Cinco Votos para Obter Poder Espiritual.

Primeiro - Trate Seriamente com o Pecado. Segundo - Não Seja Dono de Coisa Alguma. Terceiro - Nunca se Defenda. Quarto - Nunca Passe Adiante Algo que Prejudique Alguém. Quinto - Nunca Aceite Qualquer Glória. A.W. Tozer

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Silas Malafaia ao comentar derrota de Marina diz que ela pagará pela soberba


  
   O site EM publicou a matéria cujo Pastor Malafaia diz que 'Marina vai pagar pela soberba', motivo este, pelo fato da candidata não ter apoiado a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo de São Paulo, onde o vice Márcio França também era companheiro de PSB. Leia abaixo:

Pastor Malafaia diz que 'Marina vai pagar pela soberba'

  O pastor Silas Malafaia, uma das lideranças mais influentes entre os evangélicos do País, afirmou há pouco que "Marina vai pagar pela soberba". Ele disse que a candidata do PSB à presidência esnobou a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo de São Paulo, cujo vice, Márcio França, é do partido dela, e que por isso "cometeu uma afronta à inteligência humana".

  Para o pastor, que votou no início da tarde numa escola na zona norte do Rio, Marina poderia ter chegado com folga ao segundo lugar hoje se não tivesse virado as costas para São Paulo. Presidente do Conselho de Pastores do Brasil, Malafaia deu o seu voto de presidente ao pastor Everaldo (PSC). "Somos amigos há 30 anos. Ele tem limitações ao se expressar, mas é muito bom", comentou.

  Praticamente convicto de que Aécio Neves vai disputar o segundo turno com Dilma Rousseff (PT), Silas Malafaia afirmou que votaria em qualquer um dos candidatos para derrotar Dilma e seu partido. "A chance da Marina seria ela ter uma votação excepcional dos evangélicos, que representam entre 25% e 27% dos eleitores. Mas, pelo jeito, esse voto foi diluído entre os três principais candidatos", avaliou Malafaia. "Podia ser até o Levy Fidelix contra a Dilma que eu votaria nele. A alternância de poder é salutar para o processo democrático."

  Pela manhã, o pastor comandou um culto para mais de seis mil pessoas na sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no bairro da Penha, zona norte do Rio. Depois caminhou por dez minutos até a Escola Municipal Conde de Agrolongo, onde votou. Para ele, o atual processo eleitoral tem demonstrado que "os evangélicos estão agora antenados muito mais do que em todos os processos anteriores".

  Silas Malafaia chegou a estar no centro dos debates por ter criticado em uma rede social o programa do PSB com relação ao casamento de pessoas do mesmo sexo. Isso motivou a candidata Marina Silva a determinar a mudança no texto. Nos últimos dias, o pastor também esteve envolvido em outra polêmica, dessa vez com a presidente Dilma Rousseff, ao dizer, também por meio de redes sociais, que ela seria simpática à ação de terroristas do Estado Islâmico.
Fonte: EM.
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O que nos chama atenção é o lado 'cientista político' de Malafaia que nestes períodos de campanha eleitoral tem aflorado de maneira intensa e frenética!
E você leitor, concorda com a opinião do Malafaia?
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Antognoni Misael, no Púlpito Cristão.

Recado ao eleitor de Marina




Vídeo em que faço um apelo ao típico eleitor de Marina Silva, cansado da polarização entre PT e PSDB, mas que agora terá de optar por um ou outro.





Fonte: VEJA - Rodrigo Constantino

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Ana Paula Valadão dá profetada para Marina Silva e coleciona mais uma "derrota espiritual" da Lagoinha

Por Antognoni Misael

Já é costume antigo da Lagoinha, seja na pessoa da Ana Paula, do seu pai ou alguém de lá, supor que o futuro da nação será determinado por uma profecia declarada por eles, basta ir no youtube e digitar "Ana Paula Valadão profetiza" e você vai perder as contas da quantidade de blefe profético vindo lá.
Às vésperas do pleito eleitoral de 2014 foi publicado nas redes sociais um vídeo em que a Ana Paula Valadão profetiza a suposta vitória da candidata Marina Silva para presidência da república. Leia abaixo:
“Envie teu povo para toda parte desta sociedade e nós ousadamente declaramos que iremos sim para aquela área mais temida das trevas para que a nossa invasão venha mudar a história. Nós estamos indo Satanás para a política brasileira e as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja do Senhor. Sai, vai pra fora Igreja, vai para os lugares mais escuros enviar a tua luz, é chegada a tua hora, é chegada a hora da igreja”.
Veja o vídeo:



Com o resultado das eleições, e a derrota da candidata Marina Silva, fica novamente a reflexão sobre as muitas "profetadas" ditas e propagadas por aí.
O blogueiro Thiago Oliveira postou a matéria "Política, Profetada e Vergonha Alheia", e assim como eu e muitos, o sentimento que nos resta é sim de vergonha. É o que sempre digo, e isto aprendi na Palavra de Deus e na história da igreja: não mudaremos a nossa nação com atos proféticos, declarações de poder ou por uma batalha espiritual, e sim por uma vida reta, quebrantada onde Cristo deva ser o centro e as Escrituras Sagradas suficientes para nosso viver.
Oliveira analisa:
"A catástrofe da fala de Ana Paula Valadão começa quando ela pretensiosamente declara algo que não veio de Deus. É preciso ter muito cuidado com isso. Hoje, nos arraiais evangélicos, vemos diversas pessoas se levantando para dar uma palavra que, segundo elas, veio de Deus, quando na verdade não passa de um desejo pessoal externalizado. Isto é algo tão grave, que Deus condenou com a morte aqueles que profetizaram mentiras. Como está escrito:
Porém o profeta que tiver a presunção de falar alguma palavra em meu nome, que eu não lhe tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá.” Deuteronômio 18:20.
Diante deste messianismo politizado declarado no vídeo de Ana, Oliveira ainda disse:
"Uma outra coisa que me deixa perplexo é a falta de discernimento da ala evangélica de querer fazer da inserção cristã na política um fim em si mesmo. Sem falar, que essa postura gera um pressuposto perigoso para a vida da Igreja. Grudem, com bem mais propriedade, discorre sobre este assunto, e é com a sua fala que encerro a minha:
“(...) procurar obrigar as pessoas a tornarem-se cristãs também tem a tendência de expulsar o verdadeiro cristianismo, pois remove da vida das pessoas a oportunidade de escolher voluntariamente seguir a fé cristã. Alguns terão fé autêntica, mas a maioria não. Como resultado, sociedades inteiras tornam-se ‘cristãs’, mas apenas de nome. (...) É uma influência que procura destruir o cristianismo”.[4]
[4] Wayne Grudem, Política Segundo a Bíblia, pág 31

O site Gospel Mais também se manifestou. A colunista Raquel Elana, na matéria Ana Paula Valadão profetiza “vitória de Marina Silva” e vitória da Igreja sobre o Brasil… Essa não…, registrou o seguinte:
"Sim, ela fez de novo!" (...) [referindo-se a mais ato "profético" (grifo nosso)]
"(...) de onde vem esta ideia talibã de que ter um presidente evangélico é vitória, conquista e expulsão de Satanás do Brasil?"
"Se Marina ganhar, não poderá fazer nada sozinha, pois não é Messias e nem Salvadora da pátria. Em 4 anos de mandato não transformará o Brasil num paraíso livre de todos os seus problemas."
"Deus tenha misericórdia desses fenômenos emocionais histéricos e dessa fixação pelo poder que nós evangélicos brasileiros temos. Outra coisa é esta mania de dizer que “agora sim chegou o tempo da igreja”. Não sei quanto a vocês, mas para mim e para outros milhares de milhões que labutam pelo mundo, este “tempo” já tá até passando."
"Políticos evangélicos no Brasil não são novidade e nem implantaram o Reino de Deus durante seus mandatos. Como consta, a maioria enfrenta processos contra corrupção. Meu conselho é que Ana Paula parasse com esses mantras repetidos, essas necessidades emocionais de reafirmação de conquista e caísse na realidade de que para mudar o Brasil, é preciso confrontar o pecado no sistema através de ações. É preciso demonstrar compaixão a cada dia, e tratar com justiça o nosso próximo. Um vídeo deste só confunde e para alguém sensível e pensante, só fará mal. Especialmente se não for “evangélico”."
E agora, Ana? Como você explica essa "derrota espiritual"?
A lição que tiro é a seguinte: não adianta atirar profeticamente pra todo lado, e ao fim de cada decepção dizer que foi vontade de Deus. Pois Ele, o soberano, não muda de ideia.
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Thiago Oliveira é Pernambucano e cristão de confissão reformada. Graduado em História e pós-graduado em Ciência Política. Está cursando Teologia e serve como presbítero e professor de adolescentes na Igreja Evangélica Livre em Paulista-PE. Edita o blog Electus.
Raquel Elana, formada em Teologia, Pós Graduação em Jornalismo Político/ (Jornalista – MTb 15.280/MG) e Ministérios Criativos pelo IBIOL de Londres, é autora de 3 livros, entre eles: Anjos no Deserto - uma coletânea de testemunhos dos seus quase 10 anos de trabalho no Oriente Médio. Desde o ano passado está envolvida com o trabalho de atendimento aos refugiados da guerra civil da Síria.

Fonte: Arte de Chocar

O propósito da salvação em 1 Pedro - 3/5


Por leonardo Dâmaso


2. Uma vida com reverência (1.17-21)

Depois de esboçar uma sequência de imperativos (exortações) sobre a maneira que os cristãos devem viver, ou seja, em santidade (vs.13-16), Pedro, agora, faz uma transição através do versículo 17 que introduz, assim, outra sequência, porém, de afirmações indicativas (vs.18-21). O apóstolo constata que a reverência deve nortear o relacionamento dos cristãos com Deus.

1.17 Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação.

Sendo assim, devemos prestar reverência a Deus por quatro razões:

a) Deus, além de Pai, é juiz. O mesmo Deus que nós, cristãos, chamamos de Pai (vs.2-3), afirma Pedro, é, também, o nosso juiz. As palavras gregas Kαι ει, traduzidas pela ARA por ora, se, expressam uma condição argumentativa. A tradução literal do grego é e se. A condição desta frase num todo – Ora, se invocais como Pai, denota uma prática na qual estamos acostumados a realizar efetivamente, ou seja, recorrermos a Deus como Pai. Desse modo, podemos retirar a palavra e, ficando apenas a palavra se. Parafraseando, era como se Pedro dissesse: Como pessoas que solicitam a Deus Pai!

O substantivo Pai, no grego πατερα (pater), não tem artigo definido e localiza-se antes do verbo invocar para enfatizar Deus como Pai espiritual dos cristãos, sendo traduzido literalmente como – E se como Pai invocais.

Em contrapartida, não somente os crentes no Antigo Testamento chamavam Deus de Pai (veja Sl 89.26; 103.13; Is 63.16; 64.8; Jr 3.19; Ml 1.6), mas também Jesus (veja Mt 7.21; 10.32; 12.50; Mc 14.36; Jo 4.23; 6.37; 15.23; 16.32) e todos os cristãos, os quais foram ensinados por ele a “orar a Deus de forma íntima com as palavras do Pai Nosso (Mt 6.9; Lc 11.2)”.20 Da mesma forma, Paulo ensina em Romanos 8.15 e Gálatas 4.6 que, mediante o privilégio da adoção, nós, como filhos e irmãos mais novos de Cristo clamamos a Deus por (Aba) Pai.

Todavia, Pedro realça aos cristãos outra faceta peculiar de Deus. O apóstolo descreve que, além de Pai, Deus também é um severo juiz. Por conseguinte, três características do julgamento de Deus são destacadas aqui. Senão vejamos:

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Debate dos candidatos a presidência

A Reforma como Movimento Religioso

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Por Rev. Hermisten Maia


“Nos fins da Idade Média pesava na alma do povo uma tenebrosa melancolia”, constata o holandês Huizinga (1872-1945). [12] Os séculos anteriores a Reforma são descritos como período de grande ansiedade. [13]

Lutero (1483-1546) e as suas famosas angústias espirituais espelhavam “a epítome dos medos e das esperanças de sua época.” [14] Calvino, ainda que não sendo dominado por esse sentimento, refletia uma constatação natural: a fragilidade humana. Sobre os perigos próprios da vida, relaciona:

Incontáveis são os males que cercam a vida humana, males que outras tantas mortes ameaçam. Para que não saiamos fora de nós mesmos: como seja o corpo receptáculo de mil enfermidades e dentro de si, na verdade, contenha inclusas e fomente as causas das doenças, o homem não pode a si próprio mover sem que leve consigo muitas formas de sua própria destruição e, de certo modo, a vida arraste entrelaçada com a morte.

Que outra cousa, pois hajas de dizer, quando nem se esfria, nem sua, sem perigo? Agora, para onde quer que te voltes, as cousas todas que a teu derredor estão não somente não se mostram dignas de confiança, mas até se afiguram abertamente ameaçadoras e parecem intentar morte pronta. Embarca em um navio: um passo distas da morte. Monta um cavalo: no tropeçar de uma pata a tua vida periclita. Anda pelas ruas de uma cidade: quantas são as telhas nos telhados, a tantos perigos estás exposto. Se um instrumento cortante está em tua mão ou de um amigo, manifesto é o detrimento. A quantos animais ferozes vês, armados estão-te a destruição. Ou que te procures encerrarem bem cercado jardim, onde nada senão amenidade se mostre, ai não raro se escondera uma serpente. Tua casa, a incêndio constantemente sujeita, ameaça-te pobreza durante o dia, durante a noite até mesmo sufocação. A tua terra de plantio, como esteja exposta ao granizo, a geada, a seca e a outros flagelos, esterilidade te anuncia e, dela a resultar, a fome. Deixo de referir envenenamentos, emboscadas, assaltos, a violência manifesta, dos quais parte nos assedia em casa, parte nos acompanha ao largo.

Em meio a estas dificuldades, não se deve o homem, porventura, sentir assaz miserável, como quem na vida apenas semivivo, sustenha debilmente o sôfrego e lânguido alento, não menos que se tivesse uma espada perpetuamente a impender-lhe sobre o pescoço? [15]

Não há parte de nossa vida que não se apresse velozmente para a morte. [16]

E o que mais somos nós senão um espelho da morte? [17]

Pascal mais tarde constataria que “Só o homem é miserável” [18] e, ao mesmo tempo grande, porque “ele se conhece miserável.” [19]

No entanto, Calvino não termina o seu argumento numa descrição “existencialista” da vida, mas, na certeza própria de um coração dominado pela Palavra de Deus. Assim, ele conclui falando da “incalculável felicidade da mente piedosa.”[20] “Quando, porém, essa luz da Divina Providência uma vez dealbou ao homem piedoso, já não só está aliviado e libertado da extrema ansiedade e do temor de que era antes oprimido, mas ainda de toda preocupação. Pois assim como, com razão, se arrepia de pavor da sorte, também assim ousa entregar-se a Deus com plena segurança.”[21]

Calvino admite que para qualquer lado que olharmos encontraremos sempre desespero, até que tornemos para Deus, em Quem encontramos estabilidade no meio de um mundo que se corrompe. [22] A Reforma Protestante do século 16 foi um movimento eminentemente religioso [23] e teológico [24] (pelo menos em sua origem); [25] estando ligada a insatisfação espiritual de dezenas de pessoas - que certamente expressavam o sentimento de milhares de outras anônimas - que através dos tempos não encontravam na igreja romana espaço para a manifestação de sua fé nem alimento para as suas necessidades espirituais. As insatisfações não visam criar uma nova igreja mas, sim, tornar a existente mais bíblica. Portanto, a Reforma deve ser vista não como um movimento externo mas, sim, como um movimento interno por parte de “católicos” piedosos [26] - que diga-se de passagem, ao longo dos séculos tinham manifestado a sua insatisfação, quer através do misticismo, [27] quer através de uma proposta mais ousada que desejavam reformar a sua Igreja, revitalizando-a, transformando-a na Igreja dos fieis.

Todavia, não podemos nos esquecer que as mudanças causadas pelo Renascimento e Humanismo contribuíram para ela; afinal, a Reforma ocorreu na história, dentro das categorias tempo e espaço, onde o homem está inserido. Isto não diminui as causas e muito menos o valor intrínseco da Reforma; pelo contrário, vem apenas demonstrar o que a Palavra de Deus ensina e no que creram os reformadores: Deus é o Senhor da história. De fato, o que é a história, senão o palco onde Deus efetiva o Seu Reino?! “A chave da história do mundo é o Reino de Deus.” [28] Toda a relação “natural histórico” não e casual nem cegamente determinada: É dirigida por Deus, o Senhor da História. [29] O propósito de Deus na história como realidade presente faz parte da essência de nossa fé. [30]

A concepção da Reforma como um movimento originariamente religioso não implica na compreensão de que ela esteve restrita a apenas esta esfera da realidade; pelo contrário, entendemos que a Reforma foi um movimento de grande alcance cultural, institucional, social e politico na história da Europa [31] e, posteriormente, em todo o Ocidente. A amplitude da influência da Reforma em diversos setores da vida estava implícita em sua própria constituição: Era impossível alguém abraçar a Reforma apenas no campo da religião e continuar em tudo o mais a ser um homem de uma ética medieval, com a sua perspectiva da realidade e prática intocáveis. A Reforma em sua própria constituição era extremamente revolucionaria: “A Reforma ocupou, e deve continuar a ocupar, um legítimo e significativo lugar na história das ideias,” [32] Não deixa de ser significativo o testemunho de dois estudiosos católicos, Abbagnano e Visalberghi, quando afirmam que a “contribuição fundamental a formação da mentalidade moderna foi a reforma religiosa de Lutero e Calvino.” [33]

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Notas:
[12] Johan Huizinga, O Declínio da Idade Média, São Paulo, Verbo/EDUSP., 1978, p. 31.
[13] Vd. Johan Huizinga, O Declínio da Idade Média, passim. Tillieh denomina a ansiedade predominante nos fins da Idade Média de “ansiedade moral” e “ansiedades da culpa e da condenação.” (Paul Tillich, A Coragem de Ser, pp. 44 e 45). Ver também: Paul Tillich, A Coragem de Ser44ss; Paul Tillich, História do Pensamento Cristão, p. 210ss; Rollo May, O Significado de Ansiedade, Rio de Janeiro, Zahar, 1980, p. 175ss; Timothy George, A Teologia dos Reformadores, p. 25ss; Jean Delumeau , História do Medo no Ocidente: 1300-1800, uma cidade sitiada. 2' reimpressão, São Paulo, Companhia das Letras, 1993, passim.
[14] Timothy George, A Teologia dos Reformadores, p. 26
[15] João Calvino, As Institutas, 1.17.10. Em outro lugar: “Se considerarmos a enorme quantidade de acidentes aos quais estamos sujeitos, veremos o quão necessários e exercitarmos nossa mente desta maneira.” “Enfermidades de todos os tipos tocam nossos debeis corpos, uma atrás da outra: ou a pestilencia nos enclausura, ou os desastres da guerra nos atormentam.” “Em outra ocasião, as geadas e os granizos destroem nossas colheitas, e ainda somos ameaçados pela escassez e a pobreza.” “Em vista destes acontecimentos, as pessoas maldizem suas vidas, e até o dia em que nasceram; culpam o sol e as estrelas, e ainda censuram e blasfemam a Deus, como se Ele fora cruel e injusto.” (João Calvino, A Verdadeira Vida Cristã, São Paulo, Novo Século, 2000, p. 43).
[16] João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo, Parakletos, 2002, Vol. 3, (Sl. 102.25), p. 585.
[17] João Calvino, O Livro dos Salmos, Vol. 3, (Sl 102.26), p. 586.
[18] Blaise Pascal, Pensamentos, São Paulo, Abril Cultural, (Os Pensadores, Vol. XVI), 1973, V1.399. p. 136.
[19] Blaise Pascal, Pensamentos, V1.397. p. 136. “O homem nao passa de um canico, o mais fraco da natureza, mas e um canico pensante. Não é preciso que o universo inteiro se arme para esmagá-lo: um vapor, uma gota de água, bastam para mata-lo. Mas, mesmo que o universo o esmagasse, o homem seria ainda mais nobre do que quem o mata, porque sabe que morre e a vantagem que o universo tem sobre ele; o universo desconhece tudo isso.” (Blaise Pascal, PensamentosVI.347. p. 127-128).
[20] João Calvino, As Institutas, 1.17.10.
[21] João Calvino, As Institutas, I.I7.11. “ ... o homem crente e fiel e levado a contemplar, mesmo nessas coisas, a clemencia de Deus e Sua bondade paternal. E assim, ainda que se sinta consternado pela morte de todos os que lhe são chegados e veja sua casa deserta, não deixara de bendizer a Deus. Antes se dedicara a meditar: Visto que a graça de Deus habita em sua casa, não a deixara triste e vazia; ainda que as suas vinhas e suas lavouras sejam destruídas pela geada, pela saraiva ou por qualquer outro tipo de tempestade, prevendo-se por isso o perigo de fome, ainda assim ele não perdera o animo e não ficara descontente com Deus. Em vez disso, persistira em sua firme confiança, dizendo em seu coração: Apesar disso tudo, estamos sob a proteção de Deus, somos ‘ovelhas de sua mão’ e ‘rebanho do seu pastoreio’. Por mais grave que seja a improdutividade da terra, Ele sempre nos dará o sustento. Mesmo que o crente padeça enfermidade, não se deixara abater pela dor nem se deixara arrastar pela impaciência e queixar-se de Deus. Ao contrário, considerando a justiça e a bondade do Pai celestial nos castigos que nos ministra, o crente fiel se deixará dominar pela paciência.” [João Calvino, As Institutas, (1541), IV. 17].
[22] João Calvino, O Livro dos Salmos, Vol. 3, (Sl. 102.26), p. 586.
[23] Vd. Andre Bieler, O Pensamento Econômico e Social de Calvino, São Paulo, Casa Editora Presbiteriana, 1990, pp. 43, 67; Andre Bieler, A Força Oculta dos Protestantes, São Paulo, Editora Cultura Crista, 1999, pp. 49-51; David S. Schaff, Nossa Crença e a de Nossos Pais, 2” ed. São Paulo, Imprensa Metodista, 1964, p. 66; Felipe Fernandez-Armesto & Derek Wilson, Reforma: O Cristianismo e o Mundo 1500-2000, Rio de Janeiro, Record, 1997, p. 11; Timothy George, A Teologia dos Reformadores, p. 20. O filosofo católico Batista Mondin disse: “A Reforma protestante foi um acontecimento essencialmente religioso, mas causou ao mesmo tempo profundas transformações politicas, sociais, econômicas e culturais.” (B. Mondin, Curso de Filosofia, São Paulo, Paulinas, 1981, Vol. II, p. 27). Em outro lugar reafirma: “Como dissemos no início do capitulo, a Reforma protestante foi antes e acima de tudo um acontecimento religioso. Em consequência disso, ela deve ser estudada e julgada segundo critérios religiosos, mais precisamente, segundo os critérios da fé cristã, cujo espirito original a Reforma se propunha restabelecer.” (B. Mondin, Curso de Filosofia, Vol. II, p. 41). O antigo professor de História Eclesiástica da Universidade de Yale, Roland H. Bainton (1894-?), diz que “A Reforma foi acima de tudo um reavivamento da religião.” [Roland H. Bainton, The Reformation o fth e Sixteenth Century, Boston, Massachusetts, Beacon Press. 1985 (Enlarged Editon), p. 3].
[24] Partilho da ideia de Tom Nettles, de que “Tentativas de Reforma através do tratamento de dimensões morais, espirituais e eclesiológicas, ignorando a teologia, sempre falharam.” (Tom Nettles, Um Caminho Melhor: Crescimento de Igreja através de reavivamento e reforma: ln: Michael Horton, org. Religião de Poder, São Paulo, Editora Cultura Cristã, 1998, p. 134).
[25] Vd. A. Bieler, O Pensamento Econômico e Social de Calvino, pp, 47-48; Andre Bieler, A Força Oculta dos Protestantes, pp. 50-51.
[26] Vd. Emile G. Leonard, O Protestantismo Brasileiro, 2a ed. Rio de Janeiro/Sao Paulo, JUERP/ASTE, 1981, pp. 27-28; Felipe Fernandez-Armesto & Derek Wilson, Reforma: O Cristianismo e o Mundo 1500-2000, pp. 10-11.
[27] Lutero, por exemplo, foi grandemente influenciado por Agostinho (354-430), Mestre Eckhart (c. 1260- c. 1327) (Vd. Paul Tillich, História do Pensamento Cristão, p. 188), Johannes Tauler (c. 1300-1361) - a quem se refere com grande apreço - (Vd, Obras Selecionadas de Martinho Lutero, São Leopodo/Porto Alegre/RS., Sinodal/Concórdia, 1987, Vol. I, p. 98; Ph. J. Spener, Mudança para o Futuro: Pia Desideria, Curitiba, PR./São Bernardo do Campo, SP., Encontrão Editora/Instituto Ecumênico de Pós-Graduação em Ciências da Religião, 1996, p. 112ss) e Johannes von Staupitz (c. 1465-1524), este, que antes da Reforma, era seu mestre, amigo e incentivador. (Vd. Philip Schaff, History o fth e Christian Church, Vol. VIII, p. 259).
[28] D. Martyn Lloyd-jones, Do Temor à Fé, Miami, Editora Vida, 1985, p. 23. “As nações podem levantar-se e cair, todavia o plano de Deus prossegue, firme e sem interrupção.” (D. Martyn Lloyd-Jones, /4.v Insondáveis Riquezas de Cristo, São Paulo, PES., 1992, pp. 69-70). M Vd. Benjamin Wirt Farley, “A Providência de Deus na Perspectiva Reformada” : ln: Donald K. Mckim, org. Grandes Temas da Tradição Reformada, São Paulo, Pendão Real, 1999, p. 74.
[29] Veja-se A.A. Hoekema, A Bíblia e o Futuro, São Paulo, CEP. 1989, p. 39ss. “O Reino de Deus e no Novo Testamento, a vida e a meta do mundo que correspondem as intenções do Criador.” (Karl Barth, La Ora tion , Buenos Aires, La Aurora, 1968, p, 51).
[30] Aliás, este e o pressuposto fundamental do jovem brilhante estudioso, Alister McGrath. (Vd. Alister E. McGrath, The Intellectual Origins o fThe European Reformation, p. 4).
[31] Alister E. McGrath, The Intellectual Origins o f The European Refonmition, p. 4.
[32] N. Abbagnano & A. Visalberghi, Historia de la Pedagogia, Novena reimpresion, México, Fondo de Cultura Econômica, 1990, p. 253.
[33] Alister E. McGrath, The Intellectual Origins o f The European Refonmition, p. 4.
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Fonte: COSTA, Hermisten M.P. Raízes da teologia contemporânea – São Paulo: Cultura Cristã, 2004. Págs.: 73-77.
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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Uma agenda para o voto consciente

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Por Franklin Ferreira


Eu tenho ouvido: ‘Não traga a religião para a política’. É precisamente para este lugar que ela deveria ser trazida e colocada ali na frente de todos os homens como um candelabro” (C. H. Spurgeon).

Como se costuma dizer, “a política é o espaço do bem comum”, frase que pode ser entendida como uma forma de praticar o amor cristão. Afinal, é pela ação política que muitas pessoas no país podem ser beneficiadas pelo bem e pela justiça. Mas para que isso aconteça, é necessário que a prática política esteja fundamentada em valores éticos. Além disso, a transformação da conjuntura social de acordo com a cosmovisão cristã é, também, uma forma de evangelizar. Portanto, com o objetivo de propor o voto consciente e responsável aos cristãos evangélicos, sugerimos alguns elementos que deverão ser considerados na hora da sua escolha eleitoral:

1. Conheça bem o candidato que receberá o seu voto. Pesquise seu histórico pessoal, seus feitos, seus valores e suas propostas. Pesquise também suas promessas durante a campanha eleitoral, analisando se são plausíveis. Acompanhe as entrevistas que os candidatos concederem na mídia e compare o que cada um diz. Veja também se o candidato se porta com decência e se sua escala de valores é voltada para o interesse público. Se ele se identifica como cristão, é importante saber a que igreja ou comunidade ele está filiado e se ele a frequenta regularmente, buscando conselho e prestando-lhe contas. Enfim, não desperdice o seu voto com alguém de quem você nunca ouviu falar, sem saber as suas propostas e sua postura ética durante a campanha eleitoral.

2. Também considere se os projetos do candidato estão de acordo com os do partido ao qual ele está filiado, pois ao votar em um candidato você ao mesmo tempo vota num partido, ajudando a eleger candidatos do mesmo partido. Por isso, é preciso conhecer os programas e a filosofia do partido. No caso de candidatos evangélicos, é bom averiguar se estes e seus partidos não somente afirmam, mas estão comprometidos com a separação entre a Igreja e o Estado, lembrando que toda autoridade procede de Deus.

3. Lute contra todas as formas de corrupção, apoiando mecanismos de controle do uso do dinheiro público e das prioridades do governo; colaborando para que projetos tais como o Ficha Limpa, que tratem sobre a ética nas eleições, sejam conhecidos e aplicados; denunciando o uso da máquina administrativa federal, estadual ou municipal para favorecer determinados candidatos; em conformidade com a lei N.º 9.840/99, denunciando a compra de votos através de dinheiro, programas assistenciais ou promessas de vantagens pessoais, assim como quem obrigue os eleitores a votar em determinados candidatos, seja por meio de ameaças, seja através de pressão religiosa.

4. Apoie propostas que defendam a vida e a dignidade do ser humano em qualquer circunstância. Para a fé cristã, a vida humana é dom de Deus, desde a concepção no ventre materno até ao dia de sua morte. Portanto, proteger a vida inclui combater o aborto e a eutanásia; reprimir a violência por meio de políticas de segurança pública realistas; promover uma ética do trabalho que enfatize virtudes bíblicas, tais como honestidade, pontualidade, diligência, obediência ao quarto mandamento (“seis dias trabalharás”), obediência ao oitavo mandamento (“não furtarás”) e obediência ao décimo mandamento (“não cobiçarás”); defender o direito à propriedade privada como direito fundamental (cf. Êx 20.15, 17; 1Rs 21.1-29).

5. Verifique qual a proposta educacional do candidato, analisando se ele defende a qualidade e a liberdade do ensino, inclusive no âmbito religioso, promovendo uma escola digna e de qualidade. Confira também se ele promove as liberdades individuais, por meio do estabelecimento de normas gerais de conduta que redundem em liberdade de expressão, associação e de imprensa.

6. Rejeite candidatos e partidos com ênfases estatizantes e intervencionistas nas esferas familiar, eclesiástica, artística, trabalhista e escolar, que concebam um ambiente onde se tem pouca ou nenhuma liberdade pessoal e econômica. Para a fé cristã, a família, a igreja, o trabalho e a escola são esferas independentes do Estado, pois existem sem este, derivando sua autoridade somente de Deus. Logo, o papel do Estado é mediador, intervindo quando as diferentes esferas entram em conflito entre si ou para defender os fracos contra o abuso dos demais. Portanto, os cristãos devem não somente não apoiar, mas também resistir a um sistema político autoritário ou totalitário (cf. At 5.29; Ap 13.1-18).

7. Repudie ministros, igrejas ou denominações que tentem identificar determinada ideologia com o reino de Deus ou com a mensagem bíblica. Pois, como afirma a Declaração de Barmen [8.18], “rejeitamos a falsa doutrina de que à Igreja seria permitido substituir a forma da sua mensagem e organização, a seu bel-prazer ou de acordo com as respectivas convicções ideológicas e políticas reinantes”. A igreja, ao proclamar com fidelidade a Palavra de Deus, influencia o Estado, de modo que suas leis se conformem com a vontade de Deus, decorrendo daí consequências políticas de tal fidelidade ao chamado primário da comunidade cristã.

8. Apoie candidatos comprometidos com propostas e leis que sejam derivadas da lei de Deus, como revelada nas Escrituras, pois esta é a fonte absoluta e final da ética pessoal, eclesiástica e social. Há que se ter compromisso por parte do candidato com o contrato social, que é um acordo entre os membros de uma sociedade pelo qual reconhecem a autoridade sobre todos de um conjunto de regras, a Constituição, que limita o poder, organiza o Estado e define direitos e garantias fundamentais. 

9. Valorize candidatos e partidos comprometidos com o modelo republicano de governo, no qual a nação é governada pela lei constitucional e administrada por representantes eleitos pelo povo, assim como a divisão e a separação dos poderes executivo, legislativo e judiciário, de modo que nenhum governo ou ramo do governo monopolize o poder. Assim também valorize aqueles que respeitem a alternância do poder civil, que impede que um partido ou autoridade se perpetue no poder, assim como a defesa do pluralismo político e partidário. Portanto, devem-se rejeitar candidatos que apoiem o Decreto N.º 8.243, conhecido como Política Nacional de Participação Social (PNPS). Tal decreto fere a cláusula pétrea constitucional da autonomia e independência dos Poderes, e praticamente desmonta a democracia representativa, substituindo-a pela participação popular direta, indicada, nomeada e controlada por órgãos do Estado.

10. Apoie candidatos que enfatizem as funções primordiais do Estado, onde os governantes têm a obrigação de zelar pela segurança do povo, pela qual pagamos tributos (cf. Rm 13.1-7), assim como ressaltem a limitação do poder do Estado, pois a partir das Escrituras, entende-se que o governo civil não tem autoridade para cobrar impostos exorbitantes, redistribuir propriedades ou renda, criar zonas francas ou confiscar depósitos bancários.

Pedimos que o Cristo Rei, o único e absoluto soberano Senhor, nos sustente e nos conduza sempre em nossas opções políticas. Façamos destas eleições um gesto de amor a este país e a nossos irmãos e irmãs, para maior glória de Deus.

___________
Bibliografia:
• “A Declaração Teológica de Barmen”, em A Constituição da Igreja Presbiteriana Unida dos Estados Unidos da América, Parte 1: Livro de Confissões (São Paulo: Missão Presbiteriana do Brasil Central, 1969), 8.01-8.28.
• Johannes Althusius, Política (Rio de Janeiro: Top Books, 2003).
• João Calvino, As Institutas ou Tratado da Religião Cristã. ed. latina de 1559 (São Paulo: Cultura Cristã, 2006), IV.20.1-32.
• Wayne Grudem, Política segundo a Bíblia (São Paulo: Vida Nova, 2014).
• Abraham Kuyper, Calvinismo (São Paulo: Cultura Cristã, 2002).
• Augustus Nicodemus Lopes, Ética na política e a universidade: Carta de princípios 2006 (São Paulo: Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2006).
• Ives Gandra da Silva Martins, “Por um congresso inexpressivo”, Folha de São Paulo (10/06/2014). http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/06/1467665-ives-gandra-da-silva-martins-por-um-congresso-inexpressivo.shtml.
• Merval Pereira, “Desconstruindo a representação”, O Globo (08/06/2014). http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?blogadmin=true&cod_post=538649&ch=n.
• Francis Schaeffer, A igreja no século 21 (São Paulo: Cultura Cristã, 2010).
• C. H. Spurgeon, The Candle (Delivered on Lord’s-Day Morning, April 24, 1881, at The Metropolitan Tabernacle, Newington). http://www.spurgeongems.org/vols25-27/chs1594.pdf.
Voto consciente: dever do cristão (Rio de Janeiro: Arquidiocese do Rio de Janeiro, s/d).

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Fonte: Teologia Brasileira
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Morto, morrendo e morrendo: a estranha esperança da vida cristã

Quando você morreu?
 
Michael Allen Rogers escreveu recentemente que morreu em 1957, quando tinha apenas oito anos de idade. Pessoalmente, já tive algumas experiências de quase morte, mas apenas morri de verdade em 2006, durante minha graduação. A experiência é simplesmente sem paralelo. Tudo que posso dizer é que, desde então, todo ar que respiro tem sido puro, filtrado pelas palavras de Deus – cansei-me da morte.
Como Rogers, faço referência às palavras de Paulo em Gálatas 2.20: “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”.
 
  Isso não é uma mera metáfora. Se pensarmos assim, minaremos o vigor da Palavra de Deus[1]. Nós temos de lutar incessantemente contra a tendência de viver como se as promessas de Deus nas Escrituras fossem incitações de segunda categoria, quando comparadas aos nossos problemas mundanos. Se a nossa crucificação com Cristo fosse meramente metafórica, isso significaria que nós somos primeiramente físicos e secundariamente espirituais.  A Escritura coloca de forma diferente. A verdade é que somos corpo-espírito portadores da imagem, e a Escritura faz a prevenção de que não criemos uma dicotomia com essas duas coisas.


Entretanto, parece existir uma hierarquia de relação. A Escritura coloca bastante peso no coração, nas obras internas da consciência e a nossa fidelidade com a fé – tudo isso é uma faceta interna e espiritual do nosso ser (por exemplo, Deuteronômio 6.5 nos fala para amarmos a Deus com todo nosso coração e com toda a nossa alma; e Jesus ainda adiciona a mente em Mateus 22.37). O corpo testa e confirma o comportamento da alma, despojando-a da pretensão. Nossas respostas físicas traem nossa condição espiritual e desnudam os tesouros de nossos corações (Lucas 6.45). Embora seja o nosso corpo físico que será ressuscitado, isso só acontecerá por causa da nossa união, em fé, que temos com Cristo – uma união espiritual (indicada pelo senso de ”permanecer” em João 15.4, assim como em Gálatas 2.20; 3.28; Colossenses 1.27; Romanos 8.10; 2 Coríntios 13.5 e Efésios 3.17).
 
À luz da primazia da alma, nossa crucificação com Cristo não é uma abstração que se empalidece quando comparada com nossa vida física e concreta. Nossa morte espiritual não é algo que usamos quando precisamos de encorajamento. É a morte em primeira ordem – mais duradoura e, nesse sentido, mais real que a morte física. Então, se você é cristão, você já possui uma lápide em algum lugar do passado, marcando um lugar muito mais sagrado do que um punhado de grama. Com uma claridade inconfundível, o seu epitáfio diz: “Uma vez perdido…”. Por causa dessa morte, você foi encontrado de uma vez por todas. Por mais estranho que possa soar, você está gloriosamente morto para o mundo, uma vez que você está eternamente vivo em Cristo. Essa morte é a que conta: a morte na qual você constrói sua eterna vida em Cristo.
 
Claro, eu ainda estou morrendo em dois sentidos. Primeiro, o meu “eu” crucificado, ao qual Paulo se refere como “velho homem” (Romanos 6.6), se recusa a ficar a sete palmos abaixo do chão. Ele está morto, mas Satanás o tem usado para tentar atrapalhar meu progresso em direção a Cristo, e ele está relutante a se render a uma tão conveniente e efetiva arma. Então, “o velho homem”, nesse sentido, ainda arranha as paredes sujas da cova e tenta agarrar o calcanhar do “novo homem”. Ele quer puxar nós dois para as trevas, embora o esforço seja inútil. Nesse sentido, eu estou morto, mas continuo morrendo. Trabalhando com o Espírito para manter o velho homem na gelada e úmida terra do passado. Sua morte será consumada quando minha alma chegar à presença de Deus após a minha morte física.
 
Segundo, e o que as pessoas tradicionalmente entendem pela palavra “morte”, eu estou morrendo fisicamente. Meu corpo está apodrecendo: minhas articulações se desgastam, meus músculos se atrofiam; minha mente fica menos ágil a cada dia (isso se ela já esteve ágil algum dia, para começar). Essa é a morte que nós tendemos a considerar como principal – e por uma boa razão. A morte física afeta os sentidos; ela acentua a palavra “corpo” em “portadores de corpo-espírito da imagem de Deus”. Em nossa condição caída, nossa percepção da realidade foi construída em uma fundação que, em boa parte, é física. Não é pouca ameaça para nós o desmoronamento dessa fundação. Por mais que tentemos reforçar nossa crença nas promessas da Escritura, parece que a morte física será nosso maior teste de fé, simplesmente porque demanda que nós, ao menos por um tempo, sacrifiquemos a fundação sobre a qual sempre ficamos, trocando o arenito dos nossos sentidos pelo granito de Deus prometido em Cristo. Não é uma tarefa fácil.
 
Eu senti o gosto dessa dificuldade quando eu era adolescente, ao ver meu pai morrer em nossa sala de estar. Ele lutou contra um tumor no cérebro por doze anos. Depois de sua terceira e última cirurgia e do tratamento com radiação, o tumor cresceu inesperadamente. A década de longa e árdua batalha com convulsões e fala arrastada foi ocasionalmente substituída por uma falha total de suas habilidades mecânicas. Seu corpo ficou dormente. Sua fala desapareceu. Ele ficou deitado na cama e esperou por duas semanas até que, em uma noite quente, no começo de junho de 2004, vimos ele dar seus últimos três suspiros – depois de gemer por duas horas por conta da falha de seu sistema respiratório. Isso é o que faz que nós substituamos a morte espiritual pela física. Isso que faz com mitiguemos a relevância da morte espiritual. Mas isso, também, é a razão pela qual nós devemos começar a viver com a consciência de que nossa morte física é apenas uma porta. Girar a maçaneta da porta da morte pode fazer com que você se arrepie todo, mas o corredor continua do outro lado. Nem mesmo uma falha do sistema respiratório pode nos impedir de caminharmos no pátio de Deus.
 
Tudo isso soa um tanto quanto mórbido, não é verdade? Morto, morrendo e morrendo? Onde há espaço para esperança? “Bem aqui”, eu diria. A Esperança do cristão é, de fato, muito estranha, mas, também inatacável. Nós temos uma incansável esperança na presença da morte física por causa de um simples princípio: você não pode matar alguém que já está morto. Quando mantemos nossa crucificação espiritual com Cristo como nosso norte, podemos começar a nos maravilhar no que Deus fez por nós: o ferrão da morte foi quebrado na cruz. A porta da morte dará para corredores maiores para nós, mas, enquanto estivermos na terra, nós teremos o privilégio de sermos homens mortos-vivos, encarando o físico sem reservas. Somente quando entendermos isso que a nossa verdadeira herança, a vida eterna com Cristo, nos trará conforto frente à morte física.

Três mortes parece algo sombrio para muitos cristãos, mas isso porque eles têm a morte fora de ordem. A vida deles não é fácil, pois eles colocam a morte física à frente e consideram a morte espiritual (tanto a morte inicial do “velho homem” como sua morte final, que está por vir ao fim de nossa vida física) como um conforto secundário. Na verdade, ao fazer isso, eles estão vivendo a promessa de Deus de forma superficial. A benção de Cristo é que a nossa união com a Trindade é restaurada. Isso nunca mais será quebrado. Ousadia e confiança pertencem àqueles que meditam nisso diariamente – aqueles que mantêm a morte em ordem.

Se todo esse papo de estar morto e de estar morrendo me faz alguém mórbido, eu posso viver com isso. Mórbido é pensar que a escuridão é luz (Mateus 6.22-23). A verdadeira morbidez está nos espiritualmente cegos. Assim, prefiro a morte à cegueira, desde que eu tenha minhas mortes em ordem.
—————————————
[1] Eu me lembro de uma palestra do Carl Trueman alguns anos depois da morte de meu pai. Eu estava cansado de ouvir sobre o cuidado paternal de Deus quando aquele que eu considerava como a manifestação física do cuidado morreu. Eu fiquei chocado quando Trueman mencionou que esse sentimento – desdém pela metafórica associação de Deus como nosso pai – era inteiramente errôneo. Que Deus é meu pai não é uma metáfora.  Pelo contrário, por mais que eu amasse meu pai terreno, ele era apenas um pálido reflexo do meu Pai original (o que expressa o quanto eu amo aquele que me fez, embora esse amor seja, vergonhosamente, não demonstrado). O fato de isso ter sido tão difícil de entender (ainda é) demonstra o tanto que o empirismo pós-iluminista se infiltrou em nosso entendimento da Palavra de Deus, até mesmo no nível popular. Pense da seguinte forma: não é porque percebemos nossos pais terrenos com os nossos sentidos que eles superam o cuidado de Deus. Dentro da cultura ocidental, o empirismo se tornou uma verdade bíblica, e é nossa responsabilidade corrigir esse erro. 

Por
Pierce Hibbs  Fonte: Reforma 21

Fonte: A PEDRA

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Igreja é convertida à força em templo hindu na Índia


  No mês passado, uma igreja localizada no estado indiano de Uttar Pradesh foi transformada em um templo hindu depois de os membros da congregação terem sido forçadamente convertidos ao hinduísmo.
Uttar Pradesh tornou-se alvo de perseguição desde que o partido nacionalista hindu BJP assumiu o poder, em maio deste ano. De acordo com relatos, em apenas quatro meses, cristãos foram atacados mais de 600 vezes na Índia, sob o comando do BJP.
De acordo com a agência de notícias Barnabas Aid, uma antiga igreja na vila Asroi – cerca de 100 milhas a sudeste de Nova Deli – tem funcionado como local de culto para os cristãos dalits, uma das castas mais baixas da Índia.
Durante o ritual de purificação hindu da igreja, uma imagem de Shiva foi levada para o espaço. Os nacionalistas hindus responsáveis divulgaram um vídeo do YouTube e um comunicado à imprensa anunciando que 72 cristãos haviam se tornado hindus.

Fonte: Notícias Cristãs

O relativismo destrói a família!



Por Pr. Julio Quirino


"A homossexualidade não é o desenho original de Deus para a raça humana e não ajuda no desenvolvimento da humanidade" - Tim Keller

Vejam neste vídeo a tática dos ateus e liberais, na tentativa de redefinir o que família significa. O que está por trás deste debate? Primeiro, eles ridicularizam quem não aprova a homossexualidade e afirmam que tudo deve ser resumido ao amor. O relativismo se torna a "regra absoluta". De acordo com eles, o propósito do casamento e da vida humana se resume somente em "tentar ser feliz". A regra deles é simples, se Deus ou o sagrado está te impedindo de "ser feliz", então, remova a ideia de Deus da sua vida. Neste modelo, o individualismo se torna a força motriz de uma sociedade.

Se Deus ou o sagrado já não ditam mais as regras da sociedade, um outro "deus" tomará o seu lugar. O nome deste deus é "EU". Tudo o que EU quero fazer devera se tornar LEI.

Se o meu sentimento (o amor) é o que define uma família, então, se um indivíduo se apaixonar por um animal e, por exemplo, quiser se casar com o seu "cachorro, cavalo ou bode", eles seriam uma família? E se um homem ama uma criança de 4, 7 ou 9 anos? E se um homem ama 4 ou 10 mulheres ao mesmo tempo? ou se uma mulher ama 10 homens ao mesmo tempo? Ou se um gay ama 20 gays ao mesmo tempo? "Swing" poderia ser uma forma normal de se viver a vida? Seriam todos considerados "família"? Quem poderia provar que não existe amor entre eles? Quem poderia restringir estas demonstrações de "amor" e dizer que elas são erradas?

Quais seriam as consequências desastrosas da confusão psicológica e emocional nos filhos adotados por casais gays? E se estes casais gays se divorciam, quantos pais ou mães gays a criança terá? 4? Estamos dispostos a sacrificar estas crianças e usá-las como cobaias por causa de uma experiência social?

O que os defensores dos direitos gays querem dizer é que a humanidade estaria muito melhor se nos parássemos de insistir que a família é constituída somente de um homem, uma mulher e seus filhos (de acordo com o plano de Deus) e que nós deveríamos adotar o conceito deles (sem deus) de família na qual poderia incluir qualquer coisa.

Eles estão dizendo que o conceito deles é melhor do que o nosso. Eles estão querendo nos "converter" para a "religião" deles, que não tem um Deus, nem moral ou ética especifica. Neste modelo, você decide o que é melhor para a sua vida. Nesta religião ateísta, você se torna o seu próprio deus, o seu próprio salvador e você decide o seu próprio destino.

Qual o propósito da vida? Ser meu próprio deus ou encontrar ao único e verdadeiro Deus? Jesus disse que aqueles que querem "ser felizes" (salvar a sua própria vida) irão perde-la: "Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará. Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Marcos 8:35-36)

***
Sobre o autor: Julio Quirino é pastor Batista e missionário no Quênia/África, onde faz um importante trabalho evangelístico - principalmente de muçulmanos - naquele país há quase 15 anos. Contatos: comunicacao@miaf.org.br

Fonte: Perfil do autor no Facebook
Divulgação: Bereianos
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