Cinco Votos para Obter Poder Espiritual.

Primeiro - Trate Seriamente com o Pecado. Segundo - Não Seja Dono de Coisa Alguma. Terceiro - Nunca se Defenda. Quarto - Nunca Passe Adiante Algo que Prejudique Alguém. Quinto - Nunca Aceite Qualquer Glória. A.W. Tozer

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Ariovaldo Ramos e Viv Grigg - Uma Igreja Relevante Encarnada (Perguntas)

Os Batistas que não sabem o que é ser Batista.

 

   Bom dia Graça e Paz , muitas pessoas criticam e falam e até mesmo defendem varias coisas, no entanto o que mais chama a atenção é que muitas pessoas estão defendendo algo sem saber o que realmente estão defendendo. Por esse motivo estou postando a CONFISSÃO DE FÉ BATISTA DE 1689 , para quem quiser criticar ou falar alguma, fale pelo menos conhecendo o que esta defendendo.

    Em Cristo  Alessandro Silva


A Confissão de Fé Batista de Londres de 1689

 
Capítulo 01 - As Escrituras Sagradas
Capítulo 02 - Deus e a Santíssima Trindade
Capítulo 03 - O Decreto de Deus
Capítulo 04 - A Criação
Capítulo 05 - A Providência
Capítulo 06 - A Queda do Homem; o Pecado e Sua Punição
Capítulo 07 - O Pacto de Deus
Capítulo 08 - Cristo, o Mediador
Capítulo 09 - Livre-Arbítrio
Capítulo 10 - A Chamada Eficaz
Capítulo 11 - A Justificação
Capítulo 12 - A Adoção
Capítulo 13 - A Santificação
Capítulo 14 - A Fé Salvadora
Capítulo 15 - Arrependimento para a Vida e Salvação
Capítulo 16 - Boas Obras
Capítulo 17 - A Perseverança dos Santos
Capítulo 18 - A Certeza da Graça e da Salvação
Capítulo 19 - A Lei de Deus
Capítulo 20 - O Evangelho e a Extensão de Sua Graça
Capítulo 21 - Liberdade Cristã e Liberdade de Consciência
Capítulo 22 - Adoração Religiosa e o Dia do Senhor
Capítulo 23 - Juramentos Legítimos e Votos
Capítulo 24 - Magistrado Civil
Capítulo 25 - Matrimônio
Capítulo 26 - A Igreja
Capítulo 27 - A Comunhão dos Santos
Capítulo 28 - Batismo e Ceia do Senhor
Capítulo 29 - Batismo
Capítulo 30 - A Ceia do Senhor
Capítulo 31 - O Estado do Homem Após a Morte; A Ressurreição dos Mortos
Capítulo 32 - O Juízo Final
 
CAPÍTULO 1

AS SAGRADAS ESCRITURAS


1. A Sagrada Escritura é a única regra suficiente, certa e infalível de conhecimento para a salvação, de fé e de obediência. [1] A luz da natureza, e as obras da criação e da providência, manifestam a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, de tal modo que os homens ficam inescusáveis; contudo não são suficientes para dar conhecimento de Deus e de sua vontade que é necessário para a salvação. 2
Por isso, em diversos tempos e por diferentes modos, o Senhor foi servido revelar-se a si mesmo e declarar sua vontade à sua igreja. 3 E para a melhor preservação e propagação da verdade, e o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja, contra a corrupção da carne e a malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazer escrever por completo todo esse conhecimento de Deus e revelação de sua vontade necessários à salvação; o que torna a Escritura indispensável, tendo cessado aqueles antigos modos em que Deus revelava sua vontade a seu povo. 4
[1] 2 Tm 3.15-17: E que desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,
a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.
Is.8.20: À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva.
Lc.16.29,31: Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.
Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.
Ef.2.20: ...edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; ...
2 Rm.1.19-21: ...porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.
Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das cousas que foram criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis;
porquanto tendo conhecimento de Deus não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.
Rm.2.14,15: ... quando, pois, os gentios que não têm lei, procedem por natureza de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos;
estes mostram a norma da lei gravada nos seus corações, testemunhando-lhes também a consciência, e os seus pensamentos mutuamente acusando-se ou defendendo-se;
Sl.19.1-3: Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.
Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite.
Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som;
3 Hb.1.1: Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas;
4 Pv.22.19-21: Para que a tua confiança esteja no SENHOR, quero dar-te hoje a instrução, a ti mesmo.
Porventura não te escrevi excelentes cousas acerca de conselhos e conhecimentos,
para mostrar-te a certeza das palavras da verdade, a fim de que possas responder claramente aos que te enviarem?
Rm.15.4: Pois tudo quanto outrora foi escrito, para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência, e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.
2Pe.1.19,20: Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vossos corações;
sabendo, primeiramente, isto, que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação;
 
2. Sob o nome de Sagradas Escrituras ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho Testamento e Novo Testamento, que são os seguintes: 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A Estrela do Natal e o Natal da Estrela.



Wilma Rejane


"E, tendo nascido Jesus em Belém de Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém, dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo." Mateus 2:1-2

A fenômeno conhecido como estrela de Belém permanece enigmático através dos tempos. E a cada fim de ano ele ressurge, presente no topo de árvores enfeitadas, nas ilustrações natalinas e no imaginário humano. E apesar das inúmeras teorias que desmentem o acontecido e ou tentam mistificá-lo, o certo é que a Bíblia narra o aparecimento da estrela relacionando-o ao nascimento de Jesus Cristo, o Messias prometido.

Os magos que acamparam em observação da estrela são chamados de astrólogos e podem ser comparados aos estudiosos que assessoravam cortes e governos, semelhantes ao profeta Daniel, sempre solicitado para desvendar enigmas. Essa pratica não deve ser entendida como superstição, magia ou coisa parecida. Os magos, de fato, conheciam as Escrituras e acompanhavam os sinais para a tão aguardada restauração de Israel.

Os Evangelhos dizem que eles viram a estrela e reconheceram ser um sinal Divino. O episódio motiva muitas indagações, entre as quais: “ Como eles souberam que a estrela anunciava o Messias, o que tinha de especial naquela estrela?”. Em leitura mais acurada, podemos concluir que a estrela não apareceu apenas no dia do nascimento de Jesus, ela pairou no céu por dias, chamando à atenção dos magos:

" Então Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera”. Mateus 2:7



Os magos viajaram até Herodes e depois até Belém e a estrela no céu: “ E, tendo eles ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela, que tinham visto no oriente, ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino." Mateus 2:9

Podemos perguntar ainda, por que a estrela não os guiou direto para Belém sem que precisassem parar para falar com Herodes, perguntar-lhe sobre o lugar exato do nascimento de Jesus? Isso indica que eles sabiam sobre o tempo do nascimento, mas não estavam convictos sobre o local. A ida ao palácio de Herodes fez com que o anuncio do nascimento se tornasse comentado em toda região. Pode se dizer que a providência Divina conduziu todos os detalhes do nascimento do Filho de Deus.

Profeta Isaías, 700 anos desse acontecimento, previu a visita dos magos ao menino Jesus e o resplendor do ministério messiânico:

“Então o verás, e serás iluminado, e o teu coração estremecerá e se alargará; porque a abundância do mar se tornará a ti, e as riquezas dos gentios virão a ti. A multidão de camelos te cobrirá, os dromedários de Midiã e Efá; todos virão de Sabá; ouro e incenso trarão, e publicarão os louvores do Senhor.” Isaías 60: 5-6

E enquanto os magos se dirigiam para Belém, pastores que estavam nos campos, também receberam o anúncio do nascimento de Jesus. Foram cercados de resplendor e anjos apontaram o caminho da manjedoura, naTorre do Rebanho, onde eram selecionados os melhores cordeiros para os sacrifícios. Eis que lhes nascia O Cordeiro definitivo para o sacrifício último.


“ E a ti, ó torre do rebanho, fortaleza da filha de Sião, a ti virá; sim, a ti virá o primeiro domínio, o reino da filha de Jerusalém. ” Miqueias 4:8.

“E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” Miqueias 5:2


É incrível como Deus planejou perfeitamente toda história da Redenção humana e vai nos dando pistas de que há um Criador e fomos criados com o propósito de vivermos eternamente, mas não de qualquer modo, Ele reservou um lugar e um tempo especial para morada de todos os que o recebem como Pai. Jesus É A Vida de Deus em nós e o Natal é a expressão do amor de um Deus perfeito por homens imperfeitos.

Deus nos falou sobre a estrela de Belém muitos séculos antes de ela aparecer naqueles dias festivos na Palestina.

"Fala aquele que ouviu as palavras de Deus, e o que sabe a ciência do Altíssimo; o que viu a visão do Todo-Poderoso, que cai, e se lhe abrem os olhos. Vê-lo-ei, mas não agora, contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel, que ferirá os termos dos moabitas, e destruirá todos os filhos de Sete." Números 24:16-17

O Natal da Estrela

Podemos dizer que a estrela não importa, o mais importante de tudo, é que Jesus nasceu, viveu, morreu e ressuscitou para salvação de todo o que crê. É verdade, mas se não fosse para observarmos a estrela de Belém e aprendermos de Deus, para que então colocá-la no cenário do nascimento de Jesus?

Imaginemos os magos olhando para o céu e desprezando os sinais!? Eles não teriam encontrado Jesus!

Então, essas coisas foram escritas para nossa edificação. É possível que muitas pessoas daquela época, não tenham se dado conta da chegada do Messias e algumas até O viram e ouviram pessoalmente e ainda assim O perderam de vista. É possível que muitas pessoas sequer tenham percebido a estrela da anunciação apesar do destaque por ser  maior,  mais brilhante e mais próxima da terra. Muitos estavam ocupados demais para contemplar o céu e examinar as profecias.

O natal que se comemora em Dezembro, em várias partes do mundo, é cheio de luzes e festas, porque o mundo não seguiu (ou segue) a direção da Estrela de Belém. Não se observa os sinais, as profecias e vão em direção totalmente oposta da que poderia lhes levar ao encontro de suas vidas: Jesus.

Você não acha maravilhoso que os magos tenham ido de encontro a Jesus levando-Lhe presentes? E presentes proféticos: ouro, incenso e mirra. Jesus estava sendo reconhecido como Messias, Salvador e Sacerdote: o que purifica, intercede, cura e redime. O ouro é símbolo de purificação e sofrimento, pois para que se torne ouro, passa pelo fogo. O incenso, representa oração, intercessão, pois no Antigo Concerto, existia “ O altar do incenso” (Êxodo 30: 1-10).

O altar do incenso ficava situado imediatamente defronte do véu e ali o sacerdote queimava as ofertas de incenso a dizer que a oração era um meio de comunicação com Deus. Jesus, quando foi crucificado e disse está consumado ( João 19:30), estava inaugurando um novo tempo, de véu rasgado para livre acesso a Deus através de Seu Nome.


"Em Mateus 27: 50-52 se lê: “E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito. E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras; E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados." Ele é o incenso, o perfume que nos torna agradáveis a Deus, é o Único Intercessor entre Deus e os homens (I Timóteo 2:3)

O que dizer da mirra? Era usada para aliviar e curar dores e sobre isso Jesus é Mestre. Ele levou sobre Ele nossas dores e enfermidades, Ele é o bálsamo que nos dá a Paz.

Não há dúvidas de que Jesus é o Messias salvador, todos os sinais apontam para Sua pessoa e o Natal é prova disso. Os magos olharam para o céu, examinaram as Escrituras, caminharam em direção a Jesus. Eles seguiram a Estrela.

As luzes e o consumismo desenfreado que acontecem a cada dezembro, têm o objetivo de ofuscar a Verdadeira Luz. O natal dos homens busca manter os olhos de todos nas coisas terrenas, mas Deus diz para não desviarmos os olhos e os corações do céu, do Reino de Jesus. Assim como fizeram os magos e os pastores de Belém.

Natal é nascimento, uma passagem das trevas para a Luz, é o brilho que ilumina O caminho que devemos seguir, a direção para a eternidade!

Deus o abençoe.
Fonte: Bíblia de Estudos Plenitude, edição revista e corrigida, SBB, 1995.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Paulo Junior e Paulo Solonca - A Denúncia como Estilo de Vida (Perguntas)

O ESCÂNDALO DOS SEMI-IGREJADOS



semiPor Renato Vargens
Tenho conversado com alguns pastores que compartilham de uma preocupação relacionado a frequência dos membros de suas igrejas em seus cultos.
Na verdade, ouso afirmar que esse é um problema eminentemente OCIDENTAL que se manifesta em praticamente todas as Igrejas Brasileira.
Por acaso você já percebeu que existem inúmeros irmãos quem faltam dois, três cultos e aparecem esporadicamente? Pois é, complicado não é mesmo?
Confesso que ultimamente tenho pensado muito nisso tentando descobrir o que fazer para corrigir esse tipo de comportamento.
Bom, Kevin De Young, um jovem pastor americano escreveu um texto brilhante que acredito possa nos ajudar nessa reflexão. De Young chama esse grupo de irmãos de “SEMI-IGREJADOS”.
O texto foi traduzido por Josaías Junior e foi publicado pelo Reforma 21.
Vale a pena ler até o final!
Renato Vargens
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“Este é um daqueles posts que queria escrever há algum tempo, mas não tinha certeza de como dizer o que acho que precisa ser dito. O perigo do legalismo e da falsa culpa é muito real. Mas, o perigo da desobediência e do autoengano também é.
Eu quero falar sobre os membros de igreja que frequentam sua igreja com grande irregularidade. Eles não são desigrejados, desviados ou sub-igrejados. Eles são semi-igrejados. Eles aparecem algumas vezes, mas não toda semana. Eles estão dentro e fora, estão ligados e desligados, um domingo aqui e dois sumidos. Este é o escândalo dos semi-igrejados. Na verdade, Thom Rainer defende que a razão principal para o declínio de comparecimento à igreja é que os membros não vão tanto à igreja quanto costumavam.
Nós temos cristãos que só aparecem no Natal e na Páscoa provavelmente desde que temos Natal e Páscoa. Algumas pessoas sempre serão intermitentes em relação à sua presença na igreja. Eu não estou falando sobre cristão nominais que aparecem na igreja uma ou duas vezes ao ano. Estou falando sobre pessoas que passam por todo o processo de fazer parte de uma igreja, não têm qualquer problema com a igreja, mas, ainda assim, só entram por suas portas uma ou duas vezes ao mês. Se há igrejas com róis de membro muito maiores que a frequência média de domingo, ou seus sub-pastores abandonaram suas obrigações, ou há membros infiéis em seu meio, ou os dois.
Eu sei que não vamos à igreja, nós somos a igreja (blá, blá, blá), mas ser preciosista com nosso vocabulário não muda a exortação de Hebreus 10.25: Não devemos deixar de congregar-nos, como é costume de alguns. Reunir-se a cada Dia do Senhor com a nossa família da igreja é um dos pilares do cristianismo maduro.
Então, faça a si mesmo algumas perguntas.

1. Você estabeleceu a presença na igreja como um hábito inviolável em sua família?
Sabe quando você acorda de manhã e pensa: “talvez eu dê uma corridinha hoje” ou “acho que vou fazer torradas esta manhã”? Não é assim que o comparecimento à igreja deveria ser. Não deveria ser uma proposição “se eu sentir vontade”. Eu sempre serei grato por meus pais tratarem a presença na igreja (de manhã e de noite) como um padrão inalterável. Não estava aberto a discussão. Não era baseado em circunstância extenuantes. Nunca foi um talvez. Nós íamos à igreja. Era isso que fazíamos. Isso tornava a decisão de todo domingo uma decisão simples, porque não havia realmente decisão. Exceto por doenças desesperadoras, nós sempre íamos. Dar à sua família o mesmo tipo de hábito é um dom que eles não apreciarão agora, mas normalmente te agradecerão depois.

2. Você planeja adiantado no sábado para que a igreja seja uma prioridade no domingo?
Todos nós somos ocupados; por isso, pode ser difícil ir para igreja, especialmente com uma casa cheia de crianças. Nunca aproveitaremos o máximo dos nossos domingos se não nos prepararmos para eles no sábado. Isso provavelmente significa terminar o dever de casa, ir para cama na hora e abdicar de um pouco do futebol. Se a igreja só é lembrada mais tarde, você não pensará nela até que seja muito tarde.

3. Você organiza seus planos de viagem de maneira a minimizar a ausência no domingo?
Eu não quero ser legalista com essa pergunta. Eu já viajei no domingo antes (embora tente evitar). Eu tiro férias e recesso para estudos, e perco 8 ou 9 domingos da minha igreja por ano. Eu entendo que vivemos em uma cultura móvel. Eu entendo que as pessoas querem visitar seus filhos e netos no final de semana (e como sou grato quando os nossos vêm e visitam). A época em que as pessoas estavam na cidade por 50 a 52 semanas por ano é passado. Viajar é muito fácil. Nossas famílias estão muito dispersas. Mas, escute: isso não significa que não podemos nos esforçar um pouco para estar por lá no domingo. Talvez você possa tirar a sexta para visitar as crianças e poder retornar na noite de sábado. Talvez você precise pensar duas vezes sobre investir numa chácara que te afastará da igreja por várias semanas durante o ano. Talvez você possa reavaliar sua suposição de que o período entre sexta à noite e domingo à noite é seu para fazer o que você quiser. É quase impossível crescer em amor por sua igreja e servir efetivamente na sua igreja se você está regularmente ausente.



4. Você está disposto a fazer sacrifícios para reunir-se com o povo de Deus para adorar a cada domingo?

“Mas você não espera que eu cancele meus planos para sábado à noite, certo? Sem chance de reorganizar minha agenda de trabalho. Este emprego exige que eu trabalhe todo domingo – eu teria que arrumar um novo emprego se quisesse estar regularmente na igreja. Domingos são meus dias de recarregar. Eu não cuidarei de tudo na casa se eu for para a igreja toda semana. Meus filhos não poderão jogar futebol se não formos nos jogos de domingo. Se eu tiver que terminar meu dever de casa antes do domingo, não poderei descansar na sexta à noite e o sábado todo. É claro que Deus não quer que eu sacrifique tanto só para poder aparecer na igreja!”. Não é exatamente o caminho da cruz, é?

5. Você já considerou que talvez você possa não ser um cristão?
Quem sabe quantas pessoas Deus salva “como pelo fogo” (1 Co 3.15)? Ir à igreja toda semana te torna um cristão? Absolutamente não. Perder 35 domingos por ano te torna um não-cristão? Isso já dá o que pensar. O povo de Deus ama estar com o povo de Deus. Eles amam cantar louvores. Eles amam comer à Mesa. Eles amam ser alimentados com a Escritura. Falta de frequência à igreja – ou seja, andar sem rumo – é, na melhor das hipóteses, sinal de imaturidade e, na pior, incredulidade. Sempre que Deus chama pessoas das trevas, ele as chama para a igreja. Se o culto de domingo é a comunidade dos redimidos, o que seu padrão semanal sugere a Deus sobre do que você realmente faz parte?”

Kevin De Young

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Paulo Junior - A Denúncia como Estilo de Vida

Avivamento? Infelizmente, ainda não...

 
O termo “avivamento” tem sido usado para designar cruzadas de evangelização, campanhas de santidade, reuniões onde se realizam curas e expulsões de demônios, ou pregações fervorosas. Mais recentemente, após o neopentecostalismo, avivamento é sinônimo de louvorzão, dançar no Espírito, ministração de louvor, show gospel, cair no Espírito, etc. etc. Nesse sentido, muitos acham que está havendo um grande avivamento no Brasil. Eu não consigo concordar. Continuo orando por um avivamento no Brasil. Acho que
ainda precisamos de um, pelos seguintes motivos:

 1. Apesar do crescimento numérico, os evangélicos não têm feito muita diferença na sociedade brasileira quanto à ética, usos e costumes, como uma força que influencia a cultura para o bem, para melhor. Historicamente, os avivamentos espirituais foram responsáveis diretos por transformações de cidades inteiras, mudanças de leis e transformação de culturas. Durante o grande avivamento em Northampton, Estados Unidos, dois séculos atrás, bares, prostíbulos e casernas foram fechados, por falta de clientes e pela conversão dos proprietários.

2. Há muito show, muita música, muito louvor – mas pouco ensino bíblico. Nunca os evangélicos cantaram tanto e nunca foram tão analfabetos de Bíblia. Nunca houve tantos animadores de auditório e tão poucos pregadores da palavra de Deus. Quando o Espírito de Deus está agindo de fato, ele desperta o povo de Deus para a Palavra. Ele gera amor e interesse nos corações pela revelação inspirada e final de Deus. Durante os avivamentos históricos, as multidões se reuniam durante horas para ouvir a pregação da Palavra de Deus, para ler as Escrituras, à semelhança do avivamento acontecido na época de Esdras em Israel, quando o povo de Deus se quedou em pé por horas somente ouvindo a exposição da Palavra de Deus. Não vemos nada parecido hoje. A venda de CDs e DVDs com shows gospel cresce em proporção geométrica no Brasil e ultrapassa em muito a venda de Bíblias.

3. Há muitos suspiros, gemidos, sussurros, lágrimas, olhos fechados e mãos levantadas ao alto, mas pouco arrependimento, quebrantamento, convicção de pecado, mudança de vida e santidade. Durante um verdadeiro avivamento, contudo, os corações são quebrantados, há profunda convicção de pecado da parte dos crentes, gemidos de angústia por haverem quebrado a lei de Deus, uma profunda consciência da corrupção interior do coração, que acaba por levar os crentes a reformar suas vidas, a se tornarem mais sérios em seus compromissos com Deus, a mudar realmente de vida.

4. Um avivamento promove a união dos verdadeiros crentes em torno dos pontos centrais do Evangelho. Historicamente, durante os avivamentos, diferenças foram esquecidas, brigas antigas foram postas de lado, mágoas passadas foram perdoadas. A consciência da presença de Deus era tão grande que os crentes se uniram para pregar a Palavra aos pecadores, distribuir Bíblias, socorrer os necessitados e enviar missionários. Em pleno apartheid na África do Sul, estive em Kwasizabantu, local onde irrompeu um grande avivamento espiritual em 1966, trazendo a conversão de milhares de zulus, tswanas e africaners. Foi ali que vi pela primeira vez na África do Sul as diferentes tribos negras de mãos dadas com os brancos, em culto e adoração ao Senhor que os havia resgatado.

5. Um avivamento dissipa o nevoeiro moral cinzento em que vivem os cristãos e que lhes impede de ver com clareza o certo e o errado, e a distinguir um do outro. Durante a operação intensa do Espírito de Deus, o pecado é visto em suas verdadeiras cores, suas conseqüências são seriamente avaliadas. A verdade também é reconhecida e abraçada. A diferença entre a Igreja e o mundo se torna visível.

6. Um avivamento espiritual desperta os corações dos crentes e os enche de amor pelos perdidos. Muitos dos missionários que no século passado viajaram mundo afora pregando o Evangelho foram despertados em reuniões e pregações ocorridas em tempos de avivamento espiritual. Em meados do século passado houve dezenas de avivamentos espirituais em colégios e universidades americanas. Faz alguns anos ouvi Dr. Russell Shedd dizer que foi chamado para ser missionário durante seu tempo de colégio, quando houve um reavivamento espiritual surpreendente entre os alunos, que durou alguns dias. Naquela época, uma centena de jovens dedicou a vida a Cristo, e entre eles o próprio Shedd.

Não ignoro o outro lado dos avivamentos. Quando Deus começa a agir, o diabo se levanta com todas as suas forças. Avivamentos são sempre misturados. Há uma mescla de verdade e erro, de emoções genuínas e falsas, de conversões verdadeiras e de imitações, experiências reais com Deus e mero emocionalismo. Em alguns casos, houve rachas, divisões e brigas. Todavia, pesadas todas as coisas, creio que um avivamento ainda vale a pena.

Ao contrário de Charles Finney, não creio que um avivamento possa ser produzido pelos crentes. Todavia, junto com Martin Lloyd-Jones, Charles Spurgeon, Asael Nettleton, George Whitefield e os puritanos, acredito que posso clamar a Deus por um, humilhar-me diante dele e pedir que ele comece em mim. Foi isso que fizeram os homens presbiterianos da Coréia em 1906, durante uma longa e grave crise espiritual na Igreja Coreana. Durante uma semana se reuniram para orar, confessar seus pecados, se reconciliarem uns com os outros e com Deus. Durante aquela semana Deus os atendeu e começou o grande avivamento coreano, provocando milhares e milhares de conversões genuínas meses a fio, e dando início ao crescimento espantoso dos evangélicos na Coréia.
 
Só lamento em tudo isso que os abusos para com o termo “avivamento” tem feito com que os reformados falem pouco desse tema. E pior, que orem pouco por ele.
 
Por: Augustus Nicodemus 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Os presentes e os pardais



Wilma Rejane

Um helicóptero sobrevoou a cidade jogando brinquedos . Ouvi o barulho das crianças e sai até o portão. Eram dezenas delas carregando bolas coloridas e apesar de não caber mais presentes nas pequenas mãozinhas, olhavam sorridentes para o céu aguardando mais novidades. Os adultos também se mostravam surpresos e felizes, afinal um gesto de tamanha bondade era raro de se ver, quem sabe somente de ano em ano, no Natal, quando os corações ficam mais solícitos a doação.
 
A cena me fez refletir sobre Deus e Sua bondade. Todos os dias Ele envia presentes do céu para cada um de nós. Alguns reconhecem que tudo provêm do favor Divino, os bens mais preciosos que de tão acostumados que estamos com eles, sequer lembramos de agradecer e sorrir pela presença: o ar que respiramos, a brisa que balança as folhas das árvores, os sorrisos que atravessam nossos caminhos. E estamos sempre aguardando mais do que nos falta ou do que temos de sobra.
 
Tudo é milagre, mas não nos damos conta, até que a ausência de qualquer coisa nos assalte e percebamos o imenso valor do que se perdeu. Usando um exemplo próximo e real, meu amado esposo Franklin quebrou um ossinho do pé direito chamado quinto metatarso, faz dois meses e por causa disso, mudou toda rotina. Quanta falta fez caminhar!
 
Durante esse período, constatamos o desprezo das instituições para com os cadeirantes: dificuldade para encontrar rampas e cadeiras de rodas em bom estado para movimentar-se em um supermercado foram obstáculos que tornaram a rotina mais complicada. E só nos demos conta da dimensão do problema, quando passamos por ele. Todos os dias pessoas com necessidades especiais são ignoradas em seus direitos de ir e vir, mas como estamos tão ocupados conosco, não nos incomoda.
 
E essas lições fazem falta em nossas igrejas. Imploramos por milagres, coisas grandiosas e sobrenaturais, enquanto isso o sobrenatural milagre do amor e da gratidão está distante, perdido em lugares sedentos e secos que aguardam pelo menos gotas de águas que sejam. Estamos como as crianças com olhos fitos no céu, de mãos cheias, e querendo mais. E se pelo menos nossos corações tivessem a pureza da infância, o mundo seria outro, nós seríamos o outro, o amor seria viver e não 'troco'.

 
Lucas 22:35 “E perguntou-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada.”
 
Essa passagem do Evangelho, sempre fala muito comigo. Os tempos eram outros, na Palestina, sem a tecnologia de hoje, sem os muitos shoppings , lojas e luxo, mas demonstrar o cuidado de Deus para com seus filhos. Humildade, simplicidade e prioridades. Salvar as pessoas era mais importante que demonstrar riquezas. Será essa uma mensagem ultrapassada?!
 
Por que se fica tão ansioso com tudo e se precisa comprar tanto?
 
As maiores riquezas não estão à venda, são gratuitas e vêm de Deus em favor diário para nós. Que possamos olhar para o céu, sabendo que Deus nos deu tudo que é necessário para sermos felizes, Ele colocou a Eternidade em nós e através de Jesus Cristo até a morte foi vencida. Sim, Ele quer que sejamos prósperos e gratos e não andemos murmurando.
 
 Me permitam finalizar com um testemunho que muito me marcou: o homem que interpretou o super-homem no cinema, Christopher Reeve. Após sofrer um acidente caindo do cavalo, perdeu os movimentos do corpo e ao perguntarem-lhe do que sentia falta na vida, respondeu: “ É incrível, as coisas que antes não pareciam ter valor algum são as que mais me emocionam hoje. Passo horas admirando os pardais saltitando, me traz conforto, a liberdade deles me dá liberdade”.
 
É isso, amados leitores, que possamos contemplar o céu e a maravilhosa graça Divina como milagres diários em nossos dias, e sejamos felizes!

 
Deus o abençoe.

Salvação, dom inefável de Deus



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   A salvação não é uma conquista humana, mas uma dádiva de Deus. Não a alcançamos por mérito, mas recebemo-la por graça. A salvação não é um troféu que erguemos como fruto do nosso labor nem uma medalha de honra ao mérito, mas um presente imerecido. Concernente à salvação, como dom inefável de Deus, destacamos três verdades sublimes:

     Em primeiro, a graça, o fundamento da salvação. “Porque pela graça sois salvos…” (Ef 2.8aa). A graça de Deus é seu amor imerecido, endereçado a pecadores perdidos e arruinados. Deus amou-nos quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Amou-nos não por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos. Amou-nos não por causa das nossas virtudes, mas apesar das nossas mazelas. Amou-nos não porque éramos seus amigos, mas apesar de ser seus inimigos. Amou-nos e deu-nos seu Filho Unigênito. Amou-nos e deu-nos tudo. Deu-se a si mesmo. Deu seu Filho único. Deu-o não para ser servido, mas para servir. Não para ser aplaudido entre os homens, mas morrer pelos pecadores. Esse amor incomparável, incompreensível e indescritível a pecadores indignos é a expressão mais eloquente de sua graça. Assim, não somos salvos pela obra que realizamos para Deus, mas pela obra que Deus realizou por nós, na cruz do Calvário. A cruz de Cristo é o palco onde refulge com todo o esplendor a graça de Deus. Aqui está a causa meritória da nossa redenção, o fundamento da nossa salvação.

     Em segundo lugar, a fé, o instrumento da nossa salvação. “… mediante a fé, e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8b,9). Não somos salvos por causa da fé, mas mediante a fé. A fé não é a causa meritória, mas a causa instrumental da nossa salvação. Apropriamos da salvação pela graça, mediante a fé. A fé é a mão estendida de um mendigo para receber o presente de um rei. Deus nos oferece a salvação gratuitamente e apropriamo-nos dela pela fé. A própria fé não vem do homem, vem de Deus; não é resultado de esforço ou mérito humano, mas presente de Deus. A fé salvadora não é apenas um assentimento intelectual nem uma confiança passageira apenas para as questões desta vida. A fé salvadora é plantada em nosso coração pelo Espírito de Deus e então, transferimos nossa confiança daquilo que fazemos para o que Cristo fez por nós na cruz. A fé não apenas toma posse da salvação, mas, também, descansa na suficiente obra de Cristo. Somos justificados pela fé, vivemos pela fé, andamos de fé em fé e vencemos o mundo pela fé.

     Em terceiro lugar, as boas obras, o propósito da nossa salvação. “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus, para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). Não somos salvos pelas boas obras, mas para as boas obras. As boas obras não são a causa da salvação, mas sua consequência. Não fazemos boas obras com o propósito de sermos salvos; fazemo-las porque já fomos salvos pela graça, mediante a fé. É importante destacar que se as boas obras não encontram lugar como causa meritória ou instrumental da salvação, elas precisam ser vistas como a evidência da salvação. A fé e as boas obras não estão em conflito. A fé sem as obras é morta; as obras sem a fé não são boas. A fé produz obras e as obras provam a fé. A salvação é só pela fé independente das obras, mas a fé salvadora nunca vem só. Vem acompanhada das obras que glorificam a Deus e abençoam os homens. Essas obras foram preparadas de antemão para que andássemos nelas. Tudo provém de Deus, pois é ele quem opera em nós, tanto o querer como o realizar.
A salvação é um dom inefável de Deus. Foi planejada por Deus Pai, executada pelo Deus Filho e aplicada pelo Deus Espírito Santo. Foi planejada na eternidade, é executada na história e será consumada na segunda vinda de Cristo. Fomos salvos pela graça, mediante a fé e para as boas obras!

Por Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

CONVERSA TELEFÔNICA DE PASTORES DA IGREJA MUNDIAL

Ouçam a conversa desses pastores da IMPD ate o fim.

 





via Blog da Rô.


Cristãos e muçulmanos podem adorar a Deus juntos?

 
Existe no mundo uma grande tentativa de unir as religiões através de cultos e eventos ecumênicos. No Brasil, por exemplo, a Igreja Católica Romana procura, através do movimento ecumênico — encabeçado pela CNBB —, fazer com que católicos, evangélicos e espíritas sejam um povo só. A grande novidade ecumênica, pasmem, é o "crislamismo", uma tentativa de combinar o cristianismo com o islamismo em um culto comum.

Quem propõe o "crislamismo" acredita na pacificação de algumas regiões, onde os cristãos têm sido massacrados por cristofóbicos fanáticos. O "crislamismo" impediria o genocídio, ataques terroristas de extremistas islâmicos a igrejas — como o atentado suicida de setembro deste ano a uma histórica igreja cristã em Peshawar, no Paquistão, que deixou pelo menos 75 mortos e 120 feridos. Acredita-se que o "crislamismo" traria a paz entre muçulmanos e cristãos na África.

À primeira vista, cristãos e muçulmanos poderiam se entender facilmente. Afinal, eles apresentam semelhanças, haja vista terem, por assim dizer, uma origem comum em Abraão. De seu filho Isaque vieram os israelitas; e de seu filho Ismael, os árabes. Jesus veio para o povo israelita e fundou a sua Igreja (Jo 1.11,12; Mt 16.18), que tem um livro, a Bíblia. Mohamad (Maomé) veio para os árabes e fundou o islamismo, que também tem um livro, o Alcorão.

O primeiro grande ponto de discórdia entre cristãos e muçulmanos é o povo de Israel. O islamismo é — declaradamente — antissemita, e o cristianismo, defensor dos judeus. No Hadith (palavras que Mohamad teria recebido de Allah) está escrito que o Dia do Julgamento de Allah deve ser precedido de uma grande matança de judeus perpetrada por muçulmanos (Livro Muçulmano do Sahih 41, Número 6981-4). Allah verbera contra os israelitas em Surah 5.59-60, enquanto o Deus da Bíblia se refere a Israel, no Antigo Testamento, como o seu povo peculiar (Dt 32.9-10).

Para os cristãos, Deus é triúno; ou seja, formado por três Pessoas — não se trata, pois, de triteísmo, e sim de uma tripessoalidade. Allah, o deus dos muçulmanos, não é triúno (Surah 4.171). Segundo a Bíblia, Deus enviou seu Filho Unigênito "para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). Mas Allah não tem filho (Surah 18.4-6; 23.91). O Jesus do Alcorão não é Deus, e sim um mero profeta de Allah (Surah 4.171). O Jesus da Bíblia é Deus-Homem (Jo 1.14; 10.33).

Seria, pois, possível que muçulmanos fiéis ao Alcorão aceitassem comungar com cristãos, que têm a Bíblia como a sua fonte primária de autoridade? Penso que cristianismo e islamismo são como água e óleo; não combinam de forma alguma. As diferenças entre essas duas religiões, conquanto sejam monoteístas, são abissais, e a perseguição cristofóbica — quase sempre ignorada pela grande mídia —, infelizmente, continuará, especialmente nessa época de Natal.

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Ricardo Bitun - No contexto da cultura, nos valores além da cultura

A cruz, a justiça e o amor

Cristão que enfeita sua casa para o Natal é idólatra?


Na Palavra de Deus, encontramos mandamentos claros quanto à idolatria. Em 1 Coríntios 10.7,14 está escrito: "Não vos façais, pois, idólatras [...]; meus amados, fugi da idolatria". E, em 1 João 5.21, lemos: "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos". Mas, o que é idolatria, de acordo com as Escrituras?

O termo "idolatria" é uma transliteração da palavra grega eidololatria, que denota: "adoração a ídolos; adoração a imagens como divinas e sagradas. [...] Idolatria, então, é prestar honras divinas a qualquer produto de fabricação humana, ou atribuir poderes divinos a operações puramente naturais" (WYCLIFFE, CPAD, 2006, p.944). Isso está de acordo com o segundo mandamento do Decálogo: "Não farás para ti imagem de escultura" (Êx 20.4).

No Novo Testamento, o conceito de idolatria foi ampliado (Gl 5.20; 1 Co 5.11), como escrevi, recentemente, na revista Manual do Obreiro (CPAD, número 57): "Para os israelitas, tal mandamento restringia-se à adoração aos deuses de ouro, prata, madeira, barro, etc. Hoje, qualquer tipo de idolatria é vedado ao povo de Deus. A avareza, por exemplo, é retratada como uma forma de idolatria (Ef 5.5), um sentimento que impede o ser humano de amar a Deus sobre todas as coisas (Mt 19.24; Lc 12.16-21; 1 Tm 6.10).

Mas observe que o pecado da idolatria nunca é praticado de modo inconsciente. Quem adora imagens de escultura como se fossem deuses, mesmo fazendo isso por ignorância, fá-lo de maneira intencional, consciente. Quem adora Mamom, da mesma forma, faz isso porque o seu coração está nas riquezas (Mt 6.19-24). Quem idolatra o mundo, como o desviado Demas (2 Tm 4.9), também coloca, de modo consciente, as coisas mundanas no lugar de Deus (1 Jo 2.15-17; Tg 4.4-8).

Bem, cheguei ao ponto em que queria estar para responder à pergunta em epígrafe. Se a idolatria é um pecado praticado conscientemente — ou seja, o idólatra peca de modo objetivo, pondo o objeto de sua adoração no lugar de Deus —, por que chamar de idolatria o ato de enfeitar uma casa com um pinheirinho, luzes e bolas coloridas?

O cristão que enfeita sua casa está, consciente e objetivamente, colocando a decoração do Natal secular no lugar de Deus? Ou ele faz isso porque gosta desse período de confraternizações, aprecia o belo e quer externar sua alegria?

Alguém poderá dizer que a origem de tais enfeites está ligada ao paganismo. Oh, sim, é verdade! Mas, se queremos mostrar ao mundo que a nossa santidade é extremada — superior à santidade que o Senhor pede de nós, a qual consiste em se apartar de tudo que nos faz objetivamente idólatras —, devemos escrever um código de leis (legalismo) contendo uma longa relação de "não toques, não proves, não manuseies" (Cl 2.21). Amém?

Ciro Sanches Zibordi

Forum: Homens à luz do Evangelho







quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Neil Barreto - Relacionamentos que desagradam a Deus

Um devocional sobre Gilgal



Wilma Rejane 


Confia ao Senhor as tuas obras e teus pensamentos serão estabelecidos” Pv 16:3

Nesse exato momento existe uma batalha em nossos pensamentos. São imagens de acontecimentos vividos ou mesmo de um futuro ainda desconhecido. Confiar em Deus é um dom que proporciona paz nesse mundo turbulento, e transforma a mente de modo a superar o que poderia ser causa de desesperar. Profeta Isaías diz que Deus conservará em paz, aqueles cujas mentes estão confiantes em Deus (Isaías 26:3).

Não podemos ignorar os problemas, mas precisamos de fé para acreditar que Deus nos guarda em paz e nos conduz de modo seguro em cada decisão e não apenas para receber de Deus, mas e principalmente para ofertar nossa vida, em cada dia. E se escolhemos agir de acordo com Deus, teremos paz e encontraremos descanso. Andarão dois juntos se não estiverem de acordo? (Amós 3:3).
Confiar no grego tem origem em “galal” (Strong 01556) com o sentido de rolar, entregar, afastar, remover. A imagem é a de um camelo sobrecarregado: quando a carga está para ser removida, o camelo ajoelha-se, inclina-se para o lado até que a carga deslize.


Confesso que antes de me tornar cristã sofria bem mais. Murmurava pelas coisas que não tinha e corria ao telefone para conversar com alguém sobre o que me afligia, a carga não diminuía, mas aumentava e achava natural o peso das coisas, sobrevivia “matando um leão por dia” e nunca acabava com a cria. Até que: conheci o Salvador Jesus!
Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Salmos 127:1

Aprendi que precisava aprender a viver em paz, afinal havia encontrado a Paz! Então, dei lugar a gratidão e deixei deslizar a carga para Deus em oração,  confiança. No livro de Josué, Deus fala aos israelitas sobre “galal”: “ Hoje revolvi de sobre vós o opróbrio do Egito” e o nome do lugar onde isso aconteceu se chamou  “Gilgal” para sempre. Gilgal vem do verbo “galal” significando “círculo de pedra” , era o lugar onde comemoravam a páscoa (Josué 9:10).

Gilgal foi o lugar onde Deus desfez os círculos de pedra, as cargas, vergonhas, aflições. È nesse lugar que o pai de família deve estar para dormir e acordar confiante que Deus guarda sua família. É aqui que a mãe de família deve estar para entregar as preocupações pelo futuro dos filhos. É em Gilgal que celebramos a gratidão por tudo que temos e pelo que não temos, confiantes de que estamos guardados em Deus.

Deus o abençoe

Carlos Queiroz - O "Já" e o "Agora Não" da Igreja Peregrina

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

E LITERATURA ERÓTICA, PODE?




Certa vez me perguntaram em qual categoria o livro Cinquenta tons de cinza, de E L James -  sucesso absoluto de vendas entre as mulheres-  se encaixaria: literatura erótica ou material pornográfico? Bom, segundo o professor Sebastião Costa Andrade, pesquisador sobre a sexualidade, o erotismo não se vincula diretamente ao sexo, enquanto que a pornografia encontra no sexo e na sexualidade seu espaço privilegiado. Dessa forma, o erotismo estaria mais próximo do sexo implícito (portanto “aceitável”) e a pornografia do sexo obsceno, direto, explícito e comercializável. 

Para chegarmos a uma conclusão definitiva, acho interessante analisarmos algumas definições de pornografia:

"Representação, por quaisquer meios, de práticas sexuais diversas, com o intuito de despertar desejo sexual no observador" 

Outra definição interessante é a encontrada no dicionário Michaelis:

“1.Arte ou literatura obscena. 2 Tratado acerca da prostituição. 3 Coleção de pinturas ou gravuras obscenas. 4 Caráter obsceno de uma publicação. 5 Devassidão”. 

Podemos concluir então, que o livro Cinquenta tons de cinza, além de um romance envolvente, é também mais um item diferenciado no mercado da indústria pornográfica. Creio que autora não teve a intenção de publicá-lo especificamente para este segmento, mas diante das definições acima, não temos para onde correr.

Outra pergunta comum entre os cristãos é, se podemos rotular de pecado a leitura de um material como este. Penso da seguinte forma, se houver curiosidade por conta do sucesso, não vejo razão para não lê-lo. Assisti documentários, li alguns artigos sobre o livro e ouvi descrições de pessoas que leram, mas não senti interesse algum em ler, mas caso surgisse a curiosidade ou necessidade por conta da profissão, leria, sem neura alguma. Estou certa de que não alteraria em nada a minha fé e convicções. Mas temos que concordar que seria no mínimo insensato uma pessoa que está em processo de abstinência, lutando vorazmente contra o seu vício, resolver experimentar uma nova droga só por curiosidade. O mesmo acontece com uma pessoa que enfrenta problemas na área sexual, ou seja, que luta contra o vício da pornografia ou do sexo “doente”.

Ao decidir ler um conteúdo como este, a pessoa em questão precisa ter total consciência do terreno perigoso que está pisando, ser madura suficiente para assimilar as informações e lidar com seu desejo de forma saudável. A real preocupação deve ser com a substituição do prazer na relação com o parceiro por qualquer material do tipo. Se o casal (ou um dos parceiros) necessita de pornografia, um sexo “doente” ou conteúdo erótico para se satisfazer sexualmente, é porque algo não está bem. Aliás, nada bem.  Com o que você anda ocupando sua mente e o seu tempo? “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” Filipenses 4:8

A pornografia é um problema comum na vida dos cristãos, não podemos negar os fatos. Uma pesquisa realizada pelo BEPEC, entre casais evangélicos, revela que 32,03% dos entrevistados possuí o hábito de acessar algum tipo de pornografia com frequência. Já entre os jovens solteiros, a porcentagem sobe para 67,21%! Sem contar os que se omitiram. Assim como o cigarro, o álcool ou a fofoca, a pornografia (inclusive através da literatura) é um vício que traz prazer momentâneo e imediato. E como isso afeta um relacionamento? Um casal que tem um sexo satisfatório e saudável, não precisa de mais nada além do cônjuge para satisfazer-se. Como disse anteriormente, se existe a necessidade de algum tipo de material erótico/pornográfico é porque algo está errado. O sexo foi criado por Deus para o casamento, como forma de expressão de amor genuíno entre homem e mulher (e para a procriação, obviamente). O que sai disso é pecado, não posso dar outro nome.

Sim, existem milhares de mulheres presas ao vício da pornografia e os motivos são os mais variados: curiosidade, desejo, vício, abuso na infância, a pedido do marido... Muitas vivem completamente aprisionadas a este tipo de material e buscam ardentemente desvencilhar-se. Tive a oportunidade de testemunhar alguns casos. É uma luta árdua e dolorida. Antigamente a pornografia era um pecado associado aos homens, mas com a chegada do feminismo, muita coisa mudou. As mulheres passaram a ter acesso a coisas antes proibidas, como a literatura erótica (que também traz estímulos sexuais) e material pornográfico, por exemplo. Nos dias de hoje, é muito difícil dizer “este pecado é mais cometido por homens e este mais por mulheres”. Se colocarmos a pornografia na balança, acho que ela ainda pesa mais para o lado dos homens, mas não está tão longe de ficar equilibrada.

E a pergunta que fica é: Qual o segredo de tamanho sucesso nas vendas do livro Cinquenta tons de cinza? Bom, apesar das descrições detalhadas de um sexo selvagem e doente - que reflete enigmas do passado - o material inclui cenas intensas de romantismo. E para a maioria esmagadora das mulheres, a mistura de romance e sexo é perfeita! Quando pensam em sexo, as cenas são sempre recheadas de detalhes e romantismo. Para nós, o sexo está intrinsecamente ligado a emoção, por isso a mistura é excitante. O sucesso do livro está totalmente relacionado aos estímulos que ele traz durante a sua leitura, tanto pelo sexo, quanto pelo romance e ar dominador do protagonista. Mesmo que neguem até o fim, as mulheres também anseiam por um homem seguro e que sabe o que quer na cama. Quantas esposas frustradas sexualmente não se realizaram lendo o livro imaginando-se no lugar da mocinha? Quantas não tentaram um sexo diferente com seus maridos após a leitura? Não podemos negar, esse tipo de literatura excita, e muito!

Mas Dani, e a literatura erótica? Penso da mesma forma. A dependência a este tipo de material é doentia, e acho primordial que os casais tenham consciência de que não há necessidade de pornografia ou literatura erótica para chegarem ao clímax ou realizarem seus desejos mais íntimos. Isso pode (e deve) acontecer com o seu próprio cônjuge. O conselho que deixo às esposas é, realize os seus desejos e fantasias com seu marido, não tenha medo! Pecado mesmo é colocar a máscara de casal modelo na igreja e ao sair do culto/missa ter que buscar material erótico ou pornográfico para se satisfazer. Sexo nunca é pecado se feito com amor e sem egoísmo dentro da união de uma só carne. Conversem sobre o assunto, conquistem intimidade e nunca privem um ao outro (a não ser por mútuo consentimento). O corpo do seu cônjuge é seu e o seu é dele, satisfaçam-se! “A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido. Da mesma forma, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher. Não se recusem um ao outro, exceto por mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio.” 1 Coríntios 7:4-5

E aos maridos, eu repito: o sexo na mulher está diretamente ligado à emoção, por isso, não espere que ela esteja sexualmente disposta se você a feriu com palavras e atitudes. Se deseja que sua esposa esteja mais aberta na cama, misture na panela atenção, auxilio nos serviços domésticos e de educação dos filhos, afeto e muito romantismo. E prepare-se para provar o melhor dos banquetes! 

O meu amado é meu, e eu sou dele...¹ Desfrutem juntos desse amor!


Dani Marques

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