Cinco Votos para Obter Poder Espiritual.

Primeiro - Trate Seriamente com o Pecado. Segundo - Não Seja Dono de Coisa Alguma. Terceiro - Nunca se Defenda. Quarto - Nunca Passe Adiante Algo que Prejudique Alguém. Quinto - Nunca Aceite Qualquer Glória. A.W. Tozer

terça-feira, 21 de junho de 2011

Viver é Cristo 08

SUBMISSÃO.

8ª Semana

Submisso = Que vive segundo uma vontade e um desígnio superiores.

1º Dia - Eu vos designei!
João 15:16 - "Não fostes vós que me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi, e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo o que em meu nome pedirdes ao Pai Ele vos conceda".

A essência da Santidade está relacionada com submissão, e submissão só é genuína quando é fruto da convicção de desígnio. A certeza de que há um plano eterno de Deus para a vida. É muito mais do que ter um objetivo ou propósito, que, ao final, podem ser de qualquer natureza, genéricos e de conotação particular. Pois o propósito não tem que, necessariamente, ter uma conotação superior, passada ou, se quer, futura. Já o desígnio compreende ações e determinações prévias e externas. Alguém decidiu antecipadamente e o revelou num tempo oportuno. A compreensão do desígnio fará com que a missão particular seja colocada debaixo da orientação de uma vontade superior. A Santidade é revelada na plena submissão a esse desígnio revelado.

Para reflexão: Qual o desígnio de Deus para Seus filhos?

2º Dia - Submetei-vos a Deus!
Tiago 4:7-8 - "Submetei-vos, pois, a Deus. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e Ele se chegará a vós".

Não temos como resistir ao mal, sem uma profunda convicção do bem que Deus determinou a nós. Antes mesmo da fundação do mundo, Ele decidiu revelar Sua bondade, manifestar Sua natureza de maneira visível, através da Sua Família - Seus filhos, gerados por adoção em Cristo. A Santidade vem da disposição determinada de conhecer esta vontade eterna de Deus, e submeter-se incondicionalmente a ela. Não há como pensar em Santidade, como sendo algo que se oferece a Deus, resultado do esforço da carne em produzir uma realidade espiritual que O agrade. A Santidade é expressa na disposição de orientar a carne, submetendo-a ao conhecimento do desígnio de Deus, para que ele seja liberado; na transformação pela renovação do entendimento, pelo conhecimento do Seu propósito para nossa vida, e vivendo de modo digno do nome - o desígnio que Ele nos deu.

Para reflexão: Qual a diferença entre submissão e subserviência?

3º Dia - Chamado de Amigos.
João 15:14-15 - "Vós sois meus amigos, se fizerdes o que vos mando. Já não vos chamo de servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Antes, tenho vos chamado de amigos, pois tudo o que ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer".

O processo de Santidade nos aproxima de Deus porque nos torna íntimos do Seu coração, na medida em que vamos nos "familiarizando" com o que está guardado no profundo da Sua mente. Esta aproximação só revela quanto estamos afinados com o Seu desígnio, e não qualquer tipo de direito ou merecimento por ter feito a "coisa certa". Fazemos porque somos amigos, mas não somos amigos apenas porque fazemos. A amizade de Jesus não pode ser comprada, numa mera perspectiva comercial. Santidade retrata relacionamento e intimidade. A pessoa santa é aquela guiada pelo Espírito Santo segundo a Palavra de Deus, revelada e encarnada por Jesus. Aqueles que, segundo esta mesma Palavra, vão crescendo até chegar à estatura do varão perfeito que é Cristo. O homem natural faz todas as coisas segundo seus propósitos, interesses e conveniências pessoais. O homem santo é amigo de Deus, e sabe o que faz porque conhece qual o desígnio de Deus para ele.

Para reflexão: Qual a relação entre amizade e obediência?

4º Dia - Justificados pela Fé.
Romanos 5:1-2 - "Justificados, pois, pela fé, temos paz para com Deus, por meio do nosso Senhor Jesus Cristo, por Quem obtivemos entrada a essa Graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus".

A nossa Santidade só é possível porque toda a Justiça que repousava em Cristo, Ele voluntariamente atribuiu a nós. Recebemos o que não merecíamos e, Nele, Deus nos declarou justificados. Assim, nossa natureza é transformada pelo conhecimento de Sua Graça, nossas "medidas" vão sendo corrigidas, até que sejamos "ajustados" à medida da perfeição de Cristo. Como Deus o Pai vê o Filho Jesus, também vê a nós, e nos concede a Graça de sermos como Ele é. Quanto mais conhecemos da natureza de Cristo - Sua Santidade, mais vamos conhecendo de nós mesmos, e da pessoa que podemos ser Nele. Pois, pela promessa de Deus - Sua Palavra empenhada, somos um com Ele.
As "medidas" de Cristo impõem a nós o padrão da pessoa que podemos ser; elas determinam qual é, de fato, nossa medida em Deus. Nosso empenho é por saber quais são, e como nos submetemos a elas.

Para reflexão: Qual a medida de Deus para nossa Santidade?

5º Dia - Uns aos outros.
Efésios 5:20-21 - "Dando sempre graças por tudo ao nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-se uns aos outros no temor de Cristo".

A nossa submissão aos desígnios de Deus, também se revela na forma como nos dispomos a sermos usados por Deus, para que os mesmos desígnios se cumpram na vida dos outros. Tendo em nós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que dispôs Sua vida e vontade ao serviço dos nossos interesses genuínos. Ele conhecia a Vontade soberana do Pai, sabia o que estava no íntimo do Seu coração em relação a nós, e se ofereceu para encarnar entre nós esta Vontade. No Seu desejo de nos abençoar, Ele encarna toda a Palavra de Deus numa expressão visível, para que, diante deste testemunho, pudéssemos crer e ser libertos das cadeias da nossa incredulidade. Seu sacrifício é em favor da nossa fé - libertação. Ele suporta ser humilhado para que nós sejamos glorificados. Assim, libertos da ignorância, podemos, também, oferecer nossa vida para revelação do Amor de Deus aos outros.

Para reflexão: Qual o limite da nossa submissão ao desígnio de Deus?

6º Dia - Não veio para ser servido.
Marcos 10:43-45 - "Qualquer que entre vós quiser ser grande, será o que vos sirva, e quem entre vós quiser ser o primeiro será servo de todos. Pois o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos".

Deus nos designou para sermos Sua Família, manifestando Sua glória sobre a Terra, revelando Seu amor aos homens. Neste propósito, nos direcionou às pessoas, de modo que, servindo-as nos seus desafios e necessidades, estivéssemos servindo a Ele. Pois, Deus não é servido pelos homens, como se a necessidade fosse Dele. Nós O servimos quando servimos aqueles que Ele ama e revelamos a eles Seu favor. O verdadeiro serviço a Deus está em servir aos interesses do Seu amor, e ser uma expressão visível da Sua Graça. O propósito de Deus, revelado no princípio, é: "Frutificai, multiplicai, enchei a Terra e sujeitai-a". A sujeição, ou submissão, está ligada à capacidade de influência. Somos submissos e podemos submeter, na medida em que, conquistados pelo entendimento do amor de Deus por nós, nos dispomos a nos submeter uns aos outros. E, assim, influenciadas pelo testemunho deste amor, as pessoas se submetem à sua autoridade.

Para reflexão: Como Deus é servido por nós?

REVISÃO.

7º Dia - Salvai-vos! Santificai-vos!
Atos 2:40 - "Com muitas outras palavras os exortava dizendo:
Salvai-vos desta geração perversa".
Josué 3:5 - "Josué ordenou ao povo: Santificai-vos, pois amanhã o Senhor fará maravilhas entre vocês".

A palavra que resume toda a mensagem dos apóstolos, nos primeiros dias da Igreja, coincide com o que Josué declarou ao povo, no exato momento de entrarem na Terra Prometida. São palavras colocadas no mesmo lugar na vida daqueles que são chamados por Deus para manifestarem o Seu desígnio. O lugar de separação entre o velho e o novo; a separação entre o que foi a nossa vida sem Deus e o que é a nossa nova vida com Ele, conforme o Seu eterno propósito; a separação entre a escravidão e a liberdade.

O mundo geme escravizado pela vaidade, o individualismo, a cobiça, a ganância e a inveja. Geme, como quem tem dores de parto, a espera de que os filhos de Deus se revelem, e tragam consigo a expressão de uma nova realidade. Uma Nação Santa, que vive uma nova condição de vida em plena liberdade. O Reino de Deus onde a lei é o Amor. A intensidade do Amor que manifestamos uns pelos outros, é que testemunha, de modo eficaz, a intensidade do nosso Amor a Deus.

O sentido da salvação e da santidade não se restringe ao esforço para salvar ou santificar a nós mesmos. Mas, refere-se à total transformação dos interesses e motivações. De tal modo que, revelamos nossa salvação, conquanto nos ocupamos com a salvação dos outros. Somos, de fato, santos, na medida em que nossa motivação e compromisso estão voltados para o benefício dos outros. Por estarmos ainda sob a influência do pecado, somos tentados a traduzir estas palavras de ordem: "Salvai-vos e Santificai-vos", numa perspectiva estritamente individual. Sendo que, o contexto era coletivo e comunitário. Todos estariam empenhados na salvação e santificação de todos.

A nossa santidade é proporcional à nossa submissão a Deus e aos outros, e a nossa submissão proporcional à nossa santidade. Quanto mais da santidade de Deus experimentamos, mais nos entregamos ao cuidado das necessidades .

Viver é Cristo 07

Santificação - SEPARADOS PARA USO EXCLUSIVO DE DEUS.

7ª Semana - SANTIDADE

Santo = Separado para um propósito exclusivo. É o mesmo que consagrado, dedicado a um uso e um fim específico.

1º Dia - Sacrifício Vivo, Santo e Agradável.
Romanos 12:1-2 - "Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional".

Conscientes da extensão da Graça de Deus revelada a nós e das Suas misericórdias sempre renovadas, não temos outro propósito senão nos submetermos totalmente à soberana vontade de Deus, certos de que Ele tem planejado o melhor, para que Seu Reino se revele em e através de nós. Uma entrega, que apesar de incondicional, é lúcida e objetiva. Não é alucinada, inconsciente ou inconseqüente, mas que revela a renovação do nosso entendimento sobre a vida e o relacionamento com Deus. É um sacrifício para expressão de vida, a dedicação do coração, e não uma mera imolação penitente do corpo, uma anulação da vontade ou uma mutilação dos interesses. É uma oferta prazerosa do que Deus quiser, quando quiser e para o que quiser.

Para reflexão: Quais devem ser as características da nossa oferta a Deus?

2º Dia - Com o rosto descoberto.
II Coríntios 3:18 - "Mas todos nós, com o rosto descoberto, refletindo a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor".

A Santidade é para nos expor, e não para nos esconder. É para que se torne evidente a transformação que a Graça de Deus, através da ação eficaz do Seu Espírito, está operando em nós. Para que se torne visível o quanto de Cristo já está formado em nós. A Santidade não apenas "separa de", mas "separa para" - para revelar, para manifestar, as Virtudes de Deus. Ao contrário de nos distanciar das pessoas, nos aproxima delas, sem, contudo, permitir que nos contaminemos com os seus pecados. A Santidade revela como a Vida pode ser.

Para reflexão: Os esforços de santificação por isolamento são eficazes?

3º Dia - Verá o Senhor.
Hebreus 12:14-15 - "Segui a paz com todos, e a santificação; sem a santificação ninguém verá o Senhor. Tende cuidado de que ninguém se prive da Graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando vos perturbe, e por ela muitos se contaminem".

A essência da Santidade está em quanto do coração de Deus pode ser revelado através do nosso coração. Não se limita àquilo que fazemos para convencê-lo a nosso respeito, uma vez que, nos conhece melhor do que nós mesmos nos conhecemos. Seu coração é cheio de Graça e Misericórdia, e o Seu desejo é nos reconciliar consigo perdoando nossos pecados e lavando-nos da nossa iniqüidade. O segredo para Santidade é conservar o coração limpo dos nossos próprios pecados e, também, limpo dos pecados dos outros. Não somos os juizes da Santidade alheia, mas podemos dispor nossa Santidade para santificação dos outros. O que pode inibir a ação do Espírito Santo em nós é um coração irado e amargurado. O que Deus requer de nós, uma vez que, fomos favorecidos por Sua Misericórdia, é que usemos da mesma Misericórdia para com aqueles que ainda não O conhecem como nós conhecemos.

Para reflexão: De acordo com Efésios 4:25-5:1 e I Timóteo 2:8, qual a essência da Santidade?

4º Dia - Santificados na Verdade.
João 17:17-19 - "Santifica-os na Verdade, a tua Palavra é a Verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. Por eles me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na Verdade".

Compromisso intenso com a Verdade - esse é o espírito da Santidade. Jesus, mesmo sendo Filho do Deus Santo, santifica-se na medida em que dispõe Sua vida para que seja expressão da Verdade. Quanto mais se entregava ao cumprimento da vontade de Deus, mais Sua Santidade se revelava. Santidade não é produzida, mas identificada, reconhecida e expressa. Deus é Santo, e nós, os Seus filhos, nos identificamos com Ele, e O imitamos na Sua Santidade, para expressar Quem Ele é. Quanto mais identificados com a Verdade, mais santos. Os elementos santificadores disponibilizados por Deus a nós são: A Palavra e a Oração. A Santidade não se restringe ao esforço de não pecar, mas ao empenho de conhecer a Verdade pela Palavra de Deus e, numa vida de Oração, tornar-se uma expressão visível da Verdade. O homem santo não é aquele que não peca, mas aquele que vive segundo a Verdade.

Para reflexão: Medite mais sobre a relação entre Santidade e Verdade.
5º Dia - Não despreze... Não julgue.
Romanos 14:3-4 - "O que come não despreze o que não come, e o que não come não julgue o que come, pois Deus o recebeu por Seu. Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio Senhor ele está em pé ou cai. E estará firme, pois poderoso é Deus para o firmar".

Não julgar, esse é um dos princípios fundamentais da Santidade. Muitos se perdem neste ponto. Na medida em que a pessoa se coloca como referência da sua Santidade, com base naquilo que ela é capaz de fazer ou não, ela se torna vítima da sua própria vaidade. Com um conceito de Santidade corrompido, ela se torna mais orgulhosa, quando, na verdade, deveria se tornar mais humilde. Jesus veio para salvar o mundo, e não para condená-lo. Seu modelo de Santidade nos resgata, na medida em que nos revela como a vida pode ser vivida. No fim as pessoas não são condenadas por Ele, mas por si mesmas, pois rejeitaram a Verdade e se apegaram à mentira. Serão condenadas por suas próprias consciências, porque optaram por negligenciar a Verdade e amar a mentira. Não podemos menosprezar a capacidade de Deus em atuar na consciência das pessoas, tomando em nossas mãos a responsabilidade de julgá-las.

Para reflexão: Segundo Romanos 2:1-16, o que é que leva o homem ao arrependimento?

6º Dia - Um da escrava e outro da livre.
Gálatas 4:21-23 - "Digam-me, vocês que querem estar debaixo da lei, vocês não ouvem a lei? Pois está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre. Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre, por promessa (Palavra)".

Santidade = Liberdade. Essa é uma combinação que nem sempre está clara na mente e no coração das pessoas. Os conceitos humanos de Santidade estão mais relacionados ao que a carne pode fazer para produzir espiritualidade, gerando um espiritualismo carnal. O princípio divino de Santidade diz respeito a quanto do Espírito pode ser manifesto através da carne. O esforço não é produzir espiritualidade a partir da carne, mas liberar tudo o que é do Espírito apesar e através da carne. O segredo está em quanto da promessa de Deus está efetivamente guardada em nosso coração, de modo que tudo o que fazemos revela Sua Palavra. Tudo o que for gerado em nossa própria carne, no fim, resultará em corrupção, mas aquilo que for gerado no Espírito continuará a dar testemunho para a vida eterna.

Para reflexão: A espiritualismo carnal escraviza. (Colossenses 2)
REVISÃO.

7º Dia - Sensata, justa e piedosa.
Tito 2:11-13 - "Porque a Graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, nos ensinando a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo".

A obra transformadora que a Graça realiza em nós, não só salva da condição de escravidão imposta pelo pecado, como liberta e capacita para uma nova vida. A ação redentora e santificadora da Graça é melhor expressa pela nova maneira como vivemos e fazemos as coisas, do que por aquilo que deixamos de fazer.

A Graça de Deus encarnada em Cristo faz com que as Suas virtudes nos sejam disponibilizadas. De modo que, já não somos mais nós que vivemos, mas Cristo que vive em nós. Experimentamos esta mudança de natureza na medida em que vamos conhecendo Quem Deus é, de fato, e quem nós somos Nele através de Cristo. Uma convicção que vem do conhecimento das promessas de Deus, testificadas em nós pelo Espírito Santo. Pois, é por meio destas promessas que nos tornamos participantes da natureza de Deus.

Com certo esforço e algum treinamento, podemos até ensinar um cão a se comportar como gente. Mas, nem com todo esforço e muito treino poderíamos transformá-lo numa pessoa de fato. Na primeira chance em que puder agir segundo sua natureza e instinto, se comportará conforme o que é - um cão. Do mesmo modo, há aqueles que se esforçam para se comportar como santos e não para serem, de fato, santos. Mudam de comportamento, mas não de natureza. A bem-aventurança está em meditar na Palavra de Deus e, então, fazer conforme nela está escrito.

Santificação é o processo em que, confessando nossa natureza caída e corrompida, nos entregamos a Deus em sacrifício espontâneo, prontos a aprender e praticar os valores e cultura do Seu Reino, revelados na Sua Palavra e testificados pelo Espírito Santo. Transformados de fé em fé, de glória em glória, pela renovação do nosso entendimento, recebendo Graça sobre Graça, passamos a ser a expressão visível deste Reino na Terra. Antes de tudo, é um processo de transformação da identidade e da natureza, e não de uma mera mudança de comportamento.

Viver é Cristo 06

Intercessão - GUIADOS PELO ESPÍRITO SANTO - II

6ª Semana - EXPIRAR

Expirar = Exalar = Expelir o ar. No contexto espiritual é o mesmo que dar do Espírito que está em nós. Como Jesus, que soprou do Seu Espírito.

1º Dia - Maior Amor.
João 15:13 - "Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a própria vida pelos seus amigos".

Jesus é o nosso modelo de intercessor, pois veio e interceptou nossa caminhada o para morte, quando tínhamos o entendimento totalmente dominado pela cobiça e a vaidade. Ele, ao se entregar por amor, nos revelou uma nova realidade. Nos mostrou o que o amor pode fazer pelas pessoas. Ele não morreu como uma vítima acidental da incompreensão humana. A vida estava n'Ele, e ninguém poderia tirá-la d'Ele sem que permitisse. Ele se entregou como oferta voluntária, para que, através do Seu sacrifício, tivéssemos vida. O que a vida é, ficará revelado através de nós, na medida em que nos dispusermos a oferecê-la aos outros, como Ele o fez. O desafio é viver por amor, e não morrer.

Para reflexão: Qual a diferença entre morrer e dar a vida por alguém?

2º Dia - Luz do mundo.
Mateus 5:16 - "Assim resplandeça vossa luz diante dos homens, para que vejam vossas boas obras e glorifiquem vosso Deus que está nos céus".

Aquele que diz amar a Deus e odeia seu irmão ainda está em trevas, e nele não há luz alguma. Não só não há luz nele, como não pode revelar o que a luz é. Na medida em que vamos expressando de maneira visível o amor de Deus, pela forma como agimos em nossos relacionamentos, refletimos a luz de Cristo que está em nós. A luz que se revela na possibilidade de manifestar uma nova forma de vida, que não está voltada para si mesma como consumidora, mas, que está direcionada para abençoar os outros como fornecedora. Fomos feitos luz, para iluminar um mundo em trevas, controlado pela vaidade e a cobiça. Ao oferecer sua vida, o intercessor intercepta o curso natural das coisas e revela a nova maneira de viver, que está em Cristo.

Para reflexão: Filipe foi um intercessor? Como? (Atos 8:26-40)

3º Dia - Manifestar as virtudes de Deus.
I Pedro 2:9 - "Mas vocês são a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para manifestar as virtudes daquele que vos chamou das trevas para Sua maravilhosa luz".

Fundamentado na Palavra de Deus e movido por Seu amor, segundo a unção reveladora do Espírito Santo, o intercessor é aquele que torna visíveis realidades espirituais ainda invisíveis. Intervém nas situações revelando o propósito de Deus. Conhece Suas promessas e, pela orientação do Espírito Santo, sabe como aplicar cada uma delas de maneira adequada. Quando ora, o faz segundo a promessa de Deus, verbalizando Sua palavra, para que o Espírito Santo a tome e a realize. Não vive da expectativa do que as pessoas podem fazer para merecer algo de Deus, mas da convicção do que Ele já fez por elas, mesmo quando não mereciam coisa alguma. Sua participação não é passiva ou contemplativa, mas extremamente ativa e interativa. O intercessor não apenas identifica necessidades, mas busca as soluções dispondo-se a ser parte delas.

Para reflexão: Relacione algumas das virtudes (nomes) de Deus.

4º Dia - Criados pela Palavra de Deus.
Hebreus 11:1-3 - "Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem. Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela Palavra de Deus, de maneira que o visível não foi feito do que se vê".

A intercessão vai muito além da condição meramente petitória, que faz com as pessoas se limitem a só pedir. Por vezes, movidas apenas pelo senso de necessidade e expectativa, e não pela convicção da promessa.
O que move o coração do intercessor não é só sua sensibilidade aos problemas, mas sua sensibilidade à voz de Deus. Ele conhece a Deus, e sabe que pode confiar em Suas promessas. Intervém nas questões, certo do que se pode esperar de Deus. O intercessor é aquele que pode mudar a direção das coisas, pois sua atitude não é só petitória, mas interferente. Quando Jesus intercede por nós está interferindo em nossas questões, apresentando diante de Deus as promessas que Ele mesmo fez a nosso respeito, pelas quais Jesus se entregou para por nós. Sua intercessão "aplica" essas promessas a nós, e faz com que nossa realidade seja transformada à luz dessas mesmas promessas.

Para reflexão: Medite na relação intercessão - interceptação.
5º Dia - Falando entre vós.
Efésios 5:18-21 - "E não vos embriagueis com vinho em que há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo".

Da mesma forma como somos cheios do Espírito pelo dom de Deus em Cristo, podemos ser instrumentos de comunicação deste mesmo dom. Quando a palavra que sai da nossa boca é revelada pelo Espírito e, portanto, boa para edificação (construção = expressão visível) nos tornamos parte dos processos de Deus como comunicadores das Suas virtudes. O ministério da intercessão, como a respiração, é composto de dois momentos: Inspiração - quando inalamos o que Deus "sopra" pelo Seu Espírito, revelando Sua Palavra; e a Expiração - quando exalamos livremente o que d'Ele recebemos, imitando Seu exemplo como filhos que O amam. A palavra que falamos com a boca e com as ações deve ser a mesma, e revelar o compromisso de vida que temos com Deus e as pessoas.

Para reflexão: Qual a parte da Palavra de Deus na intercessão?

6º Dia - Eles venceram!
Apocalipse 12:11 - "Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela Palavra do seu testemunho, não amaram as suas próprias vidas, mesmo em face da morte".

O intercessor é mais do que vencedor. Não pode mais ser vencido por temores ou escravizado pelas demandas e necessidades. Ele sabe que sua vida foi re-generada, sua identidade transformada pelo sangue de Jesus, que removeu toda condenação e culpa que pesava sobre ele. Conhece o Deus que lhe fez as promessas, e a Sua fidelidade para cumprir integralmente Sua Palavra. Por isso, é ousado para agir de modo a transformar as realidades, mesmo diante de situações que parecem contrárias. Sua confiança está no nosso Deus e Pai, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que operou através de Cristo e opera, com o mesmo poder, através de nós. Ele sabe que está livre para se ocupar das necessidades dos outros, e não há porque priorizar seus interesses particulares. Conserva uma disposição inabalável de doação.

Para reflexão: Qual a maior barreira a ser vencida na intercessão?

REVISÃO.

7º Dia - Soprou sobre eles.
João 20:22-23 - "Dizendo isso, soprou sobre eles, e disse: Recebei o Espírito Santo. Aqueles aos quais perdoardes os pecados, são-lhes perdoados, aqueles aos quais não perdoardes, ser-lhes-ão retidos".

O que nós vemos em Cristo é uma disposição incondicional e inabalável de dar do que Ele recebeu do Pai. Ele faz o que viu Seu Pai fazer, pois Ele nos amou de tal maneira que nos deu Seu Filho unigênito, para nos comunicar Sua vida. Ele não poupou coisa alguma, antes nos entregou a Cristo e, com Ele, todas as coisas. Jesus diz que o Pai o ama porque Ele faz o mesmo e não retém a vida que recebeu do Pai, antes a dá. Ai está Sua autoridade, pois Ele dá para, então, receber.

A maneira mais rápida de perder a vida, ou o significado que ela tem, é tentar retê-la, protegê-la. A vida é para ser compartilhada, porque é fluída como um rio. Uma represa não pode gerar energia se só acumula água. A energia é gerada quando a água recebida na parte mais alta, enfim, flui para a parte mais baixa com toda sua força. Assim, na vida, quando nos dispomos a repartir sem restrições do que já recebemos de Deus, com aqueles que estão em dificuldades, liberamos o fluxo de vida. A energia produzida por essa passagem da vida por nós gera "luz", que ilumina aqueles acostumados a ocupar-se apenas das suas próprias necessidades. O segredo está em saber conhecer o quanto já foi dado e que está acumulado em nós (potencial), para podermos liberar. A ação intercessora libera do que já foi concedido, em vez de apenas solicitar por mais doações. O intercessor participa com o que ele é e tem.

Tudo o que Jesus realizou em termos de sinais e prodígios, foi para que as pessoas soubessem que Ele tinha o poder para perdoar pecados, reconciliando o homem com Deus. Assim, o que Deus quer: é que os homens saibam que, em Cristo, seus pecados foram perdoados, e que eles não precisam viver mais segundo sua cobiça, mas podem ser cheios do Seu Espírito e conhecer Seu coração. O nosso papel como intercessores, é encarnar esse perdão em nossa própria vida. Revelar às pessoas que o pecado de todos já foi perdoado, e não há mais razão para que vivamos separados de Deus e uns dos outros. Não permitir que, por conta da vaidade, se levantem outras paredes de separação entre as pessoas.

Viver é Cristo 05

Intercessão - GUIADOS PELO ESPÍRITO SANTO.

5ª Semana - INSPIRAÇÃO.

Inspirar = Aspirar = Insuflar. A palavra espírito pode ser traduzida como pneuma - ar, então, inspirar é o mesmo que ser cheio do Espírito Santo.

1º Dia - Ousadia para entrar.
Hebreus 10:19-20 - "Portanto, irmãos, tendo ousadia para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Ele nos consagrou pela Sua carne".

Na seqüência do texto lido, vemos que Deus, ao nos tornar Seus filhos em Cristo, nos abriu a possibilidade de chegar até a Sua mais profunda intimidade, com verdadeiro coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado da má consciência, e lavados com água limpa, que é a transformação da nossa vida pela Palavra de Deus. Assim, podemos sempre guardar firme a confissão da nossa esperança, pois sabemos que aquele que fez a promessa é fiel. Em plena comunhão uns com os outros, como família de Deus, podemos nos estimular mutuamente ao amor e às boas obras.

Para reflexão: O que significa entrar na intimidade de Deus?

2º Dia - O que olho não viu...
I Coríntios 2:9 - "As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para aqueles que O amam. Mas Deus as revelou a nós pelo Seu Espírito".

Como filhos de Deus podemos viver na certeza de sermos guiados pelo Seu Espírito. Não precisamos mais fazer coisa alguma, movidos pelos sentimentos e "intuições" humanas. As soluções e orientações para a vida serão conforme o que Espírito Santo revelar através da Palavra de Deus. Ter o privilégio de manifestar as virtudes de Deus, tornando as realidades espirituais, até então invisíveis, visíveis. Buscando com toda a força do coração e do entendimento, o que Deus quer revelar a, em , e através de nós, deixar de viver pelo que é natural - óbvio. Crer que, mesmo os segredos do coração de Deus podem ser revelados a nós.

Para reflexão: Medite sobre a diferença entre o extraordinário e o sobrenatural.

3º Dia - Tudo quanto fizer prosperará.
Salmo 1:1-3 - "Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite. Será como árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem. Tudo quanto fizer prosperará".

O segredo para sermos inspirados, insuflados, cheios e, portanto, guiados pelo Espírito Santo, é meditar na Palavra de Deus. Quanto mais desta Palavra estiver guardada no coração, tanto mais o Espírito Santo terá elementos para nos revelar a vontade de Deus, para nossa própria vida e a daqueles que Deus quer afetar através de nós. A condição para que ser frutífero (bem-sucedido nos desígnios de Deus), fazer diferença na sua geração, deixando para as próximas um legado de fé, é guardar a Palavra de Deus no coração. É meditar, meditar, meditar nesta Palavra, até que esteja bem guardada no coração. Jesus revela que o Reino de Deus é como um semeador a semear. A semente é a Palavra, plantada no coração do homem. A partir dela é que o Espírito Santo vai produzir expressões genuinamente espirituais do Reino de Deus.

Para reflexão: Quais as semelhanças entre o desenvolvimento da semente e da palavra?

4º Dia - O poder de Deus.
Romanos 1:16-17- "Não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: O justo viverá da fé".

Em todo tempo, Jesus revela a importância que a Palavra de Deus tem em Sua vida: "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus"; "As palavras que vos tenho dito são Espírito e vida"; "São estas mesmas Escrituras que testificam de mim". O justo vive da sua fé, e a fé vem da Palavra que está depositada no seu coração. Cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus que foi escrita por homens inspirados, insuflados, cheios do Espírito Santo. Da mesma forma, na medida em que guardamos esta Palavra no coração, vamos sendo cheios das promessas de Deus, que o Espírito Santo usa para nos comunicar a natureza de Deus. Ela é o instrumento do Espírito para ensinar, repreender, corrigir, instruir em justiça; afim de que todo homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra.

Para reflexão: Qual é o fundamento da fé: confiança ou conhecimento?

5º Dia - Enchei-vos do Espírito.
Efésios 5;18-21 - "E não vos embriagueis com vinho em que há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo".

São três os testemunhos que testificam nossa identidade em Cristo:
o Pai - que com Seu Amor possibilitou todas as coisas;
o Filho - que é a Palavra encarnada revelando a Graça;
o Espírito Santo - que nos ensina tudo, permitindo-nos verdadeira comunhão com Deus e uns com os outros.
Eles operam em perfeita e santa harmonia, de modo que a plenitude do Espírito está condicionada à submissão à Palavra, e ao conhecimento do amor do Pai. Tudo o que o Pai fez foi para que fossemos cheios do Seu Espírito, revelado no Filho. Na medida em que a Palavra de Deus tem a primazia em nós, o Espírito Santo tem o ambiente e os elementos, para revelar e manifestar o Reino de Deus em nós e através de nós.

Para reflexão: Como podemos ser cheios do Espírito Santo?

6º Dia - E sabeis tudo.
I João 2:20 e 27 - "Mas tendes a unção que vem do Santo, e sabeis tudo. E a unção, que recebestes dele, fica em vocês, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine. Mas como a Sua unção ensina todas as coisas a vocês, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecei".

Essa é a Aliança que Deus fez com aqueles que viriam a crer na Sua Palavra: De que derramaria do Seu Espírito, e revelaria a eles a intimidade do Seu coração. Saberíamos discernir Sua vontade e seriamos testemunhas vivas da Sua fidelidade. Enquanto o homem natural não pode compreender os pensamentos de Deus, porque não fazem sentido para ele. Os que são guiados pelo Espírito Santo poderiam compreender a perfeita vontade de Deus revelada na Sua Palavra, encarnada em Cristo. Isso habilita o homem verdadeiramente espiritual a intervir nas questões à sua volta, com autoridade. O saber tudo não é aquele tipo de sabedoria que ensoberbece e distancia as pessoas, mas aquele que nos permite ser sensíveis às realidades, e perceber qual o melhor caminho a ser seguido. Saber tudo é poder ver com os olhos do espírito e enxergar realidades que não podem ser percebidas naturalmente. Esse tipo de percepção permite ao que é guiado pelo Espírito, ser alguém que intervenha nas circunstancias e aponte a direção a ser seguida. (Intercessor = Interceptador)


Para reflexão: Qual o papel do intercessor?

7º Dia - Olhando firmemente para Jesus.
Hebreus 12:1-3 - "Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia (vergonha), e está assentado à direita do trono de Deus. Considerai, pois Aquele que suportou tal contradição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos canseis, desfalecendo em vossas almas".

O Intercessor modelo é Cristo. Deus O exaltou acima de tudo e todos, porque Ele derramou a sua alma até a morte; foi contado com os transgressores; mas não se deixou levar pelo desânimo ou amargura. Contudo, levou sobre Si o pecado, até mesmo dos que o agrediam e desprezavam, e por eles intercedeu. Ainda hoje intercede por nós diante do Pai, como revelou a Pedro: "Simão, Simão, eis que Satanás pediu para vos peneirar como ao trigo. Mas, Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, fortalece teus irmãos".

Este deve ser nosso sentimento e nossa disposição como Intercessores. Assumir o compromisso de interferir favoravelmente nas circunstâncias. Sabendo que, como Jesus, somos chamados para "advogar" em favor dos homens nas suas causas. Somos defensores das pessoas nos seus erros, e não defensores dos erros das pessoas. Os erros devem ser apontados, corrigidos e punidos, se necessário; mas as pessoas sempre cuidadas e protegidas. Para tanto, não podemos desfalecer diante das dificuldades e incompreensões que, certamente, enfrentaremos. O próprio Espírito Santo é Quem vai interceder por nós, quando não soubermos o que/como pedir. Ele o fará segundo o que está no coração do próprio Deus, e não segundo nossos desejos ou expectativas.

Inspirados na Palavra, pela ação do Espírito Santo, não tratamos mais as pessoas segundo o que ainda vemos na sua carne, mas segundo a Graça e Misericórdia de Deus revelada a respeito delas. Segundo o que Deus fez por elas, e não segundo o que elas fizeram/fazem contra Ele. Para que sejamos diante delas um testemunho vivo do Amor de Deus e da Sua Fidelidade. Pois, naquilo que fazem, por ignorância ou rebeldia, fazem contra si mesmos, não podendo, de forma alguma ou em tempo algum, corromper o coração de Deus.

Viver é Cristo 04

RECONCILIAÇÃO.

4ª Semana - Reconciliação = Viver segundo o conselho de Deus; a vida de acordo com a orientação divina.

1º Dia - Renovação do Entendimento.
Romanos 12:1 - "Portanto, rogo-vos, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que vocês apresentem seus corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o seu culto racional. E não sejam conforme esse mundo, mas sejam transformados pela renovação do seu entendimento, para que experimentem qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus".

O pecado não apenas condenou o homem à morte como, também, o escravizou a uma cultura de pecado, cegando o seu entendimento. É impossível mudar o comportamento de alguém definitiva e eficazmente, sem renovar sua cultura de valores - seu entendimento. O esforço pela mudança de comportamento será vão se, primeiro, não houver uma mudança completa dos valores que determinam esse comportamento. Se quiser experimentar a vontade de Deus, terá que se submeter a Ele totalmente, para que o Espírito Santo transforme toda sua maneira de ver e compreender a vida. Algo absolutamente novo, e que não se enquadra à forma com que o mundo naturalmente compreende.

Para reflexão: Medite sobre a diferença entre comportamento e atitude.

2º Dia - Derrubando raciocínios.
II Coríntios 10:4-6 - "As armas da nossa luta não são carnais, mas sim poderosas em Deus, para destruição de fortalezas. Derrubamos raciocínios (sofismas) e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento à obediência de Cristo. E estaremos prontos para punir toda desobediência, quando cumprirmos nossa obediência".

O homem ficou cego pelo pecado, enxergando apenas o que lhe interessa. É míope na sua compreensão da vida, reconhecendo só o que está perto dele, discernindo as coisas segundo suas conveniências e necessidades. Entretanto, quando se submete a Deus, experimenta a transformação dos seus valores, passando a um nível superior de entendimento, onde pode ver mais longe e perfeitamente todas as coisas. A percepção da vida deixa de ser imediata e circunstancial, e se torna lúcida e abrangente. O homem transformado pelo amor de Deus é livre para viver segundo sua identidade e propósito em Cristo.

Para reflexão: O que são sofismas?

3º Dia - A mente de Cristo.
I Coríntios 2:14-16 - "Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, pois lhe parecem loucura, e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas, aquele que é espiritual discerne bem a tudo, e ele de ninguém é discernido. Pois quem conheceu a mente do Senhor, para que o possa instruir? Mas nós temos a mente de Cristo".

Ter um entendimento renovado significa ser ensinado pelo Espírito Santo; ouvir Sua voz e seguir Sua orientação. Ter a sensibilidade para perceber o rumo que Ele quer dar à nossa vida, mesmo não tendo todas as informações de uma só vez, mas seguros de que Ele sempre indicará o melhor. Submeter-se a processos que, por vezes, contrariam nossa lógica, mas que são sustentados pela fidelidade de Deus. Ser movido pelo mesmo sentimento que houve em Cristo que, sujeitando-se a toda humilhação creu que Sua entrega manifestaria a glória de Deus. Sua prioridade não era a defesa de si mesmo, mas a busca determinada do que beneficiaria a outros. Esse é, também, o nosso desafio, na medida em que podemos ser uma referência do que é viver em Cristo.

Para reflexão: Qual o sentimento de Jesus, segundo Filipenses 2:5-8?

4º Dia - O ministério da reconciliação.
II Coríntios 5:16-19 - "Assim que, daqui por diante não conhecemos ninguém segundo a carne... E tudo isso provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação, isto é, Deus estava em Cristo reconciliando o mundo, não imputando aos homens os seus pecados, e nos confiou a palavra da reconciliação".

A frustração acontece quando não há convicções, só expectativas. Quando o que se faz, ou o resultado do que se fez, não é o que se espera, há o desapontamento, e logo se levantam as paredes de separação e proteção na tentativa de evitar novos desapontamentos. Não conseguimos ajudar as pessoas como gostaríamos, porque elas ainda lêem em nossos olhos a expectativa (débito) a respeito do que deveriam fazer, e não a certeza (crédito) do que ainda podem ser. A renovação do entendimento muda a forma como vemos os processos de transformação na vida dos outros. Nossa esperança não está no que as pessoas devem fazer, mas no que podem ser a partir do que Deus já fez por elas.
Somos agentes de reconciliação porque nossos olhos estão descansados na eficácia do que Cristo já fez por elas, e estamos firmes na convicção de quem elas podem ser em Cristo e, então, fazer por Ele.

Para reflexão: Qual a relação entre expectativa-débito e certeza-crédito?

5º Dia - O Cordeiro de Deus.
Apocalipse 13:8 - "E todos os que habitam sobre a terra adorarão a besta, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto antes da fundação do mundo".

Segundo este trecho da Palavra de Deus, podemos entender que o Filho de Deus entregou-se para remissão dos nossos pecados, mesmo antes deles serem cometidos. Isso quer dizer que nada do que Deus fez teve origem numa ação do homem, como se Ele apenas reagisse ao que o homem faz. Não é Deus Quem reage à ação do homem, mas o homem é quem reage à ação de Deus. Deus é amor, e tudo o que Ele faz é movido exclusivamente por amor. Ele é Quem sempre tem a iniciativa de todas as coisas. Jesus faz aquilo que viu Seu Pai fazer e se entrega tomando a iniciativa de amar. Sua oferta é anterior e não posterior ao pecado, como uma reação; como se Ele pudesse ser afetado de alguma maneira pelo pecado. Da mesma forma, podemos ser pessoas de iniciativa, antecipando-nos ao que os outros fazem, ou vão fazer. Ser na vida deles uma imagem visível e clara do que podem ser hoje e no futuro, e não do que foram no passado.

Para reflexão: Como o amor nos garante o lugar das ações e não reações?

6º Dia - Eu vos envio!
João 20:21-23 - "Disse-lhes Jesus de novo: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu vos envio. Dizendo isto, soprou sobre eles, e disse: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem vocês perdoarem os pecados, serão perdoados, aqueles a quem não perdoarem, serão retidos".

Os milagres que Jesus operava eram sinais de que, como Filho de Deus, tinha o poder para perdoar pecados. Com o entendimento renovado e a vida transformada, podemos ser testemunho, na vida dos que estão à nossa volta, do poder que perdoa pecados, e que, em Cristo, não precisam mais viver separados de Deus dominados pela culpa. Podemos chorar como Jesus chorou, de tristeza e não de desapontamento. Pelo que o pecado causa na vida dos que ainda não conhecem o amor de Deus, e não por nós mesmos. Nossa vida já está segura e resolvida em Cristo. Com certeza, a única dor que Ele não sentiu na cruz foi a da amargura. Nesta certeza seremos consolados como Jesus foi, sabendo que Deus não permitirá que o nosso esforço em revelar Seu amor seja em vão. Ele se encarregará de fazer com que os corações se abram, sensíveis ao Seu amor, revelado em nós.

Para reflexão: Medite sobre o poder do perdão em Romanos 5:1-2 e 8:1-2.

REVISÃO.

7º Dia - A glória dos filhos Deus.
Romanos 8:19-21 - "A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a própria criação será libertada do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus".

O mistério de Deus guardado desde a eternidade para ser revelado através de Jesus, é que Ele é Pai, e planejou para si uma Família de filhos por adoção em Cristo. Filhos da mesma natureza do Seu unigênito, de modo que Jesus se tornasse primogênito de muitos irmãos. Sobre nós derramou do Seu Espírito Santo, para testificar da nossa identidade em Cristo, e nos revelar as profundidades do Seu coração. O conselho da Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) segundo Sua exclusiva vontade determinou, deste a eternidade, manifestar Sua multiforme sabedoria e graça através desta Família - a Igreja.

Desde o pecado toda a criação geme oprimida debaixo de um jugo de escravidão que lhe foi imposto. A vaidade e a cobiça impõem uma condição opressora de vida, onde as pessoas valem pelo que fazem ou têm, e não pelo que são. Um império de medo, onde as pessoas temem a morte, a exposição, o dano, a perda, o prejuízo e o pré-juizo. Seres obcecados pela satisfação de suas necessidades, e que subsistem no desespero de sua sobrevivência. O príncipe deste mundo cegou o seu entendimento para que não lhes resplandeça a luz do evangelho.

Na medida em somos transformados em nossa natureza, trazemos em nós a vida de Cristo e podemos revelar o Reino de Deus a toda criação. Trazer ao mundo a manifestação visível de uma nova maneira de viver, que não seja segundo os desejos e necessidades, mas segundo a instrução da graça de Deus em nós. Um povo que seja regido pelo amor, e que não vive em função de si mesmo, mas dispõe-se para o outro segundo o modelo de Cristo - Seu coração e Sua mente. Gente que não é movida pela necessidade, mas para a necessidade; que não é orientado por suas suspeições, mas por suas convicções.

A terra ainda será cheia da glória de Deus, e a Sua Família, Seus Filhos gerados em Cristo, é que vão manifestar Suas virtudes, pois foram reconciliados com o Pai e têm a mente de Cristo, o Seu Filho.

Viver é Cristo 03

Ressurreição - O PODER QUE OPERA EM NÓS.


3ª Semana - REGENERAÇÃO.

Regenerar = Gerar de novo. A ação do poder regenerador do Espírito Santo significa novo nascimento, e não recuperação.

1º Dia - Nova criatura.
II Coríntios 5:17 - "Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas velhas já passaram, e tudo se fez novo".

Aquele que é gerado apenas da/na carne caminha para corrupção e morte, pois, na verdade, já está morto, uma vez que a semente da carne está corrompida (contaminada) pelo pecado. O destino da carne é a degeneração e morte. Enquanto que, o que é gerado do/no Espírito permanece para sempre, pois é gerado de uma semente santa e eterna. Assim é todo o que é nascido de Cristo. Ele usufrui uma nova vida e identidade que é segundo a natureza de Cristo. As coisas próprias da sua velha identidade vão passando (morrendo), e cedendo lugar àquelas que são próprias da sua nova identidade.

Para reflexão: O que significa estar morto se o corpo ainda vive?

2º Dia - Gerados de/do novo.
I Pedro 1:23 - "Tendo sido regenerados, não de semente corruptível, mas de incorruptível, pela Palavra de Deus, a qual vive e é permanente".

Todas as coisas foram criadas pela Palavra de Deus, Ele ordenou e elas se formaram. Esse é o princípio criativo de Deus. A revelação de Cristo se dá segundo o mesmo princípio, pois Ele é a encarnação de toda promessa de Deus. Ele é o Verbo que se fez carne - A Palavra Viva. O que o Espírito Santo faz é plantar essa Palavra em nós, como semente de uma nova vida, de uma nova identidade. O processo de regeneração espiritual se dá pela fecundação e desenvolvimento desta semente. Na medida em que ela se desenvolve vai revelando as características da nova criatura e suplantado a velha que, na verdade, já está morta.

Para reflexão: O que dificulta o desenvolvimento da semente, segundo o que está em Mateus 13:1-23?

3º Dia - O homem interior.
II Coríntios 4:16; 18 - "Por isso não desfalecemos. Ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Portanto, nós não atentamos nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem. Pois as que se vêem são temporais, e as que não se vêem são eternas".

Um dos segredos de uma vida espiritual bem-sucedida é a convicção de que a natureza de Cristo está plantada em nós. Entender que nosso esforço deve ser para conhecer a natureza desta semente e liberar, sem restrições, o seu desenvolvimento. A verdadeira espiritualidade não está no que podemos produzir da carne para o espírito, mas em quanto do Espírito pode ser revelado através de nós. O esforço não é para produzir o espiritual, mas conter o natural para que se manifeste o espiritual. O fundamento da espiritualidade não está na capacidade empreendedora da carne, mas na disposição de ser sensível e obediente à voz do Espírito Santo, empreendendo segundo Sua capacidade e orientação, para que o homem interior se desenvolva até atingir a estatura plena do homem perfeito que é Cristo.

Para reflexão: Como podemos cooperar com o Espírito Santo?

4º Dia - Espírito vivificante.
I Coríntios 15:45 - "Assim também está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente; o último Adão, Cristo, Espírito vivificante. O primeiro homem sendo da terra é terreno, o segundo homem é do céu".

A natureza de quem é regenerado pelo Espírito Santo, segundo a Palavra de Deus, é a mesma natureza de Cristo. Já não é mais ele quem vive, mas é Cristo que vive em nele, e seu propósito de vida é ver Cristo revelado através dele. Seu esforço é no sentido de ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, mesmo sendo Deus, considerou os outros e seus interesses superiores a Si mesmo. Ele revelou que a maior expressão de amor está na disposição de dar a vida em favor dos seus amigos. Por isso mesmo é que o Pai O amava, pois Ele não retinha Sua vida, antes a entregava em favor dos outros. Ele é o Cristo - o ungido de Deus, porque não buscou Seus próprios interesses e, tampouco, fez defesa de Si mesmo, mas voluntariamente Se deu para que outros vivessem através d'Ele. O Seu Espírito é doador de vida, e esse agora, também, é o nosso Espírito.

Para reflexão: Qual é o desafio revelado em Filipenses 2:1-18?

5º Dia - Frutificai e multiplicai!
João 15:16 - "Não foram vocês que me escolheram, mas fui Eu que escolhi vocês, e os designei para que vão e dêem fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo o que em meu nome pedirem ao Pai Ele conceda a vocês".

Através do fruto podemos conhecer a identidade e natureza de uma árvore. Temos a identidade e natureza de Cristo, e, ligados a Ele nos Seus propósitos, estamos prontos a ser aqueles através de quem Ele gera Seus frutos. O fruto do Espírito Santo é o amor. Somos frutíferos na medida em que nos dispomos a amar aqueles que Deus quer regenerar, fazendo deles Seus filhos em Cristo. Quem é nascido de Deus ama, e tem a disposição de ser usado por Ele na multiplicação de outros filhos. Nossa disposição não está mais voltada apenas para o que podemos fazer para nós mesmos, mas, principalmente, para o que podemos ser na vida das pessoas, como expressão viva do amor de Deus por elas. Estando certíssimos de que o que Deus prometeu também é poderoso para cumprir, deixamos de lado temores e explicações, que poderiam se vir da constatação de nossas limitações, e, como Abraão, ousamos gerar todos os filhos que Deus quer ter através de nós.

Para reflexão: A partir de quando alguém está apto a frutificar?

6º Dia - Segundo a sua espécie.
Gênesis 1:12 - "A terra produziu árvores que davam fruto, cuja semente estava nela, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom".

O fruto que podemos produzir para Deus não é segundo a nossa natureza humana, mas segundo a semente do Seu Reino em nós. Nos submetemos a Ele para conhecer Seu dom em nós, e nos dispomos a reproduzir segundo essa espécie. Certos de que somos frutíferos buscamos, de todo coração, conhecer qual é o dom de Deus em nós. O dom segundo o qual quer manifestar-Se. Ele promete dar sabedoria a todos os que Lhe pedirem com sinceridade de coração. Não há como ser eficaz nesse propósito de frutificação sem que haja uma revelação divina. Fazendo sossegar nosso coração diante d'Ele, vamos recebendo discernimento da parte do Espírito Santo, para conhecer qual é, enfim, a nossa espécie. Uma vez convictos desta identidade, nos tornamos ousados, não tendo necessidade de provar aos outros quem somos, ou de fazer defesa da nossa autoridade, pois nossos frutos falarão por nós.

Para reflexão: Como saber qual a espécie, segundo Tiago 1:5-8?

REVISÃO.


7º Dia - Participantes da Natureza Divina.
I Pedro 1:2-4 - "Graça e paz sejam multiplicadas sobre vocês, pelo conhecimento de Deus e de Jesus nosso Senhor. O Seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e à piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou por Sua glória e virtude. Desse modo Ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas vocês se tornem participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo".

O pecado que separou o homem de Deus foi mais do que apenas uma falha de comportamento. O que o homem fez, pecando, revelava uma mudança do seu entendimento a respeito da sua própria identidade e, portanto, da sua relação com Deus e a vida.

Ao criar o homem, Deus soprou nas suas narinas - o encheu, logo depois o abençoou, e, só então, lhe disse o que fazer. A relação do homem com a criação seria na perspectiva de alguém cheio e pronto para encher; pois Deus lhe disse: "Frutificai, multiplicai, enchei e sujeitai". A essência do seu propósito era DAR FRUTO.

O diabo, ao falar com o homem, muda e escraviza seu entendimento, apresentando-lhe o fruto como algo apenas bom para ser consumido. O homem rompe com Deus, deixando de lado a suficiência do que já havia recebido, e começa a agir movido por aquilo que deseja. A essência da sua relação com a criação passa a ser COMER O FRUTO. Sua natureza corrompida é dominada pelo desejo permanente de guardar, reter, possuir, consumir.

Nossa natureza é transformada quando nos entregamos a Cristo, e nos conscientizamos do que Deus já nos deu através d'Ele. O mesmo Espírito que revelava a Jesus o dom e as promessas de Deus, agora revela a nós. Deixamos de ter uma natureza consumidora, e passamos a partilhar a natureza doadora do nosso Pai, revelada na entrega do Seu Filho. A nossa maturidade espiritual vem pelo conhecimento vivo de Quem é o nosso Pai, qual a nossa identidade e relação com Ele e qual é o Seu propósito a ser cumprido através de nós. Uma vez convictos da Palavra que Ele empenhou conosco, encarnada em Cristo e testificada em nós pelo Espírito Santo, vamos crescendo em fé na plena disposição de repartir de tudo o que d'Ele recebemos.

Viver é Cristo 02

Crer - O JUSTO VIVERÁ DA FÉ - II

2ª Semana COMUNHÃO E/É VIDA.

O sacrifício de Cristo na cruz foi suficiente para perdão dos pecados e destruição do muro de separação que havia entre nós, as pessoas e Deus; reconciliando-nos consigo, nos fez Sua família.

Salmo 68:6 - "Deus faz que o solitário viva em família, e liberta aqueles que estão presos em grilhões; mas os rebeldes habitam em terra seca".

1º Dia - Nenhuma condenação há.
Romanos 8:1 - "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito".

Na cruz, Jesus perdoou plena e eficazmente os pecados de todos. Deus não levou em conta os tempos da nossa ignorância. O homem não está mais condenado por seus erros, mas por sua rebeldia se rejeita o amor de Deus, revelado em Cristo, e não se arrepende, deixando-se guiar pelo Espírito Santo. Uma vez perdoado por Deus, o homem não pode ser condenado por ninguém mais, a não ser por sua própria consciência, uma vez que, sabedor de tudo o que Deus fez por ele, continuar rebelde.

Para reflexão: Qual o sentido do arrependimento, uma vez que Ele já nos perdoou?

2º Dia - Filhos por adoção em Cristo Jesus.
Romanos 8:16 - "O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus".

Jesus, o filho unigênito de Deus - o Pai, entregou Sua vida a Ele por nós, para que Ele a repartisse conosco, tornando-se o primogênito de muitos irmãos. O Espírito Santo testifica as promessas de Deus em nosso coração, fazendo-nos um com Cristo e co-participantes da Sua natureza. O que era impossível ao homem, contaminado pelo pecado, Deus fez e lhe deu, gratuitamente, em Cristo. Somos a família de Deus; através de nós, o Seu povo, é que Ele manifesta de maneira visível as Suas virtudes. Nos adotou, comunicando a nós as virtudes que não tínhamos e não merecíamos. O que somos não é o resultado do que fizemos, mas o que fizermos pode ser a expressão do que agora somos.

Para reflexão: O que significa ser filho de Deus por adoção?

3º Dia - O Reino de Deus.
Romanos 14:17-18 - "Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo, porque quem nisto serve a Cristo, agradável é a Deus e aprovado pelos homens".

O Reino de Cristo é um reino de justiça, porque Ele justificou pecadores perdoando-os; atribuindo-lhes Sua justiça. Reconciliando-nos consigo, estabeleceu a paz, anulando todo escrito de dívida que havia contra nós. A alegria do Senhor é a nossa força, porque nossa culpa foi removida, a parede de separação destruída, e somos renovados em graça por podermos entrar a Sua intimidade. O que antes era um privilégio só de Jesus, agora é também nosso. Ele não reteve coisa alguma, mas a vida que estava n'Ele, Ele deu. Por isso o Pai o ama, e ama a todos os que, como Ele, repartem do bem que receberam. A forma mais evidente de demonstrar que Cristo reina em nosso coração, e que somos imitadores de Deus como filhos amados, é andarmos em amor e oferecermos aos outros o mesmo perdão com que fomos perdoados. Manter a mesma disposição de Jesus, de colocar nossa vida para benefício dos outros.

Para reflexão: Explore a relação da parábola de Mateus 18:23-35 com o texto de Romanos 14:17-18.

4º Dia - Benção e Vida.
Salmo 133 - "Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! Porque ali o Senhor ordena a benção e a vida para sempre".

A maior de todas as bênçãos é que agora temos parte no que a vida é. Mais do que o que Ele tenha feito para nós é o que Ele fez por nós, e em nós. Quando nos perdoou, atribuindo-nos as virtudes da Sua justiça, nos colocou na condição de também podermos perdoar; nos transformou em comunicadores da Sua vida, que agora é a nossa vida. O privilégio da comunhão é que podemos repartir do que recebemos. Na comunhão, as bênçãos recebidas de Deus, em Cristo, podem ser transformadas em vida para os outros. Fomos libertos da pior de todas as formas de escravidão - a escravidão de nós mesmos; de continuarmos escravos do nosso próprio egoísmo. A nossa comunhão não é motivada pelas bênçãos que ainda vamos receber, mas por aquelas que já recebemos e que, agora, podemos repartir com os outros.

Para reflexão: Quais eram as expressões e o resultados da comunhão vivida pelos primeiros discípulos, de acordo com Atos 2:42-47?

5º Dia - Batizados em Cristo.
Romanos 6:4 - "De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo da morte, para que, como Cristo ressurgiu dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida".

Um dos elementos visíveis, que testemunha a transformação da vida dos que estão em Cristo, é o batismo. De forma muito simples e didática, o batismo representa a tomada de uma nova consciência na vida de quem crê. Sua ênfase está no poder da ressurreição, e não no poder da morte. É o testemunho de que não há dúvidas de que, sem Cristo, todos estávamos mortos e sem esperança, e da certeza de que, o mesmo poder que ressuscitou Jesus de entre os mortos, opera em nós. Batismo não é o sinal do despojamento da imundícia da carne, mas de uma nova consciência para com Deus - a consciência do Reino de Cristo. É Cristo Quem, através da ação do Espírito Santo, pela Palavra de Deus, lava nossa vida tornando-a pura e sem mancha. O batismo declara nossa disposição de submeter todas as coisas ao Seu senhorio. Mesmo Jesus, não tendo do que se arrepender, passou pelo batismo, testemunhando Sua total obediência aos desígnios do Pai.

Para reflexão: Nós nos batizamos, ou somos batizados?

6º Dia - Na comunhão, no partir do pão e nas orações.
Atos 2:46 - "Perseverando unânimes todos os dias no templo, e partiam o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração".

O outro instrumento usado pelo Espírito Santo para comunicar a graça de Cristo ao nosso coração, e que testemunha de maneira visível a nossa fé, é a celebração da mesa da comunhão. Não é apenas de um ritual, mas a experiência viva do que é ser parte do Corpo de Cristo. O foco da Ceia não é comer, como se estivéssemos ali movidos apenas pelas nossas necessidades, e cada um pudesse comer seu próprio pão. A essência da Mesa da Comunhão é repartir. Um lugar onde estamos reunidos movidos pela oportunidade de compartilharmos do que já recebemos, mesmo com aqueles que nos feriram. Quando Jesus partiu o pão com Seus discípulos, Ele teria muitos motivos para não fazê-lo, mas tinha também uma razão maior para fazê-lo - o Amor. O pecado está em comer antes de querer repartir, e a santidade está em querer repartir antes de comer.

Para reflexão: No Salmo 23, o vale da sombra da morte vem antes da mesa da comunhão, por que?
REVISÃO.

7º Dia - Um só Corpo.
I Coríntios 10:17 - "Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só Corpo, pois todos participamos do mesmo pão".

No Batismo e na Mesa da Comunhão, testemunhamos de modo visível nossa fé de que a parede de separação foi destruída, fomos libertos da escravidão da cobiça, não somos órfãos nem estranhos, mas da Família de Deus. O próprio Espírito de Deus testifica em nós, segundo Sua Palavra empenhada, que somos Seus filhos por adoção em Cristo Jesus. São elementos visíveis da Graça invisível de Deus, que o Espírito Santo aplica a nós, transformando-nos em testemunhas vivas do Seu amor, através do que fazemos em Seu nome.

Uma das figuras usadas para revelar a natureza da nossa relação com Cristo e uns com os outros é o corpo. Como família de Deus, somos o Corpo Vivo de Cristo. Um só corpo, uma só fé, um só batismo, uma só disposição, um só Espírito, um só Deus e Pai. Esta a figura ensina, ao mesmo tempo, sobre unidade e diversidade. O Corpo é um, mas os membros são muitos. A identidade - a natureza é uma, mas a forma de agir e se manifestar é múltipla. É, por isso, que a multiforme sabedoria de Deus se revela no Corpo de Cristo - a Igreja.

A base de vida do Corpo de Cristo é a Unidade, e sua base funcional é o Relacionamento. Família, Igreja, é relacionamento; pessoas com vocações, funções e características diversas vivendo em comunhão para edificação mútua e cumprimento de um propósito comum. O Corpo que, ligado e consolidado pelo auxílio de todas as juntas e ligaduras, cresce saudável trabalhando eficaz e eficientemente.

No Corpo de Cristo não há lugar para comparações porque todos são um, nem para concorrências porque o Espírito é o mesmo e move a todos, tampouco para amargura, pois fomos alcançados pela mesma graça - salvos por Sua misericórdia. O lugar onde a comunhão é vida, e a vida é comunhão.

Romanos 12:4 - "Assim como em um só corpo temos muitos membros, mas nem todos têm a mesma função, assim nós, que somos muitos, somos um só Corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros".

Paul Washer - Não Sei se sou Salvo

Isso é Louvor ?

Jesus está voltando

Ap 16:12 "E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do Oriente".


Menino ajoelha-se na lama que restou do rio Eufrates perto da aldeia de Jubaish, no Iraque. Foto de Moises Saman/The New York Times


O encolhimento do Eufrates, um rio tão crucial para o nascimento da civilização que o Livro do Apocalipse profetizou sua seca como um sinal do final dos tempos, tem dizimado as fazendas ao longo de suas margens, tem deixado pescadores empobrecidos e esvaziado as cidades à beira do rio, à medida que os agricultores fogem para cidades maiores à procura de trabalho.

Os pobres sofrem mais agudamente, mas todos os estratos sociais estão sentindo os efeitos: xeques, diplomatas e até membros do Parlamento que se retiram para suas fazendas após semanas em Bagdá.

Ao longo do rio, os campos de arroz e trigo se transformaram em terra árida. Os canais encolheram para ribeirões rasos e os barcos de pesca ficam encalhados na terra seca. Bombas que visavam alimentar as usinas de tratamento de água balançam inutilmente sobre poças marrons.

“Os velhos dizem que é o pior de que se recordam”, disse Sayd Diyia, um pescador de 34 anos de Hindiya, sentado em um café à beira do rio cheio de colegas ociosos. “Eu estou dependendo das graças de Deus.”

Redes Sociais

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...