Cinco Votos para Obter Poder Espiritual.

Primeiro - Trate Seriamente com o Pecado. Segundo - Não Seja Dono de Coisa Alguma. Terceiro - Nunca se Defenda. Quarto - Nunca Passe Adiante Algo que Prejudique Alguém. Quinto - Nunca Aceite Qualquer Glória. A.W. Tozer

quinta-feira, 19 de março de 2015

Graças a Deus pela igreja bagunçada


  É graça de Deus para você se sua igreja é bagunçada. Eu ouvi essas palavras saírem da minha boca enquanto pregava como convidado em uma igreja perto da minha casa. Eu disse essas palavras e acredito nelas. Pelo menos, acredito na maior parte do tempo.

 Eu amo minha igreja. Amo as pessoas que se reúnem semanalmente. Elas são divertidas, seguras e fáceis de conviver. Mas quem disse que a igreja deve ser segura e fácil?

 Ontem, enquanto estava naquela igreja, preguei sobre a parábola da Ovelha Perdida, que na verdade é uma parábola sobre um pastor amoroso e gentil (Lucas 15). Como muitas das parábolas de Jesus, essa foi contada na presença de dois grupos de pessoas: aqueles convictos de sua própria maldade e aqueles convictos de sua própria bondade. E, nesse caso, Jesus estava falando primariamente para aquelas pessoas boas e religiosas.

 A parábola é simples: uma ovelha está vagando perdida e o pastor não descansará enquanto não a encontrar e trazê-la para si. Eu pensei nessa ovelha, vagando perdida e sozinha, e no pastor que saiu a procurá-la. Há tantas reações diferentes que o pastor poderia ter ao finalmente encontrá-la:
  • Ele a encontra a repreende:  “Sua ovelha estúpida e ignorante. Como você ousou se afastar de mim?” Não. Ele não repreende.
  • Ele acha a ovelha e a pune: “Sua ovelha burra e desobediente. Vou te ensinar a não se perder!” Não. Ele não pune.
  • Ele a encontra e sente nojo: “Você está suja e fedida. Onde foi se meter?! Vá se limpar agora mesmo que voltarei mais tarde.” Não. Ele não a faz se limpar sozinha.
  • Ele acha a ovelha e a vende: “Não posso ter uma ovelha como você no meu rebanho. Você sabe como fez eu me sentir na frente de todos os outros?” Não, ele não se livra dela.
Diz o texto que “achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo”. Quando aquele pastor encontra sua ovelha, ele se importa com ela. Ele carrega aquela ovelha grande, pesada e suja em seus ombros e a traz para casa, regozijando por todo o caminho. Ele a traz para casa e chama todos os seus amigos para celebrar.

O sentido da parábola é que Deus ama salvar o perdido. Ele ama salvar pecadores. Ele não salva aqueles que são justos, cujas vidas são completamente corretas. Ele salva aqueles que são inteiramente maus.

Se Deus está no ramo do resgate de pecadores, precisamos esperar que a sua igreja esteja repleta de pecadores – aqueles que ainda estão vagando e aqueles que acabaram de ser achados. Se nossas igrejas refletirem o coração de Deus para os perdidos, elas estarão repletas de pessoas com problemas, de pessoas que trazem em si conseqüências de uma vida vagando sem ermo. E isso significa que a igreja pode não ser um lugar seguro e fácil. Pode não ser um lugar cheio de pessoas que tem tudo em seu devido lugar. Pode ser bagunçada. Deve ser uma bagunça. Graças a Deus se ela for bagunçada.
Traduzido por Kimberly Anastacio | Reforma21.org | Original aqui

Fonte: Reforma 21  

                                                    

Série Evangelismo Parte 2 "IDE e Pregai" - Paulo Junior




                                       

quarta-feira, 18 de março de 2015

Por que o senhor tem falado tanto de oração estes dias?

Uma lição que é aprendida em meio a lágrimas

 

Por Rodrigo Ribeiro


Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade.

Salmos 39:5

  Confiamos demais em nós mesmos. Apresentamos um quadro grave de fobia ao desconhecido e inesperado. Até os mais aventureiros entre nós, só desejam a adrenalina nos limites da sua diversão, pois uma coisa é permitir que seu corpo seja atirado do alto de uma ponte, amarrado apenas por uma corda, outra totalmente diferente é permitir que alguém tenha acesso irrestrito a nossa conta bancária e que cuide de nossos interesses em nosso. Odiamos perder o controle de nossas vidas. Isso nos apresenta um diagnóstico: o problema não é que confiamos pouco nos outros, mas significa que confiamos demais em nós mesmos, e só.

Tal procedimento, quando direcionado aos homens, encontra algum respaldo, mas quando direcionamos esta desconfiança a Deus, incorremos numa atitude de completa insensatez e incredulidade. Mas o melhor de tudo é que o Senhor, se nos ama, não permitirá que fiquemos nesta situação. Ele nos arrancará dela. De que forma? O repertório de medidas a serem tomadas por sua santa mão são infinitos, no entanto, estejamos certo que por vezes serão dolorosos, embora sempre bons e necessários.



O Salmista expõe diante de nós um coração que aprendeu estas verdades a custo de bastante sofrimento. Ao contemplar a finitude e brevidade da vida, em comparação com a eternidade de Deus, como podemos procurar estabilidade e segurança em nós mesmos? Seria uma carteira assinada ou imóvel livre de hipoteca mais seguro que a mão que firma todo o universo? Pensamos que estamos no controle de nossas vidas. A dor nos desperta desta imensa tolice. É por isso que muitas vezes, em um minuto tudo vira pó e os planos se desmancham. Se nós somos mera neblina, que dirá de nossos sonhos tão frágeis? A verdade indubitável encontra-se na consciência bíblica de nossas limitações, como afirma o poeta:



Desenho planos, traço a vida, como se eu fosse autor

Pura ilusão eu sei, e acordo sempre que há dor. [...]

Ainda que a vida às vezes doa contigo eu quero prosseguir

Não sei pra onde, quando, nem muito menos como

Mas sem com que eu vou

Sei a quem eu vou seguir (Gladir Cabral)



As decepções são alertas do Senhor. Deus as usa para nos lembrar de nossa fragilidade. Nossa alma só está segura quando repousa Nele. Sem ansiedade, e sem a tola pretensão de controlar os rumos de nossa vida.



Quando os sonhos que transformamos em ídolos tornam-se pó diante de nossos olhos, a misericórdia do Senhor nos acolhe, enxuga nossas lágrimas e aplica a nossos corações a mais preciosa promessa para os momentos de dor: Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará (Salmos 37:5).



É assim que devemos andar. Olhos fitos Nele e corações curvados diante de sua soberania. Ele deseja ser o nosso único recurso infalível, e para isso irá frustrar todas as nossas rotas de fuga, todos os sonhos que nos prometam estabilidade a parte Dele. E quanto isto ocorrer, levante a cabeça e siga. Confie no mestre que vai à sua frente. Ele cuida de seu povo e seu grande e soberano plano jamais será frustrado. Os teus podem se frustrar, mas os dele não. E acredite: os Dele são sempre melhores.
Viva pela fé!


***
Rodrigo Ribeiro é advogado, teólogo e colunista no Púlpito Cristão
Fonte: Púlpito Cristão  
                                 
                                    

terça-feira, 17 de março de 2015

9 marcas de uma igreja doente


  Graças a Mark Dever, muitos de nós estão acostumados com as 9 Marcas de uma Igreja Saudável. Por mais que a intenção nunca tenha sido a de dar a palavra final sobre tudo que uma igreja deve ser ou fazer, essas nove marcas tem sido de grande ajuda ao lembrar os cristãos (e os pastores em especial) do conteúdo necessário que muitas vezes nos esquecemos por viver em uma época guiada pela estética.

 De certa forma, as nove marcas de uma igreja doente poderiam simplesmente ser o oposto de tudo aquilo que torna uma igreja saudável. Assim, igrejas doentes ignoram membresia, disciplina, pregação expositiva e todo o resto. Mas os sinais dos males da igreja nem sempre são tão óbvios. É possível que sua igreja ensine e entenda todas as coisas certas e mesmo assim esteja em um estado terrivelmente doentio. Sem dúvidas, há dezenas de indicadores de que uma igreja se tornou disfuncional e doentia. Mas vamos nos limitar a nove.

 Aqui estão nove marcas de que sua igreja – mesmo que acredite na Bíblia, pregue o evangelho e abrace uma boa eclesiologia – talvez esteja doente.

 1. Quanto mais periférico o assunto do sermão, mais as pessoas se empolgam. Uma das coisas que eu sempre amei na minha igreja é que os sermões que eles mais amam são os que lidam com os temas mais centrais da Bíblia. Eles amam ouvir sobre pecado e salvação, sobre a glória de Deus, sobre providência, sobre Cristo e a cruz. Não é que eles nunca ouçam (ou não gostem de ouvir) sermões sobre o fim dos tempos, questões sociais, mordomia financeira, casamento ou criação de filhos, mas eles parecem mais apaixonados pelas mensagens que focam em culpa, graça e gratidão. Fico preocupado quando uma congregação se cansa de ouvir sobre a Trindade, expiação, novo nascimento ou a ressurreição e quer ouvir outra longa série sobre como lidar com stress ou as 70 semanas de Daniel.

 2. A equipe ministerial da igreja não gosta de ir trabalhar. Todo emprego tem seus altos e baixos. Todo escritório terá suas tensões de tempos em tempos. Mas líderes leigos devem notar quando a equipe ministerial da igreja parece desanimada, infeliz e parecem se arrastar para igreja todos os dias. Os membros da equipe ministerial aparentam gostar de estar perto uns dos outros? Eles falam entre si como amigos? Você os vê rindo juntos? Se não, talvez haja algum desgaste, conflito ou algo pior.

 3. O pastor e sua esposa não se dão bem. Eu não estou falando de eventuais discordâncias ou crises que todo casal eventualmente enfrenta. Estou falando de um casamento que se tornou frio e sem amor, um relacionamento agressivo e sem paixão. Toda igreja deveria ter algum tipo de dinâmica para questionar o pastor e sua esposa sobre como seu casamento está indo (ou se não está). Igrejas podem suportar uma grande dose de conflito, mas raramente serão lugares saudáveis e alegres se o pastor e sua esposa estão secretamente (ou abertamente) infelizes e doentes.

 4. Quase ninguém sabe para onde vai o dinheiro. Igrejas lidam com suas finanças de formas diferentes. Conforme elas crescem, pode ser difícil, e até desaconselhável, que todo mundo na igreja tenha algum tipo de voto sobre a alocação de cada centavo. Entretanto, quando se trata de finanças, tender para o lado da transparência raramente é uma má ideia. No mínimo, deve haver mais do que apenas um pequeno grupo de pessoas que sabem (e decidem) para onde o dinheiro vai. Não faça do sustento do pastor uma questão de segurança nacional.

 5. A liderança nunca muda, ou sempre muda. Ambos são sinais alarmantes. Por um lado, igrejas se tornam centradas em si mesmas quando nunca há sangue novo entre seus líderes. Se seus presbíteros, diáconos, líderes, pastores auxiliares, professores de EBD e líderes de música são os mesmos da época da ditadura militar, você tem um problema. Talvez os velhos líderes são gananciosos com o poder, talvez ninguém esteja sendo treinado, talvez nenhuma pessoa nova tenha se tornado membro da igreja nos últimos vinte anos. Todos esses são grandes problemas. Por outro lado, se os presbíteros nunca parecem interessados em servir mais um mandato, os líderes nunca permanecem por mais de alguns anos e os voluntários se voluntariam apenas uma vez, a cultura da sua igreja pode ser muito restritiva, muito cheia de conflitos ou muito intransigente com pequenas falhas.

 6. Ninguém nunca se levanta para o ministério pastoral ou é enviado para o campo missionário. Boa pregação inspira jovens a pregar. Clareza a respeito do evangelho leva homens e mulheres a compartilhar o evangelho com aqueles que não o conhecem. Igrejas pequenas podem não enviar trabalhadores todo ano, mas a congregação que quase nunca produz pastores e missionários quase nunca é uma igreja saudável.
 
 7. Há um gargalo no processo de decisões. Isso pode ser culpa da congregação. Alguns membros da igreja insistem em aprovar cada decisão, de contratação de funcionários à duração do culto e à proverbial cor do carpete. Se todo mundo precisa votar sobre toda decisão, sua igreja nunca será maior que o número de pessoas que pode votar em todas elas com sabedoria (o que é, normalmente, muito pequeno). Mas o gargalo também pode ser culpa do pastor. Em algumas igrejas, nada acontece sem a aprovação pessoal e supervisão direta do pastor – uma receita certa para rixas, crescimento reprimido e afastamento de líderes capacitados.
 8. A pregação se tornou inconstante. Isso pode ocorrer de diversas formas. Talvez o pastor já não abra o púlpito para outros pastores da equipe ministerial e um eventual convidado. Talvez o contrário esteja acontecendo e o pastor parece estar recorrendo mais às alternativas do que deveria. Talvez a pregação tenha se tornado mais agressiva, talvez sempre bata na mesma tecla ou mostra sinais de falta de preparação. Talvez você tenha notado que o pregador está cada vez mais dependente de vídeos projetados ou esboços de sermão pré-preparados, ou constantemente reaproveita sermões de pouco tempo atrás. Ninguém quer que a pregação seja entediante. Alguma variação é esperada e bem-vinda. Mas tente observar mais de perto se os pregadores parecem doutrinariamente instáveis, irritados ou exaustos.
 
 9. Há problemas que todo mundo sabe mas que ninguém fala abertamente. Igrejas doentes muitas vezes tem uma grande regra informal: a pessoa que fala dos nossos problemas é o problema. Pode ser um pastor que não sabe pregar, um pianista que sempre sai na hora do sermão, um presbítero que aparenta ter problemas matrimoniais, um líder de jovens que não sabe falar com os mais novos, um diácono que não parece se dar bem com ninguém ou um líder que lidera por força e intimidação. Claro, muitos problemas devem ser resolvidos de forma privada e discreta, mas isso não é desculpa para varrer para debaixo do tapete o que é claro e visível para todos. Lidar com o que todo mundo sabe é, muitas vezes, o primeiro passo para minar o poder de um problema.
Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org | Original aqui

                          

Série Evangelismo Parte 1 "A Humanidade Perdida" - Paulo Junior






                                              

sexta-feira, 13 de março de 2015

NOVOS REFORMADOS MEIO DEFORMADOS

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