Cinco Votos para Obter Poder Espiritual.

Primeiro - Trate Seriamente com o Pecado. Segundo - Não Seja Dono de Coisa Alguma. Terceiro - Nunca se Defenda. Quarto - Nunca Passe Adiante Algo que Prejudique Alguém. Quinto - Nunca Aceite Qualquer Glória. A.W. Tozer

sexta-feira, 24 de abril de 2015

CRUZ, CRISE E RECOMEÇO

   

   
Por Antognoni Misael



São duas da manhã. Estou em conflito há dias. Agora, ouço uma pregação a respeito da gloriosa Cruz de Cristo. Ao mesmo tempo ouço o pulsar de toda corrente sanguínea no meu corpo a balançar meus músculos cansados do dia-dia. Estou morrendo aos poucos. Morro diariamente. Choro diariamente e não sei mais o que fazer.

Sinto que às vezes que há uma bomba relógio instalada em mim. Mas, caminho como que contra o tempo, contra a lógica de tudo que creio mas não vivo plenamente, ao passo de que uma única certeza que me segura fortemente é um fio da graça de Deus.
Vivo diariamente sendo perseguido por mim e ao mesmo tempo por Deus. Na maioria das vezes eu tenho vencido, mas venço mal, logo não venço. Sabe aquele conflito de Paulo? Faço o que não quero... Pois é, eu sou um perdedor!
 
Minha vida é cheia de cansaço, agendas do trabalho, casa, contas, planos impraticáveis, prioridades invertidas, mas eu sei que não estou só. Talvez você seja um desses como eu, que sem perceber quer abraçar o mundo e ainda arranja uma desculpa de dizer que vive servindo a Deus por todos os lugares que passa.

Estou beirando os 33 e parece-me que uma crise me aguarda logo ali. 33 anos de vagarosidade e pura indefinição no quesito “perder a vida”. Quando C.S. Lewis mencionou, e após isso eu li, que “tudo aquilo que não me é eterno é eternamente inútil” eu tive um clique comigo mesmo – que homem medíocre sou eu.

Mas eu me mapeei para melhor me interpretar em relação a este conflito. Daí concluí que a crise que penso talvez seja uma espécie de crise da Cruz. Sim...isso porque eu tenho me enganado seriamente ao atribuir a Cruz coisas que na verdade não fazem parte da Cruz. Meu pesado trabalho, frustrações e inconstâncias, não podem ser a minha Cruz – na verdade isso são fardos inúteis da ausência da Cruz em meus ombros e vida. Sendo bem sincero, o que ocorre é que eu mentia quase sempre... Eu não tomava a Cruz. Aliás, quem de nós tem tomado ela de forma autêntica?

Então eu começo a reconsiderar que a vida cristã não é um passeio no playground. A fé em Jesus implica em sofrimento, e não que eu queira me auto martirizar, mas...ora, que tipo de conforto nós temos almejado e construído diante de um mandado urgente e de importância eterna? Ah pessoal, é impossível seguir a Cristo e não parar no monte caveira. Não esqueçamos, nós somos discípulos do homem de dores. Logo, tomar a Cruz e perder a nossa vida implica em viver uma vida que deve nos custar caro, muito caro... Como já disse Bonhoeffer, o que custou a vida do filho de Deus, não pode custar barato para nós.

E assim eu vou me reinventando... Saindo da crise...e novamente percebendo Jesus logo aqui ao meu lado, me re-convidando a andar com Ele, e até padecer com Ele. E isso é que é verdadeiramente um privilégio!



***



Antognoni Misael, um pecador salvo por causa da Graça de Deus.

Via: Púlpito Cristão 
                               

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