Cinco Votos para Obter Poder Espiritual.

Primeiro - Trate Seriamente com o Pecado. Segundo - Não Seja Dono de Coisa Alguma. Terceiro - Nunca se Defenda. Quarto - Nunca Passe Adiante Algo que Prejudique Alguém. Quinto - Nunca Aceite Qualquer Glória. A.W. Tozer

sexta-feira, 24 de abril de 2015

O Eterno Propósito

     

 Neste vídeo o Rev. Dorisvan Cunha explica, com base em Efésios 3:11 e Romanos 8:28-30, qual é o plano de Deus para o Seu povo? Qual é o eterno propósito de Deus? Através dos decretos de Deus podemos ter a segurança de nossa salvação?

Assista!



Fonte:  Guerra Pela Verdade
Via: Bereianos
                                           

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Cristo não se envergonha dos seus

 

Por Denis Monteiro


Texto base: Mateus 1.1-17

Quem de nós já parou para ler com afinco as genealogias que a Bíblia apresenta? O que há de tão importante em saber que alguém gerou tal pessoa e viveram tantos e tantos anos? Será que o autor bíblico colocou esses dados em alguns livros porque não havia outra coisa a ser colocada? 

Hoje nós veremos, tomando de exemplo a genealogia de Cristo, o porquê existe genealogia e o que podemos aprender com ela.

Se você fosse escrever a história de alguém muito importante, será que você colocaria algumas informações que poderiam manchar o seu currículo? Acho que seria improvável que isso acontecesse, pois o autor de tal biografia quer que todos se admirem com a história a ser contada e veja a impecabilidade do personagem. Mas, Mateus não está preocupado com isso na genealogia de Cristo, pois há alguns personagens que não foram tão bons assim para que fossem colocados na genealogia de uma pessoa tão importante como Cristo.

Portanto, quando Mateus escreve a genealogia de Cristo, há alguns pontos importantes a serem observados que fazem com que este relato seja não apenas uma simples linhagem familiar.

Criação – De Abraão a Davi (1.1-6)

Nesta primeira parte o autor mostra Cristo sendo Filho de Davi e de Abraão, mas, também, mostra como foi o desenrolar na história em todos os personagens citados. Não foi por acaso que Mateus escreveu sobre Jesus ser Filho de Davi e de Abraão. Isso parece não ser muito comum em textos que lemos por aí, na verdade sempre vemos outros títulos de Jesus do que “Filho de Abraão”. Mas, por que Jesus teria sido chamado “Filho de Abraão”? Jesus também pode ser chamado à descendência de Abraão, aquele que abençoaria a todas as famílias da terra (Gn 12; Gl 3.16), e por intermédio de Cristo, pela fé, tanto judeus quanto os gentios são chamados de verdadeiros filhos de Abraão (Gl 3.29). A aliança com o povo Judeu iniciou-se com Abraão, da mesma forma em Cristo é estabelecida a Nova Aliança. Ou seja, Mateus não quer só mostrar que Cristo é o verdadeiro filho de Abraão, mas que Cristo é maior do que Abraão (Jo 8.58). 

Mas, além de ser chamado “Filho de Abraão”, Cristo é chamado de “Filho de Davi”. Esse título que Mateus se refere a Cristo faz parte da promessa de Deus a Davi que estabeleceria para sempre o seu trono (2 Sm 7.12-16; Is 9.6,7). Essa ênfase sobre as ligações davídicas de Jesus diz respeito à afirmação do Evangelho de que Jesus, na verdade, é o Rei de Israel. O verdadeiro Rei de todo o mundo, o herdeiro do trono de Davi. 

Segundo alguns comentaristas o fato de Jesus ser chamado “Filho de Abraão” e “Filho de Davi” faz referência as características do Messias, aquele que viria libertar o povo da opressão do inimigo, tinha que ser um verdadeiro judeu da linhagem de Davi, um rei. E, na verdade, Cristo é de fato o Messias prometido, a raiz de Davi, a descendência de Abraão. Ele não veio nos libertar de um poder político, mas do poder das trevas. E essa libertação pode ser vista não somente no povo de Israel, mas em alguns povos gentílicos, assim como mostra a genealogia. Portanto, por que mencionar estas mulheres, Tamar, que se fez de prostituta; Raabe, uma prostituta; Rute, uma moabita; Bate Seba, uma adúltera? Uma das características do Reino de Deus, estabelecido por Cristo, que Mateus vai fazer questão de mostrar é que Ele “se assenta com pecadores para comer” (Mt 9.10), ou seja, o Reino de Cristo é para todas as nações (Ap 5.9). 

Queda – De Davi à Babilônia (1.7-11)

Após o reinado de Davi, Salomão, seu filho, assumiu o trono, este reinado começou a crescer, mas a vida de Salomão foi manchada por alguns pecados. No entanto, seu filho, que foi um desobediente, fez com que o reino fosse divido, começando assim o processo de queda do trono. A partir daí, reis bons e maus assentaram ao trono, por exemplo: o perverso Roboão que foi pai do perverso Abias, este, foi pai do bom Rei Asa, pai do bom Josafá, o qual gerou o perverso Jorão, pai do Rei Uzias, o qual começa bem o seu reinado, mas por causa do seu orgulho ele desobedece a Deus e é atacado de lepra, acaba morando sozinho e é expulso da Casa do Senhor (2Cr 26). 

Diante de tudo isso, mediante altos e baixos, vemos a graça de Deus operando na vida de cada um. Ou seja, o plano de Deus não pode ser frustrado e a graça de Deus não vai junto com o DNA, passando de pai para filho, mas Deus preserva e faz com que seu plano seja cumprido. Mas não é só isso, diante do declínio desta nação vemos que Deus age graciosamente e salvificamente com alguns, como por exemplo, o caso de Manassés que fez tudo quanto era mau aos olhos do Senhor, chegando ao ponto de queimar seu próprio filho ao deus estranho (1Rs 21.6), mas Deus faz com que este rei sofresse em mãos inimigas fazendo-o, por meio deste sofrimento, buscar ao Senhor e se arrepender de seus pecados, tentando reformar tudo aquilo que ele estragou com suas práticas pecaminosas (2Cr 33.11,12;14-16). 

Não obstante, após um reinado ruim de Amom aos olhos do Senhor (2Cr 33.21-25; cf. 2Rs 21.19-26), de um reinado desastroso, o qual por suas práticas conseguiu influenciar o povo em seu favor, fazendo com que o povo ferisse aqueles que se levantaram contra o rei (2Rs 21.24), Deus levanta Josias, um rei que assume o trono aos oito anos de idade (2Cr 34.1,2) e faz reformas em Judá que se deram em três estágios:

1º - no oitavo ano começou a buscar o Senhor, Deus de Davi, seu pai (2 Cr 34.3); 

2º - no décimo segundo ano começou a destruir os postes ídolos, imagens de deuses (2 Rs 23.4-20; 2Cr 34.3-7); 

3º - no seu décimo oitavo ano ordenou que o Templo fosse reparado (2 Cr 34.8) e durante a reforma no Templo o Livro da Lei é achado por Hilquias e Josias entende, ao ler o Livro da Lei,  que Deus amaldiçoara Judá por causa da idolatria. 

Diante disso, vemos a graça de Deus atuando do começo ao fim, além de Deus preservar a genealogia do nosso Senhor, também fez com que pecadores fossem regenerados e servissem a Ele com suas forças, além de aplicar Sua lei em todos os aspectos da vida diária do povo. 

Redenção – da Babilônia a Jesus (1.12-16)

Diante do declínio desta nação, mesmo com alguns momentos bons, esta é levada cativa como condenação aos pecados da nação. Portanto, nenhum rei da linhagem de Davi havia subido ao trono, mas mesmo assim a linhagem estava sendo preservada. 

Mesmo sem um rei da descendência de Davi, e com a linhagem sendo preservada, Deus levantou homens para que a segunda reforma e a reconstrução do Templo fossem feitas por intermédio de Zorobabel.

Diante disso, vemos mais uma vez a graça de Deus nas pessoas, fazendo com que elas fossem fiéis a Ele em meio a uma época de apostasia e esquecimento da Lei do Senhor. 

Conclusão (1.17)

Olhando para cada parte desta genealogia, vemos que Deus cuida dos mínimos detalhes para cumprir o que Ele mesmo dissera. Mas não é só isso, em todos os aspectos da genealogia, Mateus quer mostrar que Jesus é o Filho prometido de Davi. Aquele que abençoa todas as famílias da terra, o qual não faz acepção de pessoas, que é o Rei Soberano, que salva e condena o pecador, o único digno de se assentar eternamente no trono de Davi, trono este que é d’Ele por direito, desde a eternidade.

Alegremo-nos em Deus, observando o seu cuidado sobre todos e em tudo, até nos mínimos detalhes e pecados que tais personagens praticaram. Às vezes, não conseguimos entender como Deus controla atos pecaminosos que resultam em Seu louvor, mas sabemos que Deus está controlando e permitindo todas as coisas e nos fazendo lembrar, que o Único que se deve ser buscado mediante acontecimentos bons ou ruins, é o Senhor Deus, o Todo Poderoso. 

Por isso que Cristo não se envergonha de nos chamar de irmãos, pois Ele é o Senhor da história e perdoa todos àqueles que se achegam a Ele com um coração arrependido e lavado por Seu sangue. 
***
Fonte: Bereianos
.
                                            

O engano do pecado sexual




Descrentes não “lutam” contra a atração por alguém do mesmo sexo. Eu não me sentia assim. Meu amor por mulheres raramente era uma luta.
Eu não era lésbica desde sempre, mas perto dos trinta anos eu conheci minha primeira namorada. Eu estava apaixonada e acreditava que finalmente havia me encontrado. Sexo com outras mulheres se tornou parte da minha vida e identidade, mas não era a única parte – e nem sempre a maior parte.
Eu simplesmente preferia mulheres em tudo: companhia, conversas, camaradagem e os contornos de seus corpos. Eu me sentia acolhida nesse meio, construindo minha casa e meu lar em meio à comunidade lésbica.
Quando ainda era uma professora de linguística não convertida, advogada do pós-modernismo e pós-estruturalismo e oponente de qualquer meta-narrativa totalizante (como o Cristianismo, eu diria na época), encontrava paz e significado na minha vida como lésbica e na comunidade homossexual que eu ajudava a construir.

Conversão e Confusão

Foi apenas depois de conhecer meu Senhor ressurreto que comecei a sentir culpa pelo meu pecado, pela minha atração e meu histórico sexual.
Minha conversão trouxe consigo um trem descarrilhado de sentimentos contraditórios, desde liberdade a vergonha, me deixando muito confusa. Por mais que estivesse claro que Deus proibia sexo fora do casamento bíblico, não era claro para mim o que eu deveria fazer com a gama complexa de desejos, atrações, sensibilidades e sentidos que eu tinha dentro de mim mesma e que ainda me definiam.
O que é o pecado da transgressão sexual? O sexo? A identidade? Até que ponto eu deveria me arrepender?

Encontrando John Owen

Em meio a essas lutas, um amigo recomendou que eu lesse um antigo teólogo do Século XVII chamando John Owen, em especial um livro que reunia três de suas obras a respeito do assunto (Para vencer o pecado e a tentação).

De início, fiquei ofendida ao perceber que, o que eu chamava de “quem eu sou”, John Owen chamava de “pecado”. Mas eu perseverei. Owen me ensinou que o pecado se manifesta na vida do crente de três formas: como distorção do pecado original, distração em relação aos pecados do cotidiano e desencorajamento pela manifestação diária das obras da carne.
Eventualmente, o conceito do pecado e das obras da carne abriu uma janela para enxergar como Deus pretendia substituir minha vergonha por esperança. De fato, o entendimento de John Owen a respeito do pecado é o elo perdido na confusão cultural atual no que diz respeito a o que o pecado sexual é e o que fazer a respeito dele.

Como crentes, lamentamos com o apóstolo Paulo, “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim” (Romanos 7.19-20). Mas depois de lamentarmos, o que devemos fazer? Como devemos pensar a respeito do pecado que se tornou uma parte diária de nossa identidade?

Owen explica com quatro respostas:

1. Mate-o de fome

O pecado que habita em nós é um parasita que se alimenta de tudo que você faz. A palavra de Deus é veneno para o pecado, quando recebida por um coração renovado pelo Espírito Santo. Você mata o pecado de fome quando se alimenta profundamente da Palavra. O pecado não pode resistir à Palavra. Assim, encha seu coração e sua mente com a Escritura.
Uma forma que eu faço isso é cantando os Salmos. A salmodia, para mim, é uma prática devocional poderosa, pois me ajuda a submeter minha vontade à de Deus e memorizar sua palavra enquanto o faço. Nós matamos o pecado de fome quando lemos a Escritura de forma compreensiva, em porções grandes, livros inteiros de uma vez só. Isso nos permite ver a providência de Deus agindo de forma mais ampla.

2. Chame o pecado pelo nome

Uma vez que ele habita em você, não compre uma coleira, uma casinha e um apelido carinhoso. Não “admita” o pecado como um animal de estimação inofensivo. Pelo contrário, confesse-o como uma ofensa maligna e coloque-o para fora! Mesmo se você o ama! Você não pode domesticar o pecado, convidando-o para sua casa.
Não promova uma paz falsa. Não dê desculpas. Não trate o pecado de forma sentimental. Não se faça de vítima. Não viva por meio de autojustificação. Se você leva o tigrinho para casa e o chama de Fofo, não se surpreenda se um dia você acordar e o Fofo estiver te comendo vivo. É assim que o pecado funciona, e o Fofo sabe fazer seu trabalho. Às vezes o pecado se esgueira e fermenta por anos, enganando o pecador, fazendo-o acreditar que tudo está sob controle, até que ele se lança sobre tudo que você construiu, edificou e amou.
Seja sábio a respeito de seus pecados, não os mime. E se lembre que o pecado nunca é “quem você é” se você está em Cristo. Em Cristo, você é um filho do Rei; você é parte da realeza. Você batalha contra o pecado porque ele distorce sua identidade real; você não se define por esses pecados presentes em sua consciência e na vida diária.

3. Elimine e mate o pecado

O pecado não é apenas um inimigo, diz Owen. O pecado está em inimizade contra Deus. Inimigos podem ser reconciliados, mas não há esperança de reconciliação para qualquer coisa inimiga de Deus. Qualquer inimizade com Deus deve ser morta. Nossas batalhas com o pecado nos levam para mais perto da união com Cristo. O arrependimento é uma porta para a presença de (e alegria em) Deus.
De fato, nossa identidade está em sermos crucificados e ressurretos com Cristo:
Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição, sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos (Romanos 6.4-6).
Satanás irá usar nosso pecado como chantagem, declarando que não podemos estar em Cristo e pecar com o coração ou com o corpo. Nesses momentos, lembramos a ele que ele está acerto em apenas um ponto: nosso pecado, de fato, é pecado. Ele realmente é uma transgressão contra Deus, e nada mais.
Satanás está completamente errado a respeito da questão mais importante. No arrependimento, nos colocamos junto do Cristo ressurreto. E o pecado que cometemos (e iremos cometer) está coberto pela justiça dEle. Mas devemos lutar. Deixar o pecado em paz, diz Owen, é deixar o pecado crescer – “não vencê-lo é ser vencido por ele”.

4. Cultive diariamente sua nova vida em Cristo

Deus não dos deixa sozinhos para lutar a batalha em vergonha e isolamento. Pelo contrário, através do poder do Espírito Santo, a alma de cada crente é “vivificada”. “Vivificar” significa animar, dar vida. A vivificação é o complemento da mortificação, e ao fazê-lo, permite que vejamos a perspectiva da santificação, que inclui dois aspectos:

1) Salvação dos desejos do pecado, experimentada quando a graça da obediência nos dá o “poder expulsivo de uma nova afeição” (citando Thomas Chalmers).

2) Humildade a respeito do fato de que precisamos diariamente do fluxo da graça de Deus que vêm do céu e, não importa o quanto o pecado tente nos enganar, esconder nosso pecado nunca é a resposta. De fato, o desejo de sermos fortes o suficiente em nós mesmos, para que vivamos independentes de Deus, é o primeiro pecado, a essência do pecado, e a mãe de todos os pecados.

Esse elo perdido de Owen é apenas para os crentes. Ele diz, “a não ser que um homem seja regenerado, a não ser que seja um crente, todas as suas tentativas de mortificação do pecado … não tem propósito. Em vão ele usa muitos remédios, mas não será curado”.

O que um descrente pode fazer, então? Clamar a Deus para que o Espírito Santo lhe dê um novo coração e converta sua alma: “mortificação do pecado não é a tarefa dos homens não regenerados. Deus não os chama a isso; sua busca é pela conversão – de toda a alma – não a mortificação desse ou daquele pecado”.

Livre para se alegrar

Nos escritos de John Owen encontrei como e por que as promessas da satisfação sexual em meus próprios termos eram a antítese do que eu antes cria fervorosamente. Ao invés de liberdade, meu pecado sexual era escravidão. Esse puritano do Século XVII me revelou como meus desejos e sensibilidades homossexuais eram enganos aterradores.

Hoje, eu agora faço parte de uma longa linhagem de mulheres piedosas – a linhagem de Maria Madalena. O evangelho veio com a graça, mas exigiu uma guerra irreconciliável. Em algum lugar desse campo de batalha sangrento, Deus me deu um desejo implacável de me tornar uma mulher piedosa, coberta por Deus, firmada em sua palavra e sua vontade. Esse desejo se transformou em outro desejo: o de me tornar, se o Senhor assim desejasse, a esposa piedosa de um marido piedoso.
Foi aí que eu percebi.

A união com o Cristo ressurreto significava que tudo o mais foi crucificado à cruz. Eu não poderia ter minha antiga vida de volta, se quisesse. De início, foi aterrador, mas quando olhei para o abismo do meu temor, encontrei paz.
Nessa paz, descobri que o evangelho está sempre à frente. Nosso lar está adiante de nós. Hoje, apenas pela maravilhosa graça de Deus, sou parte da família de Deus, onde Deus se importa com os detalhes do meu dia, os deveres de casa de matemática das crianças e a bagunça da comida derramada após o jantar e, acima de tudo, com as pessoas, feitas à imagem de sua preciosa graça: o homem que me chama de amada e as crianças que me chamam de mãe.
 Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org | Original aqui

Via : Reforma 21 

                                               

segunda-feira, 13 de abril de 2015

SWING e MÉNAGE A TROIS – Para salvar um casamento vale tudo?

 
 
 
 Um casal que chegou ao ponto de optar por um ménage a trois ou swing como tentativa de salvar um casamento é porque se perdeu há muito tempo. É como, em meio a fome, recorrer a um prato de frituras quando se sofre de colesterol. O prato gorduroso (e delicioso!) será apenas um paliativo para amenizar o problema, que não vai desaparecer, muito pelo contrário. Um casal com problemas na cama que opta por práticas como estas, passa a nítida mensagem de que a pornografia já faz parte de sua rotina, e não há pouco tempo! Se não do casal, de um dos cônjuges certamente. Ninguém acorda da noite para o dia com vontade de praticar um ménage. A fantasia, seja ela qual for, só chega a se concretizar depois de ter sido muito bem alimentada. Neste caso, muitos pratos de cenas pornográficas foram ingeridas antes da fantasia se realizar.
O grande problema é que na pornografia tudo é permitido e possível: ménage, swing, troca de parceiros, sadismo, masoquismo… No mundo virtual não existem limites para a satisfação do desejo, passando-se inclusive por cima de vidas, e quando abrimos espaço em nossa mente para esse tipo de exposição, aquilo que antes nos trazia repúdio, passa a não parecer mais tão ruim assim. Chamamos este processo de anestesiamento. Os nazistas, durante a segunda guerra, recorriam a esse método para que pais de família chegassem ao ponto de matar crianças e grávidas sem remorso algum. Expunham o indivíduo a cenas fortes de violência, até que fossem capazes de matar filhotes de cachorros sem dificuldades. Depois disso era só uma questão de tempo para que estivessem matando bebês com naturalidade e até prazer.

Acontece que, com o passar do tempo e por conta do anestesiamento, aquela fantasia passa a não ser mais tão excitante como era no início, então recorremos a novas formas de prazer. Já recebi e-mails de homens casados e cristãos que, depois de anos expostos a todo tipo de pornografia, passaram a sentir prazer em pedofilia e zoofilia. Isso mesmo que você leu: sexo com crianças e animais. Triste, mas real. O problema é que muitos ignoram o fato de que o inimigo de nossa alma não trabalha para que o sirvamos, mas sim para que sirvamos a nós mesmos. Ele investe forte para que o ser humano se torne escravo de seus próprios desejos e fantasias, por mais repugnantes que venham a ser: “A fome é o problema? Simples, transforme pedra em pão!” Já ouviu isso em algum lugar?
Toda atitude que eleve a autoridade do corpo sobre a mente é destrutiva, por mais inocente que pareça ser. Ou seja, domine seu desejo antes que ele domine sua mente e em seguida, devaste a sua vida. Ceder a todo e qualquer tipo de desejo, passando inclusive por cima dos valores morais, leva o indivíduo a um caminho sombrio, perigoso e muitas vezes sem volta.  Conheci homens héteros que sentiram o desejo da prática homossexual depois de muitos anos assistindo a cenas de ménage e swing. Quiseram experimentar o sexo invertido não pelo fato de se sentirem atraídos por pessoas do mesmo sexo, mas por pura curiosidade de experimentar a sensação do prazer diferente. Alguns deles só caíram em si depois de terem sido abandonados por suas esposas e filhos. O preço foi alto demais! E a fala dos que passam por experiências semelhantes a estas é sempre muito parecida: “Nunca imaginei que fosse sentir esse tipo de desejo. Tenho nojo só de lembrar! Como pude chegar a esse ponto?”
“É do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias”. Mateus 15:19.
Todo pecado consumado tem como antecedente um pensamento muito bem alimentado, por isso Paulo nos aconselha:
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”.
Sim, precisamos filtrar o que assistimos e escolher a dedo o que entra em nossa mente. Os olhos são a lâmpada do corpo, se eles absorvem trevas, todo o corpo estará trevas. Deixar o seu cérebro exposto ao lixo que é oferecido pela mídia, é tapar os ouvidos para o conselho de Paulo, uma escolha consciente e insensata. Assiste quem quer e desliga quem tem juízo! Continue caminhando nesta direção que em pouco tempo comportamentos como a poligamia, adultério, mentira, desrespeito, violência, fornicação, roubo, fofoca, maledicência, corrupção e inimizades não parecerão mais tão prejudiciais assim. Talvez até passem a fazer parte de sua rotina sem que perceba. É o tal do anestesiamento que citei anteriormente.
Se o sujeito professa a fé cristã não pode viver de qualquer jeito e assistir o que bem entende. Temos um modelo de vida, e seu nome é Jesus Cristo, o Deus que se fez homem para ensinar a humanidade o jeito certo de ser gente. Ou assume de corpo e alma a sua fé ou a renega e vá realizar todas as suas fantasias. O que não vale é a hipocrisia.
“Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca.” Apocalipse 3:15-16
O sexo criado por Deus é aquele feito com amor, sem egoísmo e dentro da aliança do casamento. Uma terceira pessoa não faz parte da união de “uma só carne”. Se começarmos a abrir essas exceções, teremos que abrir muitas outras. A experiência do casamento é um processo que deve nos levar a unidade com o cônjuge em todas as áreas da vida. É a oportunidade extraordinária de extrairmos um do outro o melhor de nossa humanidade. Ao colocar uma terceira pessoa na jogada estará extraindo o pior de seu parceiro, é como dar um passo para trás, colocando o desejo sexual acima do relacionamento do seu cônjuge com Deus. Isso não é amor verdadeiro, mas sim egoísmo!
Além disso, muitos se esquecem que a terceira pessoa do ménage ou do swing também é gente, tem nome e alma. Colocá-la no leito conjugal é impedir que Deus seja visto através da sua vida: “Sem santificação, ninguém verá a Deus” Hb 12.14. Esposa: sujeitando-se aos desejos pervertidos de seu marido estará violentando à si mesma. O homem que realmente ama a esposa a protege de seus devaneios sexuais e busca ajuda para ser marido de uma só mulher.
Sim, Deus já sabia das perversões humanas e não foi por isso que deixou de nos olhar com amor e misericórdia. Sempre há tempo e oportunidade de voltar. A decisão mais sábia ao descobrir que se está no caminho errado é voltar e começar do zero, e não recorrer a alternativas duvidosas. Se sua vida sexual está morna, não busque saída num prato de frituras. Existem milhares de fontes saudáveis e seguras para restaurar a sexualidade no seu relacionamento. O blog Salve Meu Casamento é uma delas e foi criado para esta finalidade. Use e abuse dessa ferramenta! E não esqueça: se o seu prazer e desejo não estiver 100% no seu cônjuge é porque alguma coisa está fora de lugar. É momento de parar, reavaliar e orar. Deus, como Pai, é o maior interessado em restaurar esta área do seu relacionamento. Busque-O!
Por Dani Marques
 Via : A Pedra 
                                            

Redes Sociais

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...