Cinco Votos para Obter Poder Espiritual.

Primeiro - Trate Seriamente com o Pecado. Segundo - Não Seja Dono de Coisa Alguma. Terceiro - Nunca se Defenda. Quarto - Nunca Passe Adiante Algo que Prejudique Alguém. Quinto - Nunca Aceite Qualquer Glória. A.W. Tozer

segunda-feira, 17 de março de 2014

A minha oração é cristocêntrica?

Por Gutierres Fernandes Siqueira

"Cada um deles tinha uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos" [Apocalipse 5.8]

Oração do Apóstolo Tiago de Rembrandt
A oração é como um incenso. No culto hebraico o incenso significava o "doce aroma" e a aceitabilidade do sacrifício por Deus. Que Deus seja autossuficiente e soberano, disso todos sabemos, mas ainda assim em Sua infinita misericórdia encontramos na oração uma forma de oferecer a Ele um doce perfume. Quem é o homem para oferecer a Deus alguma coisa? O Senhor do universo sente falta de algo? Evidente que não, mas é necessário lembrar que a oração é mais do que uma ação humana, é um dom de Deus. Só é possível oferecer a Deus o pó do incenso que Ele mesmo proporciona a todos nós.

No cerimonial veterotestamentário o incenso era parte importante e deveria ser manejado com extremo cuidado, mas não havia apenas um tipo de incenso. O sumo sacerdote tinha a incumbência no Dia da Expiação de entrar no Santo dos Santos com um "incenso aromático em pó" [Levítico 16.12], ou seja, um incenso "extra fino" como no sentido do original hebraico [1]. Cristo é o nosso sumo sacerdote e somente a intercessão dEle é da qualidade "finíssima". Assim, somos orantes, mas carentes em todo o tempo da mediação de Nosso Senhor. “Quando oramos não podemos senão retomar esta oração que tem sido pronunciada [e que sempre se repete] na pessoa de Jesus Cristo”, escreveu Karl Barth [2]. É o Senhor quem intercede junto ao Pai.

O doce perfume do incenso queimado tomava todo o espaço do Lugar Santíssimo. O incenso não era para o próprio prazer, mas deveria ser manipulado pelo sacerdote no sacrifício (Êxodo 30.37, 38). Assim, hoje nossa oração não deve servir como uma forma de contemplação interna do próprio ego onde as palavras e os pensamentos são dirigidos para si. A oração, assim como o incenso, tem uma direção específica, que é o próprio Deus através de Seu Filho. É em Jesus Cristo que encontramos o ouvido de Deus direcionado para nós. “Ele (Deus) tem querido ser Aquele que ouve as nossas orações, porque todas as nossas orações são recapituladas em Jesus Cristo. Deus não pode deixar de ouvi-las, porque é Jesus Cristo quem as profere” [3].

Feche os seus olhos e queime esse incenso da oração para que o aroma do doce perfume suba a Ele! Lembre sempre que não existe oração forte. A nossa garantia do ouvir de Deus é a pessoa de Jesus Cristo, nosso mediador, e não a nossa “cara de santidade” e o vocabulário todo pomposo. A nossa oração é sempre fraca e só encontra eco em Cristo. Graças ao Senhor que o incenso é aceso pelo Filho de Deus.

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