentos e colocá-los em prática.

c) A crise nos tira da acomodação

Muitas pessoas confundem contentamento com preguiça. Paulo, falando aos efésios, no capítulo 4, versículo 11, disse que “aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação”. Ele não estava dizendo para os efésios não terem alvos. Ele estava dizendo que, mesmo que os seus alvos não tivessem sido alcançados, ele estaria feliz”. O contentamento não é sinônimo de acomodação. A crise nos obriga deixar a preguiça de lado e nos faz partir para o serviço.

d) A crise nos torna humildes

Em 1 Pedro 5.5,6, o texto sagrado diz: “... sede todos sujeitos uns aos outros e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte”.

Humildade é a ausência completa do orgulho. Sua origem vem do latim “humus” que significa “filhos da terra”. Etimologicamente, humildade também deriva “homem” (homo) e “humanidade”. No livro de Jó 10.9 há um reconhecimento da origem do homem: “Peço-te que te lembres de que, como barro, me formaste, e de que ao pó me farás tornar”. A crise nos ensina que precisamos nos humilhar, reconhecendo que somos dependentes de Deus.

e) A crise nos torna criativos

A criatividade é a capacidade que temos de criar. Ela nos permite construir soluções inovadoras. Na crise transformamos o medo e a ansiedade em força. Encontramos alternativas e novos caminhos.

f) A crise aumenta a nossa fé

Falar em fé é facil, o difícil é viver pela fé. No primeiro livro de crônicas, capítulo 4, versículos 9 e 10, encontramos um personagem chamado Jabez. No conhecido texto aprendemos um modelo de oração. O significado do nome de Jabez era “doloroso”, ou seja, alguém que causou dores à sua mãe quando nasceu. Apesar de sua experiência dolorosa e vida, Jabez foi levado pela sua fé à crer em grandes coisas.

g) A crise melhora nosso relacionamento humano

Dependemos mais das pessoas. Nos tornamos mais agradáveis e receptivos. G.Ernest Wrigth, erudito do Antigo Testamento disse que: “Segundo o AT, a maior maldição que pode recair sobre o homem é estar sozinho”.

h) A crise nos aponta para um momento melhor

O lado bom da crise é que depois dela vêm a bonança. Quando a crise passar, certamente seremos melhores que antes. A experiência adquirida na adversidade é de valor inestimável.

i) A crise nos desperta para a realidade

Saímos do imaginário, da ilusão, e passamos à viver de forma realista. Entendemos que a crise que enfrentamos não será a última, mas, que outras virão adiante. Ela nos prepara para enfrentarmos as dificuldades futuras de forma mais inteligente.

¹ ALMEIDA, Ana Maria de. Como superar crises: Lições para uma vida vitoriosa. Rio de Janeiro: Danprewan, 2011.

domingo, 13 de maio de 2012

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO





Jo 16:8 "E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo".

A Paz do Senhor a todos, recebi uma mensagem recentemente e a autora da mensagem teve uma outra visão a respeito desse versículo , daí comecei a meditar nele, e comecei a analisar as mensagens que estão sendo pregadas hoje em dia no Brasil.
Daí uma pergunta, será que o Brasil não sabe que Deus é bom? Será que tem alguém que ainda duvida que Deus ama, creio que não, porque se pegarmos qualquer religião que não professa a nossa fé em Cristo Jesus, principalmente a religião dos que gostam de carregar um pedacinho de madeira e se dobrar diante desse pedacinho de madeira, se formos conversar com eles por mais depravada que seja a sua vida ele irá dizer com todas as letras que ele “ VAI PARA O CÉU”, porque ele é uma pessoa boa , que não faz mal para ninguém e tal , e que no final sempre falam , “DEUS NÃO ME DEIXARIA IR PARA O INFERNO , ELE É BONZINHO”.
Creio eu que todos tem essa consciência de que Deus é bom, e o que me chamou a atenção no versículo de João 16:8 é que a obra do Espírito Santo é convencer o homem do PECADO, da JUSTIÇA e do JUÍZO. Se essa é a obra do Espírito Santo porque é que não vemos esses tipos de mensagens, como que uma pessoa poderá se arrepender de seus pecados se o que ele escuta é só “VOCÊ NÃO NASCEU PARA SER CALDA” , “VOCÊ NASCEU PARA COMER O MELHOR DESTA TERRA” . Onde estão as mensagens que faz alusão a esse versículo, mensagens que faz a pessoa no inicio ficar com raiva de quem esta pregando mais no final entendem que é o próprio Deus falando no seu coração dos seus erros, mensagens que falam que irá ter um juízo sobre a vida de quem ouve se não se converter a Jesus, mensagens que fala que Deus é amor , e é mesmo , mais que falam que esse mesmo Deus que é amor é Justiça e fogo consumidor.
Nós não somos salvos não é do inferno mais sim da irá de Deus, Deus abençoe a todos e que possamos pregar a verdadeira mensagem do evangelho para que o Espírito Santo possa fazer sua obra, porque quem convence o homem é Ele e não nós.

Alessandro Silva

‘Precisamos de um avivamento e não de histeria coletiva’




Diversos líderes participam do 39° Encontro da Sepal (Servindo Pastores e Líderes) 2012 que está acontecendo entre os dias 7 a 11 de maio, em Águas de Lindóia, SP, com o objetivo de fortalecer a liderança da igreja brasileira.
Entre os preletores incluem líderes cristãos de renome como Bill Hybels, pastor da megaigreja americana, Willow Creek, o pastor presbiteriano Hernandes Dias Lopes, o tradutor da SBB e pastor Vilson Scholz, o professor e pastor Luiz Sayão, o missionário da Sepal e Diretor de Lausanne para a América Latina, Marcos Amado, entre outros.
Nesta quarta-feira, o evento contou com a palestra do rev. Hernandes Dias Lopes que abordou no tema "O Derramamento do Espírito", o crescimento da igreja evangélica no Brasil, o avivamento, entre outros assuntos.
Tendo em vista que o Brasil tem um dos maiores e mais rápidos crescimentos de evangélicos do mundo, Hernandes questionou se realmente está havendo esse crescimento.
O líder coloca em prova não o número de evangélicos auto-declarados em si, mas sim, de se eles, os que estão crescendo, são realmente verdadeiros cristãos evangélicos.
“Eu tenho dúvida se são os evangélicos que estão crescendo”.
Segundo dados da pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) no “Novo Mapa das Religiões”, a população evangélica cresceu em 13,13% entre 2003 e 2009, representando 20,23% da população em 2009.
A projeção da população evangélica para o ano de 2011 é de 57,4 milhões, segundo a SEPAL e há ainda previsão de que em 2020 a população evangélica represente mais de 50% da população brasileira.
Dados do IBGE sobre o censo demográfico previstos para serem divulgados este ano devem confirmar as previsões do número de evangélicos no Brasil.
Dentro desse contexto, onde há um crescimento duvidoso de “evangélicos”, Hernandes aponta algumas falhas na igreja evangélica brasileira como a pregação de um Evangelho “híbrido”, “sincrético”, ou seja, “um outro Evangelho”.
Ele afirma que a igreja brasileira precisa de um avivamento, falando sobre a existência de um “emocionalismo histérico” nas igrejas, no lugar de avivamento.
“Precisamos de um avivamento e não de histeria coletiva. Tem muita histeria coletiva hoje em nome do avivamento. O avivamento não é um emocionalismo histérico, o avivamento é de Deus...”, disse ele.

Como reconhecer um fariseu



Quer saber como descobrir se você está lidando com um fariseu? Basta atentar para o que ele sempre gosta de dizer, além, é óbvio, de observar os seus procedimentos hipócritas. Indubitavelmente, esse dito-cujo "adora" engradecer-se.

A seguir, observe algumas expressões de "fariseus".

"Quando eu prego, o Céu se abre!" Você já ouviu essa assertiva da boca de alguém? Sem dúvida, essa pessoa está contaminada pelo farisaísmo.

"Eu já li mais de quinhentos (quinhentos!?) livros de Teologia". Quem é humilde não provoca o toque da trombeta dos outros para si mesmo (Mt 6.2), nem tampouco vive mentindo para os seus pares... Certa vez, ouvi a expressão acima (em negrito) de alguém que se diz pastor e também é famoso. Mas, para nossa tristeza, ele adora esplalhar heresias por onde passa - Meu Deus!

"Quando eu oro, Deus derrama poder!" Será que Deus só derrama poder quando esse tipo de irmão ora? Para dizer a verdade, tenho as minhas dúvidas: "Ainda que o Senhor é excelso, atenta para o humilde; mas ao soberbo, conhece-o de longe" (Sl 138.6). Entendeu este versículo? Deus não tem comunhão com arrogantes!

"Eu sou um dos mais (ou o mais) assíduos nos trabalhos da igreja em que congrego". Ir à congregação é dever de todo crente (Hb 10.25). O rei davi, por sinal, disse: "Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do SENHOR!" (Sl 122.1). Indiscutivelmente, estar na casa de Deus é maravilhoso, mas ficar desvalorizando os outros só porque estes não são "assíduos" na igreja, é paspalhice (Fl 2.3). Leia Lc 18.9-14.

Notou que os hipócritas se valem, geralmente, do pronome "eu" (às vezes do "nós") para se autocondenarem? Acerca do farisaísmo, existe um sem-número de outros exemplos.

No Senhor,

João Paulo M. de Souza

quarta-feira, 9 de maio de 2012

terça-feira, 8 de maio de 2012

A Heresia do Egocentrismo



"Não negligencieis a prática do bem e a mútua cooperação [koinonia]" Hebreus 13.16

O egocentrismo não tem lugar na igreja. Nem devíamos dizer isso, mas, desde o alvorecer da era apostólica até hoje, o amor próprio em todas as suas formas tem prejudicado incessantemente a comunhão dos santos. Um exemplo clássico e antigo de egocentrismo fora de controle é visto no caso de Diótrefes. Ele é mencionado em 3 João 9-10, onde o apóstolo diz: "Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida. Por isso, se eu for aí, far-lhe-ei lembradas as obras que ele pratica, proferindo contra nós palavras maliciosas. E, não satisfeito com estas coisas, nem ele mesmo acolhe os irmãos, como impede os que querem recebê-los e os expulsa da igreja".
Diótrefes anelava ser o preeminente em sua congregação (talvez até mais do que isso). Portanto, ele via qualquer outra pessoa que tinha autoridade de ensino – incluindo o apóstolo amado – como uma ameaça ao seu poder. João havia escrito uma carta de instrução e encorajamento à igreja, mas, por causa do desejo de Diótrefes por glória pessoal, ele rejeitou o que o apóstolo tinha a dizer. Evidentemente, ele reteve da igreja a carta de João. Parece que ele manteve em segredo a própria existência da carta. Talvez ele a destruiu. Por isso, João escreveu sua terceira epístola inspirada para, em parte, falar a Gaio sobre a existência da carta anterior.
Na verdade, o egoísmo de Diótrefes o tornou culpado do mais pernicioso tipo de heresia: ele rejeitou ativamente e se opôs à doutrina apostólica. Por isso, João condenou Diótrefes em quatro atitudes: ele rejeitou o ensino apostólico; fez acusações injustas contra um apóstolo; foi inóspito para com os irmãos e excluiu aqueles que não concordavam com seu desafio a autoridade de João. Em todo sentido imaginável, Diótrefes era culpado da mais obscura heresia, e todos os seus erros eram frutos de egocentrismo.
Em nosso estado caído, estado de carnalidade, somos todos assediados por uma tendência para o egocentrismo. Isto não é uma ofensa insignificante, nem um pequeno defeito de caráter, nem uma ameaça irrelevante à saúde de nossa fé. Diótrefes ilustra a verdade de que o amor próprio é a mãe de todas as heresias. Todo falso ensino e toda rebelião contra a autoridade de Deus estão, em última análise, arraigados em um desejo carnal de ter a preeminência – de fato, um desejo de reivindicar para si mesmo aquela glória que pertence legitimamente a Cristo. Toda igreja herética que já vimos tem procurado suplantar a verdade e a autoridade de Deus com seu próprio ego pretensioso.
De fato, o egocentrismo é herético porque é a própria antítese de tudo que Jesus ensinou ou exemplificou. E produz sementes que dão origem a todas as outras heresias imagináveis.
Portanto, não há lugar para egocentrismo na igreja. Tudo no evangelho, tudo que igreja tem de ser e tudo que aprendemos do exemplo de Cristo golpeia a raiz do orgulho e do egocentrismo humano.
Koinonia
As descrições bíblicas de comunhão na igreja do Novo Testamento usam a palavra grega koinonia. O espírito gracioso que essa palavra descreve é o extremo oposto do egocentrismo. Traduzida diferentemente por "comunhão", "compartilhamento", "cooperação" e "contribuição", esta palavra é derivada dekoinos, a palavra grega que significa "comum". Ela denota as ideias de compartilhamento, comunidade, participação conjunta, sacrifício em favor de outros e dar de si para o bem comum.
Koinonia era uma das quatro atividades essenciais que mantinha os primeiros cristãos juntos: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão [koinonia], no partir do pão e nas orações" (At 2.42). O âmago da "comunhão" na igreja do Novo Testamento era culto e sacrifício uns pelos outros, e não festividade ou funções sociais. A palavra em si mesma deixava isso claro nas culturas de fala grega. Ela foi usada em Romanos 15.26 para falar de "uma coleta em benefício dos pobres" (ver também 2 Co 9.3). Em 2 Coríntios 8.4, Paulo elogiou as igrejas da Macedônia por "participarem [koinonia] da assistência aos santos". Hebreus 13.16 diz: "Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação [koinonia]". Claramente, o egocentrismo é hostil à noção bíblica de comunhão cristã.
Uns aos outros
Esse fato é ressaltado também pelos muitos "uns aos outros" que lemos no Novo Testamento. Somos ordenados: a amar "uns aos outros" (Jo 13.34-35; 15.12, 17); a não julgar "uns aos outros" e ter o propósito de não por tropeço ou escândalo ao irmão (Rm 14.13); a seguir "as coisas da paz e também as da edificação de uns para com os outros" (Rm 14.19); a ter "o mesmo sentir de uns para com os outros" e acolher "uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus" (Rm 15.5, 7). Somos instruídos a levar "as cargas uns dos outros" (Gl 6.2); a sermos benignos uns para com os outros, "perdoando... uns aos outros" (Ef 4.32); e a sujeitar-nos "uns aos outros no temor de Cristo" (Ef 5.21). Em resumo, "Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo" (Fp 2.3).
No Novo Testamento, há muitos mandamentos semelhantes que governam nossos relacionamentos mútuos na igreja. Todos eles exigem altruísmo, sacrifício e serviço aos outros. Combinados, eles excluem definitivamente toda expressão de egocentrismo na comunhão de crentes.
Cristo como cabeça de seu corpo, a igreja
No entanto, isso não é tudo. O apóstolo Paulo comparou a igreja com um corpo que tem muitas partes, mas uma só cabeça: Cristo. Logo depois de afirmar, enfaticamente, a deidade, a eternidade e a proeminência absoluta de Cristo, Paulo escreveu: "Ele é a cabeça do corpo, da igreja" (Cl 1.18). Deus "pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo" (Cl 1.22-23). Cristãos individuais são como partes do corpo, existem não para si mesmos, mas para o bem de todo o corpo: "Todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor" (Ef 4.16).
Além disso, cada parte é dependente de todas as outras, e todas estão sujeitas à Cabeça. Somente a Cabeça é preeminente, e, além disso, "se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam" (1 Co 12.26).
Até aquelas partes do corpo aparentemente insignificantes são importantes (vv. 12-20). "Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve. Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo?" (vv. 18-19).
Qualquer evidência de egoísmo é uma traição de não somente o resto do corpo, mas também da Cabeça. Essa figura torna o altruísmo humilde em virtude elevada na igreja – e exclui completamente qualquer tipo de egocentrismo.
Escravos de Cristo
A linguagem de escravo do Novo Testamento enfatiza, igualmente, esta verdade. Os cristãos não são apenas membros de um corpo, sujeitos uns aos outros e chamados à comunhão de sacrifício. Somos também escravos de Cristo, comprados com seu sangue, propriedade dele e, por isso, sujeitos ao seu senhorio.
Escrevi um livro inteiro sobre este assunto. Há uma tendência, eu receio, de tentarmos abrandar a terminologia que a Escritura usa porque – sejamos honestos – a figura de escravo é ofensiva. Ela não era menos inquietante na época do Novo Testamento. Ninguém queria ser escravo, e a instituição da escravidão romana era notoriamente abusiva.
No entanto, em todo o Novo Testamento, o relacionamento do crente com Cristo é retratado como uma relação de senhor e escravo. Isso envolve total submissão ao senhorio dele, é claro. Também exclui toda sugestão de orgulho, egoísmo, independência ou egocentrismo. Está é simplesmente mais uma razão por que nenhum tipo de egocentrismo tem lugar na vida da igreja.
O próprio senhor Jesus ensinou claramente este princípio. Seu convite a possíveis discípulos foi uma chamada à total autorrenúncia: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me" (Lc 9.23).
Os doze não foram rápidos para aprender essa lição, e a interação deles uns com os outros foi apimentada com disputas a respeito de quem era o maior, quem poderia ocupar os principais assentos no reino e expressões semelhantes de disputas egocêntricas. Por isso, na noite de sua traição, Jesus tomou uma toalha e uma bacia e lavou os pés dos discípulos. Sua admoestação para eles, na ocasião, é um poderoso argumento contra qualquer sussurro de egocentrismo no coração de qualquer discípulo: "Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.14-15).
Foi um argumento do maior para o menor. Se o eterno Senhor da glória se mostrou disposto a tomar uma toalha e lavar os pés sujos de seus discípulos, então, aqueles que se chamam discípulos de Cristo não devem, de maneira alguma, buscar preeminência para si mesmos. Cristo é nosso modelo, e não Diótrefes.
Não posso terminar sem ressaltar que este princípio tem uma aplicação específica para aqueles que estão em posições de liderança na igreja. É um lembrete especialmente vital nesta era de líderes religiosos que são superestrelas e pastores jovens que agem como estrelas de rock. Se Deus chamou você para ser um presbítero ou mestre na igreja, ele o chamou não para sua própria celebridade ou engrandecimento. Deus o chamou a fazer isso para a glória dele mesmo. Nossa comissão é pregar não "a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos [escravos], por amor de Jesus" (2 Co 4.5).

John MacArhtur

O mais escandaloso ato

O cristianismo, vede bem, não é uma simples escola de saber, da purificação e justiça, ou uma explicação nobre e racional da vida; ou um código nobre de comportamento; ou uma terapêutica evasionista; ou um conjunto de perguntas; ou um ato de submissão diante do Único. É muito mais e mais distinto: é o ensinamento de Cristo, ou seja, do amor e do poder salvador de perdoar. Nenhuma religião concebe o corrigir dos pecados por outro modo senão pelo caminho da lógica da compensação; apenas na religião em que Deus não recebe sacrifícios, mas se sacrifica Ele mesmo, pôde aparecer a esperança da limpeza total e instantânea dos pecados, pelo mais atemorizador e anticontabilista – portanto o mais escandaloso – ato.

[Nicolae Steinhardt, monge ortodoxo romeno, 1912 – 1989]

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A reunião

por Ariovaldo Ramos

“Estejam sempre alegres, orem sempre e sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Isso é o que Deus quer de vocês por estarem unidos com Cristo Jesus. Não atrapalhem a ação do Espírito Santo.” 1Ts 5.17-19

Essas recomendações não são para indivíduos, são para a reunião da Igreja.

São marcas da reunião da Igreja.

A Igreja reunida é lugar da presença do Cristo.

Onde dois estiverem reunidos em torno da eucaristia, que é o que significa reunir-se em nome de Jesus, ele lá estará.

Não é reunir-se em qualquer lugar, de qualquer jeito. O reunir-se em torno da mesa da santa ceia que é reunir-se em nome de Jesus, anunciando a morte dele, até que ele venha.

A marca da reunião da comunidade da fé é a alegria, pela manifestação da presença do Cristo, o que relativiza e nos faz triunfar sobre todo o sofrimento, e nos mantém em missão.

Quando o Cristo se manifesta, sua palavra desabrocha de várias formas: ensino, iluminação, consolo, promessa, cura, libertação… a palavra se faz carne em nós.

A Igreja ora sempre: e ora pedindo que o Pai seja reconhecido como único no universo, uma vez que Ele habita em luz inacessível; e que se estabeleça o Reino; e que só a vontade da Trindade seja feita.

Não importa a questão, a vontade do Pai é sempre o melhor!

A Igreja é grata em todas as situações, não por todas as situações, mas em todas as situações. Porque está em Cristo e, como por ser fruto da ressurreição, vê tudo sob essa perspectiva. A perspectiva da vitória da vida e da esperança.

Por causa da presença do Cristo: sempre; e todas; e tudo… não é muito!

Ah! A reunião da Igreja não está sendo assim? Então, a ação do Espírito está sendo atrapalhada. Experimentemos começar a reunião reconhecendo o erro e pedindo perdão.

ARMADURA DE DEUS.

A Paz do Senhor a todos , gostaria de deixar aqui um pequeno estudo que servil como esboço para uma mensagem que preguei recentemente na igreja do Pr Dalmo um grande amigo, que esta na carta de Efésios .

Ef 6:11-19 (11) Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo; (12) pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes. (13) Portanto tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes.
(14) Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, (15) e calçando os pés com a preparação do evangelho da paz, (16) tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. (17) Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;


Paulo aqui usa de um simbolismo e diz que devemos vestir uma armadura, para podermos resistir a batalha, o que me chamou a atenção foi que Paulo atribui valores em cada parte da armadura, e são esses valores que quero compartilhar com os irmãos.

A armadura aqui é um símbolo de perseverança e não de conquista, e que a armadura ela é para todos, mais , não são todos que podem vestir a armadura. Por quê?

Vamos analisar cada peça e depois veremos se é todos que podem vestir a armadura.


• Cingidos os vossos lombos com a verdade.

Cingidos (cingir) = Prender ou ligar em volta
Lombos = Costas
EX: Estou prendendo ou ligando em minhas costas a VERDADE de Deus.

Essa VERDADE tem dois pontos na minha visão.


PRIMEIRO PONTO
1) Para o homem = Honestidade, que não fala mentiras.

Porque a verdade tem que estar nas minhas costas? Porque é tão importante eu sempre falar a verdade? Porque sempre falamos de alguém, mesmo que esse alguém não esteja presente, se formos sinceros com nos mesmos em algum dia de nossas vidas falamos de alguém “pelas costas” seja bem ou mal , mais falamos. E por isso é muito importante falarmos a verdade porque a verdade nos protege, e nos protege de que , da mentira, da calunia, de falsos testemunhos contra nós, de uma situação distorcida.
Por isso é importante falarmos a verdade , porque é a verdade que ira nos proteger de alguma mentira que for lançada contra nós, e por isso que Paulo atribui esse valor, no cingir os lombos, olha o que fala Provérbios 12:22.

“Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor; mas os que praticam a verdade são o seu deleite”. “Ou Prazer”

Quer dar prazer a Deus fale a verdade.


SEGUNDO PONTO
2) Para Deus = Sinceridade.


Sl 139:23-24 (23) Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; (24) vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno.

Sl 139:2-4 (2) Tu conheces o meu sentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. (3) Esquadrinhas o meu andar, e o meu deitar, e conheces todos os meus caminhos. (4) Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces.

1Co 2:10 Porque Deus no-las revelou pelo seu Espírito; pois o Espírito esquadrinha todas as coisas, mesmos as profundezas de Deus.

Devemos ser sinceros com Deus , Jesus deixou esse exemplo no Getsêmani para nós , ele fez uma oração sincera a Deus , e não somos melhores do que Jesus , seja sincero em suas orações.



Estarei postando os outros pontos em breve , Deus abençoe a todos.

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