Cinco Votos para Obter Poder Espiritual.

Primeiro - Trate Seriamente com o Pecado. Segundo - Não Seja Dono de Coisa Alguma. Terceiro - Nunca se Defenda. Quarto - Nunca Passe Adiante Algo que Prejudique Alguém. Quinto - Nunca Aceite Qualquer Glória. A.W. Tozer

quarta-feira, 17 de maio de 2017

A Bíblia como charada exegética Hipster.










Antes de mais nada e antes de chegar ao propósito deste artigo... Quero dizer que sou uma pessoa de minha época. Sempre digo que se Deus quisesse que eu fosse um homem do século XVI, como os Puritanos, Reformadores... em sua soberania perfeita, me faria nascer no século XVI. Então, eu usaria roupas do século XVI, tocaria músicas do Século XVI, usaria só instrumentos do século XVI... ( Digo isso apesar de amar música Clássica...) - Não há nada de espiritual nestas coisas do século XVI. Mas a mesma seriedade com a Bíblia que eles tinham, eu tenho. Por isso sou tão abençoado por eles.  E nisso prego o que eles pregavam, pois a Verdade não pertence a nenhum século ou época e costume destas, pois Ela é eterna. Mas Deus me quis no século XXI, e eu estou satisfeito com isso.

Tendo deixado claro isso, eu estava lendo com espanto a declaração de propósito de uma igreja famosa no mundo todo, e fiquei espantado que todo aquele famoso ministério se baseava num verso totalmente fora do seu contexto.

A verso foi o catalisador para toda uma ideia de abraçar a cultura, produzir, se misturar... de uma forma como se fosse o propósito vital da igreja.

Jeremias 29: 7 é usado como um verso do tema por muitas igrejas missionais:

“E procurai a paz da cidade, para onde vos fiz transportar em cativeiro, e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz.” - Jeremias 29:7

 O site desta grande igreja numa das maiores cidades do mundo mostrava como eles fizeram de Jeremias 29.7 o grito de guerra para o engajamento deles ( e segundo eles, de todo cristão ( com a cultura da cidade.

Eles diziam – “Jeremias disse para os exilados na Babilônia para buscar a paz e prosperidade da cidade onde se encontravam. Nossa cidade é enorme e intimidante, como população diversa e que abraça uma grande variedade de valores e costumes diferentes. No entanto, Deus capacitou os cristãos a se relacionar e responder e em amor todas as pessoas, sem assimilar demais a cultura em torno de nós, mas sem nos separar em tribalismo. Como parte da cidade do homem e da cidade de Deus, trabalhamos nos princípios da paz e da graça na melhoria de todos...” – e por aí continuavam falando sobre o engajamento cultural na cidade...

No entanto, o verso imediatamente anterior a Jr 29,7, raramente é mencionado por essas igrejas que procuram justificar o ministério do engajamento cultural baseado neste texto:

“Casem-se e tenham filhos e filhas; escolham mulheres para casar-se com seus filhos e dêem as suas filhas em casamento, para que também tenham filhos e filhas. Multipliquem-se e NÃO DIMINUAM.” - Jeremias 29:6

O contexto da ordem de Deus para buscar a paz da cidade, não era o desejo de que seu povo entrasse em compromisso com a sociedade pluralista da Babilônia. O contexto, era o desejo de Deus que eles “criassem filho e filhas”, para que se “multiplicassem e não DIMINUÍSSEM”

Não era um chamado ou apelo para os judeus se tornarem hipsters na Babilônia, patronos engajados nas artes, fossem tatuados e produzissem cultura.... nos moldes babilônicos.  Mas para que seu povo tivessem filho e filhas, se multiplicasse na Babilônia e não diminuíssem por estarem num lugar estranho. Que fizessem suas casas lá durante aquele período, e confiassem nele durante o exílio.

Era um chamado, sobre tudo, para que o povo exilado, temeroso e assustado com a fertilidade e ter filhos naquele lugar... ou seja, no exílio, confiasse em Deus.

Com aplicar isso hoje da mesma forma? Certamente não é que você ouvirá em ministérios inteiros que se basearam totalmente em Jeremias 29.7.

Hoje, como naqueles dias, o medo nada lado a lado com a rejeição a fecundidade – o que eles sentiam no exílio. Deus não está dizendo para os judeus que não temessem o envolvimento no mesmo estilo de vida dos babilônios. Ele está dizendo para não temer ter filhos num lugar totalmente oposto ao que Ele é. Numa geração ímpia. Porque Devemos criá-los através da Palavra para viverem para a glória e propósito de Deus num ambiente assim, e o poder de Deus os manterá se o fizermos.

Mas igrejas “missionais” incentivam ter filhos e a fecundidade no contexto de Jeremias 29.7? Nunca vi esta ênfase. Ele é usado para justificar carreiras artísticas na noite, abrir galerias de arte, me tornar “hipster”... tatuado... Um Viva a cultura da Babilônia!! Este texto não visa discutir nenhuma dessas coisas em si mesmas na vida pessoal de cada um. Mas como isso virou uma visão “missionária” com “bases bíblicas”. Ou seja, o texto virou uma forma de incentivar instalações, desenvolvimento e envolvimento  na arte... do que fecundidade do povo de Deus. Isso com suposta “base bíblica”. É muito fácil fabricar “base bíblica” que norteiam um ministério inteiro usando textos dessa forma.

Isso  - usar a Bíblia assim, constitui-se numa farsa, uma charada exegética. O primeiro versículo você não ouvirá junto: “Multipliquem-se, tenham filhos, sejam fecundos...” – Mas o segundo versículo faz com que toda espécie de bizarrices virem estratégias” missionais” com “base bíblica”.

Eu me pareço mais com o cara da foto desse post do que o oposto esteriótipo "pastor" de hoje. Mas não por nenhuma bizarrice, farsa ou charada exegética que inventa “bases bíblicas” e estratégias "missionais" desonrando Deus e Sua Palavra que é totalmente suficiente para salvar o homem em Seu chamado Soberano.

***

Por: Josemar Bessa 

Fonte: Site do autor

terça-feira, 16 de maio de 2017

O que significa ser um verdadeiro cristão?

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Ser um verdadeiro cristão é muito diferente de fazer parte de um grupo, ou participar regularmente de alguma programação religiosa ou mesmo de assumir para si tal título. Ser um verdadeiro cristão vai muito além de realizar boas obras, por mais necessárias e grandiosas que as mesmas sejam. Cristãos verdadeiros são aqueles que foram beneficiados por aquilo que o próprio Deus definiu que é necessário acontecer na vida de uma pessoa para que esta possa ser considerada por Ele como sendo um verdadeiro cristão. Veja em cada um dos tópicos abaixo e considere o que Deus nos ensina sobre a condição humana, sobre as decorrentes implicações no relacionamento com nosso Criador, e sobre como tudo isso tem a ver com o fato de sermos ou não verdadeiros cristãos:

A condição humana: todos os homens são pecadores

Deus, o criador do universo, dono de tudo o que existe e suprema autoridade sobre todos os seres, também definiu os padrões morais para suas criaturas viverem. Tais padrões refletem a essência do caráter do próprio Deus. Somente em Deus temos o perfeito referencial daquilo que é certo ou errado. A Palavra de Deus chama isso de "Leis de Deus" e afirma expressamente que todos os seres humanos são transgressores dessas leis morais de Deus. Tais transgressões são chamadas por Deus de "Pecados" em Sua Palavra. Apesar das variações nas quantidades e consequências, todos nós já transgredimos e continuaremos a transgredir as leis de Deus. Aos olhos de Deus, não há nenhum ser humano que não seja um transgressor, ou um pecador:
"Como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer." (Romanos 3:10-12

Tal condição provoca uma reprovação por parte de Deus

Pecadores são reprovados por Deus. Como transgressores da sua Lei, desobedientes à sua vontade e rebeldes às suas ordens, os homens estão impossibilitados de desfrutarem de um relacionamento de amor com esse Deus a quem continuamente ofendem por causa da sua compulsão incontrolável em transgredir e desobedecer a sua vontade. Tanto as menores expressões de egoísmo ou orgulho quanto as mais graves barbáries que os homens conseguem cometer tornam-se empecilhos intransponíveis ao relacionamento com esse Deus que conhece todas as coisas, mesmo as mais ocultas manifestações da maldade camufladas no nosso íntimo:
"Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus." (Romanos 3:23) 
"Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas." (Hebreus 4:12-13)

Tal condição deflagra uma condenação vinda de Deus

Ao mesmo tempo que é o legislador, Deus é também o juiz a quem todo ser humano há de prestar contas oportunamente. Se essa condição de pecadores reprovados por Deus não for revertida durante o tempo de nossas vidas terrenas, ela se perpetuará para sempre. A isso a Palavra de Deus chama de "condenação" - a perpétua separação ou banimento da presença de Deus. Uma condição terrível, que todo ser humano deveria temer. A maior tragédia possível para qualquer pessoa na face da Terra.
"E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo..." (Hebreus 9:27) 
"E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras." (Apocalipse 20:11-12)

Tal condição não pode ser revertida por esforços humanos

Além de afirmar categoricamente que todos os seres humanos são pecadores, igualmente condenáveis diante de Deus, incapazes de viver sem cometer pecados, a Palavra de Deus igualmente afirma que nenhum ser humano tem a capacidade de reverter sua condição diante de Deus. Não há esforços ou obras que anulem nossa pecaminosidade ou que demovam Deus de considerar-nos culpados e condenáveis diante Dele. O conceito comum que imagina que, sendo as boas obras ou os atos de obediência mais abundantes do que os pecados, haveria uma espécie de compensação que sensibilizaria Deus para "deixar para lá" nossas transgressões, é completamente falso conforme a Sua Palavra. Tal conceito rui, mesmo diante das leis humanas. Não há virtudes ou atos de bondade que podem ser usados para anular as transgressões das leis às quais estamos sujeitos.
"Visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado." (Romanos 3:20)

A boa notícia: o próprio Deus providenciou uma possibilidade de solução

Se a justiça de Deus ofuscasse o Seu amor, não haveria esperança para ninguém. Entretanto, Deus nos ama e por causa deste infinito amor Ele providenciou uma forma para alguém poder ser perdoado dos seus pecados. Esta providência divina não vem na forma de anistia. A justiça também é parte da essência de Deus, que não pode simplesmente "deixar para lá" as transgressões à Sua lei. Qualquer juiz que "deixar para lá" as transgressões cometidas por alguém precisa necessariamente ser considerado injusto. Leis desobedecidas demandam uma condenação de quem as desobedeceu! O que o amor de Deus viabilizou foi uma quitação da nossa dívida para com Ele. Quitação é muito diferente de anistia...
Mas como Deus providenciou esse meio que pode quitar a nossa dívida?
Ele próprio veio até nós, encarnando na forma humana de Jesus Cristo (o Deus-homem), para ser oportunamente condenado à morte na cruz, ressuscitando ao terceiro dia. A morde de Jesus Cristo, embora determinada por um tribunal humano de traidores que conspiraram contra sua vida, aconteceu em cumprimento ao propósito divino de usar aquele meio para levar Jesus a morrer na cruz e ser punido em nosso lugar pelos nossos pecados, em conformidade com seu plano eterno! 
O pagamento da dívida de toda a humanidade foi "provisionado" na Cruz. A liquidação efetiva do débito de algum indivíduo é concedida por Deus mediante a resposta de fé deste. Todo aquele que crer que na cruz Jesus quitou os seus próprios pecados, recebe de Deus o perdão dos mesmos e passa a desfrutar da "Vida Eterna", nome dado pela Palavra à imutável condição de ser aceito por Deus em um relacionamento que extrapola as fronteiras da morte física.
A esse perdão de pecados que viabiliza um relacionamento perpétuo com Deus a Palavra dá o nome de "Salvação". E assim como Jesus Cristo ressuscitou ao terceiro dia, demonstrando sua completa vitória, inclusive sobre a morte física, uma das decorrências mais nefastas do pecado que tanto assombra a humanidade, nós também podemos ter a certeza que Deus ressuscitará todo aquele que nele crer para uma vida eterna ao Seu lado.
"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus." (João 3:16-18) 
"Contudo foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e, embora o Senhor faça da vida dele uma oferta pela culpa, ele verá sua prole e prolongará seus dias, e a vontade do Senhor prosperará em sua mão. Depois do sofrimento de sua alma, ele verá a luz e ficará satisfeito; pelo seu conhecimento meu servo justo justificará a muitos, e levará a iniquidade deles." (Isaías 53:10-11) 
"Assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas...Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou." (João 10:15 e 17-18) 
"Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer desse pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo." (João 6:51) 
"Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: que todo aquele que vê o Filho e crê nele tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último Dia." (João 6:40)

A solução de Deus é única e exclusiva: não há alternativas

O próprio Jesus Cristo, Deus que se fez homem, afirmou claramente que não há salvação por outros meios. Apesar das incontáveis propostas religiosas de reconciliação com Deus que são apresentadas como caminhos viáveis, a verdade é que Deus nos informa que são todas falsas - incapazes de conseguir uma aproximação a Ele. Esse exclusivismo reivindicado por Jesus Cristo tem sido duramente criticado pelos proponentes e adeptos de outras alternativas. Entretanto, a exclusividade da verdade é inegável: propostas conflitantes não podem ser simultaneamente verdadeiras. Por isso, abraçar alternativas a Jesus Cristo significa necessariamente rejeitá-lo. Da mesma forma, confiar em Jesus Cristo como único e suficiente salvador implica necessariamente em rejeitar qualquer outra alternativa que venha ser apresentada à solução única, exclusiva e verdadeira de Deus para a condenação inerente à pecaminosidade humana. Lembre-se: é somente Deus quem define qual é o verdadeiro caminho para alguém poder se relacionar com Ele!  
"Respondeu Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim." (João 14:6) 
"E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos." (Atos 4:12)

A solução de Deus é definitiva: os que confiam nela estão seguros!

Quando alguém crê que Jesus Cristo morreu na cruz e foi punido em seu lugar com a justa sentença de Deus pelos pecados que cometeu, este recebe o perdão dos pecados. Esse perdão é definitivo e inesgotável. Ele quita os pecados passados, presentes e futuros. Isso não é uma licença para abusar da pecaminosidade, mas uma garantia de que a obra de Jesus Cristo é absolutamente eficaz, definitiva e irreversível na vida de todo aquele que Nele Crê.
"As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar." (João 10:27-29) 
"Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia." (João 6:37-40)

Como, então, Deus pode transformá-lo em um verdadeiro cristão?

Deus fará de você um verdadeiro cristão se você crer nesta boa notícia que Ele nos enviou: o evangelho que nos informa tudo isso que Jesus Cristo conquistou por nós na cruz. E para que você receba a salvação da condenação pelos seus pecados, é primeiro necessário reconhecer que você necessita de tal salvação. É necessário admitir que é um pecador, reconhecer que você está reprovado e afastado de Deus, sujeito à Sua condenação, e que você mesmo não pode fazer nada para mudar isso. Esta mudança de mentalidade em relação ao pecado a Palavra chama de "arrependimento". Assim que se arrepender e crer, você receberá o perdão dos seus pecados e será salvo por Deus, sendo transformado em um verdadeiro cristão!
"...Foi Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho de Deus, dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho" (Marcos 1:14-15) 
"Dirigiram-se, pois, a ele, perguntando: Que faremos para realizar as obras de Deus? Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado." (João 6:28-29)

Qual é a sua resposta?

Historicamente, muitos têm rejeitado a oferta de salvação vinda de Deus: 
“E, embora tivesse feito tantos sinais na sua presença, não creram nele,” (João 12:37)
Assim, a primeira resposta possível é: "Rejeito a oferta de Deus. Não creio em Jesus Cristo". 
Embora tal resposta contrarie o plano e o desejo de Deus, ela será acatada, e quem a tomar, enfrentará os desdobramentos de tal rejeição, permanecendo na reprovação e afastamento de Deus e sujeito à condenação anunciada a todos os incrédulos.

Uma segunda resposta possível é: "Aceito a oferta de Deus para a minha salvação. Creio em Jesus Cristo como meu único e suficiente salvador". 
Esta é a decisão que Deus espera de todos nós. É a decisão que todo verdadeiro cristão já tomou na vida. Ela inaugura uma vida que será eterna ao lado de Deus. É o primeiro passo de uma jornada de crescimento neste relacionamento com Deus. Você precisará se aplicar à oração e ao conhecimento da Sua Palavra para conhecê-lo cada vez mais. Você precisará se relacionar com outras pessoas que têm a mesma fé que você - seus irmãos em Cristo - para que se ajudem mutuamente nessa jornada!
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Fonte: Site da Igreja Batista Cidade Universitária


quinta-feira, 11 de maio de 2017

A ADORAÇÃO EM SUA IGREJA É MAIS PAGÃ DO QUE CRISTÃ?






Há um grande mal-entendido nas igrejas sobre o propósito da música na adoração cristã. Igrejas rotineiramente anunciam um culto “dinâmico” e “transformador”, o qual “levará você para mais perto de Deus” ou “que irá mudar a sua vida”. Certos CD’s de adoração prometem que a música irá “levá-lo para dentro da presença de Deus”.  Até mesmo um panfleto, anunciando uma conferência para líderes de adoração, dizia:
Junte-se a nós para essa dinâmica aula, a qual irá colocar você no caminho certo e inspirador, onde você poderá se encontrar com Deus e receber a energia e o amor que você precisa para ser um agente e um agitador no mundo de hoje… Além disso, nossos programas de ensino são eventos de adoração que irão colocar você em contato com o poder e o amor de Deus”.
O problema com o panfleto e com muitos anúncios de igrejas é que esse tipo de promessa revela um significante erro teológico. A música é vista como um meio para facilitar um encontro com Deus. Ela irá nos levar para perto de Deus. Nesse esquema, a música se torna um mediador entre Deus e o homem. No entanto, essa ideia está mais próxima das práticas pagãs do que da adoração cristã.
Jesus é o único mediador entre Deus e o homem. Somente Ele é quem nos leva para Deus. A noção popular – porém errônea – relativa à música de adoração mina a fundamental verdade da fé cristã. É irônico que muitos cristãos neguem o papel das ordenanças sacramentais, as quais o próprio Senhor deu para sua igreja (batismo e a Santa Ceia), mas anseiem em dar poderes sacramentais para a música. A música e a “experiência da adoração” são vistas como meios pelos quais nós entramos na presença de Deus e recebemos seus benefícios salvíficos. Não há simplesmente nenhuma evidência na Escritura que diga que a música media diretamente encontros ou experiências com Deus. Essa é uma noção comum no paganismo. Está bem longe do Cristianismo.
Em seu útil livro “True Worship” (Verdadeira Adoração), Vaughan Roberts mostra quatro consequências de se ver a música como um encontro com Deus. Vou resumí-los.

1. A palavra de Deus é marginalizada

Em várias igrejas e encontros cristãos, não é incomum a Palavra de Deus ser deixada de lado. A música dá uma elusiva sensação de “entorpecimento”, enquanto a Bíblia é algo mundano. Os púlpitos têm diminuído e até mesmo desparecido, enquanto as bandas e as luzes têm crescido. Mas a fé não vem da música, experiências dinâmicas ou supostos encontros com Deus. A Fé nasce por meio da proclamação da Palavra de Deus (Rom. 10.17).

2. Nossa certeza é ameaçada

Se associarmos a presença de Deus com uma particular experiência ou emoção, o que acontecerá quando não sentirmos mais isso? Nós procuraremos igrejas cujas bandas de louvor, orquestras ou órgãos produzam em nós os sentimentos que nós estamos procurando. Mas a realidade de Deus em nossas vidas depende da mediação de Cristo, não de experiências subjetivas.

3. Músicos ganham status sacerdotais

Quando a música é vista como meio de encontro com Deus, os líderes de louvor e músicos começam a exercer o papel de pastor. Eles se tornam aqueles – no lugar de Jesus Cristo, o único que já cumpriu esse papel – que trazem até nós a presença de Deus. Dessa forma, quando um líder de louvor ou banda não me ajuda a experimentar Deus, então ele falhou e deve ser substituído. Por outro lado, quando acreditamos que eles tiveram sucesso em nos levar à presença de Deus, então eles terão em nossa mente um status elevado.

4. A divisão aumenta

Quando nós identificamos um sentimento como um encontro com Deus, e apenas uma determinada música produz esse sentimento, então nós insistiremos que aquela música deverá ser tocada regularmente em nossa igreja e reuniões. Se todos tiverem o mesmo gosto que o nosso, não haverá problema. Mas se outros dependem de outra música para produzirem esse sentimento, então é importante para eles que a divisão seja cultivada. E porque nós rotineiramente classificamos esses sentimentos como encontros com Deus, nossas demandas para que esse sentimento seja produzido se tornam rígidas. Esse é o motivo pelo qual muitas igrejas sucumbem ao oferecerem múltiplos estilos de culto. Fazendo isso, eles, sem querer, sancionam a divisão e a centralização do ego no meio do povo de Deus.
A Escritura é cheia de exortações para o povo de Deus cantar e fazer músicas para o Senhor. Nosso Deus foi gracioso em nos dar esse meio de adorá-lo. Mas é importante entender que a música, em nossa adoração, é para dois propósitos específicos: honrar a Deus e edificar a comunidade dos crentes. Infelizmente, muitos cristãos tendem a dar à música um poder sacramental sobre o qual a Escritura jamais falou.
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Fonte: Reforma 21 
Via: Site Pr Anselmo Melo


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Porneia - A melhor canção de amor de todas e a Pornografia.

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“Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus... Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria.” - Colossenses 3:3-5

Salomão, mesmo com toda sua  sabedoria geral, e sabedoria romântica e sobre paixão conjugal (Mostrada em Provérbios e Cantares), ele foi enfeitiçado por uma luxúria de "variedade" sem fim.  Em 1 Reis 11 aprendemos que Salomão acabou acumulando 700 esposas e 300 concubinas porque "amava muitas mulheres estrangeiras" (v.1). Salomão era um homem mais rico do que Bill Gates, mais influente espiritualmente do que qualquer líder espiritual hoje, mais inteligente do que Einstein, e ainda assim ele tem um harém maior do que o de Hugh Hefner – dono da Playboy. Mas começando assim,  parece, que ao abordarmos o problema da pornografia,  esse é um problema só de homens.

Um artigo na CNBC explica que a pornografia tradicional foi criada por homens e para os homens. Esta pornografia tende a evitar qualquer coisa mais do que a trama mais rudimentar em favor da exibição flagrante de fantasias sexuais extremas. É pura carnalidade e as mulheres tendem a não encontrar nisso particularmente algo sedutor. Na verdade, muitas acham francamente repulsivo, especialmente se elas acham que seus maridos querem que eles atuem em algumas dessas fantasias. Mas 50 Tons de Cinza, por exemplo,  e outros produtos recentes estão provando, para surpresa de muitos, que as mulheres, também, não se encaixam totalmente só nesta categoria. Onde os pornógrafos pensavam que a maioria das mulheres simplesmente não estavam interessadas, agora eles estão vendo que as mulheres podem estar muito interessadas, mas que exigem um tipo um pouco diferente de produto. A indústria está se ramificando em uma tentativa de tirar proveito disso.

Ao abordarmos a pornografia, podemos cometer o erro de pensar que tais tendências existem principalmente apenas fora da igreja. Pode ser mais confortável assumir que os cristãos são imunes. Afinal, o apelo à pureza é proclamado do púlpito domingo após domingo e muitos tomam esse apelo no coração. Mas pesquisas recentes sugerem que um bom percentual de cristãos se entregam à pornografia online regular ou ocasional.

A pornografia é um ato totalmente egoísta que eclipsa as preocupações, necessidades e bem-estar de todos que estão ao nosso redor:

“A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o próprio corpo de maneira santa e honrosa, não com a paixão de desejo desenfreado, como os pagãos que desconhecem a Deus. Neste assunto, ninguém prejudique a seu irmão nem dele se aproveite. O Senhor castigará todas essas práticas, como já lhes dissemos e asseguramos. Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade.” - 1 Tessalonicenses 4:3-7

quinta-feira, 4 de maio de 2017

A oração perseverante

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Dentre as práticas devocionais, sem dúvida alguma, a oração é uma das mais importantes. Pela oração falamos com Deus, suplicamos o seu favor e intercedemos pelos homens. A oração é mais do que um deleite, ela é um dever. Para Cristo, a oração deve ser marcada pela perseverança, mas, também pela tarefa diligente. Para Jesus orar é vital, é oxigenar a vida espiritual, é manter acesa a chama da esperança. Para instruir os seus discípulos, Jesus usou métodos relevantes, simples, objetivos e revolucionários. O seu ensino causava grande impacto, pois criava situações, cujas imagens atingiam o coração dos seus ouvintes. Para ensinar que a oração é o instrumento medidor da fé, o Senhor Jesus conta a “parábola do juiz iníquo” (Lc 18. 1-8). A parábola supracitada contém varias lições, contudo, vamos elencar apenas três, para a nossa edificação:
1) A oração perseverante nunca desiste (Lc 18. 1-5).
O prólogo da parábola contada por Jesus ensina-nos três verdades. Diz o texto: “Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer:” (Lc 18. 1). Em primeiro lugar, a oração é um dever. De acordo com Jesus orar para o crente não é uma questão opcional, mas, uma tarefa obrigatória. Em segundo lugar, a oração deve ser uma prática contínua. A oração deve ser um exercício progressivo, uma prática constante e ininterrupta. Em terceiro lugar, a oração constante só reconhece um tempo, isto é, o sempre. Devemos orar sempre, o tempo todo, em todas circunstâncias, indiferente das múltiplas adversidades e das diversas situações. Para realçar a importância da oração, Jesus pinta um cenário cujas cores sobressaem com brilho, com força e com intensidade. Sua pedagogia alcança o imaginário das pessoas. Ele conta que havia na mesma cidade um juiz e uma viúva (Lc 18. 2, 3). A viúva insistia com o juiz: “Julga a minha causa contra o meu adversário” (Lc 18. 3). O juiz, entretanto, “por algum tempo, não a quis atender”. Porém, a pobre mulher persistiu até que o juiz tomou a decisão: “julgarei a sua causa”. O pedido da viúva é um protótipo daquilo que o crente deve fazer, um retrato daquele que jamais desiste, uma caricatura do suplicante que não desiste. Ela sabe que não tem condição nem competência para resolver o seu problema. Por isso, implora o favor daquele que tem poder para julgar a sua causa. A viúva é um retrato da vulnerabilidade humana, de quem não tem forças nem influencia social, mas, que reconhece que existe alguém com prerrogativa legal para mudar a sua sorte. A perseverança da viúva é um estimulante para orarmos e uma fotografia da oração que jamais desiste de seu pleito.
2) A oração perseverante considera o privilégio eletivo (Lc 18. 7).
O juiz da parábola não possui nenhuma relação com o Senhor nosso Deus. O seu caráter é contrastado pelo caráter de Deus. Ele era impiedoso, “não temia a Deus, nem respeitava homem algum” (Lc 18. 2). Deus, todavia é bom, compassivo, gracioso e misericordioso. Contudo, por causa da perseverança da viúva, o juiz resolveu atendê-la. Cristo chama a atenção para o seguinte fato: “Considerai no que diz este juiz iníquo” (Lc 18. 6). O que Cristo quer ensinar? Que se um homem com uma índole tão perversa foi capaz de atender a demanda de uma mulher perseverante, quanto mais Deus, ele acudirá os seus filhos. A consideração que Jesus propõe é o divisor de águas da parábola. Aqui vemos nitidamente o contraste estabelecido pelo Senhor, pois, a seguir faz uma pergunta: “Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?” (Lc 18. 7). A nossa perseverança em oração deve passar pelo crivo do privilégio que temos. Não podemos nos esquecer de que somos filhos de Deus. Somos os seus eleitos. Povo de propriedade exclusiva do Deus vivo. Temos um status sem igual. Cristo estimula os crentes para que orarem sem esmorecer, porque Deus escuta os seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite.
3) A oração perseverante é o termômetro da fé (Lc 18. 8).
Na maioria das parábolas, a aplicação é encontrada no contexto anterior ou posterior. Nesta parábola, o seu efeito aplicativo está nela mesma. Sua aplicação visa um alcance pessoal, ou seja, cada crente deve fazer uma autoavaliação da sua vida de oração. Jesus conclui a parábola com uma pergunta: “Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc 18. 8). Para Cristo, a oração perseverante é uma demonstração de fé. Logo, fica claro que a ausência de oração é entendida como falta de fé, pois só ora quem tem fé. A confiança exercitada pela oração persistente é uma comprovação da fé. O cristão que não gosta de orar, possivelmente está com a fé adoecida. Assim como as obras devem ser evidências materializadas da fé, da mesma forma, a oração também aponta o grau da fé operante. O crente deve insistir em oração, mesmo quando a resposta parece demorada, pois, o Senhor depressa defenderá os seus escolhidos.
***
Por: Rev. Fábio Henrique de Jesus Caetano
Fonte: Site da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória. 



quarta-feira, 3 de maio de 2017

Bem-aventurados os pastores "canalhas"


 






Já viralizou nas redes sociais o vídeo em que o Deputado Federal Paulo Freire chamou de canalhas, na AGO de São Paulo, os pastores que apoiam Samuel Câmara e as mudanças mais do que tardias e indispensáveis na CGADB. Nunca é demais lembrar que se trata do filho do atual presidente e irmão do candidato da situação. A palavra deveria ter sido, no mínimo, cassada diante de tamanho desequilíbrio. Mas pode ser que se tenha aproveitado da famosa imunidade parlamentar. 

Aproveito para uma rápida digressão: Há uma resolução em vigor, aprovada na AGO de janeiro de 1981, em Belo Horizonte, MG, que proíbe a candidatura de pastores titulares a cargos eletivos no poder público, caso do parlamentar acima citado. Mas parece que as regras da CGADB são feitas só para cumprir tabela. Dito isto, vamos ao que interessa: as bem-aventuranças dos pastores "canalhas".

Bem-aventurados sois vós, pastores "canalhas", quando vos perseguirem por lutardes contra a transformação da CGADB numa herança familiar e, por causa disso, mentirem e assacarem todo o mal contra vós. Não estais sozinhos. Outros estão ao vosso lado e lutam pela mesma causa.

Bem-aventurados sois vós, pastores "canalhas", quando vos agredirem só porque desejais transparência, lisura e justiça na administração da CGADB e na condução do processo eleitoral eivado de vícios, como já fartamente sabido. Alegrai-vos antes porque os fariseus dos tempos de Jesus tiveram o mesmo comportamento contra o Mestre. Os de hoje não seriam diferentes.

Bem-aventurados sois vós, pastores "canalhas", quando vos injuriarem por vossa firmeza, caráter e por resistirdes contra todas as investidas para calar a vossa voz. Quem não tem argumentos e entra em desespero, a única alternativa que lhe resta é apelar para a ofensa. Mas a verdade não se nutre do silêncio e nem se acovarda diante de seus algozes. Com ela, triunfareis altaneiros para fincá-la no alto da montanha e fazerdes tremulá-la como o lema de vossa causa.

Bem-aventurados sois vós, pastores "canalhas", quando usarem o nome de Deus em vão contra vós, como se fôsseis bastardos, rebeldes e agressores apenas porque levantam de forma clara e honesta as máculas que mancham a atual administração e as atitudes daqueles que a assessoram. Queriam que ficásseis calados. Como não conseguiram, parece que desejam transferir para os vossos ombros as "qualidades" que lhes são próprias.

Bem-aventurados sois vós, pastores "canalhas", por terdes ficado em silêncio, sem promover qualquer retaliação, enquanto eram atacados, instigados e até mesmo um de vós fisicamente agredido parece que com o intuito de vos mostrar ao Brasil como arruaceiros. Fizestes bem. Soubestes portar-se como dignos representantes do Reino de Deus, que não retaliam aos que promovem a anarquia visando obter a anarquia como resultado. Sabei que a vossa postura honra a Deus que, no tempo certo, fará com que a justiça prevaleça.

*** 
Por: Geremias Couto

Fonte: Blog do autor 


Perguntas a um Calvinista - N° 1 - Justo ou Injusto?

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Uma jovem me perguntou: “Eu tenho lutado com a questão do calvinismo durante muito tempo. Uma de minhas maiores lutas é com nossas compreensões inerentes de misericórdia e graça. A ideia de Deus predestinando alguém para o inferno sem nenhuma maneira POSSÍVEL de outra coisa acontecer senão aquela, é repulsiva para mim e ofende meu senso de justiça. E quando eu pergunto aos meus amigos reformados / calvinistas se isso os incomoda também, eu costumo obter algo como isto: "Os caminhos de Deus não são nossos caminhos. Tudo o que Deus faz é justo, então se alguém está indo para o inferno podemos confiar que Deus é ainda bem mesmo nisso. " Então, minha pergunta é esta: como essa lógica não faz nossos entendimentos de certo e errado completamente arbitrários e sem sentido? O que ela faz do nosso sentido de direito, injustiça, justiça e misericórdia dados por Deus?”

Minhas respostas a algumas perguntas que são repetidamente feitas, serão breves e nunca exaustivas - pois viraria algo muito longo - coisa para sermões...

Eu acho que  ela  articulou o que está no coração de muita gente, causando muita angústia sobre as Doutrinas da Graça.

Mas devemos começar com um esclarecimento antes de tentar dar uma resposta. Que deve ser breve e não exaustiva. Algumas pessoas pensam que o calvinismo ( ou o que todos os Reformadores ensinaram – conforme claro ensino bíblico ) implica que algumas pessoas acabam no céu e que não queiram estar lá, ou algumas pessoas acabam no inferno que queriam estar com Cristo. CS Lewis não disse tudo o que podia e devia ser dito sobre o inferno ( Deixou algo bastante incompleto a respeito), mas ele estava certo, e chegou a uma visão válida  quando observou : "No final, só existem dois tipos de pessoas: aqueles que dizem a Deus: 'Tua vontade seja Feita ", e aqueles a quem Deus diz, no final," seja feita a Tua vontade ".

Em minha jornada no calvinismo e em numerosas conversas com aqueles que lutam com o ensinamento da Bíblia sobre a eleição divina e soberania absoluta, não demorou muito para encontrar duas questões que se repetem:

(1) Se isso é verdade , Então como Deus é justo?
(2) Se isso é verdade, como Deus pode nos responsabilizar?

Uma das experiências mais óbvias para mim é ler atentamente através de  Romanos 9  e ver que, como Paulo ensina sobre a eleição, essas são precisamente as perguntas que ele encontra sendo feitas, e ele as responde. Por exemplo, depois de explicar que Jacó foi escolhido e Esaú não, antes de terem nascido e antes de terem feito algo bom ou mau (verso 11), Paulo conhece a inevitável objeção: "Há injustiça da parte de Deus?" V. 14). E ele é enfático que não existe.

Paulo continua explicando que Deus tem compaixão e misericórdia de quem Ele quer, e que isso não dependente da vontade ou do esforço humano (versos 15-18). Paulo mais uma vez sabe o que todos os seus leitores devem estar pensando: "Por que [Deus] ainda encontra culpa? Pois quem pode resistir à sua vontade? "Paulo continua a explicar que Deus é Deus e nós não somos.

Eu nunca ouvi um arminiano (ou alguém que ensine o teísmo aberto, ou universalista) ensinar de tal maneira a verdade e a Graça, que sequer essas perguntas aparecessem como  naturais ou plausíveis como aconteceu com Paulo ensinando. Isso acontece, porque é lógico que a mentalidade de quem fez essas perguntas a Paulo, é exatamente a do arminianismo, teísmo aberto, universalismo... portanto, quando esses ensinam... essas perguntas nunca vão aparecer... pois a mente natural não fica ofendida com o que está sendo ensinado, pois o que está sendo ensinado é o que todo homem natural e morto em seus pecados já pensa.

Eu vejo que quem tem essas dúvidas,  precisa abandonar o que ela chama  de "nosso senso de justiça, injustiça, misericórdia, dado por Deus". Mas eu acho que precisamos "testar todas as coisas" (1 Tessalonicenses 5:21). ) - incluindo nossas pressuposições e disposições - contra a palavra de Deus – e pior, dizer que esse sendo de “justiça” foi dado por Ele. A linha divisória funcional em muitas dessas discussões é se estaremos  SOBRE ou SOB a palavra de Deus . Estamos no Trono ou no banco do Juiz ou é Deus que está? Estamos comprometidos em sermos transformados pela Palavra de Deus e pela cosmovisão bíblica, ou estamos satisfeitos em conformar-nos à maneira pela qual o mundo define as coisas? Se for assim, tentaremos conformar a Bíblia a mente humana caída e inimiga de Deus.

Me permitam dar dois exemplos rápidos de porque esta questão finalmente se resume a exegese. Em um sentido muito áspero nós provavelmente definiríamos nossos termos de uma maneira similar ( apenas superficialmente ): 

Justiça é alguém que recebe o que merece, com uma proporção apropriada entre o crime e a punição.

Graça é receber favor que é imerecido.

Mas não podemos chegar muito além disso até examinarmos cuidadosamente como os autores bíblicos entendem o que fazemos e merecemos, e a natureza do que Cristo realizou em sua vida, morte e ressurreição. Por exemplo, podemos discordar de que ofender a Deus é um crime infinito, e por isso discordamos sobre a recompensa apropriada. Mas então já estamos desmerecendo e diminuindo Deus e mostrando o pecado, e porque ele merece essa Justa punição. E a ideia de “merecer a graça”, é uma contradição de termos. Merecer e Graça nunca podem estar juntos. Portanto, ao não receber graça, o homem não pode estar sendo injustiçado. Já que justiça fala necessariamente de merecimento, de receber o que se merece.

Por exemplo: Se dez pessoas pegassem emprestado comigo hoje 1.000 reais para serem pagos em um ano com juros... No ano que vem, eu podia cobrar de cinco pessoas os mil reais com os juros combinados – isso seria justiça... é o que elas devem. Mas eu poderia liberar as outras 5 pessoas de pagarem. Isso seria graça, já que elas deviam a mim o dinheiro. Mas o dinheiro é meu e eu posso fazer dele o que eu quiser. Mas eu não sou obrigado por isso, liberar a dívida de todos. Com os que eu cobrei a dívida, eu estou sendo justo. Com os que eu liberei a dívida, eu estou sendo gracioso. Mas eu não estou sendo injusto com ninguém. Injusto é se eu cobrasse de alguém que não devia o que está sendo cobrado na justa proporção:

Deus trata os homens com justiça ou com graça - jamais com injustiça, ou injustamente. Jesus, sendo perfeito homem ( e perfeito Deus ) não merecia a morte, ou a ira que caiu sobre Ele - é o único - mas isso não foi injusto, porque Ele voluntariamente se entregou no lugar dos que o Pai deu a Ele.

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;” - Romanos 3:23.

“Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.” - Romanos 1:18-21

Não há ninguém buscando Deus... portanto... não há ninguém que tenha desejado verdadeiramente Cristo e que a Eleição o tenha impedido de ser salvo... É a eleição que cria o desejo do homem ir a Cristo... Ela não impede NADA... Ela possibilita, e sem ela, todos estariam perdidos. O que seria muito justo. Mas Deus resolveu manifestar sua Graça. Que por definição, é Soberana.  E como sabemos, Graça e merecimento são contradições. Portando, falar em injustiça, é falar um absurdo – não só teológico,  mas de compreensão da língua e do significado das Palavras:

“Como está escrito:Não há um justo, nem um sequer. 11 Não há ninguém que entenda;Não há ninguém que busque a Deus. 12 Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis.Não há quem faça o bem, não há nem um só.” – Rm 3.10-12.

Todos que desejam Cristo, desejam por uma única razão:

“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.” João 6:44.

“E dizia: Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido.” João 6:65.

Mas como Deus é um Deus infinitamente santo e justo, Ele não podia simplesmente liberar – como eu fiz no exemplo do meu dinheiro – a dívida. Então o próprio Deus teve que pegar o preço infinito para poder dispensar sua Graça dando do que é dele, como Ele quer, quando Ele quer... Graça!  Isso mostra a grandiosidade incrível da Graça. Não há nada de espantoso sobre a punição ao pecado – é só fazer simplesmente justiça.

Não é algo difícil de entender. É algo difícil da mente natural engolir. Mas se não engolimos, caímos na definição de Paulo: “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.” – Rm 8.7.

***

Por: Josemar Bessa

Fonte: Site do autor



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