Cinco Votos para Obter Poder Espiritual.

Primeiro - Trate Seriamente com o Pecado. Segundo - Não Seja Dono de Coisa Alguma. Terceiro - Nunca se Defenda. Quarto - Nunca Passe Adiante Algo que Prejudique Alguém. Quinto - Nunca Aceite Qualquer Glória. A.W. Tozer

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Toda denominação é uma seita?

Sim, qualquer denominação é uma seita, apesar de nem toda seita ser uma denominação. Seita significa simplesmente uma divisão ou algo sectário, que divide, separa etc. De acordo com o Concise Bible Dictionary, a palavra traduzida como "seita" em algumas passagens da Bíblia é, no original grego, "hairesis", e usada para as seitas entre os judeus, como era o caso dos Saduceus e Fariseus. Veja Atos 5:17; 15:5 e 26:5. Os judeus, por sua vez, empregavam a mesma palavra para os cristãos (At 24:5, 14; 28:22). As seitas ou heresias no cristianismo apareceram cedo e eram o resultado da vontade humana, não de Deus.

O Concise Bible Dictionary continua explicando: "A raiz da palavra grega significa 'escolher' e demonstra que uma heresia é algo peculiar. A doutrina professada [pelo herético] pode ser verdadeira em si mesma, mas pode ter sido exagerada ou colocada fora de seu contexto. A consequência evidente é a formação de um partido ou seita (1 Co 11:9; Gl 5:20; 2 Pd 2:1). Quem adere a uma heresia é um herético, e depois da primeira e segunda admoestação deve ser rejeitado (Tt 3:10). Havendo Deus dado em Sua Palavra tudo o que era necessário para a igreja, não existe espaço para a escolha ou vontade humana. O homem deve ser um humilde receptor (1 Co 4:7)".

A leitura deste comentário de Bruce Anstey no livro "Um só corpo na prática" dá uma ideia melhor do assunto. O simples fato de uma denominação existir (qualquer que seja) é uma desonra para Deus que tinha em mente que a igreja não apenas fosse "um só corpo", mas que expressasse isso na prática. A igreja nunca deixou de ser "um só corpo", mas a expressão disso foi deturpada pelos homens. Em seu livro Bruce Anstey inclui o seguinte exemplo, tirado de outra publicação:

"Se pudéssemos voltar ao princípio -- ao dia de Pentecostes -- quando o Espírito de Deus desceu e uniu aquelas 120 pessoas em um só corpo, e todas elas estavam reunidas ao Nome do Senhor Jesus Cristo, suponha que Pedro tivesse um desentendimento com João e eles decidissem que iriam estabelecer comunhões separadas. A partir daí existiria uma comunhão seguindo a Pedro e outra a João. Será que poderíamos dizer que o Espírito iria guiar alguns a uma comunhão e outros à outra? Será que o Senhor aprovaria as duas igualmente? Não cremos que Ele iria sancionar as duas comunhões com Sua presença em seu meio, pois agindo assim Ele estaria aprovando a divisão prática na igreja. Se o fizesse, Ele seria Autor de confusão." ("Can Christians be Gathered in Only One Place?" - Notes of Ottawa General Meetings - April 1987 - p. 11-12).


Ele mostra também o processo que leva às divisões: Começam com diferenças de opinião (1 Co 1:10) que levam a contendas (1 Co 1:11), as quais resultam em divisões (1 Co 1:12-13), tudo ainda no âmbito interno, ou seja, entre irmãos em uma mesma assembleia. Se não forem julgadas, essas divisões internas resultam em heresias ou seitas (1 Co 11:18-19), no sentido explicado aqui, e não no habitualmente usado pelos evangélicos. O autor conclui dizendo:

"Uma "seita" ou "heresia" (trata-se da mesma palavra em grego) é uma divisão consumada entre os santos, quando um partido se separa e passa a congregar de forma independente. O que começa como uma diferença de opinião, leva à contenda e acaba produzindo um cisma ou divisão interna entre os santos, a qual, se não for julgada, levará a uma heresia ou seita -- uma divisão visível entre os santos".


Ao contrário do que pensam os evangélicos, que chamam de "seita" apenas as religiões com aberrações doutrinárias, como Testemunhas de Jeová, Mórmons, Espiritismo etc., a Bíblia chama de "seita" ou "heresia" qualquer coisa que divida os cristãos, portanto uma seita pode existir mesmo dentro de um grupo de cristãos que aparentemente andam juntos. Quando se entende isto percebe-se que não apenas as denominações são seitas ou facções, mas até mesmo grupos independentes sem denominação que não estejam congregados sobre o princípio do "um só corpo" também se encaixam nessa descrição.

Sabe o que acontecerá com as denominações após o arrebatamento dos verdadeiros crentes (inclusive os que hoje estão nelas)? Essas organizações e as pessoas que nelas apenas professavam ser cristãs (mas não eram e não foram arrebatadas) formarão a "Grande Meretriz" de Apocalipse. Certamente você não iria defender essa "Grande Meretriz", a cristandade apóstata, que na grande tribulação utilizará de seus sistemas, templos e instalações para perseguir, torturar e matar os "pequeninos irmãos", que formarão o remanescente de judeus convertidos nessa época.

Nada disto, porém, implica em um julgamento das pessoas que hoje estão nessas seitas. Muitos são irmãos amados que conheceremos no dia do arrebatamento e encontraremos no céu, mas que infelizmente na terra estão divididos em compartimentos sectários por causa dos nomes e das organizações que criaram. A rigor, esses não deveriam dizer, como na oração do "Pai Nosso", a frase "seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu", já que na terra estão fazendo o contrário da vontade de Deus no céu, que é de não existir qualquer denominação que divida os salvos por Cristo. Se isso não existem denominações ou divisões entre irmãos no céu, por que iríamos promover tal coisa na terra?

A reação de um cristão sincero a isso não é tentar consertar o que está errado e nem mesmo frequentar as denominações para tentar convencer seus membros a mudarem de ideia. A reação bíblica é simplesmente apartar-se, separar-se de tudo aquilo que não tenha fundamento na Palavra. Apartar-se do mal é o que Moisés fez, quando viu o mal disseminado no arraial de Israel e tomou para si a tenda da congregação e a armou fora do arraial. Aí quem queria buscar o Senhor saía do arraial e se dirigia à tenda da congregação fora do arraial.

Êxo_33:7 E tomou Moisés a tenda, e a estendeu para si fora do arraial, desviada longe do arraial, e chamou-lhe a tenda da congregação. E aconteceu que todo aquele que buscava o SENHOR saía à tenda da congregação, que estava fora do arraial.

Apartar-se do mal e dos vasos que estão contaminados com o mal é o que também nos ensina 2 Timóteo 2, que também nos alerta para não tentarmos julgar quem é e quem não é do Senhor, porque somente o Senhor conhece os que são Seus:

2Tm 2:19-22  Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade. Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra. Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor.
O ato de se apartar do mal não significa separar-se para ficar só, mas para congregar com aqueles que estão igualmente apartados, "os que, com um coração puro [ou purificado dessas coisas] invocam o Senhor". Também não é um apartar-se para si mesmo e nem mesmo para algum grupo, mas para Cristo.
Heb 13:13  Saiamos, pois, a ele [a Cristo] fora do arraial [sistema humano], levando o seu vitupério. 

Por: Mario Persona

Valdemiro vende fronha ungida

Valdemiro Santiago agora vende fronha a 91 paus:

Emocionado com mais essa promoção engana-trouxa, o Genizah oferece ao Valdemiro a música "A Fronha", pra ver se ele ainda se lembra de suas raízes caipiras: 


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Você sabe com quem está falando?

Para você que pensa que é alguma coisa, veja o vídeo.

Pastor, eu não arrumo namorado, será que estou debaixo de maldição?

Por Renato Vargens

Não sei se você já percebeu, mais para algumas pessoas estar solteiro é estar debaixo de uma verdadeira maldição. Outro dia eu escrevi um texto sobre evangélicos desesperados para casar, o que gerou quase uma centena de comentários agoniados.

Interessante é   que   os relatos destas  pessoas ,  apontam para o fato de que não são poucos aqueles que se encontram absolutamente desesperados para contrair matrimônio, na verdade, tem muita gente acreditando que só é possível experimentar felicidade se encontrar  um príncipe ou uma princesa encantada.

Se não bastasse isso, a pressão da sociedade, da família e da igreja pelo casamento é além do normal. Desde cedo, na adolescência, meninos e meninas são ensinados  que só poderão ser felizes se possuírem seus  namoradinhos e namoradinhas. Ora, vamos combinar uma coisa? Esse tipo de pressão é extremamente adoecedor. Para piorar a situação alguns evangélicos movidos por uma percepção adoecida das Escrituras,  tem satanizado todas as coisas, ensinando que algumas pessoas só casarão quando amarrarem o espírito da solteirice.

Caro amigo, estar solteiro ou ser solteiro não significa estar debaixo de maldição.  O fato de você não está namorando alguém, ou até mesmo de não ter casado não significa que foi amaldiçoado ou que o capeta amarrou o seu destino.  Gostaria de lembrá-lo que existe um tempo estabelecido por Deus para todas as coisas.  Salomão em sua grande sabedoria afirmou: “Existe um tempo determinado para todas as coisas na vida”. Sim, isso mesmo, na vida existe momentos pra tudo! Há tempo de plantar e tempo de colher, há tempo para abraçar e deixar de abraçar, em outras palavras isso significa dizer que existe um tempo determ
inado por Deus para desfrutarmos de carinhos, afagos, abraços e beijos de alguém. Em contra-partida, isso significa dizer também que existem momentos na vida, que somos chamados a um momento de reclusão onde outros valores necessários a uma existência plenificada nos são trabalhados.

Diante disto tenho plena convicção que vale a pena esperar o tempo e o momento certo para desfrutar do prazer de namorar e que o melhor jeito para isso acontecer é o mesmo que levaram nossos avós, pais e amigos a encontrarem seus namorados. A espontaneidade!

Isto, posto, fuja da pressão e confie em Deus deleitando-se naquele que é o supridor de toda carência humana.

‎"Deus é mais glorificado em nós quando estamos mais satisfeitos nEle!" - John Piper

Pense Nisso!

Renato Vargens

sábado, 25 de agosto de 2012

O Evangelho em 3 Minutos

O Poder Destrutivo do Elogio Jesus Fala ao Morto Sem Merecer

Por que Jesus falava por parábolas?

Por que Jesus falava por parábolas, dificultando assim a compreensão das pessoas? Será que Ele não queria que elas entendessem? Tudo indica que ele falava por parábolas, não para simplificar, mas para ver até onde ia o interesse dos ouvintes. Pessoas indiferentes não teriam interesse em entender, portanto para elas as parábolas não trariam qualquer benefício.



Mat 13:13-15 Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, E, vendo, vereis, mas não percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure.

Ao comentar a parábola do Semeador em Lucas 8, C. E. Stuart explica:

"O significado Ele explicava aos discípulos quando eles perguntavam; pois a eles era dado conhecer os mistérios do reino de Deus (Lc 8:10). Ele falava por parábolas para testar as pessoas. Aqueles que desejavam entender podiam ir a ele e perguntar. E nesta ocasião Marcos (Mc 4:10) nos diz que os que perguntaram não foram apenas os doze. Aqueles que estavam com os doze e se interessavam nEle pediram a ele a explicação" (C. E. Stuart, "From Advent to Advent")

A medida de nossa compreensão da Palavra de Deus é diretamente proporcional à medida de nosso interesse e desejo de aprender do Senhor. Pessoas indiferentes ao Senhor e à sua Palavra passarão ao largo e continuarão caminhando rumo à condenação eterna.

por Mario Persona

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Vida com alicerce

O batismo perdoa pecados?

Se estivermos falando do perdão de pecados para se obter a salvação eterna, então a resposta é não, o batismo não pode nos dar perdão. Se pudesse, quase toda a população ocidental estaria salva, já que a maioria das pessoas foi batizada e leva o nome de Cristo; são cristãos, não pagãos. Então como explicar as passagens que você apresentou?


Mar 1:4 Apareceu João batizando no deserto, e pregando o batismo de arrependimento, para remissão dos pecados.

Luc 3:3 E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados;

Ats 2:38 E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;

Considerando que as Escrituras não podem se contradizer, deve existir uma explicação que coloque essas expressões "remissão de pecados" e "perdão de pecados" em seu devido contexto. Temos inúmeras passagens na Palavra de Deus que ensinam que a salvação é pela fé, não por obras ou pelo cumprimento a ordenanças como o batismo ou a ceia do Senhor. É o caso de João 1:12; 3:16; 3:36; 6:47; At 16:31; Rm 10:9 só para citar algumas.

Se você considerar que o ladrão na cruz foi salvo sem passar pelo batismo, que o próprio Senhor não batizou ninguém e que o apóstolo Paulo afirma ter batizado alguns poucos, é de se estranhar que Jesus e Paulo não tenham se dedicado com maior afinco a essa prática se ela fosse realmente o meio de perdão e salvação. Por que Jesus não batizou a mulher adúltera antes de dizer a ela: "Nem eu também te condeno" (Jo 8:11). Por que não levou às águas o homem curado antes de dizer a ele: "Homem, os teus pecados te são perdoados" (Lc 5:20). E onde entrou o batismo, quando na casa do fariseu, Jesus disse à prostituta arrependida: "Os teus pecados te são perdoados." (Lc 7:48).

Talvez Atos 22:16 nos dê alguma luz sobre o assunto. Repare que a exigência de que fossem batizados foi feita somente a judeus. No caso de João Batista, o batismo não era um batismo cristão, tanto é que os discípulos de João seriam batizados outra vez em Atos com o batismo cristão. Então que batismo era esse para remissão ou perdão de pecados que receberam de João Batista e depois precisaram receber novamente dos apóstolos? Era a prova visível e a declaração pública de arrependimento por tudo o que aquele povo havia feito, primeiro com os profetas de Deus (no caso do batismo de João Batista) e depois com seu Messias (no caso do batismo em Atos 22:16).

Esse mesmo povo trazia sobre si a culpa de rebelião contra Deus e sua Palavra, entregue aos israelitas séculos antes, e demonstrava esse espírito ao rejeitarem o Messias: "O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos" (Mt 27:25). Aqueles judeus no batismo de João se arrependiam e declaravam publicamente que se colocavam em uma nova posição em relação a Deus, o que faziam mediante o batismo. Os judeus em Atos se arrependiam de terem crucificado o Messias e mostravam isso publicamente sujeitando-se ao batismo em nome de Jesus, que na prática era feito em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Tendo isto em mente fica mais fácil entender as passagens de Mc 1:4, Lc 3:3 e At 2:38: eles eram batizados "para o perdão [ou remissão] dos pecados", entrando o batismo como o reconhecimento por terem sido já perdoados. Li um comentário de Ryrie que explica assim:

"Isto não significa que [eles fossem batizados] a fim de serem remidos, pois em todo o Novo Testamento vemos pecados sendo perdoados como resultado da fé em Cristo, não como resultado do batismo. Aqui significa que deviam ser batizados por causa da remissão dos pecados. A preposição grega 'eis', traduzida como 'para', tem também o significado 'por causa da', não apenas aqui mas também em passagens como Mateus 12:41, onde o único significado possível é 'porque se arrependeram [ou 'por causa de terem se arrependido'] com a pregação de Jonas'. O arrependimento foi o que trouxe a remissão dos pecados para esta multidão no dia de Pentecostes, e por causa da remissão dos pecados lhes foi pedido que fossem batizados".

É preciso entender que as diferentes classes de pessoas que se converteram em Atos receberam tratamentos distintos por causa das responsabilidades distintas em que estavam inseridas.


  • Para os judeus convertidos a Cristo, a ordem foi (1) Arrependimento, (2) Batismo nas águas, (3) Recebimento do Espírito Santo. 
  • Para os samaritanos, em At 8:14-17, a ordem foi (1) Crer, (2) Batismo nas águas, (3) Intercessão dos apóstolos, (4) Imposição de mãos dos apóstolos e (5) Recebimento do Espírito Santo. 
  • Na conversão dos gentios em At 10:44-48 a ordem foi (1) Crer, (2) Recebimento do Espírito Santo, (3) Batismo nas águas. 
  • Finalmente, para os discípulos de João Batista que se converteram a Jesus, a ordem foi (1) Crer, (2) Novo batismo nas águas, (3) Imposição de mãos do apóstolo, (4) Recebimento do Espírito Santo.


Portanto, entenda o batismo como uma expressão exterior e pública de algo já ocorrido (ele tem também outros significados, mas não vou comentá-los aqui). A prostituta que lavou os pés de Jesus com lágrimas, enxugou-os com seus cabelos e os ungiu com perfume fez aquilo como consequência do perdão que ela sabia poder contar. Repare que ela não foi batizada para receber tal perdão, e nem foi esse ato de bondade dela para com o Senhor que a fez merecedora do perdão. Ela recebeu o perdão antes disso, quando creu em Jesus.

Luc 7:47 Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, [antes de entrar ali] porque [como consequência do perdão] muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado [por consequência] pouco ama.
Luc 7:48 E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados [confirmando aquilo que a levara a estar ali para adorar].
Luc 7:49 E os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados?
Luc 7:50 E disse à mulher: A tua fé [e não o arrependimento ou o fato de ter regado os pés de Jesus com lágrimas] te salvou; vai-te em paz.

Existe ainda outro aspecto do perdão, que é o perdão fraternal ou administrativo, que é praticado individualmente entre os crentes (Mt 11:25) e também pela assembleia (2 Co 2:10), mas este é um assunto para outra ocasião.

por Mario Persona

Bob Esponja é Gay! Afirma estudo europeu


Comissão da moral ucraniana analisou algumas das principais séries de animação exibidas no país para propor a proibição daquelas que ameaçariam as crianças




O popular personagem de animação Bob Esponja é homossexual, aponta um estudo elaborado pela Comissão Nacional sobre assuntos para a defesa da moral ucraniana citado nesta quarta-feira pelo jornal local "Ukraínskaya Pravda".
A Comissão analisou algumas das principais séries de animação que estão na grade televisiva do país para propor a proibição daquelas que representam "uma ameaça real para as crianças".
De acordo com este estudo, séries como "Os Simpsons", "Uma Família da Pesada", "Pokemon", "Teletubbies" e "Futurama" são "projetos especiais dirigidos à destruição da família e à propaganda do vício em drogas".
Desta forma, essas animações representariam "um claro exemplo de propaganda do sexismo", segundo o artigo publicado em um dos principais jornais ucranianos.
Para a psicóloga Irina Medvédeva, citada pelo estudo, as crianças com idades entre 3 e 5 anos que assistem essas séries "tendem a imitar os trejeitos dos personagens e a fazer brincadeiras diante de adultos que não conhecem".
Neste sentido, Irina aponta que a série "Teletubbies", por exemplo, segue "a criação proposital de um homem "subnormal", que passa o dia todo diante da televisão com a boca aberta e engolindo qualquer informação", conforme a "psicologia dos perdedores". 




quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Desintoxicação sexual (3)


Uma teologia do sexo    

O que Deus criou primeiro: a fome ou a comida? Deus fez o homem ter fome e depois inventou o alimento para saciar a necessidade? Ou será que Deus primeiro inventou os alimentos e, em seguida, deu ao homem um apetite que o motivasse a buscar esse bom presente de Deus? Enquanto nós geralmente criamos uma necessidade para depois conseguir satisfazê-la, Deus tem um fim antes mesmo do início. Ele cria bons presentes e, só depois, cria uma necessidade para eles. Ele não cria uma necessidade para a qual não haja preenchimento. O tema deste capítulo é, simplesmente, sexo, e quero oferecer uma breve teologia do sexo e do desejo sexual. Quero ajudá-lo a ver por que Deus criou o sexo, por que ele criou o desejo sexual, e por que ele distribuiu o desejo sexual em medida desigual.

Sexo

Deus nos dá o sexo porque ele tem um poder ímpar de conduzir um marido à sua esposa e uma mulher ao seu marido. Ele sabe disso porque ele é Quem inventou isso! Ele o fez de um modo que o sexo é muito mais do que a soma de suas partes. Poderíamos descrever o sexo apenas em termos de partes do corpo e hormônios, mas nunca chegaríamos nem perto de entender o que ele é. É como tentar descrever um bolo só em termos dos seus ingredientes – farinha, leite, ovos (ou, se fôssemos descrever a Ceia do Senhor, fazendo referência apenas a comer pão e beber vinho). Sexo vai muito além do aspecto meramente físico. Ao contrário, estende-se para o emocional e espiritual. É através da união sexual que duas pessoas são feitos uma só. É um mistério que só pode ser comparado, em termos de impacto, com a união de Deus ao seu povo, como somos enxertados nele.
Deus deu-nos algo extraordinariamente poderoso e foi sábio em colocar limites rigorosos sobre isso. Ele tem todo o direito de fazê-lo porque ele é quem criou o sexo e criou sua função. Sexo, então, é para ser compartilhado apenas entre um marido e sua esposa, e não pode ser estendido para outros, quer antes do casamento, quer durante o casamento (Mateus 5:27,28). O sexo não deve ser despertado até a hora certa (Cantares 8:4). Sexo é para ser praticado regularmente, durante um casamento (1 Coríntios 7:1-5). Tais limites não são destinados para inibir a liberdade, mas para aumentar a liberdade. Quando usamos este dom como Deus o quer, ganhamos grande alegria e liberdade nele. Quando utilizamos o dom de forma errada, acabamos sofrendo por tal abuso.
A finalidade do sexo, então, é fornecer um meio único através do qual o marido e sua esposa podem conhecer um ao outro, servir um ao outro, expressar vulnerabilidade, dar e receber. Nenhuma outra área no casamento oferece tanto a ganhar e tanto a perder. Nenhuma outra área no casamento põe o casal tão junto. E nenhuma mensagem poderia estar mais longe do que o que é visto na pornografia.

O pecado quer ser seu amigo


Um amigo meu tem ministrado aulas baseadas no meu livro The Next Story (A próxima história). Ele me mandou um email há uns dias atrás para dizer que estava se preparando para ensinar “Privacidade e Visibilidade”, duas áreas nas quais o mundo digital trouxe grande transformação nas nossas vidas.
Antes de ir dar sua aula ele se deparou com mais uma triste história de outro pastor que destruiu seu ministério para seguir seus desejos. Isso foi uma exata ilustração das novas realidades nesse novo mundo. Também foi uma ilustração de algo que transcende o mundo digital.
Até a terça-feira, Jack Schaap era pastor da Primeira Igreja Batista de Hammond, fora de Chicago. A Primeira Batista era a maior igreja no Estado com algo em torno de 15.000 pessoas comparecendo a cada domingo. O pastorado de Schapp veio a um brusco e vergonhoso fim na terça-feira.
 Jack Schaap deixou seu celular no púlpito e um diácono viu e pegou para devolver a ele” Trisha Kee, que mantém um grupo de ex-membros da congregação no Facebook, disse à emissora: “Pelo que entendemos, o diácono viu uma mensagem vinda de uma adolescente da igreja e era uma foto de Jack Schaap e a garota se beijando.
Oficiais da igreja anunciaram que ele foi demitido por “um pecado que o fez perder o direito de ser nosso pastor”. Desde então Schapp confessou que estava envolvido com uma garota de dezesseis anos que veio até ele para um aconselhamento.


O que se destaca para mim nessa história não é nem tanto que Schapp tenha se aproveitado da jovem garota, que ele tenha abusado da sua posição de autoridade, ou ele arriscar seu casamento cometendo adultério. Todas essas coisas são horrendas, mas tristemente, de modo doentio, todas muito comuns. Há uma longa e crescente história de homens que usam o pastorado na intenção de satisfazer seus desejos pecaminosos e egoístas. O que se destaca pra mim nesse caso é a maneira como o pecado do pastor foi descoberto.
O pecado faz tantas promessas. O pecado promete alegria, promete realização. O pecado quer ser amigo. Quando você encontra um novo amigo, você revela pequenas porções de quem você é, no que você acredita, o que é importante pra você. Mas com o tempo, se essa amizade crescer, é preciso revelar mais e mais de si mesmo, você precisa se ​​abrir. A amizade cresce na vulnerabilidade de permitir que outra pessoa veja quem você realmente é por baixo da superfície educada. O pecado pede para você dar um pedaço de si a ele o tempo todo. Só mais um pouco. E depois, só mais um pouco. Mas com o tempo o pecado vem dominar você. Ele vem para saber tudo que há para saber sobre você. E então ele te apunhala pelas costas e ri de satisfação enquanto você é deixado agonizando, humilhado e destruído. Ele ri enquanto seu casamento é destruído, enquanto sua igreja é envergonhada, enquanto seus amigos são traídos. Esse é o tipo de amigo que ele é.
Consegue enxergar o pecado dando sua ultima risada aqui? Schaap não tinha que deixar o telefone no púlpito. O diácono não tinha que pegá-lo. A garota não tinha que mandar a mensagem de texto naquele momento. A mensagem não tinha que conter nada explícito. O diácono não tinha que ser um homem de integridade que iria tornar o fato conhecido para o restante da igreja. Nenhum dessas coisas tinha que ter sido do jeito que foi. Mesmo assim foi exatamente como a história se desenrolou. O diácono pegou o telefone, olhou a mensagem que apareceu e viu a foto do pastor e a garota. E o pecado se rebentou em gargalhadas. O pecado se alegrou quando seu amigo foi exposto como hipócrita, um adúltero, uma fraude. O pecado riu por último.
Isso é o que o pecado faz. Isso é o que o pecado é. O pecado é o amigo pior que o inimigo.
(Apêndice: Aqui o anel de Tolkien é uma poderosa ilustração do pecado. No momento em que uma pessoa coloca aquele anel no dedo, o anel o domina e o destrói. O anel tem mente própria, uma mente empenhada na destruição. O anel será satisfeito somente quando ele tiver certeza que seu portador está dominado, oprimido e destruído. Todas as suas promessas levam meramente a um tipo maior de escravidão que leva à morte)
por Tim Challies

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Árvores e frutos

Desintoxicação sexual (2)


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Libertando-se

Quando eu conheço um jovem hoje, eu presumo que ele está preso à pornografia, ou pelo menos que já esteve. É triste, mas é verdade. A grande acessibilidade da pornografia praticamente garante que todo jovem rapaz vai encontrá-la; e depois de tê-la provado, é difícil não se entregar a ela. Eu sei que a questão da pornografia é falada com tanta frequência nos círculos cristãos que corremos o risco de se torná-la clichê, mas é uma realidade que não podemos evitar ou ignorar. O objetivo deste livreto não é tanto dizer, “saia da pornografia” quanto o é dizer: “olhe o que a pornografia está fazendo com o seu coração.” Espero que esta mensagem possa ajudá-lo a: primeiro, ver que você realmente precisa parar de olhar pornografia e, segundo (e mesmo que você já tenha se libertado) que você precisa encontrar uma nova maneira de olhar para o sexo. Apenas parar, embora seja a coisa certa a fazer, não é suficiente. É necessário substituir as mentiras pela verdade.
Eu não gostaria de continuar este estudo sem primeiro retificar uma das grandes mentiras sobre a pornografia e então implorar aos jovens para que se libertem de suas garras.

O casamento vai fazer a pornografia ir embora!

Eu já falei com jovens que pensam que a resposta para a sua dependência de pornografia e o seu vício de masturbação é o casamento. “Se eu me casar, eu poderei ter relações sexuais legítimas e então todo este pecado vai desaparecer”. Isto pode parecer uma suposição lógica, mas é tragicamente falha. Ela assume uma medida de igualdade entre um sexo ilegítimo e egoísta e o sexo legítimo dentro do casamento. Ela assume que o ruim pode ser simplesmente substituído pelo bom como se houvesse uma equivalência de 1-para-1 entre as duas experiências. O rapaz dá uma saída legítima para seus desejos e, então, ele não será mais um desejo ilegítimo, certo?
Legiões de homens e suas esposas feridas podem testemunhar que isso não funciona dessa maneira. A pornografia e o sexo dentro do casamento são coisas completamente diferentes. Sim, quando você se casar, você pode achar que no começo está bem satisfeito com a sua esposa e pode encontrar satisfação no sexo com ela. Mas o pecado ainda pode estar adormecido. Se o pecado nunca for tratado, é provável que volte. Mais cedo ou mais tarde, se você nunca realmente se arrependeu daquele pecado, ele vai aparecer novamente com toda a sua feiúra. Talvez seja num momento em que sua esposa viaje por alguns dias, ou quando você viajar e encontrar-se sozinho em um quarto de hotel em uma cidade estranha. Talvez seja após o nascimento de seu primeiro bebê, quando há aquele tempo de espera em que, durante várias semanas, não se pode ter relações sexuais. Mas é muito provável que o pecado vá voltar para ferir você e sua esposa.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O cisco no olho

O ato sexual é o que une o casal?

Alguém disse a você que um homem que teve uma relação sexual com uma prostituta não pode mais se casar. A ideia é que a relação sexual tornaria aquele homem uma só carne com a prostituta, e se a Palavra de Deus diz que o marido e a mulher se unem para se tornarem uma só carne, aquele homem já teria feito isso com a prostituta, portanto, estaria casado com ela. Uau! Quando eu pensava que já tinha escutado de tudo surge mais essa interpretação completamente distorcida das escrituras.


O apóstolo Paulo nos alertou contra os que tentam tirar conclusões equivocadas da Palavra de Deus utilizando a própria Palavra de Deus fora do contexto. Por exemplo, em Rom 3:7-8:

"Mas, se pela minha mentira abundou mais a verdade de Deus para glória sua, por que sou eu ainda julgado também como pecador? E por que não dizemos (como somos blasfemados, e como alguns dizem que dizemos): Façamos males, para que venham bens? A condenação desses é justa".

Esse tipo de raciocínio é perigosíssimo: "Se pelo pecado Deus trouxe bênção, então vamos pecar mais para Deus trazer mais bênçãos". É basicamente a mesma linha de raciocínio que a pessoa tentou usar, pois se existe uma passagem que fala do matrimônio dizendo que o homem deixa seu pai e sua mãe e se une à esposa e os dois se tornam uma só carne, então por existir uma outra passagem que diz que aquele que se une a uma prostituta torna-se assim uma carne com ela, estaria consumando um matrimônio!

Porém, embora o ato conjugal possa ser considerado a consumação de um matrimônio, não é este que dá a um homem e uma mulher o status de casados; eles já estavam casados no momento em que se uniram em matrimônio, e qualquer pessoa sensata entenderá assim. Seria estranho alguém dizer que foi ao casamento de fulano querendo com isso insinuar que assistiu ao que ocorreu no quarto do casal na lua de mel.

Além disso, o contexto da passagem de 1 Coríntios 6 é diferente do contexto de Efésios 5. Em Efésios o assunto é sim a união conjugal entre um homem e uma mulher, isto é, o matrimônio, também mostrado como uma figura de Cristo e sua Igreja. Em 1 Coríntios o assunto é o corpo do cristão e de como este deve ser conservado puro e livre de contaminações e associações pecaminosas, já que o cristão é individualmente membro do corpo de Cristo. Em Efésios trata-se da relação entre o corpo de Cristo (formado por membros individuais) e a cabeça, que é Cristo, e em 1 Coríntios trata-se da relação entre o corpo do crente individualmente como membro do corpo de Cristo. Compare as passagens:

Efs 5:24-32  De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos. Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. 

1Co 6:13-20  Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo. Ora, Deus, que também ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará a nós pelo seu poder. Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo, e fa-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo. Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne. Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito. Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.

Quando duas pessoas decidem se unir em matrimônio na presença de duas testemunhas dentro das prerrogativas estabelecidas por Deus para a formação de um novo núcleo familiar, essa união é sancionada por Deus, isto é, Deus une. Se no país existirem leis exigindo alguma formalização civil dessa união, o casal apresenta-se a um juiz de paz e este, com a autoridade que lhe foi concedida pelo Estado, declara o homem e a mulher casados.

Se não existirem cartórios ou coisa semelhante, um matrimônio realizado na presença de duas testemunhas continua sendo um matrimônio, seja ele ministrado pelo pároco, pastor ou chefe da tribo. É a presença das testemunhas que determina um contrato matrimonial. A presença do oficiante ocorre quando a lei local assim exigir. Obviamente a união sexual de um homem e uma mulher fora do matrimônio, ainda que se constitua uma união física, não é um casamento pois dificilmente isso será feito na presença de duas testemunhas, como é exigido em qualquer contrato ou acordo, na Bíblia ou fora dela.

Se existir dúvida quanto a isso, podemos nos valer da declaração que o Senhor Jesus fez à mulher samaritana, que tinha mantido relações sexuais com seis homens diferentes e nenhum deles era seu marido aos olhos de Deus:

Joã 4:16-18  Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá. A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido; Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade.
Embora alguns possam interpretar isso como se ela tivesse sido legalmente casada cinco vezes, e tivesse ficado viúva ou sido abandonada por todos seus maridos, o fato de conviver sexualmente com seu atual companheiro não fazia dele seu marido de fato, demonstrando assim que não é o ato sexual que une um casal em matrimônio.
por Mario Persona

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

TER FILHOS PRA QUÊ?


Dani Marques


As vezes me pego pensando: "Por que algumas pessoas resolveram ter filhos"? Para realizar um sonho? Por que estão ficando velhas e todos os amigos já se tornaram pais? Para se sentirem completas? Para aumentar a família? Sei lá, são tantas as possibilidades... Acho que na verdade, depois que a concepção acontece, o motivo já não importa mais. A criança está lá. Uma vida sendo gerada dentro de você. As perguntas mudam: Quais serão minhas prioridades? Que valores gostaria de passar para esta criança? Como será a minha vida daqui pra frente?

A idéia desse tema surgiu depois que escutei a frase de uma mãe que tem dois filhos pequenos e trabalha apenas meio período: "Coloquei os dois na escolinha período integral. Se eu ficar com eles o dia inteiro enlouqueço... Assim sobra mais tempo para eu fazer minhas coisas!". Mas só decidi realmente escrever depois que ouvi o desabafo de uma avó: "Tenho tanta dó dos meus netos. Desde que nasceram passam o dia inteiro comigo. Eu que acompanho tudo! Minha filha chega do serviço só as 19h, super cansada, aí as 20h30 eles precisam estar na cama, pois acordam muito cedo. Ela está perdendo tudo... não tem quase tempo para estar com eles".

Confesso que me indigno com essas coisas. Sei que existem mães que precisam trabalhar, por necessidade. Nestes casos, entendo perfeitamente. Já escrevi o que penso a respeito em dois textos: Mamães devem ou não trabalhar fora? e Devo voltar a trabalhar fora?, por isso, não vou me ater a este assunto. Na verdade, o que gostaria de transmitir à vocês, é que algumas prioridades DEVEM mudar na nossa vida a partir do momento em que nos tornamos pais, pelo bem da criança. Quando chega um bebê, querendo ou não, o seu foco muda (ou pelo menos deveria mudar).

Se você costumava sair sempre com os amigos, se a TV estava sempre à sua disposição, se uma vez por semana jantava fora com o maridão, se tinha o costume de agarrar a sua esposa e lascar aquele beijo de língua em qualquer cômodo da casa, ir a qualquer lugar, assistir a qualquer tipo de programa, ouvir qualquer tipo de música, etc e etc, gostaria de dizer que pelo menos por alguns anos, você terá que se abster de algumas coisas, pelo bem do seu filho. E isso não é ruim, de maneira nenhuma! Pais não se negam, se doam.

A formação do caráter e a educação da criança acontece logo nos primeiros anos de vida. É algo que não tem volta! Por isso a importância de priorizar este tempo. As atitudes e decisões que irão tomar, podem influenciar seus filhos pelo resto da vida. O negócio é sério ou não é? A pessoa que seu filho vai se tornar, depende do investimento que você vai dar. E não é de investimento financeiro que estou falando, mas sim de investimento de valores, de educação, de tempo e de exemplo de vida. Ser pai e mãe significa doar um pedaço da sua vida a seu filho! Tem melhor investimento que este? Serão apenas alguns anos, anos estes que passarão num piscar de olhos e depois que passarem, vocês terão o resto da vida para fazer o que bem entendem.

Aqui em casa, optamos por ter apenas um aparelho de televisão, evitando assim que cada um vá para o seu quarto assistir seu programa favorito, enquanto poderíamos estar desfrutando de momentos especiais em família. Na maioria do tempo, a TV é das crianças (Discovery Kids e Cultura), mas quando vamos assistir algum programa e eles estão por perto, analisamos antes se é adequado para a idade deles. Se não for, trocamos de canal. E meu marido e eu, como ficamos? E os nossos programas favoritos? Assistimos apenas quando a classificação é livre ou quando eles não estão por perto. Por isso a importância de se ter uma rotina para as crianças irem cedo pra cama. É um sacríficio que fazemos em prol da educação deles.


Será que é exagero? Acho que não. Certos programas, por mais insignificantes que pareçam ser, podem trazer influências negativas. Globo e SBT dificilmente assistimos. Confesso que meus filhos já assistiram Pica-pau, Tom e Jerry e Chaves, mas decidimos que estes programas não serão mais permitidos aqui em casa, pelo menos até a cabecinha deles estar muito bem formada, pois remetem à violência e o desejo de fazer mal ao próximo (e vai me dizer que não?). Ou seja, são programas que não se enquadram aos nossos valores.

Música, tv, internet e vídeo-game (entre outros), têm uma influência gigantesca na formação das crianças! O acesso a estes meios de comunicação deveria ser algo totalmente supervisionado pelos pais, pelo menos até os filhos terem idade suficiente para discernir: "Isso convém e isso não convém!" Já vi crianças dançando sensualmente com apenas 2 ou 3 anos de idade e outras, beijando seus bonecos de língua, também com essa idade. Qual a fonte desses comportamento? Se você trabalha fora, sabe o que seu filho anda assistindo? Outro dia escutei uma avó (vejam bem, uma avó!) dizendo: "Minha filha não deixa ele ver este desenho, mas eu deixo, não vejo nada demais... e o bom é que ele fica quieto! Mas não conta pra ela, hein? (risos)" Já escutei babás falando a mesma coisa. Aqui, gostaria de sugerir o texto: Vovó, escolinha ou babá?

Outra coisa interessante que escutei de uma mãe foi: "Mas até os desenhos das princesas tem beijo na boca! Sua filha não assiste? Você vai privá-la disso também?". Eu digo mais, não só os desenhos das princesas tem beijo na boca, como muitos outros (Toy Story e Rio, por exemplo). Não vou privar meus filhos de assistirem, mas quando presenciam esta cena (que é muito diferente de um beijo de língua), costumo dizer que é um beijo de amor, como o selinho que a mamãe dá no papai (e neles também). Pais que incentivam seus filhos a terem "namoradinhos", estão adiantando uma fase. Criança não tem maturidade nenhuma para lidar com este tipo de informação. Se com 4 ou 5 anos ela já está pensando em namorar, o que vai querer fazer quando tiver 9 ou 10 anos? Não me admiro ao saber que garotas desta idade já tiveram a sua primeira relação sexual... Sei que vai chegar a hora em que meus filhos se interessarão por estes assuntos, mas quero que neste momento o caráter deles esteja completamente formado. Seria uma grande irresponsabilidade da minha parte expô-los a esse tipo de cenas antes da hora.

É importante prestar atenção no que seus filhos assistem. Com que amiguinhos eles andam? Que tipo de joguinhos estão jogando? O que estão acessando na internet? Não é superproteção, é dever de pai e mãe! Conheço crianças que passam o dia todo sozinhas, pulando de casa em casa e fazendo o que bem entendem. Diversas vezes já os escutei conversando sobre mulheres peladas, beijos, meninas gostosas, filmes pornô... Ouvi isso de crianças entre 7 e 10 anos de idade! Que tipo de jogos você compra para seus filhos? Eles estimulam a violência? Que tipo de músicas você costuma escutar? Já prestou atenção nas letras? As crianças absorvem tudo! Outro dia, numa festinha infantil, tocou aquela música: "Delícia, delícia, assim você me mata! Ai, ai, se eu te pego...". Você sabe o que quer dizer a letra dessa música? É esse tipo de atitude que você quer ver seu filho tomar quando crescer? Tratar mulheres desta maneira? E sua filha, gostaria que fosse tratada como um pedaço de carne, um objeto? Fiquei triste ao ver várias menininhas de 4 e 5 aninhos cantando e fazendo a coreografia (que envolve movimentos bem sensuais), e o pior, os pais estavam rindo e fotografando!

Até uma certa idade, as crianças precisam ser muito bem supervisionadas. Ao meu ver, alguns programas, novelas, comerciais, filmes, músicas, jogos e inclusive desenhos, não deveriam jamais ser vistos e ouvidos por crianças. Se você pode evitar, evite! "Mas Dani, e minha novelinha? Gosto tanto de novelas"! Aí vai a minha opinião (você não precisa concordar com ela e mesmo assim vou continuar gostando de você!): Eu tive tempo para assistir novelas até os meus 24 anos, que foi quando me tornei mãe. Depois que o caráter dos meus filhos estiver bem formado, vou ter o resto da minha vida para fazer isto. Enquanto esse dia não chega, na hora da novela, optei por investir na educação deles e não na minha satisfação pessoal. Desculpe, mas neste momento a novela não é minha prioridade.

Não acho que estamos sendo radicais. Ainda faço muitas coisas que gosto: ler, escrever, ver filmes, sair com o maridão, viajar, passear, assistir meus programas favoritos... Mas quando se trata da educação dos pequenos, a prioridade sempre será deles. Foi uma opção que fiz, ser mãe! Se qualquer uma dessas atividades for trazer má influência para os meus filhos, sinto muito, mas não penso duas vezes em deixar as minhas vontades de lado. Algumas pessoas me perguntam: "Mas e a sua realização pessoal e profissional?" Neste momento da minha vida, meus filhos, minha casa e minha família são as minhas realizações. Quando eu decidi ser mãe, sabia que aquela vidinha dependeria totalmente de nós, e que todas as nossas atitudes e escolhas influenciariam na sua formação. Foi uma opção que fizemos, ninguém nos forçou. E ter filhos não é uma decisão qualquer, eu diria que é uma das decisões mais importantes da vida!

Há muitos anos atrás, o rei Salomão, o mais sábio dos reis que já existiu, resumiu este texto em apenas uma frase:


"Educa a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele." Pv 22:6

Apresente ao seu filho o melhor dos caminhos: Jesus! "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim." João 14:6

Me achou careta demais? Ótimo, então estou no caminho certo!

Os amalequitas ainda existem?

Você dificilmente entenderá a Bíblia se não entender as dispensações, ou seja, as diferentes maneiras de Deus tratar com os homens. No passado Deus parecia agir mais diretamente no juízo e correção dos seres humanos arruinados por causa do pecado. Encontramos Deus destruindo toda a raça humana por meio de um dilúvio, não sem antes usar Noé como pregador para avisar as pessoas do que iria acontecer. Ninguém deu ouvidos e Deus começou de novo a partir de Noé e sua família.


2Pe 2:5 E não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;

Um juízo coletivo também foi lançado sobre as cidades de Sodoma e Gomorra por sua impiedade e pecado.

2Pe 2:6-7 E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente; E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis

No livro do profeta Jonas nós o encontramos com a tarefa de avisar Nínive que a cidade e todos os seus habitantes seriam destruídos.

Jon 1:1-2 E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença.

Felizmente os habitantes de Nínive se arrependeram e foram poupados por Deus, muito embora Jonas tenha ficado aborrecido com a misericórdia que Deus demonstrou para com aquele povo.

Todo o Antigo Testamento é repleto de exemplos assim, com Deus lançando juízos por meio de instrumentos como água e fogo ou por meio de guerras e exércitos. Em alguns momentos vemos Israel, o povo escolhido de Deus, sendo usado por Ele para julgar nações ímpias. Há casos interessantes, como o dos Amorreus, um povo que ainda não tinha atingido o ápice da iniquidade e para o qual Deus avisa que seu juízo ainda dependia disso:

Gên 15:16 E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia.

Se nesses momentos Deus ordenava que não poupassem nem mesmo mulheres e crianças era porque Ele bem sabia em que se transformariam aquelas crianças no futuro, ou qual seria o papel das mulheres em servirem de tropeço ao povo de Deus. Lembre-se de que Hitler um dia foi um bebê e que não faltam exemplos de mulheres de povos pagãos que corromperam a fé dos israelitas. Mas não pense que esse tratamento dava aos israelitas a imunidade de serem também castigados por seus pecados. Encontramos em várias ocasiões Deus usando gentios, como Nabucodonosor, para julgar o povo de Deus. Portanto, em seu modo de tratar com os povos mergulhados em pecado na antiguidade, Deus lançava seus juízos de destruição. E inclua-se aí a ordem de Deus para que o seu povo destruísse os amalequitas, que é o povo a respeito do qual você perguntou.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Um cristão pode participar de greves?

Sua dúvida é se é pecado fazer greve ou participar de um movimento reivindicatório. A Palavra de Deus nos ensina a obecermos as autoridades e as leis do país, desde que estas não entrem em conflito direto com a Palavra de Deus. Também diz que os servos (empregados) devem obedecer em tudo a seus senhores (patrões).


Efs 6:5-8 Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo; Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens. Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre.

A relação senhor-servo nos tempos bíblicos era parecida a uma relação patrão-empregado nos tempos modernos. Muitos confundem a palavra "servo" ou "escravo" na Bíblia com a escravidão que existiu no Brasil colonial, mas são coisas completamente distintas. Um escravo ou servo dos tempos bíblicos podia comprar sua própria liberdade, e também podia ocupar cargos importantes. O tratamento que o Centurião de Lucas 7 dá ao seu servo mostra que era uma classe importante na sociedade da época. Portanto podemos muito bem aplicar a passagem de Efésios 6 para os trabalhadores de hoje, e elas falam de servir como servindo a Cristo, e não a homens.

1Co 7:20-24 Cada um fique na vocação em que foi chamado. Foste chamado sendo servo? não te dê cuidado; e, se ainda podes ser livre, aproveita a ocasião. Porque o que é chamado pelo Senhor, sendo servo, é liberto do Senhor; e da mesma maneira também o que é chamado sendo livre, servo é de Cristo. Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens. Irmãos, cada um fique diante de Deus no estado em que foi chamado.

Quando um cristão entra em uma relação de trabalho ele deve ter em mente que as condições que aceitar na contratação devem ser as que deve manter. É claro que existem dissídios, aumentos de salários e promoções ao longo da carreira, mas é importante que ele não tente se valer de seus direitos para prejudicar a empresa, mesmo que possa fazê-lo dentro da lei.

Qual religião pode me salvar?



 Nenhuma. E para mostrar a você que a salvação nada tem a ver com alguma religião da qual a pessoa se faça membro, gostaria de lembrar que Deus é o Criador de todas as coisas, e sem Ele seria impossível nós existirmos. Dependemos dEle continuamente. E o mais maravilhoso de tudo é que Deus, sendo nosso Criador, desejou ter comunhão com as Suas criaturas. 
   Você pode imaginar o que é termos comunhão com Aquele que criou todo este universo, com suas incontáveis estrelas? Maravilhoso, não é mesmo? E Deus não apenas quis Se revelar ao homem, mostrando
o Seu poder na imensidão das coisas criadas, como também nos legou a Sua Palavra, a Bíblia, escrita por cerca de 40 homens inspirados por Deus, ao longo de aproximadamente 1600 anos; homens estes que viveram em três continentes diferentes, vieram de origens desde a mais simples até a mais elevada, e nos legaram este livro escrevendo partes em Aramaico, outras em Hebraico e outras (a maior parte do Novo Testamento) em Grego. E neste mosaico de línguas, costumes, eras e origens destes escritores, encontramos uma harmonia e continuidade que só fazem demonstrar que um grande Maestro esteve por trás dessa singular orquestra. 

   Mas Deus não parou aí. Não se contentando em nos revelar a Sua Palavra, Ele mesmo se fez Homem e desceu a este mundo, vindo para os que eram Seus. Jesus Cristo, Deus feito homem; o ÚNICO homem perfeito, o ÚNICO sem pecado. Mas, Aquele que devia ter recebido com honras e total sujeição por parte de todos, foi o mais humilhado e desprezado dos homens, chegando a ser entregue, inocente que era, para morrer como um vil criminoso numa cruz (que era a pena de morte para ladrões e criminosos).
   Porém, por trás de tudo havia o propósito de Deus, que havia criado o homem para com ele ter comunhão, mas que viu Sua criatura desejar seguir seus próprios caminhos e seus próprios pensamentos. O homem caiu em pecado, que é em suma o desejo de viver independente de Deus, tendo tudo dirigido por suas próprias idéias e pensamentos. Rebeldia, enfi m. Deus nos revela que ao longo dos séculos tentou de todas as maneiras trazer o homem para junto de Si, sempre em vão pois Seus profetas eram mortos e aqueles que O seguiam eram desprezados. Até que Deus se fez carne, na Pessoa do Seu Filho Jesus Cristo, em Quem o desprezo humano chegou ao seu ápice. Aquilo que poderia parecer a ruína completa, Deus transformou em vitória pois na cruz Jesus Cristo tomou sobre si o pecado de todos os que nEle crêem, morrendo ali como um réu condenado no lugar do pecador. Foi assim satisfeita a justiça. O pecado, que era uma afronta contra Deus, foi julgado na Pessoa de um substituto do pecador. E de ora em diante, todo aquele que crê em Jesus Cristo e O aceita como Salvador, é perdoado de todos os pecados e tem sua entrada assegurada no Céu. Como pode ver, até aqui não falei de nenhuma religião, e nem falarei pois não pertenço a nenhuma. Pertenço a Cristo e isto é o que importa. 

   Não basta ir a alguma igreja, ou mesmo ter tido um nascimento em um lar cristão para entrarmos no reino de Deus. O Senhor Jesus a rmou, dirigindose a Nicodemos que era um homem extremamente religioso e zeloso de agradar a Deus, "não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos e nascer de novo. Aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (João  3.3,7). Tratase, evidentemente de um nascimento espiritual. Nicodemos queria saber como receber esse novo nascimento, ao que o Senhor respondeu: "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3.16). Há ainda pessoas que pensam que todas as religiões levam a Deus. O Senhor Jesus a rmou: "EU SOU o caminho, a verdade e a vida. NINGUÉM VEM AO PAI, SENÃO POR MIM" (João 14.6). Na realidade nenhuma religião leva a Deus pois o Senhor a rmou que NINGUÉM vai ao Pai a não ser por intermédio dEle. Só o Senhor Jesus é o caminho; só Ele é a verdade; só Ele é a vida. Pelo menos foi isso o que disse. E os que crêem nEle devem crer também nas Suas palavras. Precisamos da salvação porque somos pecadores, e não nos tornamos pecadores quando prejudicamos a alguém. Prejudicamos alguém PORQUE SOMOS PECADORES. E somos pecadores porque herdamos uma natureza pecaminosa assim como alguém recebe uma herança e não fez nada para ganhála. Deus a rma em Sua Palavra: "TODOS pecaram e destituidos estão da glória de Deus" (Romanos 3.23). Isso inclui eu e você. Tenha em mente que não é o que achamos a nosso respeito, mas o que Deus diz em Sua Palavra. Isto é o que conta. Se eu estacionar meu carro em local proibido, de nada adiantará dizer ao guarda que não vi a placa de proibição. A placa estava lá, o guarda tem autoridade su ficiente para me considerar um transgressor da lei, e serei castigado com uma multa quer goste, quer não. E se Deus diz em Sua Palavra que TODOS pecaram, devemos baixar nossa cabeça e em temor e tremor dizer convicto: Sou um pecador. Quer sinta isso, quer não. Ele declarou; devo aceitar. Certa vez um conhecido pregou o evangelho para algumas pessoas e depois um homem se aproximou dele dizendo que havia gostado da mensagem e que gostaria de receber a vida eterna. Ele então lhe perguntou: "Você é pecador?" ao que o homem respondeu que não, que sempre havia sido honesto, trabalhador e nunca fizera mal a ninguém. "Então não há salvação para você" foi a resposta que ouviu. "Por que não?", o homem insistiu. "Porque Deus diz: Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo paras salvar  PECADORES (1 Timóteo 1.15); Se você não é pecador, não há salvação, pois Ele veio salvar pecadores!" foi a resposta que recebeu.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Amar e gostar, estar perto e ser próximo

Desintoxicação Sexual (1)



Introdução

Não é fácil ser um jovem rapaz hoje em dia. Talvez nunca tenha sido fácil, mas atualmente os desafios que os jovens que querem se manter santos enfrentam parecem ser mais difíceis do que nunca. Você vive em um tempo em que a cultura parece estar toda entregue ao sexo. Ele está sempre ao seu redor e você mal consegue evitar sua sedução.
Onde quer que você vá, você é encarado pelas tentações e, se você for igual à maioria dos garotos, já começou a ceder a elas. Talvez você tenha acabado de começar a olhar pornografia, talvez você já esteja nisso há vários anos. Talvez você esteja lutando contra a masturbação, desejando não se dar este prazer, mas talvez tenha descoberto que é muito mais difícil parar do que você um dia imaginou. Talvez você tenha descoberto que, mais do que nunca, o sexo está enchendo a sua mente e impactando o seu coração.
Essa série de posts é especialmente designada para homens jovens – aqueles que ainda não são casados, mas que esperam casar-se no futuro. Talvez você não esteja namorando ou talvez você já tenha encontrado a mulher dos seus sonhos e já esteja perto de casar-se e construir uma vida juntos. Talvez a mulher dos seus sonhos pareça estar ainda muito longe. Não importa sua situação, eu quero usar estes posts para ajudá-lo a descobrir o plano de Deus para o sexo e para a sexualidade. Eu quero ajudá-lo a encontrar as mentiras em que você acreditou sobre o sexo e quero ajudá-lo a substituí-las pela verdade, que vem diretamente de Deus, que criou o sexo para nós.

“Pornificando” o leito conjugal

Eu sempre agradeço a Deus por ter crescido nos anos que antecederam a entrada da internet em todas as casas. Não estou certo se eu teria lidado muito bem com isso. Não é que eu seja antigo, mas os meus trinta e três anos significam que eu nasci e cresci em um mundo pré-internet. É difícil quantificar – ou mesmo qualificar – como o mundo mudou desde que a web ligou todos nós juntos nessa estranha e elaborada rede de bits e bytes. Há dificilmente uma área da vida que permanece intocada por ela. Nós não temos aquele mesmo velho mundo mais (+) a Internet. Temos um mundo totalmente novo. Mesmo as coisas de carne e osso, como o sexo foram radicalmente alteradas neste mundo digital.
Adolescentes nos anos 90 (quando eu estava crescendo) não eram muito diferentes das adolescentes de hoje.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Se eu tiver fé, poderei fazer mais milagres do que Jesus?

 DITOS DIFÍCEIS DE JESUS - IV


Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai (João 14.12).

Jesus fez esta promessa aos seus discípulos na noite em que foi traído, antes de ir com eles para o Getsêmani, durante o jantar em que instituiu a Ceia. O Senhor falou que iria para o Pai preparar lugar para os discípulos (Jo 14.1-4), e em seguida explicou como eles chegariam lá (14.5-6). Respondendo ao pedido de Filipe para que lhes mostrasse o Pai, Jesus explica que Ele está de tal forma unido ao Pai, que vê-lo é ver o Pai (14.7-9). E como prova de que Ele está no Pai e o Pai está nEle, Jesus aponta para as obras que realizou (14.10-11). E em seguida, faz esta promessa, “aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai” (14.12).

Este dito de Jesus é difícil porque parece prometer que seus discípulos seriam capazes de realizar os milagres que Ele realizou, e até mesmo maiores, se somente cressem nEle – e pelo que lemos no livro de Atos e na história da Igreja, esta promessa não parece ter-se cumprido. Compreender o real sentido desta passagem tem se tornado ainda mais crucial pois ela tem sido usada, após o surgimento do movimento pentecostal e seus desdobramentos, para defender modernas manifestações miraculosas, iguais e maiores dos que as efetuadas pelo próprio Jesus Cristo.

Há duas principais tentativas de interpretar este dito de Jesus:

Cura pra uma doença Incurável



“Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento” - (Lucas 5:31-32).

Hoje existe uma crescente preocupação acerca das doenças e males causados pelo estresse, poluição e estilos inadequados de vida. Alguns profissionais da saúde estão procurando outras áreas de atuação, em parte por causa da baixa remuneração. No versículo de hoje, o Senhor enfatiza a parte dEle na cura de uma doença não física, mas espiritual: a doença do pecado.
Contudo, poucas pessoas estão dispostas a admitir sua condição de pecadores e, portanto, pensam que não precisam de remédio. Isso era verdade também nos dias de Jeremias, pois lamentou: “Porventura não há bálsamo…? Ou não há lá médico?” (Jeremias 8:22). E quando buscam cura, geralmente escolhem um remédio ineficaz: “Debalde multiplicas remédios” (Jeremias 46:11). As pessoas estão escolhendo remédios inúteis quando optam pelas boas obras – nada do que façamos jamais curará nem mesmo um de nossos infindáveis pecados (Isaías 64:6). Para que a cura se efetue em nosso corpo é necessário que o médico não apenas diagnostique corretamente o problema, mas que prescreva a medicação certa. O mesmo acontece com nossa doença espiritual.
Nosso Senhor Jesus é representado como o Maior Médico. E que médico Ele é! O remédio que o grande Médico oferece para a cura da enfermidade do pecado flui de Seu próprio corpo – “o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (1 João 1:7). A fé nEle é o “o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16). Cristo morreu para que “todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:15). Ou seja, a cura do pecado está no próprio Médico!
 
Por: A jumenta de Balaão

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ed René Kivitz - Dízimo

Usar drogas é pecado?

   A vida do cristão não é uma vida que siga algum tipo de lista de regras. O cristão é guiado pelo Espírito, o qual obviamente nunca agirá em desacordo com a Palavra de Deus, mas nela você não irá encontrar coisas do tipo "não falarás ao celular" ou "não tomarás drogas". Que as drogas são prejudiciais, todos sabemos, e que podem destruir o corpo que é o templo do Espírito, também. Mas tomamos drogas quando estamos doentes, algumas com maior ou menor poder de nos prejudicar em outras áreas de nosso organismo. Então, qual a diferença?



Bem, os medicamentos ou drogas que tomamos quando estamos doentes têm por objetivo preservar o corpo, que é o templo do Espírito, enquanto as drogas que têm o objetivo de diversão ou de levar à embriaguez e perda de noção da realidade acabam prejudicando esse templo ou nos tirando do controle de nossas faculdades mentais, o que é igualmente nocivo.

Então tudo é uma questão de princípios bíblicos (princípios são conceitos e não propriamente regulamentos) e também de discernimento e bom senso. Comer carne é pecado? Sim, se você comer de forma a escandalizar alguém, e aí entra a glutonaria, um pecado arrolado na lista das obras da carne junto com "adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices" (Ef 5:19-21). Todavia, não são poucos os cristãos que promovem enormes churrascos e ainda ficam se gabando do quanto comeram. Mas não é pecado se comer sem escandalizar. Então adote o mesmo para tudo o que fizer.

Por exemplo, sexo é pecado? Não se feito dentro dos limites estabelecidos por Deus, isto é, na relação matrimonial. Fora do casamento o sexo é pecado, e o versículo de Efésios aponta isso. Mas mesmo dentro do casamento o sexo pode se tornar um vício de um ou ambos os cônjuges e passar a dominar a vida do casal (ou a destruí-la). Então um cristão deve sempre estar atento se algo não o está tornando escravo daquilo, e pode ser sexo, comida, bebida, diversão, moda, hobby etc. Qualquer coisa que assuma o controle de nós mesmos e não seja o Espírito de Deus é um pecado que deve ser rechaçado.

No caso das drogas, eu diria que é pecado sim porque, além de não trazerem qualquer benefício ao organismo ou à vida da pessoa, elas viciam, ou seja, o limite entre o experimentar e o ficar dependente é muito próximo, ao contrário da bebida alcoólica, que mesmo na Bíblia era usada como parte da alimentação. Mas, apesar de não condenar diretamente o vinho (a Bíblia condena a embriaguez), Deus nos alerta para o uso de estimulantes quando estes passam a nos dominar, sejam eles vinho ou azeite (veja que este é colocado na categoria do vinho quando se torna um vício).

Prv_20:1; 21:17  O vinho é escarnecedor, a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio... O que ama os prazeres padecerá necessidade; o que ama o vinho e o azeite nunca enriquecerá... 

Os versículos abaixo também nos ensinam algo, mas cuidado para não colocá-los fora do contexto. Eles estão falando das coisas lícitas que podem ser lícitas para o cristão desde que não o dominem. Não tente aplicar estes versículos para tudo ou você cairá no erro de achar que pode matar alguém desde que não se torne um serial killer.

1Co_6:12 Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.

1Co_10:23 Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.

E o IDE? E o IDE?!?!?

A bondade e a severidade de Deus

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Lembrando-se do Jesus Impopular


Há pouco tempo, um amigo me mandou um filme intitulado O Evangelho de João, que conta a história de Jesus através das lentes do evangelho de João. Não costumo assistir filmes de Jesus, mas ele me assegurou que valeria a pena. Numa tarde, coloquei no DVD e sentei pra assistir.  De forma geral foi um filme bem feito, muito fiel ao Evangelho de João. Mas, enquanto eu assistia, algo me atingiu com uma profundidade que nunca havia experimentado antes: Jesus era impopular.
Claro, isso é uma verdade que conhecemos bem – tão bem, de fato, que muitas vezes esquecemos. Mas, foi bem nítido na versão cinematográfica do evangelho de João. Raramente lemos um evangelho numa sentada só. Simplesmente não tiramos tempo para fazê-lo. Mas no filme eu recebi uma grande dose do evangelho. E me impressionei com a quantidade de argumentos, debates, e relações polêmicas que Jesus vivenciou. Houve berro, clamor e gritaria. Acusações e incriminação. Discussões acaloradas. E lá estava Jesus, bem no meio disso tudoEle mesmo começou tudo num gesto enérgico de limpeza do Templo (2.13-22). Os judeus murmuravam sobre os seus ensinamentos (6.41), o achavam simples demais (6.42), e consideravam suas palavras ofensivas (6.52). Conspiraram contra ele e tentaram prendê-lo (7.25-30). O chamavam de mentiroso (8.13), samaritano (8.48), possuído por demônios (8.52), e pegaram em pedras para apedrejá-lo em várias ocasiões (8.59, 10.31). E finalmente o mataram, pregando-o numa cruz (19.18).

Pelo critério humano comum, Jesus teve um ministério extremamente impopular e ineficaz. A maioria das pessoas simplesmente não foi persuadida. Eles não estavam convencidos. Viam Jesus (e os seus ensinamentos) como ridículo, absurdo e ofensivo.
Se for assim, nossa forma de medir o sucesso de nossos próprios ministérios precisa de uma recalibragem séria. Algumas considerações:
1. Precisamos ajustar nossas expectativas sobre como as pessoas receberão nossa mensagem.
Geralmente, quando a mensagem de Cristo é rejeitada, nos perguntamos se a temos apresentado com sofisticação e clarezas suficientes –  talvez precisemos ser mais articulados .  Enquanto procuramos melhorar a maneira na qual apresentamos a mensagem, devemos lembrar que não existe melhor e mais claro comunicador da verdade que o próprio Cristo. Se o próprio filho de Deus entregou a mensagem, com a clareza e a profundidade que somente ele poderia alcançar, e ainda assim as pessoas não acharam persuasivo, então só podemos concluir que existe algo mais afastando as pessoas da verdade. De fato, Paulo nos diz o que isto significa: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem” (1 Co 1.18). As pessoas estão obscurecidas pelos seus próprios corações pecaminosos.
2. Precisamos nos preparar para um ministério marcado por conflito e hostilidade.
Quando estudantes se formam no seminário e consideram uma vocação ministerial normal, eles ão esperam  que ela seja marcada por perseguição e rejeição. Mas nosso mundo está mudando. É claro agora que vivemos em um mundo que não só pratica a imoralidade como exige que todo cidadão ocidental mostre aprovação e aceitação dessa imoralidade.  Não se engane, o movimento gay no país não está interessado apenas na liberdade de ser gay, eles querem um selo de aprovação do governo e de todos os seus cidadãos. Não é muito diferente da maneira como o Império Romano exigia que todos seus cidadãos se curvassem diante da imagem do imperador e prestassem homenagem. Cristãos não faziam isso e eram mortos aos milhares. Precisamos nos preparar para um grave cenário de perseguição no país. A questão não é se está chegando. A questão é se estamos prontos.
Não é apenas o conflito externo que é um desafio.  Pastores precisam estar preparados para receberem oposição dos membros de suas próprias congregações. Pessoas de nossos rebanhos serão ofendidas por nossa posição fiel – e podem chegar a nos odiar por isso. Num mundo de pastores celebridades louvados por milhares, isso será difícil de aceitar. Mas devemos novamente lembrar que a oposição a Jesus veio da nação de Israel, povo de Deus.
3. Precisamos lembrar que existe lugar para debate e discordância em nossos ministérios.
Uma coisa em que o ministério moderno falha é um entendimento apropriado sobre o papel das controvérsias. O objetivo número um da maioria dos ministérios é evitar conflitos o máximo possível.  E de várias maneiras isso é positivo; com toda certeza não devemos procurar por conflito. Contudo, existe lugar certo para debate e discordância –  exemplificado pelo próprio Jesus no evangelho de João.  De fato, se um ministério não tem nenhum conflito, alguém poderia perguntar se ele está realmente apresentando a mesma mensagem que Jesus apresentou. O servo não é maior do que seu mestre.
por Michael J. KrugerTraduzido por Débora Batista | iPródigo.com |

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