Cinco Votos para Obter Poder Espiritual.

Primeiro - Trate Seriamente com o Pecado. Segundo - Não Seja Dono de Coisa Alguma. Terceiro - Nunca se Defenda. Quarto - Nunca Passe Adiante Algo que Prejudique Alguém. Quinto - Nunca Aceite Qualquer Glória. A.W. Tozer

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Apóstolo Paulo, o maior líder do cristianismo

 


  Excelente mensagem do Rev. Hernandes Dias Lopes sobre a vida do apostolo Paulo.

  Deus abençoe. 






NOSSOS PECADOS ESTÃO PREDESTINADOS? | PNO #039 - AUGUSTUS NICODEMUS


 




sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Crente que tem promessa não morre?


















Escrevi recentemente um artigo denominado
“Coisas que a Bíblia não diz”, por meio do qual refuto clichês como “Crente que tem promessa não morre”. Alguns internautas não gostaram, e outros dizem que esse controverso chavão tem apoio bíblico. Exponho abaixo a argumentação do irmão Flávio Silva (sem revisão gramatical e estilística), acompanhada de minha resposta.

"Graça e Paz, irmão Ciro. Meu nome é Flavio Silva.
Caro irmão Ciro, referente ao texto acima onde o Sr, diz que essa afirmação ("Crente que tem promessa não morre") não é verdade usando os versiculos 13 e 39 de Hebreus, discordo parcialmente da sua afirmação. Segue abaixo o que penso acerca disso
Pois no caso do versiculo 39 o autor fala da promessa dada a Israel sobre a vinda do messias que é Jesus, não é uma promessa pessoal, no caso do versiculo 13 são promessas para as gerações futuras de Israel.
Podemos ver varias. Assim como a promessa do arrebatamento da Igreja.
Creio e tenho certeza que crente que possui promessas de Deus para sua vida não morrerá sem que veja o cumprimento, assim como foi Prometido a Simeão que veria o Cristo antes de Morrer Lc 2:26.
Concluindo:
Quando temos promessas para vida pessoal, nao morreremos sem ve-las se cumprir.
Quando a promessa é referente a igreja ou a minha posteridade essa poderei ou não morrer sem que veja cumprir".

Caro irmão Flávio Silva, a paz do Senhor.

Meu nome é Ciro Sanches Zibordi (risos). Quanto à sua afirmação de que "Crente que tem promessa não morre", gostaria de dizer-lhe, antes de tudo, que é temerário valorizarmos chavões ditos por animadores de auditórios, geralmente acostumados a falar o que querem, irresponsavelmente, a platéias que os aplaudem, não refletindo sobre o que ouvem (cf. At 17.11).

O irmão aparenta ser sincero, disposto a conhecer a verdade, e não alguém interessado em me testar, como alguns que freqüentam este blog. Por isso, vou dedicar alguns minutos ao seu comentário...

Primeiro, reafirmo que empreguei o texto de Hebreus 11 conscientemente, e não de forma impensada. Citei-o por convicção, haja vista considerá-lo claro quanto à refutação do clichê em apreço.

É óbvio que o tal chavão não resiste a uma exegese. Isto é, se o analisarmos à luz da analogia geral das Escrituras, considerando todos os aspectos que envolvem as promessas de Deus, como a condicionalidade de boa parte delas, não há como sustentar a falaciosa tese nele contida.

O Senhor Jesus não é obrigado a cumprir todas as promessas que as pessoas julgam ter recebido dEle. E usar o tal bordão como uma segurança de que não morreremos enquanto as tais "promessas" não se cumprirem é uma atitude que vai de encontro (e não ao encontro) de textos como 1 Pedro 2.11 e Tiago 4.13-17. Estes não deixam dúvidas quanto a podermos partir para a eternidade a qualquer momento.

Qual é o crente que não julga ter promessas, hoje? Eu tenho promessas, mas não me valho delas para me considerar imortal. Estou preparado para encontrar com o Senhor Jesus, seja na sua Vinda, seja por meio da morte, a qualquer momento. Os dois pastores que morreram no acidente com o vôo da TAM, há alguns meses, tinham inúmeras promessas...

Basta um pouco de bom senso, para se perceber que o tal clichê, apesar de parecer bíblico, torce a Palavra de Deus, levando o crente a pensar que é invencível. Quando acontece uma tragédia de grandes dimensões envolvendo servos de Deus, e centenas deles morrem, isso significa que nenhum deles tinha promessas pessoais?! Um avião não cairá se houver nele um crente que julga ter uma promessa pessoal?

Caro irmão, pense biblicamente; raciocine, mas não se esqueça de que a Bíblia é a nossa fonte máxima de autoridade, a nossa regra de fé, de prática e de vida. O seu simplismo me deixou preocupado, pois, quando resolvemos refutar um pensamento, temos de ter a
Bíblia ao nosso lado, e não o nosso raciocínio, baseado em algumas passagens isoladas. 
É preciso ter em mente toda a verdade contida nas Escrituras.

É claro que as verdadeiras promessas de Deus se cumprem, como no caso de Simeão, mas não se esqueça da condicionalidade de muitas delas, pois nem todas são de caráter imperativo. A promessa de Lucas 24.49 (coletiva) só foi recebida por quase 120, mas foi dada a mais de 500, pelo menos. Promessas pessoais também não se cumprem devido a fatores outros, como o mencionado em Eclesiastes 7.17.

Muito melhor do que apegar-se ao tal bordão é firmar-se na promessa de Apocalipse 22.20, que inclui a última oração da Bíblia: "Ora, vem, Senhor Jesus". E esta só pode ser feita por quem verdadeiramente está preparado, confiando nas promessas contidas em 1 Tessalonicenses 4.16-18 e 2 Timóteo 4.8.

Melhor do que firmar-se em um bordão simplista e irresponsável é estar preparado para partir para a eternidade a qualquer momento, como Paulo, que, ao receber uma profecia de Ágabo, disse que estava pronto até para morrer!

O clichê em apreço, por conseguinte, leva o crente a esquecer-se das coisas de cima (Cl 3.1,2), fazendo-o pensar que é um super-herói. Pedro, quando estava na prisão (At 12), sabia que morreria velho, pois Jesus lhe revelara isso (Jo 21). Contudo, a sua vida demonstra que ele não se firmava nisso; antes, estava pronto a morrer a qualquer momento pela causa do evangelho.

Bem, vou parar por aqui, mas o aconselho a firmar-se na Palavra, e não em frases de efeito, usadas por animadores de auditório que não têm compromisso com as Sagradas Escrituras.

Para saber mais sobre essa pergunta, leia o livro Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar, a ser lançado pela CPAD.

Respeitosamente,

Ciro Sanches Zibordi


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Escatologia [Ariovaldo Ramos]


 

















Ashley Madison: Infidelidade

 
Sabei que o vosso pecado vos há de achar. (Números 32:23)
Ashley. Madison.
Duas palavras que não serão esquecidas por milhões de pessoas enquanto elas viverem.
Em algumas cidades, advogados de divórcio não estão sequer respondendo seus telefones.
Hackers estão sendo celebrados e vindicados.
Milhões de homens e mulheres estão em estado de pânico.
Pessoas estão sendo chantageadas.
ativista e personalidade cristã Josh Duggar admite que é um hipócrita.
E esposas e filhos de casais casados estão prestes a ter suas vidas arruinadas.
Por quê?
Porque quase 39 milhões de pessoas são membros anônimos da página “Ashley Madison”, que permite que casos extraconjugais sejam “fáceis” e “livres de riscos”. E essa página foi hackeada, o que deixou milhões de pessoas expostas. Como um artigo destaca:
O slogan de Ashley Madison, um site que organiza conexões extraconjugais é “A vida é curta. Tenha um caso”. Sua página inicial mostra uma mulher com um dedo tapando seus lábios. Tudo pela promessa de guardar segredos. No último mês, um grupo de hackers chamado Impact Team [Equipe Impacto] roubou o banco de dados e histórico de transações desse site até 2007 e, nesta semana, eles os liberaram online: mais de 30 mil nomes de usuários, endereços e detalhes pessoais, além coordenadas de GPS e preferências sexuais.
Pessoas estão pagando para cometer adultério. Oh, triste ironia.
Infidelidade conjugal é um pecado seríssimo. Nunca é um pecado isolado. O adultério ataca quase todo mandamento e, no caso dos cristãos, esse pecado é hediondo, especialmente no caso de ministros. além de quebrar os primeiros três mandamentos, o adúltero (7o mandamento) é: um assassino (6o – Odeia seu próximo, esposa, filhos), ladrão (8o – Rouba o que não é seu), mentiroso (9o) e cobiçador (10o). E, quando você comente tantos pecados, é provável que você seja descoberto cedo ou tarde (Pv 10.9).
Francamente, eu não quero ouvir sobre amor que é divorciado de fidelidade porque esse tipo de amor somente leva a corações partidos uma hora ou outra.
As bênçãos que Deus derrama sobre seu povo são contingentes não simplesmente ao seu amor, mas ao seu amor em termos de sua fidelidade à aliança (1 Co 1.9; 2 Tm 2.13; Gn 28.15; Dt 7.9). O que torna Deus um Deus de amor é sua fidelidade. Da mesma forma, se cristãos têm amor, eles devem necessariamente ter um amor fiel.
Eu acho que, às vezes, os cristãos não entendem tanto Gálatas 5.22-23 como eles deveriam. Sim, Paulo diz “fruto”, não “frutos”. Mas o que isso significa? Significa que nosso amor é amor alegre. Significa que nossa paciência é paciência alegre. Significa que nosso domínio próprio é um domínio próprio benigno. Significa que nosso amor é amor fiel. Isso significa que não podemos ser pacientes sem sermos benignos.
Mas aqueles que não têm o Espírito de Cristo vivem segundo a carne:
Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. (Gl 5.19-21).
Basicamente, Paulo descreve “Ashley Madison” bem antes dos hackers de computadores terem feito muitos de nós saber que um site assim existia. Mas as palavras de Paulo também nos dizem que aqueles que pagam para cometer adultério pagarão, no fim das contas, um preço muito maior, se não se arrependerem.
Seja qual for o comentário que lermos – e haverá muitos expondo a hipocrisia, estupidez e tristeza de todo o caso – não nos esqueçamos que uma das grandes marcas da religião cristã é a fidelidade.
Com toda essa conversa sobre amor e graça hoje, não ouvimos tanto quanto deveríamos sobre fidelidade.
Nós temos um Deus fiel que exige que seu povo viva fielmente. Não somente em relação a nossos cônjuges, mas também em relação a tudo que fazemos. Nós trabalhamos duro; nós adoramos a cada Dia do Senhor; nós criamos nossos filhos para o Senhor; nós oramos; nós, que somos ministros, buscamos servir ao rebanho de Cristo; e tudo isso deve ser feito com fidelidade.
Assim como você não pode ter paz sem santidade (Hb 12.14), você também não pode ter amor sem fidelidade. O mundo quer paz, mas o mundo não quer santidade. O mundo quer amor. Mas, a julgar pelo “Ashley Madison”, o mundo certamente não quer fidelidade também. Com resultado, o mundo não quer realmente o amor que realmente importa: um amor fiel, construído sobre o fundamento de um Deus fiel e amoroso.
Um amor fiel é um amor que custa, e é por isso que esse tipo de amor é tão raro hoje, mesmo na igreja. Mas o único amor digno de se ter é o amor que custa.
“A vida é curta, tenha um caso”.
ou
“A vida é eterna, viva fielmente”.
Escolha o seu.
****
Traduzido por Josaías Jr | Reforma21.org | Original aqui
Fonte: Via Reforma 21 


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Os Perigos de Pedir Perdão

 

Pastoral

 Quando o crente peca contra Deus, isso, às vezes, envolve também pecar contra outras pessoas. Assim, o cristão que tem a consciência sensível, quando percebe que seu proceder afrontou tanto a Deus quanto aos homens, pede perdão não somente ao Senhor, mas também ao indivíduo que foi ferido pelo seu comportamento errado.
Isso faz parte da experiência cristã comum. De fato, o crente que nunca pediu perdão para a esposa, para os filhos, para os pais, para os irmãos na fé ou para os colegas de trabalho só pode ser explicado de duas maneiras: ou é uma pessoa perfeita, ou é alguém que nutre um orgulho tão grande que chega a cegá-lo, impossibilitando-o de enxergar os verdadeiros deveres do discípulo de Jesus. Bem, não precisa ser muito inteligente para descobrir qual é a hipótese mais plausível.
Sendo o pedir perdão uma realidade que compõe a experiência dos servos de Cristo no trato com as pessoas em geral, esses servos sabem quão difícil é ter de fazer isso. Pedir perdão envolve auto-humilhação, vergonha, reconhecimento de fraquezas e de defeitos... Coisas que nos fazem sentir mal e inferiores. Contudo, a dor de passar por isso tudo não é a única que o crente humilde corre o risco de enfrentar quando quer acertar as coisas com quem ofendeu. Há, pelos menos, mais dois “perigos”.
O primeiro deles é ter seu pedido de perdão rejeitado. Isso é comum acontecer tanto quando se pede perdão a crentes como quando se pede perdão a incrédulos. Quando é o crente que nega o perdão, o susto é maior, pois nenhum servo de Jesus tem esse direito. Perdoar é uma ordem que vem de Deus e que é dirigida enfaticamente a seus filhos (Ef 4.32; Cl 3.13). O Senhor não lhes deu a opção de não perdoar e ensinou que, se seus servos não perdoarem, o Pai celeste também não lhes perdoará as ofensas (Mt 6.14-15). A coisa é séria! Mesmo assim, o crente arrependido ainda enfrenta a dor de ter seu pedido de perdão recusado até por um irmão na fé.
Nesse caso, como agir? Bem, aí não há muito que fazer! Note bem: pedimos o perdão da pessoa; dispomo-nos a reparar algum prejuízo moral ou material que causamos (e esse lado não pode faltar — veja Lc 19.8). Entretanto, a pessoa se negou a perdoar. Diante disso, tudo o que nos resta é ir embora com a consciência tranquila. O que podíamos e devíamos fazer fizemos ou nos dispomos a fazer. Se a pessoa não aceitou... Oremos agora por ela e reparemos ao máximo os danos causados pelo nosso erro. Um dia talvez o perdão venha. Deus age no coração das pessoas.
O segundo perigo enfrentado pelo indivíduo que pede perdão é receber o que pede, mas isso ser precedido por algum tipo de castigo ou vingança. Ocorre que algumas pessoas, quando se veem diante de alguém que lhes pede perdão, interpretam isso como uma licença que lhes está sendo dada para ofender, atacar e humilhar ainda mais quem está tentando consertar as coisas. Elas pensam assim: “Se ele está me pedindo perdão, então está reconhecendo que a parte errada é ele. Isso agora me dá moral e autoridade para lhe dar uma boa lição”. Aí, prepara-se a bazuca e a devastação começa.
Essas pessoas não levam em conta que quem está diante delas já está se sentindo fragilizado, humilhado, tenso e triste e que, na verdade, é alguém que precisa de amparo, amor e um abraço de reconciliação, daquele tipo que restaura o coração mais esmagado e dolorido. Torturadores cruéis assim precisam aprender como é o perdão de Deus e imitá-lo, recebendo os “penitentes” com leveza, compaixão e simpatia.
Sim, pedir perdão é arriscado. Tem o constrangimento natural que a pessoa sente ao reconhecer diante de alguém que errou; tem a humilhação pela qual a pessoa passa ao se ver numa postura súplice, rogando ao seu semelhante que um erro que cometeu não seja mais levado em conta; tem a vergonha de recordar uma atitude feia que teve origem na maldade, na imaturidade, no descaso e na insensatez — coisas que insistem em brotar de dentro da gente.
Infelizmente, o desconforto de pedir perdão não se limita a essas coisas. Quem suplica o perdão de outro não sabe o que vai encontrar pela frente. Pode encontrar um coração fechado que diz não, vira as costas e vai embora impassível; ou pode encontrar um coração cruel que primeiro fere e só depois de se satisfazer com a tortura — depois de cobrar um preço amargo — concede o que lhe é pedido.
O servo de Deus, porém, quando ofende alguém, não tem outra escolha. Sua consciência influenciada pelo Espírito Santo não permite outra escolha. Ele se vê tentado a chutar a lembrança da ofensa para o canto e esperar que seja apagada pelo tempo. No entanto, lá no fundo ele sabe que uma ofensa velha e abandonada continua sendo uma ofensa e que, mesmo que seja esquecida pelo ofendido, diante de Deus ela continua ali, viva, brilhando, novinha em folha.
Por isso, mesmo com os fardos e riscos, ele se aproxima da pessoa a quem feriu e diz: “Preciso que você me escute um minuto. Eu errei contra você e o feri. Esse meu pecado trouxe dores e prejuízos que quero reparar a todo custo. Porém, antes de fazer qualquer coisa, gostaria que você me desse o seu perdão...”. O que virá a seguir? Não sabemos e isso assusta um pouco. Vamos, porém, em frente, lidando com um problema de cada vez.
Pr. Marcos Granconato
Força e Fé
Soli Deo gloria
Fonte:  Site Igreja Batista Redenção 


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O que aconteceu na cruz?

 

POR MIKE RICCARDI 
Ao longo da história da igreja, houveram várias posições e teorias que conceituaram a natureza da obra de Cristo na cruz. Porque a expiação vai até o coração do Evangelho, é importante para nós saber como as pessoas, ao longo da história da igreja, entenderam a obra de Cristo e sermos capazes de testar cada uma por meio da Escritura. Hoje quero brevemente examinar e avaliar algumas das principais teorias da expiação.
A Teoria do Resgate
Primeiramente, há aquela que é conhecida como o teoria da expiação do resgate, ou clássica. Também denominada Christus Victor, esta teoria considera a expiação de Cristo como a realização de uma vitória sobre as forças do pecado, morte, mal, e Satanás. Os defensores da visão do resgate acreditam que na luta cósmica entre bem e mal e entre Deus e Satanás, Satanás tem mantido a humanidade cativa ao pecado. Portanto, afim de resgatar a humanidade, Deus teve que pagar o resgate deles debaixo do poder da Satanás, entregando Jesus nas mãos dele [Satanás] como uma troca pelas almas mantidas cativas. Os defensores da teoria do resgate frequentemente recorrem para a declaração de Jesus de que Ele veio para dar sua vida como resgate por muitos (Mateus 20.28; Marcos 10.45).
Apesar de Cristo ter realmente dado a sua vida como pagamento por muitos, e que Sua morte realmente despojou os principados e potestades (Colossenses 2.15), tornando impotente o diabo que possuía o poder da morte (Hebreus 2.14), esta visão da expiação atribui mais poder a Satanás do que ele realmente possui. Satanás jamais esteve em qualquer posição para fazer exigências a Deus. Ao invés disso, as Escrituras deixam claro que Jesus pagou o preço no lugar de pecadores para resgatá-los da justa punição da ira santa de Deus (Romanos 5.9). Em um senso mais profundo, Jesus nos salvou de Deus, não meramente do poder do pecado e de Satanás.
A Teoria da Satisfação
Segundo, a teoria da satisfação, defendida principalmente por Anselmo de Cantuária, fundamenta a ideia de que a morte da Cristo satisfez ao Pai pelo pecado. No entanto, em débito ao paradigma do feudalismo que caracterizava a sociedade de sua época, Anselmo centrou-se mais na noção de fazer satisfação pela honra ferida de Deus ao invés do apaziguamento da Sua justa ira.
Agora, novamente, é certamente correto que a glória de Deus é diminuída quando pecado é cometido. Certamente, pecado é sinônimo de deixar de honrar a Deus dando-lhe graças (Romanos 1.21) e de estarmos destituídos da Sua glória (Romanos 3.23). Portanto, qualquer teoria da expiação adequada irá reivindicar a justiça de Deus e restaurar a Sua glória.
Mas Cristo realizou esta reivindicação de justiça de uma maneira especial: tornando-se um substituto por pecadores, vicariamente suportando em Seu corpo o castigo que justamente pertencia à nós (1 Pedro 2.24). Ao estabelecer Jesus como propiciação da ira santa, Deus mostrou a si mesmo tanto como justo quanto como justificador daquele que tem fé em Cristo (Romanos 3.26).
A Teoria da Influência Moral
A seguir, a teoria da influência moral da expiação considera a obra de Cristo como pouco mais do que um lindo exemplo de amor e comportamento sacrificial cristão. Defendida primeiramente por Pedro Abelardo no Século XII e depois pela maioria dos teólogos liberais, a teoria da influência moral postulou que a morte de Jesus não realizou nada objetivo. Um escritor explica: “Não havia obstáculos em Deus que precisassem ser superados afim de que pecadores fossem restaurados à comunhão com o Criador. Nenhuma satisfação de justiça e nenhum apaziguamento de ira foi requerido da parte de Deus.” Ao invés disso, a morte de Cristo foi meramente um exemplo de como a humanidade deve agir. Pela demonstração de tal amor, é dito que a morte de Cristo conquista os corações de pecadores impenitentes e desta forma os atrai a viver uma vida moral como Jesus viveu – daí a designação “influência moral”. Os defensores também enfatizaram que a propiciação foi uma forma de Deus empaticamente se identificar com as suas criaturas através de partilhar de seus sofrimentos.
Embora estes pareçam ser sentimentos agradáveis, ao mesmo tempo que é certamente verdade que o sacrifício de Jesus é um exemplo de amor e serviço Cristão (cf. João 15.12; Efésios 5.1-2; 1 Pedro 2.24; 1 João 3.16), reduzir a expiação à um mero exemplo retira dela o valor do que a faz verdadeiramente amorosa – isto é, que Cristo objetiva e suficientemente pagou pelos nossos pecados e aplacou a ira santa de um Deus profundamente ofendido, que se tornou nosso inimigo mortal por causa do nosso pecado (Romanos 5.10; 8.7-8). Ninguém pode negar estas verdades centrais de pecado e graça atados à expiação e ainda verdadeiramente permanecer um seguidor de Jesus Cristo.
A Teoria Governamental
Em quarto lugar, a teoria governamental da expiação foi primeiramente proposta por Hugo Grotius, um estudante de Armínio no Século XVII. A teoria governamental minimiza a noção de que Cristo pagou a pena que correspondia aos nossos pecados particulares. Ao invés disso, a morte de Cristo serviu como um símbolo de sofrimento por pecados em geral – demonstrando que a pena deve ser paga quando leis são quebradas. De fato, os defensores da teoria governamental asseguram que a justiça de Deus, na realidade, não exige um pagamento pelo pecado; aceitando simplesmente o símbolo de sofrimento, Deus “colocou de lado a Sua lei” e pôde ter “relaxado a Sua lei” por completo uma vez que Ele não é “passivo de lei alguma” (Demarest, A Cruz e Salvação, 154—55). Não obstante, Ele escolheu punir Cristo afim de centralizar a ordem moral e governo do universo (daí o nome). A punição de cristo também serve como um impedimento contra pecados futuros, uma vez que mostra a temerosa distância que Deus irá afim de manter o governo moral do mundo.
Aqui temos um outro caso de uma teoria da expiação capturando parte da imagem, mas, sem oferecer a completa profundidade do testemunho da Escritura, deixa de apresentar um conceito verdadeiramente bíblico da expiação. Cristo, de fato, pagou a pena de pecados específicos. Seus sofrimentos não foram simplesmente um símbolo exemplificando a antipatia de Deus contra o pecado, como se Ele não gostasse do mal, mas o tolerasse de forma geral. Não, a justiça de Deus é meticulosa; Ele proporcionou um pagamento completamente suficiente pelo pecado, em Cristo. Sem pagamento particular por pecados particulares, nós não temos esperança de perdão.
Substituição Penal
A última teoria da expiação que eu discutirei – a que eu creio que é a mais bíblica – é aquela a qual eu tenho me referido a medida que discutia cada uma das visões anteriores. É chamada de Teoria da Substituição Penal. Isto significa que na Sua morte, Cristo pagou a pena (por isso, penal) que os nossos pecados incorreram, sofrendo vicariamente, em nosso lugar, como nosso substituto (por isso, substituição). A justa ira que o nosso pecado despertou em Deus foi completamente exercida no Servo Sofredor quando Deus “fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós” (Isaías 53.6). O Salvador, nosso Cordeiro Pascal (1 Coríntios 5.7; João 1.29), aquele que não conheceu pecado, se fez pecado por nós (2 Coríntios 5.21), fazendo-se maldição por nós (Gálatas 3.13), e portanto, expiando os pecados do povo (Hebreus 2.17). Por causa deste sacrifício suficiente, e da provisão da própria justiça de Cristo imputada em nosso favor, nossos pecados podem ser justamente perdoados e nós podemos ser reconciliados com Deus.
Como eu mencionei acima, cada uma das visões anteriores tem alguma verdade nelas, então estas teorias da expiação não são mutualmente exclusivas. Nós podemos afirmar que a morte e ressurreição de Cristo derrotou a morte e resgatou pecadores, mas temos que fazer a qualificação de que o resgate foi pago a Deus e não a Satanás. Semelhantemente, nós podemos afirmar que a morte de Cristo satisfez a honra ferida de Deus, mas devemos rapidamente acrescentar que também satisfez a justa ira e justiça de Deus provendo um suficiente pagamento pelo pecado. Além disso, a cruz é realmente um exemplo maravilhoso de comportamento moral Cristão, mas deixamos miseravelmente a desejar se deixarmos de reconhecer que a cruz significa muito mais que isto. Finalmente, a expiação foi realmente um exemplo do governo moral universal de Deus, todavia, foi mais específico do que Grotius e outros declararam ser. Sem o conceito de Substituição Penal sustentando todas estas outras figuras da expiação, deixamos de fazer jus à imagem bíblica completa de Jesus como aquele que carregou o nosso pecado, substituto de pecadores, expiador da ira.
Traduzido por Nayara Andrejczyk | Reforma21.org
Via: Reforma 21 




segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O imperativo da unidade cristã

 

O apóstolo Paulo está preso e algemado na antessala do martírio, mas sua atenção não está voltada para si mesmo. Havia alegria em seu coração (Fp 4.4,10), mas sua medida ainda não estava cheia. Um grau mais elevado de unidade, de humildade e de solicitude em família podia completar o que ainda faltava no cálice da alegria de Paulo. Seu principal anseio não era a rápida libertação da prisão, mas o progresso espiritual dos filipenses. Sua alegria, não vem de suas condições pessoais, mas da condição da igreja de Deus. Mesmo preso, Paulo diz que a igreja de Filipos era sua alegria e coroa (Fp 4.1). Suas orações em favor dos cristãos filipenses eram orações alegres (Fp 1.4). Mas, agora, o apóstolo deseja que o cálice da sua alegria transborde e por isso ordena: “Completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma cousa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento” (Fp 2.2). Paulo não pode estar alegre enquanto o espírito de facção existir nessa generosa igreja de Filipos. Paulo exorta aqueles irmãos para que tenham unanimidade de coração. Não se trata da unanimidade formal que se consegue manter mediante pelo poder de veto; trata-se daquela unanimidade sincera de propósitos, pela qual ninguém deseja impor um veto sobre as pessoas.
Aquela mesma igreja que estava comprometida com Paulo no apoio missionário, dando-lhe conforto e sustento financeiro, estava sendo ameaçada por divisões internas e isso estava toldando a alegria no coração do velho apóstolo.
Como a igreja poderia completar a alegria de Paulo?
Em primeiro lugar, demonstrando unidade de pensamento (Fp 2.2). A unidade de pensamento não é uma coisa fácil de alcançar, especialmente onde as pessoas têm uma mente ativa e um espírito independente. O verbo grego phronein usado aqui para definir “o pensar a mesma coisa” aparece nesta carta dez vezes, enquanto aparece apenas mais treze vezes em todas as demais epístolas. Usando a palavra phronein, Paulo não tem em vista o “pensamento” teórico do teólogo, mas o pensar prático, subordinado ao querer. Aqui se trata do “pensamento” que conduziu o Filho de Deus do trono da glória para a vergonha da morte na cruz! Se todos “pensarem” da maneira como Jesus Cristo também pensou, como ele morreu por pecadores, não poderão se separar; hão de apegar-se aos irmãos. Fica claro que a palavra phronein traduzida aqui por “mente” denota não uma capacidade intelectual, mas uma ação e uma atitude moral. Obviamente, “ter uma só mente” não significa que os crentes têm que concordar em tudo; em vez disso, cada crente deve ter a mesma atitude de Cristo (Fp 2.5).
Em segundo lugar, demonstrando unidade nos relacionamentos (Fp 2.2). Os irmãos da igreja de Filipos precisam ter o mesmo amor uns pelos outros, igual ao que Cristo tem por eles. O amor de Cristo o trouxe do céu para a humilde condição da natureza humana, para morrer na cruz em favor dos pecadores. Muito embora os crentes não podem fazer o que Cristo fez, eles podem seguir seu exemplo, quando expressam o mesmo amor na maneira de lidar uns com os outros.
Em terceiro lugar, demonstrando unidade espiritual (Fp 2.2). A igreja precisa ser unida de alma. Jesus orou para que todos aqueles que creem possam ser um como ele e o Pai são um (Jo 17.22-24). Essa frase significa dois corações batendo como se fosse um só. Na igreja de Deus não há espaço para disputas pessoais. A igreja não é um concurso de projeção pessoal nem um campeonato de desempenhos pessoais. A igreja é um corpo onde cada membro coopera com o outro, visando a edificação de todos.
Em quarto lugar, demonstrando unidade de sentimento (Fp 2.2). A igreja precisa ser ter o mesmo sentimento. A igreja é como um coro que deve cantar no mesmo tom. Os crentes não são competidores, mas cooperadores. Eles não são rivais, mas parceiros. Eles não estão lutando por causas pessoais, mas todos estão buscando a glória de Deus.

 Hernandes Dias Lopes 
***
Via : Palavra da Verdade (site do autor) 


Rev. Augustus Nicodemus - Pecados ocultos e como lidar com eles










terça-feira, 4 de agosto de 2015

A Mente de Cristo - Franklin Ferreira








A Pregação Que Revitaliza a Igreja

 Ótima aula com o Rev. Hernandes dias Lopes, que o Senhor possa nos dar graça e que consigamos realizar a pregação expositiva.   








segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Redes Sociais

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